4º BMW Jazz Festival: Dave Holland, Bobby McFerrin e Ahmad Jamal virão em maio

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O boato sobre a possível suspensão do BMW Jazz Festival, que circulou no ano passado, não se confirmou, felizmente, para os fãs do gênero em nosso país. A produção do evento anunciou hoje que sua quarta edição será realizada em São Paulo (no HSBC Brasil), de 29 a 31/5, e no Rio de Janeiro (no Vivo Rio), de 30/5 a 1º/6.

O contrabaixista e band leader Dave Holland, o cantor Bobby McFerrin (na foto ao lado), o pianista e compositor Ahmad Jamal e o saxofonista Kenny Garrett serão as principais atrações do evento, que também inclui o trompetista Chris Botti, o grupo Snarky Puppy e a pernambucana SpokFrevo Orquestra.

Além dessa programação, a produção também anunciou um show extra em Belo Horizonte (no Cine Theatro Brasil), em 3/6, e o costumeiro show ao ar livre, com entrada franca, no palco externo do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, no dia 1º/6.

Jazz moderno: pacote Atlantic/Reprise reedita álbuns inéditos no Brasil

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Desde a grave crise que abateu a indústria fonográfica, no início deste século, edições de discos de jazz tornaram-se mais raras, no Brasil. Essa conjuntura só aumenta a surpresa pelo lançamento de um pacote de 10 álbuns do selos Atlantic e Reprise, com jazzistas do primeiro time.

Quase todos esses títulos são inéditos no mercado brasileiro, tanto no formato CD, como em vinil. Embalados em atraentes capas de papel (só faltaram encartes com reproduções dos diminutos textos das contracapas, para que o leitor não precise recorrer a uma lupa), os 10 discos exibem diversos estilos do jazz moderno, em gravações realizadas entre as décadas de 1950 e 1970.

“The Clown” (1957), de Charles Mingus, é o álbum mais antigo do pacote, mas “Haitian Fight Song”, sanguínea composição desse contrabaixista, soa como se fosse gravada ontem. Já na faixa-título, o irônico Mingus provoca seus colegas: com o auxílio de um narrador, compara-os a um palhaço que tenta agradar as plateias, sem sucesso. 


 Em “The Avant-Garde”, gravado em 1960, mas lançado só seis anos mais tarde, o saxofonista John Coltrane e o trompetista Don Cherry expressam admiração pela música livre do vanguardista Ornette Coleman. Com Charlie Haden (baixo) e Ed Blackwell (bateria), também integrantes do grupo de Coleman, tocam composições deste pioneiro do “free jazz”.

Os pianistas Keith Jarrett, Gil Evans e Joe Zawinul têm algo em comum, nos seus currículos, que muitos invejariam: foram parceiros do inventivo Miles Davis. No álbum “Svengali” (1973), à frente de sua orquestra compacta e eletrificada, Evans relê o elegante arranjo do clássico “Summertime”, que gravou com Miles, em 1958. Ao ouvir “Blues in Orbit”, fica fácil entender porque Evans é considerado um dos maiores arranjadores do jazz. 


Joe Zawinul também relembra sua parceria com Miles, na etérea “In a Silent Way”, em meio a outras composições próprias. Há quem aponte o álbum “Zawinul” (1971) como registro de nascimento da influente banda de jazz-rock Weather Report, da qual o pianista foi co-fundador, com o saxofonista Wayne Shorter e o percussionista Airto Moreira.

No álbum “El Juicio” (1975), Keith Jarrett exercita seu ecletismo, à frente do excelente quarteto com Paul Motian (bateria), Charlie Haden (baixo) e Dewey Redman (sax tenor). Diverte-se com o percussivo tema “Gipsy Moth”, reverencia a tradição do ragtime, em “Pardon my Rags”, e mergulha no jazz de vanguarda, em “Piece for Ornette”.

Lançado em 1963, “Afro-Bossa” traz 11 temas de Duke Ellington e de seu parceiro Billy Strayhorn, inspirados pelas turnês da orquestra por vários continentes. A faixa-título não tem nada a ver com bossa nova, mas “Purple Gazelle” e “Absinthe” são pequenas joias musicais.


Já sem seu popular quarteto dos anos 1950 e 60, o pianista Dave Brubeck surge, em “All The Things You Are” (1973), com uma formação inusitada que destaca dois saxofonistas: o moderno Lee Konitz e o vanguardista Anthony Braxton. E no repertório, nada de temas próprios – só “standards”.

