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Cultura FM: emissora paulista reapresenta série "New Orleans, Um Caldeirão Musical"

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          Uma banda de rua do bairro de Tremé, em New Orleans, onde vivem muitos músicos


A rádio paulista Cultura FM (103,3MHz) reapresenta a partir desta quarta-feira (11/01) a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”. Roteirizados e apresentados por mim, os 13 programas traçam um retrato musical dessa cosmopolita e multirracial cidade norte-americana, onde convivem vários estilos do jazz tradicional e moderno, assim como diversas vertentes da música negra, como o rhythm & blues, o soul, o gospel e o típico funk de New Orleans.

O episódio inicial reúne registros ao vivo de algumas edições do New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos eventos mais tradicionais da cidade, realizado anualmente desde 1970. O elenco desse programa destaca o trompetista e cantor Kermit Ruffins, os pianistas Champion Jack Dupree e Henry Butler, além dos cantores John Boutté, Irma Thomas e Germaine Bazzle.

Nas semanas seguintes, a série exibe programas com temas diversos: como o grande Louis Armstrong; as principais famílias musicais da cidade (os Marsalis, os Nevilles, os Bouttés, entre outras), o lendário pianista e compositor Professor Longhair; os gêneros musicais mais cultivados hoje em New Orleans; e a trilha sonora de "Tremé", elogiada série de TV produzida pelo canal pago HBO.

Você pode escutar esses programas de duas maneiras: pelas ondas da rádio Cultura FM (103,3 MHz), nas quartas-feiras, às 22h; ou pode acessar o site dessa emissora paulista no portal UOL, por meio deste link:


Bourbon Street Fest: clube paulistano celebra a diversidade musical de New Orleans

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                                                                       O trombonista Corey Henry, líder da banda Tremé Funket  

Após o longo hiato imposto pelo período mais dramático da pandemia, um dos principais e mais simpáticos festivais brasileiros de música reativa o formato que o consagrou. O Bourbon Street Fest estreia na próxima semana sua 18.ª edição, com três shows por noite, de quarta (21/9) a domingo (25/9), no clube homônimo paulistano. Já nas tardes de sábado e domingo (24 e 25/9), essa festa musical se estende até o Parque Burle Marx, a partir das 13h, com entrada franca.

Quem já teve a oportunidade de acompanhar alguma das edições anteriores desse festival sabe o quanto ele é original. Edgard Radesca e Herbert Lucas, produtores do Bourbon Street Music Club, costumam escolher as principais atrações desse evento na eclética cena musical de New Orleans, uma das cidades mais musicais do mundo. Localizada na região da Louisiana, no sul dos Estados Unidos, essa cidade realiza anualmente o New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos maiores festivais de jazz e música negra deste planeta.

Três dos artistas do elenco desta edição do Bourbon Street Fest já são conhecidos pela plateia de São Paulo: o conceituado saxofonista e compositor de jazz moderno Donald Harrison; o trompetista e cantor Leroy Jones, que cultiva o jazz tradicional ao estilo de New Orleans; e o acordeonista e cantor Dwayne Dopsie – expoente do zydeco, tradicional e dançante gênero musical da Louisiana.

Outras vertentes essenciais da música produzida em New Orleans estarão bem representadas por talentosos artistas em ascensão na cena musical dessa cidade: o neo-soul e o R&B da cantora e violonista Bobbi Rae, que terá a companhia do guitarrista brasileiro Igor Prado e sua banda Just Groove; o funk do trombonista Corey Henry, líder da energética banda Treme Funket; e o jovem tecladista e cantor Kevin Gullage, revelação do soul e do blues, com sua banda The Blues Groovers.

Conheça a programação completa do 18.º Bourbon Street Fest neste link:
fest.bourbonstreet.com.br/

New Orleans Jazz Fest: evento volta em abril após hiato de dois anos

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                                          Trombone Shorty e sua banda, no 50.º New Orleans Jazz Fest, em 2019 

Uma notícia animadora para fãs do jazz e da música negra (em especial para quem acompanhou a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”, que escrevi e apresentei há pouco na rádio Cultura FM, em São Paulo). Depois de duas edições adiadas por causa da pandemia, o New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos maiores eventos do gênero no mundo – confirmou as principais atrações de sua 51.ª edição, agendada no período de 29 de abril a 8 de maio.

Centenas de músicos de diversos gêneros dessa cidade tão musical fazem parte da programação, como Trombone Shorty, Irma Thomas, Jon Cleary, Charmaine Neville, Preservation Hall Jazz Band, John Boutté, Erica Falls, Kermit Ruffins, Galactic, Terence Blanchard, Delfeayo Marsalis, Donald Harrison e Astral Project. E para quem gosta de música pop, rock, soul, hip hop e derivados: The Who, Foo Fighters, Elvis Costello, Ludacris, Randy Newman, Erykah Badu, Kool & The Gang, Rickie Lee Jones e Lionel Ritchie, entre outros.

