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Bourbon Street Fest: evento comemora seus 20 anos de conexão New Orleans-São Paulo

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                                                O baixista e cantor Tony Hall, no 20.º Bourbon Street Fest

Neste momento em que as relações diplomáticas e econômicas entre o Brasil e os Estados Unidos estão bastante estremecidas, a realização do 20.º Bourbon Street Fest (em São Paulo, na semana passada) provocou uma breve reflexão. Não fosse a admiração que as plateias brasileiras cultivam há mais de um século por diversos gêneros da música norte-americana (relação que se tornou de mão dupla desde a explosão mundial da bossa nova nos anos 1960), hoje seria mais difícil imaginar que um evento como esse pudesse festejar seu 20.º aniversário.

Tive a sorte de acompanhar toda a trajetória desse festival criado por Edgard Radesca e Herbert Lucas, diretores do Bourbon Street Music Club. Inaugurada em dezembro de 1993 com um histórico show do “rei do bluesB.B. King, essa casa noturna paulistana nasceu sob a inspiração da rica cena musical e gastronômica de New Orleans – a cidade mais famosa do estado norte-americano de Louisiana. E assim, dedicando sua programação ao jazz, ao blues, ao R&B e outras vertentes da black music, além da música brasileira, naturalmente, tornou-se um dos melhores clubes do gênero na América Latina.

Depois de trazerem a São Paulo dezenas de conceituados artistas da cena musical de New Orleans, como Bryan Lee, Marva Wright, Charmaine Neville e Jon Cleary, para temporadas de shows no clube,os diretores do Bourbon Street decidiram elevar essa ponte musical a outro patamar. Para comemorar os 10 anos da casa, em 2003, criaram o Bourbon Street Festival, evento que segue o perfil eclético do New Orleans Jazz & Heritage Festival, um dos maiores eventos musicais do mundo, realizado naquela cidade desde 1970.

Em meio às eventuais dificuldades para contar com patrocínios regulares, durante essas duas décadas, Edgard Radesca e Herbert Lucas seguiram à risca a missão de trazer ao Brasil mostras da diversidade que caracteriza o cenário musical de New Orleans. Não foi diferente nesta edição: o elenco do festival paulistano exibiu destaques como o tecladista e compositor Ivan Neville, herdeiro de uma das famílias musicais mais importantes de New Orleans, a banda The Rumble, a cantora JJ Thames e o baixista Tony Hall, já conhecido pela plateia de São Paulo. Vale lembrar, sempre com alguns shows gratuitos, na programação.

Por tudo que já fizeram para manter essa preciosa ponte musical entre São Paulo e New Orleans (duas cidades cosmopolitas que valorizam a cultura e, de modo geral, são conhecidas por receberem bem os imigrantes que as escolhem para morar), os diretores do Bourbon Street Fest já mereceriam ser condecorados, tanto no Brasil como nos Estados Unidos.



Cultura FM: emissora paulista reapresenta série "New Orleans, Um Caldeirão Musical"

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          Uma banda de rua do bairro de Tremé, em New Orleans, onde vivem muitos músicos


A rádio paulista Cultura FM (103,3MHz) reapresenta a partir desta quarta-feira (11/01) a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”. Roteirizados e apresentados por mim, os 13 programas traçam um retrato musical dessa cosmopolita e multirracial cidade norte-americana, onde convivem vários estilos do jazz tradicional e moderno, assim como diversas vertentes da música negra, como o rhythm & blues, o soul, o gospel e o típico funk de New Orleans.

O episódio inicial reúne registros ao vivo de algumas edições do New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos eventos mais tradicionais da cidade, realizado anualmente desde 1970. O elenco desse programa destaca o trompetista e cantor Kermit Ruffins, os pianistas Champion Jack Dupree e Henry Butler, além dos cantores John Boutté, Irma Thomas e Germaine Bazzle.

Nas semanas seguintes, a série exibe programas com temas diversos: como o grande Louis Armstrong; as principais famílias musicais da cidade (os Marsalis, os Nevilles, os Bouttés, entre outras), o lendário pianista e compositor Professor Longhair; os gêneros musicais mais cultivados hoje em New Orleans; e a trilha sonora de "Tremé", elogiada série de TV produzida pelo canal pago HBO.