O pacote inclui ainda três vocalistas. Em “Round Midnight” (1962), o vozeirão expressivo de Betty Carter brilha, em arranjos orquestrais de Oliver Nelson e Claus Ogerman. Trombonista de primeira linha, Frank Rosolino se mostra bem à vontade, ao cantar standards, em “Turn Me Loose!” (1962). Finalmente, em “Portrait of Carmen” (1968), Carmen McRae encara um repertório orientado para o pop, que não faz jus à sua bagagem jazzística. Várias dessas canções medíocres já viraram pó, mas Carmen será lembrada para sempre.


(Resenha publicada originalmente no "Guia Folha - Livros, Discos e Filmes", publicada em 29/03/2014)

4º Nublu Jazz Festival: John Scofield e Jason Moran excitaram a plateia paulistana

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                                                                                                               O pianista Jason Moran

Shows excitantes marcaram a noite de encerramento do 4º Nublu Jazz Festival, ontem, em São Paulo. O trio do pianista Jason Moran e o quarteto do guitarrista John Scofield, músicos norte-americanos bem conceituados na cena do jazz contemporâneo, fizeram vibrar a plateia que encheu a Comedoria do Sesc Belenzinho. Com som e iluminação de Primeiro Mundo, o local tem tudo para sediar outros eventos de caráter internacional.

O conceito desse festival está diretamente ligado à programação do Nublu – clube do Lower East Side, em Nova York, comandado por Ilhan Ersahin, produtor e baterista que também se apresentou na noite de abertura do evento. Jazz, hip hop, eletrônica e músicas de outros países, com destaque para o Brasil, convivem no dia a dia dessa alternativa casa de shows, que também possui uma pequena gravadora. 

Ao lado de Tarus Mateen (baixo elétrico) e Nasheet Waits (bateria), músicos excelentes com o quais formou o trio The Bandwagon mais de uma década atrás, Moran demonstrou àqueles que ainda não conheciam sua música experimental, porque é considerado um dos jazzistas mais inventivos deste século.   

                                                                                        O guitarrista John Scofield
O pianista deixou espectadores embasbacados com improvisos que misturam vozes e trechos musicais pré-gravados com influências de Thelonious Monk, Jaki Byard e do jazz de vanguarda. Também arrancou aplausos ao homenagear Hermeto Pascoal, inspirador de seus experimentos de transcrição musical da fala humana. Com as mãos postas e olhando para o céu, Moran referiu-se ao genial músico alagoano como se falasse de uma divindade.

Aos 63 anos, John Scofield (na foto acima) continua dedilhando suas cordas com a mesma garra que mostrava na banda de Miles Davis, na década de 1980, mas sem intenções de exibir técnica ou velocidade. Seus solos são sintéticos e carregados de suingue. Cada nota é muito bem escolhida por ele, como se quisesse cantar com a guitarra. 

Bem humorado, ao apresentar um tema dançante inspirado na soul music, Scofield contou à plateia que, depois de compô-lo, ficou com receio de ter copiado alguma canção de Al Green, do qual é fã. “Bem, talvez tenhamos copiado um pouco, por isso decidimos chama-la de ‘Al Green Song”, disse. Se ouvisse a deliciosa versão que Scofield e sua Überjam Band tocaram ontem, o reverendo da soul se sentiria, provavelmente, mais orgulhoso do que garfado.

Elis Regina: "Coleção Folha" reúne gravações essenciais da cantora

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Está chegando às bancas de revistas e livrarias a “Coleção Folha O Melhor de Elis Regina”. Composta por 25 CDs-livretos, ela inclui os discos essenciais, assim como gravações raras ou menos conhecidas, dessa grande intérprete que muitos consideram ser a maior cantora brasileira de todos os tempos.

Foi um prazer, como editor e autor de 14 volumes dessa coleção, contar com as colaborações de Tárik de Souza, Lauro Lisboa Garcia, Mauro Ferreira e Arthur de Faria, jornalistas e críticos musicais que eu admiro. E na área do design, mais uma vez, o talento de Rodrigo Disperati e Erika Tani Azuma, do Collecta Estúdio. O projeto geral é da editora Mediafashion.


Passar alguns meses ouvindo novamente os discos de Elis e lendo suas inúmeras entrevistas, só me fez admirar mais ainda essa artista brilhante e perfeccionista, que não tinha medo de dizer o pensava, mesmo que tivesse de enfrentar os militares da ditadura ou até os colegas de profissão.


Outras informações no site www.folha.com.br/elis

Tuto Ferraz: baterista e compositor faz jazz com temperos brasileiros

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                                                                                  Tuto Ferraz, em foto de Gabriela Ruffino

O baterista, compositor e band leader paulista Tuto Ferraz lança seu álbum "À Deriva" , nesta quarta-feira (19/3), no Ruella, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Abaixo reproduzo o texto que escrevi para a contracapa desse disco, que eu recomendo. Jazz de ótima qualidade com tempero brasileiro. 