Se você tem planos de conhecer New Orleans, essa é uma das melhores épocas do ano para fazer isso. No site do Jazz Fest você já encontra a programação praticamente completa e informações sobre hospedagem durante o evento. Além disso, já pode garantir os ingressos para os sete dias de programação musical do festival (sem falar nos clubes e teatros da cidade, que também oferecem dezenas de shows especiais nessa época).

Aqui o link para o site oficial do festival: https://www.nojazzfest.com/


New Orleans Jazz Fest: evento festeja 50 anos com Kamasi e Rolling Stones no elenco

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                                     Kamasi Washington, atração do 50º New Orleans Jazz & Heritage Festival

No ano em que o New Orleans Jazz & Heritage Festival comemora seu 50º aniversário, o produtor Quint Davis e sua equipe deram uma demonstração de grande prestígio. Encabeçando as centenas de atrações anunciadas hoje para esse evento – um dos maiores festivais do gênero no mundo, que será realizado de 25 a 28/4 e de 2 a 5/5 – está a veterana banda britânica de rock The Rolling Stones, cuja próxima turnê pelos Estados Unidos pode ser a última.

Outros astros de diversos gêneros musicais também se destacam no elenco desse festival: jazzistas como o pianista Herbie Hancock e os saxofonistas Kamasi Washington e James Carter, o soulman Al Green, os bluesmen Robert Cray, Buddy Guy e John Hammond, a clássica banda de funk Earth, Wind & Fire e cantores de várias vertentes da música negra norte-americana, como Diana Ross, Mavis Staples, Cecile McLorin Salvant, Shirley Caesar, Jose James e Gregory Porter.

Desde novembro, quando surgiram os primeiros rumores de que os Rolling Stones iriam se apresentar em New Orleans e, pouco depois, veio a notícia de que o evento teria um dia a mais (25/4), a polêmica se instalou nas redes sociais. O anúncio de que os habituais apoiadores da rádio pública local WWOZ (que já tinham comprado pacotes com passe livre para todo o festival) não teriam acesso ao dia do show dos Rolling Stones (2/5) irritou muita gente.

Os ingressos para esse dia do festival serão vendidos separadamente, nesta quinta-feira (17/1), com restrições. Só residentes da Louisiana, portando documento oficial, terão direito a comprar dois ingressos ao preço de 185 dólares cada (fora os impostos). No dia seguinte, os ingressos restantes – se sobrarem – serão vendidos ao público em geral. Para os outros dias do festival, quando comprados nas bilheterias do evento, os ingressos custam 85 dólares.  



Também deve causar alguma polêmica, como já acontece há pelo menos duas décadas, a inclusão no elenco de outras atrações da música pop e do rock – como as cantoras Kate Perry e Alanis Morissette, os cantores Dave Matthews e Tom Jones ou o guitarrista Carlos Santana, nesta edição. A exemplo de outros festivais do gênero pelo mundo, a produção do evento tem adotado esse recurso para ampliar as plateias que frequentam o Fair Grounds (o hipódromo local), onde esse festival é realizado desde 1970.

Para quem ainda não conhece New Orleans, uma das cidades mais musicais do mundo, uma observação essencial: o nível dos artistas locais costuma ser tão alto, que é comum durante o festival você se surpreender com shows de músicos sobre os quais nunca ouviu falar antes.

Portanto, para quem vai ao Jazz Fest pela primeira vez (é assim que os moradores da cidade se referem a ele) torna-se praticamente obrigatório assistir a shows de atrações locais, como os músicos da família Marsalis, que neste ano vão homenagear o veterano pianista Ellis Marsalis, ou ainda Terence Blanchard (na foto acima), Trombone Shorty, Jon Cleary, Nicholas Payton, Aaron Neville, Donald Harrison, Kermit Ruffins, Davell Crawford, Irma Thomas e Germaine Bazzle, além das bandas Galactic, Astral Project, Dumpstaphunk, Rebirth Brass Band, The Soul Rebels e Bonerama, entre muitas outras atrações da cidade, que mais uma vez vão se alternar entre os 12 palcos do Jazz Fest.


Atualização - Com o cancelamento da turnê dos Rolling Stones, em 30/3, por causa da cirurgia cardíaca a que Mick Jagger foi submetido (em 5/4), a produção do festival incluiu a veterana banda de rock Fleetwood Mac, no elenco do dia 2/5. Mais informações sobre o New Orleans Jazz & Heritage Festival em www.nojazzfest.com







Notas para turistas: novo hotel em New Orleans oferece preços acessíveis e restaurante

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Ao saber que durante minha estadia em New Orleans para acompanhar o 49º Jazz Fest eu ficaria hospedado no recém-inaugurado B on Canal Hotel, achei que teria uma sensação de “déjà vu”. Foi naquele mesmo edifício da hoje renovada Canal Street que me hospedei algumas vezes, no início da década passada, quando ali funcionava o Clarion Hotel, também recém-inaugurado na época. 