Você pode escutar esses programas de duas maneiras: pelas ondas da rádio Cultura FM (103,3 MHz), nas quartas-feiras, às 22h; ou pode acessar o site dessa emissora paulista no portal UOL, por meio deste link:


Bourbon Street Fest: clube paulistano celebra a diversidade musical de New Orleans

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                                                                       O trombonista Corey Henry, líder da banda Tremé Funket  

Após o longo hiato imposto pelo período mais dramático da pandemia, um dos principais e mais simpáticos festivais brasileiros de música reativa o formato que o consagrou. O Bourbon Street Fest estreia na próxima semana sua 18.ª edição, com três shows por noite, de quarta (21/9) a domingo (25/9), no clube homônimo paulistano. Já nas tardes de sábado e domingo (24 e 25/9), essa festa musical se estende até o Parque Burle Marx, a partir das 13h, com entrada franca.

Quem já teve a oportunidade de acompanhar alguma das edições anteriores desse festival sabe o quanto ele é original. Edgard Radesca e Herbert Lucas, produtores do Bourbon Street Music Club, costumam escolher as principais atrações desse evento na eclética cena musical de New Orleans, uma das cidades mais musicais do mundo. Localizada na região da Louisiana, no sul dos Estados Unidos, essa cidade realiza anualmente o New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos maiores festivais de jazz e música negra deste planeta.

Três dos artistas do elenco desta edição do Bourbon Street Fest já são conhecidos pela plateia de São Paulo: o conceituado saxofonista e compositor de jazz moderno Donald Harrison; o trompetista e cantor Leroy Jones, que cultiva o jazz tradicional ao estilo de New Orleans; e o acordeonista e cantor Dwayne Dopsie – expoente do zydeco, tradicional e dançante gênero musical da Louisiana.

Outras vertentes essenciais da música produzida em New Orleans estarão bem representadas por talentosos artistas em ascensão na cena musical dessa cidade: o neo-soul e o R&B da cantora e violonista Bobbi Rae, que terá a companhia do guitarrista brasileiro Igor Prado e sua banda Just Groove; o funk do trombonista Corey Henry, líder da energética banda Treme Funket; e o jovem tecladista e cantor Kevin Gullage, revelação do soul e do blues, com sua banda The Blues Groovers.

Conheça a programação completa do 18.º Bourbon Street Fest neste link:
fest.bourbonstreet.com.br/

Rádio: série sobre a cena musical de New Orleans estreia na Cultura FM

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                                    Uma típica banda de metais, tocando no New Orleans Jazz Fest 

Quem costuma ler este blog já sabe que eu acompanho a cena musical de New Orleans há mais de duas décadas. Além de ser uma cidade apaixonante e diferente do resto dos Estados Unidos, ela promove um dos maiores festivais de música do mundo. Realizado desde 1970, o New Orleans Jazz & Heritage Festival não é só um imenso evento anual dedicado ao jazz. Sua missão é bem mais ampla: preservar a herança da música afro-americana e apresentá-la às novas gerações.

Depois de várias viagens a New Orleans, cheguei até a pensar em escrever um livro para registrar o essencial do que ouvi e conheci nessa cidade tão musical. Um convite da rádio Cultura FM (de São Paulo) permitiu que eu faça essa retrospectiva de uma maneira mais agradável: vou poder compartilhar com seus ouvintes minhas experiências musicais na cidade do grande Louis Armstrong.

Estreia neste domingo (7/11), às 14h, a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”, que estou escrevendo e vou apresentar durante as próximas semanas, na Cultura FM (103,3). Em 13 programas, vou traçar um painel de diversos estilos do jazz e de outros gêneros da música afro-americana cultivados nessa cidade da Louisiana, no sul dos Estados Unidos.

Para o programa de estreia preparei uma seleção de preciosas apresentações do Jazz Fest (é assim que os moradores de New Orleans se referem ao seu imenso festival de jazz e música negra), registradas em diversas edições. Quatro astros da cena musical de hoje nessa cidade estão no elenco desse episódio: o trompetista Kermit Ruffins e os cantores John Boutté, Irma Thomas e Germaine Bazzle.

Como não tenho a pretensão de narrar uma história musical de New Orleans, os programas dessa série serão temáticos. O segundo episódio é dedicado ao trompetista e cantor Louis Armstrong – o músico de New Orleans mais popular de todos os tempos.

No terceiro e no quarto episódio, vou focalizar famílias da cidade que se destacam em sua cena musical há décadas, como os Marsalis, os Nevilles ou os Bouttés. Já o quinto episódio será dedicado ao lendário pianista e cantor Professor Longhair e alguns de seus discípulos mais famosos, como Dr. John, James Booker e Henry Butler. E assim por diante.

Agradeço a Alexandre Tondella e Inez Medaglia, diretores da Cultura FM, pela oportunidade de realizar essa série com muito incentivo e liberdade. Aproveito a ocasião para dedicar esse projeto a amigos com os quais, desde 1998, já dividi muitas horas de prazer em festivais e shows em New Orleans: Ilana Scherl, Diego Rose, Eddy Pay, Beth Caetano, Ana & Paulo Olmos, Edgard Radesca, Herbert Lucas e Luiz Fernando Mascaro (em memória).

