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Makiko Yoneda: pianista mostra como a música pode aproximar culturas diversas

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                                                                               A pianista japonesa Makiko Yoneda

Talvez nenhum outro país admire tanto a música brasileira quanto o Japão -– algo facilmente perceptível em qualquer visita a cidades como Tóquio ou Kyoto. Foi essa paixão musical que levou a pianista Makiko Yoneda a se radicar em nosso país. Tanto que, no show de lançamento de “Brasileirismo”, seu primeiro disco (anteontem, no teatro do Sesc Consolação, em São Paulo), Makiko fez questão de agradecer à própria música brasileira por tê-la trazido ao Brasil, onde enveredou pelo caminho musical que segue hoje.

No palco, ao lado da pianista e compositora japonesa estavam o baterista Marcio Bahia e o baixista Jamil Joanes, conceituados instrumentistas brasileiros, que também a acompanham no álbum. Em saborosas composições próprias, como “Baião Partido”, “Maracatu” e “Não Posso Ver um Boteco”, Makiko combina ritmos brasileiros com influências da música clássica, marcadas pelo característico lirismo japonês.

Vale a pena conhecer o álbum de Makiko Yoneda e seu trio: nesta época tão conflituosa que vivemos neste planeta, “Brasileirismo” demonstra de maneira criativa como a música pode aproximar dois povos de culturas bem diversas.  






Marcelo Martins: saxofonista de astros da MPB brilha em seu primeiro álbum solo

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Mesmo que você não consiga identificar o saxofonista e flautista Marcelo Martins, certamente já o ouviu. Desde os anos 1990 ele participou de centenas de gravações e shows, acompanhando grandes nomes da música brasileira, como Djavan, Gal Costa e João Bosco, entre outros.

Não é à toa que "Do Outro Lado" (selo independente), o primeiro disco individual desse instrumentista, compositor e arranjador fluminense soa tão maduro e bem realizado. “Algo a Dizer”, solo de sax tenor que abre o álbum, sugere o motivo da demora em gravá-lo: Marcelo só achou que tinha algo relevante a “dizer”, em um trabalho próprio, depois dos 40 anos. 


Autor de oito das nove faixas, da sensível balada “Boa Companhia” ao sofisticado samba “Amanhecendo”, ele exibe seu talento em arranjos escritos para diferentes formações instrumentais, contando com músicos do primeiro time nacional, como o trombonista Vittor Santos, o baixista Arthur Maia e o baterista Márcio Bahia. Reunião de feras para festejar o tardio “batizado” de um craque da música instrumental. 

(resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", edição de 27/7/2013)

 

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