No lugar de mais um hotel padronizado, como os de tantas outras cidades norte-americanas, encontrei agora um simpático hotel boutique. A decoração é inspirada no charme da antiga New Orleans e das marcantes influências que a cidade recebeu da cultura francesa desde sua fundação, três séculos atrás, em 1718. Como as coloridas máscaras do Mardi Gras (o carnaval local), que você vê enfeitando os corredores e paredes do hotel.  

Com diárias bem acessíveis, o hotel oferece 155 quartos e suítes com dimensões variadas, para atender aos bolsos ou aos tamanhos dos grupos que ali se hospedam. Fiquei em uma suíte bastante confortável no 11.º andar (semelhante à da foto abaixo), com sala, frigobar e TV de tela plana, além de uma vista privilegiada da Canal Street e seus arredores, com o lendário rio Mississippi ao fundo. 

Como a maioria dos hotéis nos Estados Unidos, o B on Canal não inclui o café da manhã no preço de suas diárias. Essa refeição é oferecida no Madam’s, bar e restaurante que funciona no piso térreo do hotel. Para quem, como eu, não aprecia o pesado café da manhã local, recomendo o delicioso Croque Madam’s, versão do popular sanduíche francês.

Já na hora do almoço ou no jantar, o menu do Madam’s combina clássicos da original culinária de New Orleans, como o Gumbo (sopa de frutos do mar) ou a Muffuletta (sanduíche de diversos frios e queijos), com pratos de ascendência francesa, latina e asiática. Se você tiver a sorte de ser atendido pela simpática garçonete Cat, certamente vai deixar uma boa gorjeta.

Situado na região central da cidade, próximo aos teatros e a apenas duas quadras do disputado French Quarter (bairro histórico e destino mais frequente dos turistas), o B on Canal tem a vantagem de não ser atingido pelos incômodos congestionamentos que costumam acontecer durante os dias do Jazz Fest. Para quem passa seis ou sete horas diárias correndo de um palco para outro, em busca das melhores atrações do festival, voltar à noite para o quarto de um hotel em uma área mais tranquila é um bálsamo.

Viagem realizada a convite do New Orleans Visitors Bureau e do B on Canal Hotel.

New Orleans Jazz Fest: alto nível da 49ª edição promete grande festa no próximo ano

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                                                                     A cantora Dianne Reeves, no New Orleans Jazz Fest 2018

Terminou no último domingo a 49.a edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival, um dos maiores eventos musicais do mundo. A comemoração dos 300 anos da cidade, capital cultural do estado americano da Lousiana, fazia prever muitas menções a essa efeméride durante as sete tardes de shows, mas a música acabou falando mais alto.

Atração final do festival no maior de seus 12 palcos, o instrumentista e cantor Trombone Shorty (hoje o musico mais popular de Nova Orleans na cena internacional) fez uma homenagem ao saxofonista Charles Neville. Ex-integrante da lendária banda The Neville Brothers, que encerrou o Jazz Fest durante decadas, ele morreu aos 79 anos em 26/4, véspera da abertura do evento.

Shorty, de 32 anos, relembrou emocionado do convite que recebeu, ainda adolescente, para participar de um show dos Neville Brothers no Jazz Fest. E chamou ao palco os músicos Cyril, Ian e Ivan Neville (irmão e sobrinhos do saxofonista) para cantarem juntos "Fire on the Bayou", um dos hits dos irmãos Neville.

Conhecida dos paulistanos por suas temporadas no clube Bourbon Street, a cantora Charmaine Neville dançou muito durante sua exuberante apresentação, no sábado. "Sei que meu pai está aqui em espírito", disse, logo ao entrar em cena, tentando conter a emoção. 


No dia anterior, o cultuado cantor Aaron Neville (na foto ao lado), que se apresenta com os Neville Brothers desde 1977, já tinha levado para o palco o saxofone do irmão, em seu show no festival. "Ele está aqui com a gente", disse, visivelmente abatido. 

Tristezas à parte, não faltaram alegria e animação durante o último final de semana. "Não sei explicar como isso aconteceu, mas este é o nosso 40.º show no Jazz Fest", brincou no sábado Tony Dagradi, saxofonista do Astral Project, sensacional quarteto de jazz da cidade, que merece ser mais conhecido internacionalmente.

No mesmo palco dedicado ao jazz moderno, a carismática cantora Dianne Reeves já foi ovacionada logo ao entrar em cena. Seu excelente guitarrista e violonista, o carioca Romero Lubambo, também brilhou durante todo o show, especialmente na releitura jazzística da bossa "Corcovado” (Tom Jobim).