Além de acompanhar a série pela Cultura FM, ao vivo, os episódios podem ser ouvidos online, no site da rádio, onde ficam arquivados logo após a transmisssão, neste link: 
https://cultura.uol.com.br/radio/programas/new-orleans-um-caldeirao-musical/

Depois de serem exibidos, semanalmente, todos os episódios da série estarão disponíveis no site da emissora: https://cultura.uol.com.br/radio/




New Orleans: WWOZ FM reúne gravações de grandes shows de música negra

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                              A lendária banda The Meters se reencontrou no New Orleans Jazz Fest, em 2015

A WWOZ FM, rádio pública da cidade americana de New Orleans, vai tentar amenizar a saudade que seus ouvintes têm sentido dos shows ao vivo, desde que a pandemia se instalou. A partir desta quinta-feira (22/4) ela transmite outra edição da Jazz Festing in Place, série de gravações com grandes shows do New Orleans Jazz & Heritage Festival.

Um dos maiores eventos do gênero no mundo, o Jazz Fest (como é chamado pelos moradores de New Orleans) comemorou sua 50.ª edição em 2019. No ano seguinte, os ingressos já estavam à venda, quando o festival foi cancelado por causa do distanciamento social necessário para combater a pandemia.

Como já fez em 2020, a WWOZ FM vai transmitir a série Jazz Festing in Place nos mesmos dias e horários em que o Jazz Fest deste ano deveria ocorrer: de 22 a 25/4 (quinta a domingo) e de 29/4 a 2/5, das 13h às 21h (horário de Brasília).

A programação está recheada de expoentes da cena musical de New Orleans, como os pianistas Allen Toussaint, Henry Butler, Ellis Marsalis e Dr. John, os cantores John Boutté, Leah Chase e Irma Thomas, os trompetistas Terence Blanchard e Kermit Ruffins, além das bandas Galactic, Dirty Dozen Brass Band, Preservation Hall Jazz Band e a lendária The Meters (em show gravado no Jazz Fest de 1970), entre outras.

Também não faltam grandes nomes internacionais do jazz, do blues e da música negra americana, como Stevie Wonder e Ella Fitzgerald (em uma inusitada parceria no festival de 1977), as cantoras Dianne Reeves, Shirley Horn e Mahalia Jackson, o trompetista Miles Davis, o baixista Charlie Mingus, o saxofonista Sonny Rollins, o pianista e band leader Duke Ellington e a violinista Regina Carter. Ou até astros da música pop e do rock, como James Taylor, Carole King e Joe Cocker, já que o Jazz Fest costuma oferecer um elenco eclético.

Há também uma atração imperdível para os fãs da música popular brasileira: o show que Milton Nascimento fez no Jazz Fest de 1991 está entre os destaques da série para o próximo domingo. Aliás, como a programação ainda não está totalmente fechada, outras surpresas ainda serão anunciadas nos próximos dias. Para não perder seus shows favoritos, você pode baixar um PDF com os horários dos oito dias de programação, no site da WWOZ, onde também vai encontrar o link para ouvir a série:

https://www.wwoz.org/642501-cubes-jazz-festing-place-2021

4.º Festival BB Seguros: evento aproxima o blues e o jazz do público não-iniciado

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O trio do violonista e compositor norte-americano Al Di Meola encerrou, já no início da noite de ontem, em São Paulo, a quarta edição do Festival BB Seguros de Blues e Jazz. Quem passou a tarde no Parque Villa-Lobos, pôde apreciar um programa musical diversificado e de boa qualidade, além de aproveitar o sol e o calor pouco comuns para um dia de inverno.

Diferentemente de outros festivais do gênero, o BB Seguros não tem a preocupação de trazer revelações ou novas tendências musicais ao país. Como já demonstrou nas edições anteriores, sua curadoria busca oferecer um cardápio musical que possa agradar a diferentes gerações, consciente de que boa parte de seu público é formada por famílias, inclusive adolescentes e crianças.

Oficinas de artes plásticas e outras atividades para os pequenos fazem parte da programação desse festival, que também conta com a música descontraída da BB Seguros Jazz Band, cuja formação decalca as típicas bandas de rua de New Orleans, com instrumentos de sopro e washboard (tábua de lavar roupa), para animar a plateia nos intervalos entre os shows.