Durante 12 anos o nome de Tuto Ferraz esteve associado ao da Grooveria, banda paulistana apreciada por suas versões dançantes de clássicos da MPB, exibidas em clubes e palcos de várias capitais brasileiras. Agora, o versátil baterista, produtor e band leader revela outro aspecto de sua personalidade musical: sete composições inéditas que comprovam sua afinidade com o jazz mais acústico.

“Tenho vários lados musicais, mas sou muito crítico comigo mesmo”, ele reconhece, ao explicar que só não gravou antes um disco como este por causa da autocrítica excessiva. “Eu também gosto de melodias e de tocar em andamentos mais lentos. Por isso adoraria ver este projeto de jazz se tornar meu prato principal, nos próximos anos”, comenta o baterista, que teve os primeiros contatos com esse gênero musical ainda na infância, estimulado pela variada discoteca de seu pai.

Neste álbum, além de contar com a participação do pianista Pepe Cisneros (seu parceiro desde a década de 1990, quando tocavam na banda Tumbao), Tuto tem a seu lado talentosos instrumentistas da nova geração: o guitarrista Agenor de Lorenzi, o saxofonista Josué dos Santos e os baixistas Sidiel Vieira e Zeli Silva. As sete faixas foram gravadas “ao vivo”, sem truques de edição, na própria casa-estúdio do líder, “com um quarto e três salas de gravação”. Mais ou menos como foram feitos grandes discos de jazz, no passado.

Por essas e outras, ao ouvir “À Deriva”, a delicada valsa-jazz que intitula este álbum, ou “Saudades”, uma emotiva balada levemente tingida de samba, não estranhe se você se sentir transportado para um estúdio de algum clássico selo de jazz, como o Blue Note ou o Prestige, onde brilharam décadas atrás músicos como Miles Davis, Bill Evans, John Coltrane, McCoy Tyner, Elvin Jones, Wayne Shorter, Dave Brubeck ou Oscar Peterson – influências que marcaram a formação jazzística do líder da Funky Jazz Machine.

“Sempre gostei do jazz mais antigo. Pra mim, o creme do creme do jazz é aquele do final dos anos 50, começo dos 60”, comenta Tuto, que mistura em sua composição “Big Band à la Bond” o balanço típico das orquestras de swing, que aprendeu a gostar ouvindo fitas cassete de seu pai, com as lembranças dos emocionantes filmes de James “007” Bond. Não é toa também que sua descontraída levada de bateria, no jazzístico tema “T-Funky”, emula os ritmos funkeados de New Orleans, a lendária capital do jazz tradicional.

Naturalmente, também não poderiam faltar neste álbum as influências da música brasileira. Elas estão presentes em “Triple Samba”, um inusitado samba em ritmo ternário, na leve e valsante “Bom Dia”, ou ainda em “Chorando na Gafieira”, um suingado samba-choro daqueles que grudam no ouvido. Essa é, aliás, uma característica das composições de Tuto: suas melodias são simples e cantáveis, como as dos clássicos standards da canção norte-americana que fazem parte dos repertórios dos jazzistas. 


Empolgado com suas composições, que deflagraram a nova fase de sua carreira, Tuto revela que a produção não parou. “Ano que vem tem outro disco”, anuncia. Pelo talento que ele exibe neste “À Deriva”, só podemos esperar que o próximo álbum saia logo.  

Tetê Espíndola: seu novo álbum e o cultuado "Pássaros na Garganta" em CD duplo

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Não é justo o ônus que a cantora Tetê Espíndola suporta por possuir uma voz privilegiada, além de ser uma intérprete e compositora diferente dos padrões convencionais da música popular brasileira. Em três décadas de carreira profissional, ela já gravou quase duas dezenas de discos originais e criativos, que combinam influências sertanejas mato-grossenses e da música do mundo com experimentações vanguardistas. 

Chegou a se tornar conhecida em todo o país, em 1985, ao vencer o Festival MPB Shell, como intérprete da canção “Escrito nas Estrelas” (de Arnaldo Black e Carlos Rennó). Porém, até hoje Tetê não desfruta todo o prestígio que uma artista de sua estirpe mereceria. E com o passar do tempo, ironicamente, ainda se tornou alvo de humoristas de segunda categoria, que volta e meia tentam imitar sua voz aguda de soprano em troca de risos amarelos.


Injustiças como essas só aumentam a relevância do projeto “Álbum”, CD duplo produzido pelo selo Sesc que destaca o novo disco da cantora, “Asas do Etéreo”, além da reedição do cultuado “Pássaros na Garganta” (1982). Os shows de lançamento – dias 19 e 20, no Teatro do Sesc Vila Mariana, em São Paulo – vão reunir convidados especiais: os multi-instrumentistas Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, o compositor Arrigo Barnabé, os violonistas do Duofel, o violoncelista Jaques Morelembaum e o trombonista Bocato, entre outros conceituados músicos que participaram das gravações do disco “Asas do Etéreo”. 