No domingo, enquanto Jack White entretia a plateia mais jovem com seu rock, no palco dedicado à música negra urbana, o veterano cantor Smokey Robinson, 78, atraiu uma multidão de fãs de várias geracões para ouvir sucessos do soul e do R&B, que compôs para o clássico selo Motown, como "My Girl", "Get Ready" e "I Second That Emotion".

Outro veterano que o público de domingo não queria deixar sair mais de cena foi o guitarrista e cantor Buddy Guy. Aos 81 aos, o expoente do blues de Chicago não deixou por menos: depois de eletrizar a plateia por mais de uma hora, ainda desceu do palco e foi tocar "Slippin'in" no meio dos fãs.

Como já é habitual, num festival com cerca de 500 atrações musicais, não faltaram revelações. Como a talentosa cantora Quiana Lynell, que fez uma participação especial no show do trompetista Terence Blanchard, que está produzindo seu disco de estreia. Ou o guitarrista e cantor Mr. Sipp, músico do Mississippi que surpreendeu na tenda de blues.

Pelo alto nível musical que o New Orleans Jazz & Heritage Festival exibiu neste ano, sua edição de 50 anos promete uma daquelas festas para ficar na memória por muito tempo.

Resenha publicada parcialmente na "Folha de S. Paulo", em 8/05/2018. Viagem realizada a convite do New Orleans Visitors Bureau e do B on Canal Hotel. 



New Orleans Jazz Fest: Terrace Martin e Archie Shepp dialogam com o passado e o presente

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                                                                  O saxofonista Archie Shepp, no New Orleans Jazz Fest 

Entre as mais de 70 atrações de ontem no New Orleans Jazz & Heritage Festival, dois shows programados para a tenda dedicada ao jazz moderno chamaram atenção por representarem, de certo modo, um diálogo entre o presente e o passado desse centenário gênero musical.

Primeiro foi o show de Terrace Martin, 39, saxofonista, rapper e produtor de Los Angeles, conhecido por suas parcerias com os rappers Kendrick Lamar e Snoop Dog, assim como por colaborações com os jazzistas Kamasi Washington e Billy Higgins.

Em seguida subiu ao palco o lendário saxofonista, cantor e professor universitário Archie Shepp, 80, um dos últimos expoentes da geração que cultivou durante a década de 1960 o politizado “free jazz”, vertente de vanguarda do jazz.

Como bom rapper que é, Martin (na foto abaixo) fala bastante, quase tanto quanto toca seu sax alto ou os teclados eletrônicos. Entre uma música e outra elogiou bastante os colegas da banda, que inclui o extravagante baixista MonoNeon. Também brincou com a plateia e logo a conquistou ao se referir à emoção de tocar pela primeira vez em Nova Orleans.

Não era apenas conversa mole de rapper. Ao anunciar sua composição "Untitled File", chamou ao palco o trompetista Nicholas Payton, um dos jazzistas de Nova Orleans mais respeitados na cena mundial do jazz, cobrindo-o de afagos. 


Outro ponto alto do show foi uma versão bem livre de "Butterfly", composição do pianista Herbie Hancock. Martin já vem trabalhando com esse cultuado jazzista desde 2015, num aguardado álbum que deve incluir o produtor Flying Lotus e o baixista Thunderbird entre outros badalados nomes da geração que mistura jazz com hip hop e música eletrônica.

Num dia pouco feliz, Archie Shepp já entrou no palco ao estilo de Tim Maia, reclamando com os técnicos da sonorização. Para alívio da plateia, sua expressão ranzinza se suavizou um pouco ao abrir o show com uma composição em homenagem ao lendário saxofonista John Coltrane, seu grande mentor musical.

Outro tema que remeteu à fase mais radical da carreira de Shepp foi "Revolution", composição que destaca um raivoso poema de sua autoria. No entanto, em termos de linguagem, hoje sua música está bem distante das arritmias e do atonalismo do free jazz. Daquela época só restou, praticamente, o habito de borrar algumas notas do sax com t
remidos do maxilar. 

Não deixa de ser uma ironia que o número mais aplaudido do show tenha sido justamente o mais tradicional: uma versão de "Don't Get Around Much Anymore", clássico do jazzista Duke Ellington, que Shepp canta com roucos trejeitos vocais de blueseiro.

No programa jazzístico de ontem, em New Orleans, também se destacou uma atração com músicos locais. Intitulado "A Arte da Voz", o show comandado pelo pianista Larry Siebert reuniu saborosos arranjos de clássicos do jazz (a romântica "My Funny Valentine"), da soul music e do funk (a dançante "September", da banda Earth, Wind & Fire”), com destaque para os vocais de Yolanda Robinson, Tonya Boyd-Cannon e JarrellB. O que não falta na cena musical da cosmopolita New Orleans é diversidade. 