Não foi por acaso que, no programa deste ano, o saxofonista carioca Leo Gandelman -- um dos melhores instrumentistas do país -- apresentou versões jazzísticas de clássicos dos Beatles, acompanhado pelo Julio Bittencourt Trio. Ou que a banda mineira O Bando, conhecida na cena nacional do blues, fez um show baseado no repertório do “guitar heroe” Jimi Hendrix. Essas são duas válidas tentativas de aproximar o jazz e o blues de um público não acostumado a ouvir esses gêneros musicais.

Já o blues tradicional esteve bem representado neste ano pelo cantor e guitarrista Lil’ Jimmy Reed, veterano bluesman da Louisiana. Mais eclético foi o show do baiano Pepeu Gomes, craque da guitarra de prestígio internacional, que também homenageou Hendrix e fechou seu show com uma versão roqueira do clássico choro “Tico-Tico no Fubá” (de Zequinha de Abreu), com direito a uma inusitada citação da hispânica “Granada”.

Fechando a noite, Al Di Meola aproveitou a ocasião para exibir composições próprias extraídas de seu álbum “Opus”, recém-lançado no mercado internacional. A seu lado, o acordeonista Fausto Beccalossi e o pianista cubano Kemuel Roig compõem um trio acústico de formação incomum. Talvez esse repertório tenha decepcionado alguns fanáticos pela fase eletrificada de Di Meola, mas até eles devem admitir que assistir a um concerto de um dos mais conceituados violonistas da cena da “world music”, sem gastar um centavo, tem o valor de um presente especial.

Temporada de jazz: festivais ampliam experiência das plateias na era dos smartphones

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                                            O guitarrista Lucky Peterson, no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 

A chegada do verão, no hemisfério norte, não traz apenas sol, calor e dias mais longos. Para muitos apreciadores de música, é neste período do ano que começa a temporada dos grandes festivais de jazz. Embora mais concentrados na América do Norte e na Europa, hoje esses eventos são realizados nos mais diversos cantos do planeta.

Como tem feito nas últimas décadas, a “Down Beat” (publicação especializada em jazz, blues e gêneros musicais afins) destacou em sua edição de maio um roteiro intitulado “204 grandes festivais de verão”. O fato de o número de eventos incluídos nesse levantamento crescer a cada ano é sintomático.

Megafestivais de jazz, como os de Copenhagen (Dinamarca), Vienne (França), Montreal (Canadá) ou Nova Orleans (EUA), realizados ao ar livre, costumam atrair centenas de milhares de frequentadores. A estratégia desses eventos, que chegam a durar até duas semanas, é oferecer centenas de shows simultâneos em diversos palcos.

Para atrair tamanhas multidões, o cardápio desses festivais tornou-se diversificado, incluindo soul, R&B, funk, hip-hop, reggae, rock, pop, música africana ou caribenha, entre outras vertentes musicais. Há quem critique essa aparente diluição do foco musical, mas é fato que, ao longo de mais de um século de evolução, o jazz tem absorvido influências de todos esses gêneros. Essa hibridez faz parte de sua essência.

Na década de 1990, festivais mais puristas, como o italiano Umbria Jazz, ainda resistiam a se abrir. O diretor artístico Carlo Pagnota orgulhava-se de programar somente jazz, com raras exceções feitas a um ou outro artista do universo pop, como Sting ou Caetano Veloso. Isso foi mudando e, na edição deste ano, o jazz de Joshua Redman e Brad Mehldau vai disputar as atenções dos frequentadores com o pop de David Byrne e a música eletrônica da banda Massive Attack.

Sting e Byrne também participaram há pouco do Jazz & Heritage Festival, em Nova Orleans. Realizado há 49 anos, esse tradicional megaevento, que prioriza vertentes da música afro-americana em seus 12 palcos, foi bastante criticado quando começou a incluir medalhões do rock e do pop, mesmo reservando palcos exclusivos ao jazz moderno, ao jazz tradicional e ao blues.

Engana-se quem pensa que os festivais de jazz derivam de lendários eventos de rock, como o Monterey Pop (1967) ou Woodstock (1969). Criado em 1954 pelo pianista e produtor George Wein, o pioneiro Newport Jazz Festival teve como sede a cidade de Rhode Island, balneário norte-americano onde é realizado até hoje.

No Brasil, apreciadores do jazz tiveram que esperar até 1978 para desfrutar seu primeiro festival. Uma parceria com o evento suíço Montreux Jazz permitiu a realização do Festival Internacional de Jazz de São Paulo, que ainda realizou uma segunda edição em 1980. A transmissão ao vivo desses shows para outras regiões do país, por meio da TV Cultura, contribuiu para a formação de novas plateias para o gênero.

