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Incognito: banda inglesa abre o Bourbon Festival Paraty com fusões de funk e jazz

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                                      Líder do Incognito, Bluey observa a vocalista Vanessa Haynes, no Bourbon Street

Guitarrista, compositor, produtor, arranjador, vocalista, baixista. São vários os talentos de Jean-Paul “Bluey” Maunick, o criador e líder da banda britânica Incognito, que vai exibir suas dançantes fusões de funk, soul e jazz, na noite de abertura do 5º Bourbon Festival Paraty – desta sexta (24/5) a domingo (26/5), na cidade de Paraty (RJ), ao ar livre e com entrada franca. 

Falando à "Folha de S. Paulo", por telefone, de Londres, Bluey lembrou que em sua única visita ao país, em 1996, quando se apresentou com a Incognito no Free Jazz Festival, estava tão excitado que chegou a dormir uma noite na praia, no Rio de Janeiro.

“As pessoas disseram que eu não deveria fazer aquilo, mas estar no Brasil pela primeira vez era algo muito especial para mim. Infelizmente, naquela viagem não tive tempo para conhecer músicos brasileiros. Mais tarde fiz amizades sólidas com Ed Motta e Alex Malheiros (do grupo Azymuth)”, comenta.

Para os dois shows que fará desta vez Bluey preparou uma espécie de retrospectiva musical das três décadas de sua banda. “Vamos misturar um pouco de tudo que tocamos desde o final da década de 1970. E também algumas surpresas, coisas que as pessoas não esperam que podemos tocar”.


Na quinta-feira, quando se apresentou no Bourbon Street Music Club, em São Paulo, Bluey cumpriu a promessa: surpreendeu a plateia tocando uma versão do clássico funk "Pick Up the Pieces", da banda escocesa Average White Band, lembrou um sucesso da banda carioca Black Rio e ainda chamou o cantor Ed Motta para uma canja.

A rara longevidade da Incognito – numa cena em que tantos artistas e bandas descartáveis surgem tão rapidamente quanto desaparecem – tem a ver, na opinião de Bluey, com suas próprias origens e escolhas musicais.


“Temos a sorte de fazer música que tem história. Quando se abraça uma tradição musical tão rica, que inclui o blues, o jazz, o soul, o funk, ou o que mais saiu dela, como a ‘disco’, a house ou o ‘neo soul’, você pode passar toda sua vida tocando essa música, sem precisar ficar correndo atrás de um novo sucesso. Nossa música não se prende só a uma determinada época”, reflete.

Shows gratuitos

Com 18 atrações musicais, dois palcos e shows itinerantes pelas ruas da cidade, o 5º Bourbon Festival Paraty começa com shows gratuitos do trombonista Raul de Souza e das bandas Incognito e Serial Funkers, com participação de Ed Motta.

Neste sábado, no palco principal, apresentam-se a cantora Céu, o influente baixista norte-americano Stanley Clarke (na foto acima) e a banda Big Sam’s Funky Nation, de Nova Orleans. Também oriunda dessa cidade norte-americana, a veterana cantora Germaine Bazzle vai se apresentar com a The Players New Orleans Jazz Band, no domingo, seguida pelo bandolinista Hamilton de Holanda e pela cantora Mart’nália.

Outros destaques no elenco do evento são o violonista Carlos Barbosa Lima, o cantor e gaitista Paulo Meyer, o projeto Tuto Ferraz Funky Jazz Machine, o gaitista Jefferson Gonçalves e o guitarrista Big Joe Manfra.


(texto publicado parcialmente na versão online da "Folha de S. Paulo")


Soul Rebels: banda de metais de New Orleans, que abriu o Jazz Fest, virá ao Brasil

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Com shows já confirmados em São Paulo, a banda norte-americana Soul Rebels está entre as atrações do 44º New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos maiores eventos musicais no mundo, que começou ontem (26/4), na capital cultural da Louisiana, no sul dos EUA. Essa banda de metais, que tem se destacado na cena musical de Nova Orleans, virá ao Brasil para a 11ª edição do Bourbon Street Fest, de 17 a 25 de agosto. Produzido pelo clube Bourbon Street, o evento inclui shows gratuitos, no parque do Ibirapuera. 

A Soul Rebels nasceu na década de 1990, quando os bateristas Lumar LeBlanc e Derrick Moss, integrantes da tradicional Olympia Brass Band, decidiram formar uma banda de metais mais moderna, com abertura para o soul e o funk.

“As críticas dos colegas nos deixaram meio tensos, mas, com o tempo, ajudaram a nos fortalecer. Não queríamos desrespeitar a tradição, foi um processo de evolução natural. Queríamos fazer um som mais urbano”, comenta LeBlanc, por telefone, em entrevista à "Folha de S. Paulo".

Em 2005, quando os efeitos do furacão Katrina destruíram grande parte da cidade, a Soul Rebels quase acabou. Abrigados em diversas cidades do Texas, seus integrantes enfrentaram dificuldades para voltar aos palcos. Ironicamente, em poucos anos a banda ganhou mais visibilidade do que antes. 