Texto publicado parcialmente na "Folha de S. Paulo", em 4/05/2018. Viagem realizada a convite do New Orleans Visitors Bureau e do B on Canal Hotel.



New Orleans Jazz Fest 2018: evento musical reforça comemorações dos 300 anos da cidade

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                                            Trombone Shorty e sua banda, atração do New Orleans Jazz Fest                                      
No ano em que a cidade de Nova Orleans festeja seus 300 anos, o New Orleans Jazz & Heritage Festival -- um dos maiores eventos musicais do mundo -- não poderia ficar de fora dessa comemoração. Até porque, mesmo que alguns de seus 12 palcos ao ar livre costumem exibir astros do rock e a música pop internacional, a essência desse festival está na celebração da música afro-americana, especialmente as vertentes cultivadas em Nova Orleans. 

A 49ª edição do Jazz Fest, como é conhecido pelos frequentadores locais, começa nesta sexta (27/4) e se estende ao próximo final de semana, com quase 500 atrações. O elenco destaca popstars como David Byrne, LL Cool J, Sting, Beck, Jack White, George Benson, Smokey Robinson, Common, Jack Johnson, Sheryl Crow, Rod Stewart (substituindo Aretha Franklin, impedida de viajar por ordens médicas) e as bandas Aerosmith e Cage the Elephant.

No entanto, quem já frequentou alguma das tardes de shows no Fair Grounds, o hipódromo local, sabe que essas serão apenas as cerejas no bolo. O que conta mesmo é o fato de todos os anos o Jazz Fest dedicar palcos exclusivos ao jazz moderno, ao blues, ao gospel, à soul music e ao R&B, ao típico jazz tradicional de Nova Orleans, à música caribenha e a gêneros musicais característicos da Louisiana, como o zydeco e a cajun music.

É por esses palcos que circulam grandes talentos da efervescente e eclética cena musical de Nova Orleans, como os trompetistas Terence Blanchard, Christian Scott e Nicholas Payton, os pianistas Jon Cleary e Henry Butler, os cantores John Boutté, Irma Thomas, Germaine Bazzle e Aaron Neville ou as bandas Galactic, The Soul Rebels, Big Sam’s Funky Nation e Rebirth Brass Band -- todos presentes nesta edição.

Para celebrar o tricentenário da cidade, o Jazz Fest reservou seu Pavilhão de Intercâmbio Cultural, espaço que vai exibir performances musicais e de dança, mostra de fotos e degustações de comidas típicas. A ideia é que essas atividades demonstrem as influências de irlandeses, alemães, italianos, vietnamitas e hispânicos, além da contribuição dos indígenas, no original caldeirão cultural da cosmopolita Nova Orleans.

Essa é também a tônica de várias exposições programadas para este ano na capital cultural da Louisiana, como a mostra “Memórias Recuperadas: Espanha, Nova Orleans e a Revolução Americana no Cabildo” (até 8/7 no Museu do Estado da Louisiana). Ou a extensa série “Mulheres de Nova Orleans: Construtoras e Reconstrutoras”, com mostras, palestras e performances em vários museus e espaços públicos, que ressaltam a importância da contribuição das mulheres na história da cidade.

Outro evento comemorativo do tricentenário é o show que o instrumentista e cantor Trombone Shorty -- hoje um dos músicos de Nova Orleans mais populares na cena internacional -- fará neste sábado (28/4), no Saenger Theatre, ao lado de convidados especiais, como Irma Thomas, Kermit Ruffins, Jon Cleary, The Soul Rebels e Cyril Neville. Shorty e sua banda Orleans Avenue também estarão entre os destaques do programa de encerramento do Jazz Fest, na tarde de 6/5. 


Texto publicado originalmente na edição de 27/4/2018 da "Folha de S. Paulo".







New Orleans Jazz Fest 2018: será que Aretha Franklin vai aparecer desta vez?

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Desde que a produção do New Orleans Jazz & Heritage Festival divulgou a programação oficial de sua 49ª edição, que será realizada de 27/4 a 6/5, os admiradores de Aretha Franklin (a maior intérprete da soul music, na opinião de críticos conceituados) já começaram a se perguntar: “Será que desta vez ela vai aparecer mesmo”?

A dúvida se justifica, já que a cantora (hoje com 75 anos) cancelou apresentações anunciadas nesse festival em 2009 e 2010. Para tranquilizar os frustrados fãs locais, Quint Davis, produtor do evento, avisou que desta vez ela reservou quatro dias de hotel na cidade e que terá a seu lado, no show do dia 28/4, uma banda grande com seção de sopros, piano de cauda, órgão e alguns vocalistas. Mais um detalhe importante: como Aretha tem medo de viajar de avião, segundo Davis, ela fará o percurso Detroit-New Orleans de ônibus.