Nas décadas de 1980 e 1990, vieram o Free Jazz Festival e o Heineken Concerts, concentrados, basicamente, no eixo Rio-São Paulo. Já neste século, dezenas de eventos de jazz e blues se estabeleceram em outras regiões do país, formando um circuito que abrange quase todo o ano. O mais antigo é o cearense Festival Jazz & Blues, realizado há 19 anos durante o carnaval, nas cidades de Guaramiranga e Fortaleza.

Alguns desses eventos, como os fluminenses Rio das Ostras Jazz & Blues (cuja 15ª edição termina neste domingo, 17/6) e o Bourbon Festival Paraty (que realizou a 10ª edição em maio), têm relação estreita com as prefeituras dessas cidades. São festivais idealizados como meios para incrementar o turismo nessas regiões, além de estimular a formação cultural dos moradores.

Já o Savassi Festival, que desde 2003 é realizado nas ruas e em teatros de Belo Horizonte (MG), tem um perfil diferente. Em vez de programar jazzistas de renome, o produtor Bruno Golgher optou por estabelecer uma relação direta com os músicos da cena instrumental mineira. Ele incentiva a composição de obras pelos músicos locais e também parcerias com estrangeiros.

Não foi à toa que o número de festivais de jazz cresceu muito desde o início deste século, tanto no exterior como no Brasil, e ainda pode aumentar mais. Esses eventos redefiniram a experiência que as plateias tinham nos clubes ou em teatros: a descontração dos concertos ao ar livre e a possibilidade de se assistir a diversas atrações musicais em um único dia pesam a favor dos festivais.

No caso do jazz, há um diferencial a mais: ver e ouvir um músico, cantor ou instrumentista, em carne e osso, usar o improviso como ferramenta de criação artística. Nesta época em que passamos tantas horas diárias olhando para telinhas de smartphones e tablets, essa é uma experiência especial que nos faz sentir mais vivos.

(Texto publicado no caderno Ilustríssima, da "Folha de S. Paulo", em 17/06/2018)


Notas para turistas: novo hotel em New Orleans oferece preços acessíveis e restaurante

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Ao saber que durante minha estadia em New Orleans para acompanhar o 49º Jazz Fest eu ficaria hospedado no recém-inaugurado B on Canal Hotel, achei que teria uma sensação de “déjà vu”. Foi naquele mesmo edifício da hoje renovada Canal Street que me hospedei algumas vezes, no início da década passada, quando ali funcionava o Clarion Hotel, também recém-inaugurado na época. 

No lugar de mais um hotel padronizado, como os de tantas outras cidades norte-americanas, encontrei agora um simpático hotel boutique. A decoração é inspirada no charme da antiga New Orleans e das marcantes influências que a cidade recebeu da cultura francesa desde sua fundação, três séculos atrás, em 1718. Como as coloridas máscaras do Mardi Gras (o carnaval local), que você vê enfeitando os corredores e paredes do hotel.  

Com diárias bem acessíveis, o hotel oferece 155 quartos e suítes com dimensões variadas, para atender aos bolsos ou aos tamanhos dos grupos que ali se hospedam. Fiquei em uma suíte bastante confortável no 11.º andar (semelhante à da foto abaixo), com sala, frigobar e TV de tela plana, além de uma vista privilegiada da Canal Street e seus arredores, com o lendário rio Mississippi ao fundo. 

Como a maioria dos hotéis nos Estados Unidos, o B on Canal não inclui o café da manhã no preço de suas diárias. Essa refeição é oferecida no Madam’s, bar e restaurante que funciona no piso térreo do hotel. Para quem, como eu, não aprecia o pesado café da manhã local, recomendo o delicioso Croque Madam’s, versão do popular sanduíche francês.

Já na hora do almoço ou no jantar, o menu do Madam’s combina clássicos da original culinária de New Orleans, como o Gumbo (sopa de frutos do mar) ou a Muffuletta (sanduíche de diversos frios e queijos), com pratos de ascendência francesa, latina e asiática. Se você tiver a sorte de ser atendido pela simpática garçonete Cat, certamente vai deixar uma boa gorjeta.

Situado na região central da cidade, próximo aos teatros e a apenas duas quadras do disputado French Quarter (bairro histórico e destino mais frequente dos turistas), o B on Canal tem a vantagem de não ser atingido pelos incômodos congestionamentos que costumam acontecer durante os dias do Jazz Fest. Para quem passa seis ou sete horas diárias correndo de um palco para outro, em busca das melhores atrações do festival, voltar à noite para o quarto de um hotel em uma área mais tranquila é um bálsamo.

Viagem realizada a convite do New Orleans Visitors Bureau e do B on Canal Hotel.