Inédito até hoje no formato CD, o álbum “Pássaros na Garganta” ainda é capaz de surpreender, ou mesmo intrigar, aqueles que só conhecem Tetê Espíndola como a cantora do sucesso “Escrito nas Estrelas”. Canções de temática interiorana, como “Cunhataiporã” (de Geraldo Espíndola), “Sertaneja” (Rennê Bitencourt) ou “Amor e Guavira” (Tetê e Carlos Rennó), são interpretadas por ela em tons agudíssimos que só vozes excepcionais conseguem alcançar. Por outro lado, também brilham nesse álbum inventivas composições de Arrigo Barnabé, como “Ibiporã”, na qual Tetê reproduz com humor os sons de “uma rã que salta e que ri”, ou a atonal “Jaguadarte”, cujos versos do poeta Augusto de Campos recriam um poema de Lewis Carroll, em contemporâneo arranjo do pianista Félix Wagner. 


Nada mais natural que, três décadas depois dessas gravações, a inquieta Tetê continue a explorar regiões e nuances de sua rara extensão vocal, no novo álbum. Em “Passarinhão” (parceria com Marta Catunda), ela soa como contralto, ao fazer rasantes voos vocais ao lado de Luiz Bueno e Fernando Melo, os inventivos violonistas do Duofel, que a acompanharam na década de 1980. 


Reencontros como esse ocupam boa parte do disco, que reúne material inédito composto por Tetê em diferentes épocas. Como “Amarelando”, canção pop que ela colore com as cordas de sua craviola, em duo descontraído com o trombone de Bocato, seu ex-colega na banda Sabor de Veneno, comandada por Arrigo Barnabé. Este, em participação mais discreta, contribui com seu expressivo vozeirão, criando ruídos vocais, na soturna “Diga Não”. Já a canção “Asas do Etéreo”, uma das mais belas do álbum, conta com os sons inspiradores das flautas de bambu de Teco Cardoso. 

Também há duos com outros instrumentistas que Tetê, sempre acompanhada por sua craviola, convidou especialmente para esse projeto. A doce canção “Acácias” ganha contracantos inusitados graças ao piano de Egberto Gismonti. Beleza também não falta à gravação de “Menina” (parceria da cantora com Arnaldo Black), cuja gravação conta com o sensibilidade musical do violoncelista Jaques Morelenbaum. Já o arranjo do melancólico samba “Triste Acauã” (parceria com Breno Ruiz) assume ares de trilha sonora com a percussão corporal e o insólito berimbau de boca de Marcelo Pretto, do grupo Barbatuques.

A faixa final não poderia soar mais saborosa: em “Crisálida-Borboleta” (parceria de Tetê com o letrista Carlos Rennó), os engenhosos trocadilhos dos versos dialogam com os improvisos que Hermeto Pascoal desenha no teclado de sua escaleta. Quem deixar de lado os estereótipos e preconceitos, que contribuíram para eclipsar a obra musical de Tetê durante as últimas décadas, pode encontrar boas surpresas ao escutar este oportuno “Álbum”. 


(Texto publicado originalmente no jornal "Valor Econômico", em 13/3/2014) 

Festivais em 2014: prepare-se para eventos de jazz, blues e música instrumental

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Este é um roteiro com as atrações dos principais festivais brasileiros anunciados para 2014, ampliado e atualizado regularmente, para que os fãs do jazz, do blues, da música instrumental brasileira e da black music possam se planejar com antecedência.



                                                     Dave Holland, atração do 4º BMW Jazz Festival



1º Campinas Fest in Blues 
Quando e onde: 11 a 27/4, em Campinas (SP)
Atrações: Mud Morganfield, Eric Sardinas, Blues Etílicos, André Christovam e outros

4º BMW Jazz Festival
Quando e onde: 29 a 31/5, em São Paulo; 30/5 a 1º/6, no Rio; 3/6, em Belo Horizonte 
Atrações: Dave Holland, Bobby McFerrin, Ahmad Jamal, Kenny Garrett, Chris Botti, Snarky Puppy e SpokFrevo Orquestra


6º Bourbon Festival Paraty
Quando e onde: maio, em Paraty (RJ)
Atrações: a serem divulgadas
www.bourbonfestivalparaty.com.br

12º Rio das Ostras Jazz & Blues
Quando e onde: de 8 a 10/8 e de 15 a 17/8, em Rio das Ostras (RJ)
Atrações:
a serem divulgadas
www.riodasostrasjazzeblues.com


 

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