Depois de participar da série de TV “Treme”, que retrata o processo de reconstrução da cidade, a banda já dividiu palcos com bandas e artistas de alto calibre, como Metallica, Maceo Parker, Kanye West e Snoop Dogg, entre outros. Hoje, mesmo acostumado a tocar para plateias bem jovens, graças às ligações da banda com o hip hop, o funk e o soul, LeBlanc não menospreza seu vínculo com a eclética cultura musical de sua cidade.

“Como músicos, devemos tudo a Nova Orleans, que nos deu uma formação cultural e espiritual. Até a instrumentação de nossa banda é típica daqui. Se não tivéssemos nascido e crescido em Nova Orleans, seríamos músicos bem diferentes”, observa o baterista.

LeBlanc diz também que ficou com uma ótima impressão do Brasil, em 2010, quando se apresentou com os Soul Rebels, no festival Tudo é Jazz, em Ouro Preto (MG).

“Foi muito legal. A comida era boa e as pessoas bem simpáticas. Tivemos tempo para ver as paisagens e apreciar a música local. Pudemos sentir que o Brasil tem uma herança cultural muito grande”.

O ecletismo do New Orleans Jazz Fest

Tão eclético como a cena musical da cidade que o sedia há 44 anos, o New Orleans Jazz & Heritage Festival (que os moradores da cidade conhecem apenas por Jazz Fest) reúne atrações para todos os gostos – ou quase. Seus 12 palcos, instalados no hipódromo local, oferecem não só vários estilos de jazz, como de blues, soul, funk, R&B, gospel, hip hop, zydeco, rock, reggae, salsa, country, até música brasileira.

Neste ano o Brasil estará representado por duas atrações musicais da Bahia: o cantor, percussionista e compositor Magary Lord (que se apresenta nos dias 27 e 28/4) e o bloco afro Malê de Balê (dias 3 e 4/5).

B.B. King, Frank Ocean, Earth, Wind & Fire, George Benson, Stanley Clarke, Dianne Reeves, Patti Smith, The Black Keys, Ben Harper & Charlie Musselwhite, Joshua Redman, Roy Ayers, Wayne Shorter, Eddie Palmieri e Charles Bradley destacam-se entre as centenas de shows deste ano.

(texto publicado originalmente na versão eletrônica da "Folha de S. Paulo", em 26/4/2013)



2º BMW Jazz: festival anuncia seu elenco e vai para o Via Funchal

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                                         Stefon Harris, David Sánchez e Christian Scott, do grupo Ninety Miles

Com novo palco em São Paulo e um número maior de shows no Rio de Janeiro, o BMW Jazz Festival anunciou hoje as atrações de sua segunda edição. O evento acontecerá de 8 a 10 de junho (no Via Funchal, em São Paulo) e de 11 a 13 de junho (no Teatro Oi Casagrande, no Rio).

O elenco destaca jazzistas de vários estilos e gerações. O trio formado pelos veteranos Chick Corea (piano), Stanley Clarke (baixo) e Lenny White (bateria) promete revisitar clássicos da fusion dos anos 70 e 80. Outro veterano é o saxofonista Charles Lloyd, que virá como líder de um quarteto de feras da nova geração do jazz contemporâneo: Jason Moran (piano), Reuben Rogers (baixo) e Eric Harland (bateria).

Revelação da cena nova-iorquina, o trompetista Ambrose Akinmusire lidera seu quinteto. Formado há pouco, o grupo Ninety Miles também reúne jazzistas jovens e bastante talentosos: o vibrafonista Stefon Harris, o trompetista Christian Scott, ambos norte- americanos, o saxofonista porto-riquenho David Sánchez e o pianista cubano Harold López Nussa.

Ainda no segmento do jazz, o elenco inclui a big band do compositor e arranjador Darcy James Argue, discípulo de Bob Brookmeyer. E o Clayton Brothers Quintet, formado pelos irmãos John (contrabaixo) e Jeff Clayton (sax), que inclui Terell Stafford (trompete) e Gerald Clayton (piano), filho do contrabaixista.

Duas atrações estão mais próximas da black music e do pop. Revelação da eclética cena musical de New Orleans, o instrumentista e vocalista Trombone Shorty combina soul, funk, hip hop e rock, no repertório de seu grupo Orleans Avenue. Ex-integrantes da banda de James Brown, o saxofonista Maceo Parker, o trombonista Fred Wesley e o saxofonista Pee Wee Ellis emulam com muita vibração o funk e o rhythm & blues do ex-parceiro.

A música instrumental brasileira também estará bem representada pela dupla de acordeonistas Toninho Ferragutti e Bebê Kramer, que terá como convidados outros dois sanfoneiros: Adelson Vianna e Gabriel Levy.

Segundo a produtora do festival, Monique Gardenberg, a mudança do Auditório Ibirapuera para o Via Funchal buscou aumentar o número de ingressos disponíveis, que se esgotaram rapidamente no ano passado.

A venda dos ingressos começa no dia 14/4 (sábado). Os preços variam entre R$ 30 e R$ 120. Na internet, os ingressos podem ser adquiridos por meio de dois sites:

www.viafunchal.com.br (São Paulo) e www.ingresso.com (Rio de Janeiro)

Mais informações no site oficial do evento:
http://www.bmw.com.br/br/pt/insights/events/jazz_festival/2012/showroom/index.html


 

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