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Ari Borger Quartet: organista paulista traça um panorama de estilos do blues

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O quarto álbum do pianista e organista Ari Borger também poderia se chamar “Coming Home”, título de uma de suas cinco composições reunidas nesse projeto (lançamento do selo ST2). Depois das bem sucedidas incursões pelo soul, pelo funk e pelo jazz, que exibiu nos CDs anteriores de seu quarteto, esse músico paulista comemora 20 anos de carreira rendendo tributo ao gênero que o lançou e melhor o identifica: o blues. 

Da alegria frenética do boogie woogie “Boogie Train” à melancolia de “Coming Home”, as nove faixas do álbum compõem uma espécie de panorama da diversidade do blues. Não faltam também alguns clássicos do gênero, como o suingado “Back at the Chicken Shack”, no qual exibe a influência do jazzista Jimmy Smith, mestre do órgão, ou o pungente rhythm’n’blues “I’d Rather Go Blind”, sucesso da cantora Etta James, que conta os vocais de Bia Marchese. Blues de categoria internacional. 

(resenha publicada originalmente no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 27/10/2012)

 

The ABCD of Boogie Woogie: quarteto britânico se diverte com forma pianística de blues

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 Modalidade de blues calcada no piano, o boogie woogie popularizou-se nos anos 1940 ao frequentar o repertório de expoentes do jazz, como os pianistas Count Basie e Fats Waller. Dançante e de essência rítmica, já na década de 1950 ele contribuiu para a gênese do rock’n’roll.

O nome do quarteto britânico The ABC&D of Boogie Woogie pode dar a impressão de que seu álbum de estreia (lançamento da gravadora ST2) seja uma introdução didática a esse estilo musical, mas, de fato, trata-se apenas de uma sigla com os nomes de seus integrantes. O que os pianistas Axel Zwingenberger e Ben Waters, Charlie Watts, o veterano baterista e membro original da banda Rolling Stones, e o baixista Dave Green querem mesmo é se divertir.

Gravado ao vivo no clube parisiense Duc des Lombards, em 2010, o descontraído CD destaca apenas um clássico do boogie woogie, “Roll’em Pete” (de Pete Johnson e Big Joe Turner), mas composições do grupo, como “Bonsoir Boogie”, “Duc de Woogie Boogie” e “Encore Stomp”, reproduzem bem a forma e a excitação desse estilo musical. 

(resenha publicada originalmente no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 27/10/2012) 


 

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