A programação desta edição do Jazz Fest (é assim que a população de New Orleans o chama) destaca outros nomes de peso na área da soul music e do rhythm & blues, como o veterano compositor e cantor Smokey Robinson, a cantora Anita Baker, a banda Maze e o cantor e compositor Charlie Wilson (ex-The Gap Band). Sem falar em Irma Thomas, estrela local conhecida como “rainha do soul de New Orleans”. É ela quem abre o vídeo de divulgação do Jazz Fest 2018, cujo link está ao final deste texto.

Se você nunca esteve em New Orleans, ao ler entre os destaques do festival os nomes de vários medalhões da pop music e do rock, como Aerosmith, Sting, Jerry Lee Lewis, David Byrne, Beck, Jack White, Steve Miller Band ou Jack Johnson, pode ficar com uma impressão errada. Embora destine grande parte da programação de seus dois palcos maiores a atrações de rock e pop, o Jazz Fest reserva outros oito palcos ao jazz, ao blues, ao gospel, ao soul e ao rhythm and blues, à música caribenha, ao zydeco e outros ritmos da Louisiana -– ou seja, a todas as manifestações musicais que fazem parte da herança afro-americana nos Estados Unidos.

Por isso, entre os mais de 400 shows desta edição, há astros de vários gêneros da música negra: como os jazzistas Ron Carter, Dianne Reeves, Archie Shepp, Charles Lloyd, Marcus Miller, Terence Blanchard e Ellis Marsalis; os bluesmen Buddy Guy, John Mayall e a banda The Fabulous Thunderbirds; ou ainda carismáticas bandas locais, como Galactic, Dirty Dozen Brass Band, Soul Rebels, Big Sam’s Funky Nation, Bonerama e a Rebirth Brass Band, entre outras, que misturam vários ritmos em seus repertórios.

Aliás, é impressionante a variedade de gêneros musicais que são cultivados na cosmopolita New Orleans, quase sempre com alta qualidade. Não é à toa que mais de 90% da programação do Jazz Fest é reservada a atrações locais: do hip-hop da divertida banda Tank & The Bangas ao jazz contemporâneo do excelente quarteto Astral Project; do blues moderno de Walter “Wolfman” Washington ao irresistível funk da Ivan Neville’s Dumpstaphunk, que também estarão no programa desta edição.

No ano em que New Orleans comemora 300 anos, o Jazz Fest vai reservar seu último domingo para festejar essa efeméride. Também vai contar com o Pavilhão do Intercâmbio Cultural, onde acontecerá uma programação diária de shows, exposições e degustação de pratos típicos que remetem à influência de povos europeus, orientais e hispânicos na formação cultural da cidade. 


Atualização (em 16/3/2018): A produção do New Orleans Jazz & Heritage Festival anunciou hoje que Aretha Franklin cancelou sua apresentação. Segundo a nota oficial, "extremamente desapontada", a cantora foi obrigada por seu médico a abandonar as viagens e descansar por pelo menos dois meses. Aretha será substituída, no show de 28/4 em New Orleans, pelo cantor Rod Stewart. 

Conheça a programação completa e outras informações sobre o 49º New Orleans Jazz & Heritage Festival no site oficial do evento: www.nojazzfest.com



New Orleans Jazz Fest: os recados de Stevie Wonder e uma grande homenagem a Cuba

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                                                                                       A cantora cubana Daymé Arocena  

O palco era o mesmo no qual o então eufórico Stevie Wonder anunciou, em 2008, o seu apoio à candidatura de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. De volta ao New Orleans Jazz & Heritage Festival, anteontem (sábado), o cantor e compositor fez questão de demonstrar seu desagrado frente à atual orientação política do país.

“Muita coisa mudou desde a última vez que nos encontramos”, disse, bastante sério, abrindo o show com uma preleção. “Eu imploro a todos vocês: não deixem que o amor sobre o qual eu tenho falado tanto seja excluído por aqueles que têm trazido muita negatividade a esta nação”.

Sem pronunciar o nome de Donald Trump, referindo-se ao “senhor n.º 45” (por ser ele o 45º presidente norte-americano), Wonder disse que “deus lhe deu essa posição que ocupa com o propósito de unir as pessoas, não de dividi-las”.

Mesmo durante o show, recheado de dançantes sucessos de seu repertório, como “Sir Duke”, “Don’t You Worry ‘Bout a Thing”, “Supersticious” e “Higher Ground”, o cantor seguiu fazendo alusões políticas, como pedir à plateia que repetisse a palavra de ordem “racismo é inaceitável”.

A edição deste ano do Jazz Fest (é assim que os moradores de Nova Orleans se referem a ele) também será lembrada, no futuro, por uma extensa homenagem à música e à cultura de Cuba, que resultou em uma aparente extravagância da produção. Mais de 150 músicos e artistas cubanos, divididos em treze atrações, circularam por vários dos doze palcos do festival durante os sete dias de shows.