14º Bourbon Street Fest: evento enfrenta a crise econômica com edição compacta

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                                                  O guitarrista Kenny Brown, da banda Tony Hall & The Heroes 

Em meio às dificuldades econômicas que continuam abatendo o país, a 14ª edição do Bourbon Street Fest, que começa hoje, é uma demonstração de resistência do setor cultural. Forçado a cancelar sua edição de 2016 por falta de patrocínio, o festival produzido pela casa noturna paulistana Bourbon Street Music Club retorna neste ano com um programa mais compacto, sem abrir mão de sua proposta original: trazer ao país a rica diversidade da música criada em New Orleans.

A atração de hoje (30/11), às 22h30, no palco do Bourbon Street, é o baixista e cantor Tony Hall, que volta a São Paulo à frente de banda The Heroes. Com um currículo invejável, que inclui participações em shows e gravações de grandes ídolos da música negra, de B.B. King e Stevie Wonder a George Clinton e Neville Brothers, Hall traz um repertório dançante e calcado no rhythm & blues e no funk ao estilo de New Orleans. Sua banda inclui outros craques da cena musical dessa cidade da Louisiana, como Kurt Brunus (teclados), Kenny Brown (guitarra) e Raymond Weber (bateria).

Outra atração já bem conhecida pelos frequentadores do Bourbon Street se apresenta na sexta-feira (1º/12), no clube paulistano. O trio vocal Mahogany Blue destaca Lanita May, Doreen Carter e Yadonna West, cantoras com vozes poderosas. Elas interpretam clássicos da soul music, do rhythm & blues e do pop norte-americano, em versões que revelam influências da música gospel que cantavam em igrejas de New Orleans.

Como é de hábito, o encerramento do Bourbon Street Fest 2017 será gratuito e ao ar livre, domingo (3/12), a partir das 16h, no Parque do Ibirapuera. Além de novas apresentações de Tony Hall & The Heroes e do trio Mahogany Blues, o programa inclui ainda a Orleans Street Jazz Band, banda de rua ao estilo de New Orleans, que circula pela plateia tocando temas conhecidos, inclusive da música brasileira.

O festival é produzido pela equipe do Bourbon Street Music Club, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Também conta com apoio do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo e do New Orleans Convention & Visitors Bureau.


Outras informações em www.facebook.com/bourbonstreetfest

Notas para turistas: Cape Town tem algo em comum com New Orleans, além do jazz

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Se você viu as fotos dessas simpáticas casas com balcões de ferro e logo pensou na cidade norte-americana de New Orleans, se enganou. Eu me deparei com elas, na semana passada, ao caminhar pela Long Street, histórica rua da região central de Cape Town (Cidade do Cabo, na África do Sul). Frequentada por muitos jovens, essa área conserva uma certa atmosfera hippie dos anos 1970.

Qualquer um que já visitou o turístico bairro do French Quarter, em New Orleans, jamais esquece das coloridas e charmosas casas ao estilo da era vitoriana, com seus balcões de ferro forjado. Por isso a minha surpresa ao perceber que, além de realizarem grandes festivais de jazz reconhecidos entre os melhores do mundo, as cidades de Cape Town e New Orleans também têm algo marcante em comum, em termos de arquitetura.

Durante a cobertura do 18° Cape Town Jazz Festival, fiquei hospedado no Pepper Club, um confortável hotel, com quartos enormes e ótimo atendimento, que fica a uma quadra da Long Street. Aliás, essa região da cidade também oferece muitas opções em restaurantes, lanchonetes, bares e compras.

(Viagem realizada a convite do Departamento de Turismo da África do Sul e da South African Airways)


Centenário do jazz gravado: a Original Dixieland Jazz Band e seu 'jass' circense

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 Se você gosta de jazz, prepare seu cartão de crédito. Neste ano, em que se comemoram os centenários de nascimento de três saudosos astros desse gênero musical –- a cantora Ella Fitzgerald (em 25/4), o pianista Thelonious Monk (10/10) e o trompetista Dizzy Gillespie (21/10) –-, é bem provável que, nos próximos meses, você não resista a lançamentos de discos e livros, ou mesmo concertos, em homenagem a esses grandes mestres do improviso.

Outra efeméride, que remete aos primórdios do jazz, será lembrada neste domingo. O quinteto Original Dixieland Jass Band realizou um século atrás (exatamente em 26 de fevereiro de 1917, em Nova York) as duas primeiras gravações comerciais desse gênero musical. Se você ainda não conhece “Dixie Jass Band One-Step” e “Livery Stable Blues”,  pode ouvi-las nos links abaixo. Não se assuste: trata-se de um jazz meio circense e caricato, tanto que ainda era escrito com dois esses (“jass”).

