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Rafael Martini e Alexandre Andrés: músicos mineiros lançam álbum "Haru" em São Paulo

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                                                            O pianista Rafael Martini e o violonista Alexandre Andrés

Foi um prazer especial para mim assistir ao show do pianista Rafael Martini e do violonista e flautista Alexandre Andrés, ontem, no Sesc Pinheiros. Conheci esses talentosos instrumentistas e compositores uma década atrás, ao participar por vários anos do júri do Prêmio BDMG Instrumental, em Belo Horizonte. Graças à dedicação e à sensibilidade da produtora Malluh Praxedes, que o criou, esse influente prêmio já contribuiu para revelar dezenas de jovens craques da música instrumental brasileira.

Martini e Andrés estão lançando o álbum “Haru”, recheado de belas canções que compuseram, algumas delas sozinhos, outras em parcerias com os letristas Makely Ka, Bernardo Maranhão e Leonora Weissman. Os fãs de Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e outros autores do lendário Clube da Esquina logo vão notar essa natural ascendência, em algumas canções desse disco, que também já foi lançado no Japão.

Reencontrar Martini e Andrés agora, mais maduros e com suas carreiras estabelecidas, trouxe de volta minha surpresa ao ouvi-los pela primeira vez, bem mais jovens, no concurso patrocinado pelo BDMG. Ambos já esbanjavam talento, como músicos que estavam praticamente começando.

Outra boa surpresa foi ver os dois homenagearem agora, no auditório do Sesc Pinheiros, a grande compositora e flautista paulistana Léa Freire, que fez uma participação especial no show. Esse diálogo criativo, essa admiração mútua entre duas diferentes gerações musicais, me fez pensar que ainda temos algo de que podemos nos orgulhar neste país -- coisa rara por aqui, nos últimos tempos.






Savassi Festival 2017: evento mantém relação orgânica com a cena instrumental mineira

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                                             A cantora Rosa Passos, que vai interpretar canções de Tom Jobim

Vários festivais de jazz e música instrumental deixaram de acontecer neste ano graças à crise econômica que abateu o país. Já o Savassi Festival, que começa nesta sexta feira (18/8), em Belo Horizonte (MG), segue firme e forte. Essa resiliência é fácil de ser explicada. Diferentemente de outros eventos do gênero, que apostam em vistosas atrações internacionais para atrair turistas, o já tradicional festival mineiro tem desenvolvido uma relação orgânica com sua plateia e os músicos locais.

A 15ª edição do Savassi Festival vai oferecer 45 shows, em 15 palcos diferentes, além workshops, debates, concursos e lançamentos de discos. Entre as atrações escaladas para o primeiro final de semana de programação, na capital mineira, destacam-se o show da cantora Rosa Passos, que interpreta canções de Tom Jobim (em 19/8), e o concerto do acordeonista Célio Balona, vencedor do Prêmio Mastermaq Jazz de Minas, com a Orquestra de Câmara Sesiminas (18/8).

Experiência que deu certo em edições anteriores, o palco Jazzinho volta com dois shows  dirigidos ao público infantil (dia 20/8): “Moacir de Todos os Santos”, com o quinteto paulista Quartabê, interpretando composições do maestro pernambucano Moacir Santos; e “Beatles para os Pequenos”, com o grupo do pianista Cliff Korman.

Outro destaque, já na segunda semana de programação, é a noite dedicada ao jazz de Israel, com o quarteto do saxofonista Oded Tzur e o trio do pianista Shai Maestro (em 25/8). Como é de hábito nesse festival, outros músicos estrangeiros vão exibir projetos desenvolvidos em parceria com instrumentistas locais –- neste ano serão o violonista espanhol Julio Ramirez (22/8), o vibrafonista português Eduardo Cadinho (23/8; na foto abaixo) e o pianista israelense Guy Mintus (24/8). 


A criativa cena da música instrumental de Minas Gerais também está bem representada na programação. Além dos shows dos grupos Jamba Trio e Vibrafônico Jazz Quarteto, o projeto Música Nova reúne compositores que vão exibir obras inéditas: a pianista Luisa Mitre (20/8), o vibrafonista Fred Selva (21/8), o pianista Rafael Martini (23/8) e a cantora Juliana Perdigão (24/8).

Outros talentos locais vão lançar discos durante o festival, como o violonista Alexandre Andrés (24/8), o percussionista Serginho Silva (23/8), e o quinteto Semreceita (19/8). Já o programa Mulheres Criando Música Instrumental destaca as apresentações da pianista Eloá Gonçalves e da violonista Kalu Coelho.

No dia 25/8 também será realizada a mesa redonda “Fazendo festivais: identidade e curadoria”. Para debater esse tema, foram convidados Carlos Badia (produtor do Poa Jazz Festival), Daniel Nogueira (produtor do Sampa Jazz Fest) e Pedro Albuquerque (curador do Brasil Jazz Fest), com mediação de Bruno Golgher, produtor do Savassi Festival.

Como em anos anteriores, a programação do festival se estende à cidade do Rio de Janeiro, nos dias 24 e 25/8, com destaque para shows do duo dos pianistas Gilson Peranzzetta e Cliff Korman, do acordeonista Alessandro “Bebê” Kramer com o gaitista Gabriel Rossi, do violonista Zé Paulo Becker e dos jazzistas israelenses Shai Maestro e Oded Tzur. 


Veja a programação completa no site do Savassi Festival 

 

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