Dois desses artistas já estiveram no Brasil e brilharam na programação de ontem (domingo). A tenda de jazz estava superlotada para ouvir o veterano pianista e compositor Chucho Valdés, que exibiu seu exuberante jazz afro-cubano, tocando com um quinteto.

Restrita a dois palcos pequenos, a carismática cantora Daymé Arocena (que se apresentou no festival paulistano Jazz na Fábrica, em 2015) pagou, provavelmente, o preço de ainda ser considerada uma revelação. Sua bela voz e o repertório que mistura ritmos tradicionais cubanos e soul music poderiam ter conquistado mais fãs, em palcos maiores.

Mais sorte teve o talentoso tecladista e percussionista Pedrito Martinez, que se apresentou nos dois finais de semana do evento com projetos diferentes: seu eletrizante quarteto e o mais tradicional Rumba Project. Contagiante também foi a apresentação do Septeto Santiaguero, que fez as plateias dançarem com seus “sons”, “guarachas” e “guaguancós”.

Entre as atrações do último final de semana, na tenda de jazz, destacou-se o SF Jazz Collective, formado por craques do jazz contemporâneo, como os saxofonistas David Sánches e Miguel Zenón, o trombonista Robin Eubanks e o pianista Edward Simon. A plateia vibrou com os criativos arranjos para composições de Miles Davis.

Impressionante também foi constatar que o saxofonista Lee Konitz (na foto acima, à direita), um dos pioneiros do chamado cool jazz da década de 1950, ainda está em boa forma, a poucos meses de completar 90 anos.

Já a escalação do veterano trompetista Herb Alpert (cujos sucessos tomaram conta dos elevadores e salas de espera de consultórios nos anos 1960) e a do saxofonista Boney James (um clone do intragável Kenny G), soaram como apelações comerciais. Se a intenção era vender mais ingressos para compensar o investimento na delegação cubana, até que foi por uma boa causa.

(Reportagem publicada na "Folha de S. Paulo", em 8/5/2017. Viagem realizada com apoio do New Orleans Metropolitan Convention & Visitors Bureau)

New Orleans Jazz Fest 2017: evento da Louisiana vai celebrar a música cubana

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Na contramão do recém empossado governo norte-americano, que planeja restringir o ingressos de imigrante no país e erguer muros em suas fronteiras, o New Orleans Jazz & Heritage Festival anunciou ontem que vai realizar uma grande celebração à cultura de Cuba. Em sua 48ª edição, de 28/4 a 7/5, o evento levará à capital cultural da Louisiana mais de 150 artistas da ilha caribenha. Um dos 12 palcos do evento, que costuma ocupar as dependências do hipódromo de New Orleans, será dedicado exclusivamente a shows de diversas vertentes musicais cubanas.

Como nos últimos anos, nomes de destaque nas cenas da música pop e da black music norte-americana aparecem no elenco anunciado ontem, como os de Stevie Wonder (que teve seu show cancelado no ano passado por causa das fortes chuvas), Tom Petty & The Heartbreakers, Usher & The Roots, Alabama Shakes, Wilco, Dave Matthews & Tim Reynolds, Earth, Wind & Fire, Snoop Dog, Corinne Bailey Rae, Tower of Power, Patti Labelle e Maroon 5, entre mais de 400 shows.  

 
Eclético por natureza, em função de sua proposta de cultivar a herança cultural e a diversidade musical da cidade de Nova Orleans, o festival oferece palcos dedicados exclusivamente a gêneros como o jazz, o blues e o gospel, assim como palcos focados em vários estilos de black music (soul, funk, rhythm & blues, hip hop) ou gêneros típicos da música da Louisiana (zydeco, cajun, swamp blues).

Em meio à extensa programação destacam-se também o cantor e guitarrista George Benson, o quarteto de jazz do veterano saxofonista Lee Konitz, os blueseiros Buddy Guy, Joe Louis Walker e Jonny Lang, o soulman William Bell e ainda dois ícones do jazz da África do Sul: o pianista Abdullah Ibrahim e o trompetista Hugh Masekela.

Já entre as 12 atrações musicais reunidas no projeto “Cuba Comes to Jazz Fest”, a plateia poderá apreciar diariamente grupos e bandas cubanas de vários gêneros e gerações, como o quinteto de jazz do veterano pianista Chucho Valdés, o Rumba Project do percussionista Pedrito Martinez (na foto acima), a clássica banda de música dançante Los Van Van, o grupo de reggaeton Gente de Zona e a jovem cantora Daymé Arocena (que se destacou na edição de 2015 do festival Jazz na Fábrica, em São Paulo; foto abaixo).  