Liderada pelo cornetista (na época os jazzistas ainda não usavam o trompete) Nick LaRocca, músico de New Orleans que se vangloriava de ter inventado o jazz, a Original Dixieland Jass Band é citada como um clássico exemplo de apropriação cultural. Não foram poucos os músicos e estudiosos do gênero que acusaram LaRocca e seus quatro parceiros de Chicago, todos brancos, de terem copiado de músicos negros boa parte do que tocavam.

Como estavam no lugar certo, no momento certo, LaRocca e a ODJB se deram bem: entraram para a história como a primeira banda norte-americana que vendeu mais de um milhão de discos. No entanto, em termos puramente musicais, talvez sua maior contribuição tenha sido a de inspirar o cornetista Bix Beirderbecke (1903-1931), este sim um original instrumentista e compositor de jazz.

Ironicamente, a proeza de ter feito as primeiras gravações de jazz quase ficou com um músico negro. O cornetista Freddie Keppard (1889-1993), um dos jazzistas pioneiros de New Orleans, chegou a ser convidado pelo selo Victor (o mesmo que produziu os discos da ODJB) a gravar com sua Original Creole Orchestra, ainda em 1915, quando se apresentou com sucesso em Nova York. Ingênuo, Keppard rejeitou a proposta: acreditou que assim evitaria que outros músicos “roubassem” sua música.

Vale lembrar que, em 1995, a cidade de New Orleans, que ostenta o também controverso título de “berço do jazz”, comemorou outro suposto centenário desse gênero musical. Para isso tomou como marco a criação da banda de jazz do pioneiro cornetista Buddy Bolden (1877-1931). Esse musico lendário foi uma das influências do trompetista e cantor Louis Armstrong (1901-1971), o maior expoente do jazz tradicional.

Claro que o centenário das primeiras gravações de jazz também será comemorado em New Orleans. O Snug Harbor, um dos melhores clubes de jazz da cidade, recebe neste domingo a Original Dixieland Jazz Band, versão atualizada da banda, que o trompetista Jimmy LaRocca (filho de Nick) decidiu formar em meados dos anos 1990. No mercado musical, poucos resistem a um lucrativo centenário.

(Texto publicado parcialmente na “Folha de S. Paulo”, em 25/2/2017)





Delfeayo Marsalis: trombonista faz pensar e dançar com seu 'jazz para todos'

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O trombonista e compositor americano Delfeayo (pronuncia-se “delfíou”) Marsalis tem surpreendido fãs e colegas do meio musical com o recém lançado álbum “Make America Great Again”, cujo título remete ao slogan da campanha de Ronald Trump à presidência dos Estados Unidos. Tratando-se de um membro de um dos clãs musicais mais influentes na cena do jazz, conhecido por posições progressistas, o título desse disco causa estranhamento.

“Às vezes é preciso correr algum risco. Espero que as pessoas sejam atraídas pelo título do álbum e se animem a explorar minha música”, diz Marsalis ao "Valor", afirmando que não se preocupou com a possibilidade de ser mal compreendido. “Diferentemente da música pop, que diz logo o que pretende, o jazz é pensado para envolver as pessoas. É preciso mergulhar nessa música para entender o que está acontecendo”, comenta o jazzista de New Orleans, que vai se apresentar no clube paulistano Bourbon Street (em 24/11) e no festival gaúcho Canoas Jazz (26/11).

Ao ouvir a faixa que dá nome ao álbum, com participação especial do ator Wendell Pierce (outro nativo de New Orleans, que se destacou nas séries de TV “Tremé” e “The Wire”), logo se constata que o projeto de Marsalis não se afina com a propaganda republicana. Como um mestre de cerimônias, Pierce lê com ironia uma espécie de editorial do álbum, que desmonta o slogan de Trump para revelar seu oportunismo.

Apesar das alusões sociais e políticas, em termos musicais as composições e os arranjos de Marsalis para a Uptown Jazz Orchestra (que o acompanha no álbum) soam sofisticados e dançantes. Pouco têm a ver, por exemplo, com a música furiosa de Charles Mingus (1922-1979), que se tornou referência no universo jazzístico ao abordar o racismo e a violência contra os negros americanos.

“Meu país mudou muito desde os anos 1950 e 1960, quando Mingus denunciava a segregação racial. Embora eu acredite que ainda existe racismo no país, a sociedade americana evoluiu”, observa Marsalis. “Acho que minha música expressa a complexidade das relações raciais nos Estados Unidos de hoje. Alguns dizem que o jazz representa a liberdade dos negros, mas, na verdade, representa a liberdade de todos, sem distinções raciais. Foi graças a essa atitude que a música de Louis Armstrong se tornou tão grandiosa”.