Com tantos artistas de peso no elenco, já seria possível realizar um ótimo festival em qualquer lugar do mundo, mas essa é apenas a chamada “ponta do iceberg” desse evento. Mais de 90% das atrações do evento são mesmo de New Orleans – uma das cidades mais musicais do mundo, com uma cena bastante eclética e repleta de artistas de altíssimo nível.

Não é à toa que quem vai pela primeira vez a essa cidade se surpreende ao conhecer músicos locais, como os trompetistas Terence Blanchard, Nicholas Payton e Kermit Ruffins, os pianistas (e cantores) Dr. John, Jon Cleary e Davell Crawford, os trombonistas Trombone Shorty e Delfeayo Marsalis, os cantores Aaron Neville, Harry Connick Jr., Irma Thomas, John Boutté e Germaine Bazzle, ou ainda as bandas The Meters, Galactic, The Soul Rebels, Astral Project, Dirty Dozen Brass Band, Bonerama, Rebirth Brass Band, Dumpstaphunk e a Preservation Hall Jazz Band, entre dezenas de outras notáveis atrações –- todas elas, quase invariavelmente, no programa do New Orleans Jazz & Heritage Festival.


O evento inclui também programação para crianças, uma feira de artesanato e duas áreas de alimentação com pratos típicos da culinária da Louisiana. Mais informações no site oficial do festival: www.nojazzfest.com/




New Orleans Jazz Fest 2016: as atrações de um dos maiores festivais do mundo

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Stevie Wonder, Steely Dan, Paul Simon, Neil Young, Van Morrison, Red Hot Chili Peppers, Pearl Jam, Beck, Elvis Costello, Los Lobos. Com essas atrações, o New Orleans Jazz & Heritage Festival, que anunciou o programa de sua 47ª edição, pode até parecer um grande festival de música pop e rock, mas é muito mais que isso.

Um dos maiores festivais de música do mundo, com seus 12 palcos dedicados aos diversos gêneros musicais cultivados em New Orleans (jazz moderno, jazz tradicional, blues acústico, blues elétrico, gospel, R&B, soul, funk, hip hop, reggae, salsa, zydeco, cajun, entre outros), o Jazz Fest é, na verdade, uma celebração à diversidade musical dessa cidade da Louisiana. 

Entre astros de vários gêneros, os sete dias de shows no hipódromo local vão oferecer, por exemplo, jazzistas de alto quilate como o pianista Herbie Hancock (na foto abaixo) e o saxofonista Wayne Shorter, que vão tocar em duo, o baterista Jack DeJohnette, o saxofonista Ravi Coltrane, a pianista Geri Allen, o trompetista Arturo Sandoval e o cantor Gregory Porter, entre outros.

Fãs do blues podem se deliciar com shows de medalhões do gênero, como Buddy Guy (na foto ao lado), Taj Mahal, Tedeschi-Trucks Band, Corey Harris, John Hammond e Jonny Lang. O mesmo vale para os apreciadores da black music, bem representada pelos cantores Sharon Jones,
Maxwell, Mavis Staples e Irma Thomas, além da veterana banda de soul Isley Brothers e, claro, Stevie Wonder. 
 
Como já aconteceu em 2015, a programação deste ano destaca vários tributos musicais. Na tarde de abertura (em 22/4), Geri Allen revisita a obra do clássico pianista de jazz Errol Garner. O clarinetista Dr. Michael White e o pianista Henry Butler releem a obra do pioneiro Jelly Roll Morton, em 23/4. No primeiro domingo (24/4), a cantora Ruby Wilson relembra Bessie Smith, a “Imperatriz do Blues”. Já no domingo de encerramento (1/5), os músicos das bandas de B.B. King e de Allen Toussaint rendem tributos a seus líderes, mortos em 2015. 
 
Essas atrações compõem apenas a porção mais vistosa do New Orleans Jazz Fest, que costuma oferecer cerca de 400 shows a cada ano. Na verdade, são os artistas locais que garantem a consistência musical do evento. Músicos como Aaron Neville, Dr.John, Trombone Shorty, Walter “Wolfman” Washington, John Boutté, Leah Chase, George Porter, Marcia Ball, Tab Benoit, Nicholas Payton, Donald Harrison, Glen David Andrews, Davell Crawford, Christian Scott e Rockin' Dopsie, ou bandas como Galactic, Preservation Hall Jazz Band, Astral Project, Rebirth Brass Band, Dirty Dozen Brass Band, Soul Rebels e The Wild Magnolias, podem figurar em qualquer grande festival do mundo. 

Outra tradição do evento é a de homenagear países que tenha laços com a cultura musical de New Orleans. Desta vez será o centro-americano Belize, contemplado com uma exposição no Pavilhão de Intercâmbio Cultural.

Mais informações no site do New Orleans Jazz & Heritage Festival: www.nojazzfest.com




 

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