Não é à toa que Marsalis se refere ao lendário trompetista e pioneiro do jazz, que tanto colaborou para a projeção internacional da cidade natal de ambos. “Meu objetivo principal, ao conceber esse álbum, foi captar o espírito e a alegria de New Orleans e de sua música. New Orleans é a cidade mais original dos Estados Unidos. Essa originalidade vem das tradições africanas que mantemos na música, na dança, na comida, na cultural em geral”, explica o compositor.

Consciente das mudanças enfrentadas pelos habitantes de sua cidade, especialmente após a devastadora passagem do furacão Katrina, em 2005, Marsalis aponta o risco de New Orleans vir a se tornar “uma Disneylândia”, em função da grande ênfase no turismo e do deslocamento das comunidades negras para áreas periféricas da cidade.

“Esse processo de gentrificação tem se manifestado em todo o país. Penso que os verdadeiros músicos de New Orleans buscam entender o que está acontecendo para poderem expressar essas mudanças musicalmente”, observa Marsalis, apontando o fato de certas tradições locais, como os funerais animados por bandas de jazz, não serem compreendidas pelos turistas. “Hoje as gerações mais jovens são egoístas e desrespeitam protocolos, mas temos que nos adaptar ao que acontece”.

Embora a precária situação econômica brasileira tenha impedido que Marsalis trouxesse sua orquestra, ele enfatiza que os shows com seu quinteto serão “grandes festas”. “Vamos tocar um repertório excitante, desde clássicos do jazz até composições mais recentes, inclusive algumas extraídas do novo álbum”, promete.

No grupo que vai acompanha-lo nessa breve turnê estarão o saxofonista Kahri Lee, o pianista Kyle Roussel e o baixista David Pulphus, todos talentosos integrantes da Uptown Jazz Orchestra. O quinteto se completa com o conceituado Marvin ‘Smitty’ Smith. “Ele é um dos grandes mestres da bateria atualmente. Vai ser muito bom tocar com ele”, festeja o líder.

Em São Paulo, a apresentação de Marsalis fará parte da programação comemorativa dos 23 anos do clube Bourbon Street, que também destaca o cantor e compositor Jorge Benjor (em 17 e 18/11), o trompetista James “Boogaloo” Bolden e a cantora Annika Chambers com a Igor Prado Band (23/11). Mais informações no site do Bourbon Street Music Club.


(Entrevista publicada no jornal "Valor Econômico", em 11/11/2016)






Notas para turistas: voos da Copa Airlines permitem chegar a New Orleans via Panamá

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               Estátua de Louis Armstrong e mural, no aeroporto de New Orleans - Photo: Wally Gobetz

Já estive muitas vezes na cidade de New Orleans, na Louisiana, quase sempre para acompanhar o Jazz & Heritage Festival –- um dos melhores e maiores eventos musicais do mundo, que a população local chama apenas de Jazz Fest. Para chegar lá, já viajei por diversas companhias aéreas brasileiras ou norte-americanas, sempre fazendo conexão em alguma cidade dos estados da Flórida ou do Texas, já que não existe um voo direto de São Paulo para New Orleans.

Encarar as longas filas do setor de emigração, especialmente quando se desembarca em Dallas ou Houston, é um dos raros momentos desagradáveis, às vezes tensos, dessa viagem. Pela atitude de alguns oficiais um tanto mal humorados, já cheguei a pensar que eles prefeririam que ninguém entrasse em seu país, nem mesmo os turistas que estavam ali apenas para ouvir música e se divertirem, como eu.

Minha chegada nos Estados Unidos foi diferente, neste ano. Pela primeira vez passei pelo setor de imigração do próprio Aeroporto Internacional Louis Armstrong, em New Orleans. “Ah, você é do Brasil? De onde? São Paulo?”, foi logo perguntando o oficial. Depois de conferir meu passaporte e de mais algumas perguntas, ele disse que eu era bem vindo e desejou que eu me divertisse no Jazz Fest. Nada mais agradável para alguém chegando aos EUA do que ser recebido com a simpatia típica dos moradores de New Orleans.

Essa mudança de rotina se deve ao fato de eu ter viajado pela Copa Airlines, pela primeira vez. Desde o ano passado essa companhia panamenha está oferecendo voos para New Orleans -– partindo de várias cidades brasileiras, como São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre –- com escala na Cidade do Panamá. Outro detalhe interessante a considerar: os preços dos bilhetes da Copa Airlines costumam sair mais em conta do que os das companhias norte-americanas.


(Viagem realizada a convite do New Orleans Convention and Visitors Bureau, da Copa Airlines e do Bourbon Street Music Club)

 

 

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