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New Orleans Jazz Fest 2016: as atrações de um dos maiores festivais do mundo

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Stevie Wonder, Steely Dan, Paul Simon, Neil Young, Van Morrison, Red Hot Chili Peppers, Pearl Jam, Beck, Elvis Costello, Los Lobos. Com essas atrações, o New Orleans Jazz & Heritage Festival, que anunciou o programa de sua 47ª edição, pode até parecer um grande festival de música pop e rock, mas é muito mais que isso.

Um dos maiores festivais de música do mundo, com seus 12 palcos dedicados aos diversos gêneros musicais cultivados em New Orleans (jazz moderno, jazz tradicional, blues acústico, blues elétrico, gospel, R&B, soul, funk, hip hop, reggae, salsa, zydeco, cajun, entre outros), o Jazz Fest é, na verdade, uma celebração à diversidade musical dessa cidade da Louisiana. 

Entre astros de vários gêneros, os sete dias de shows no hipódromo local vão oferecer, por exemplo, jazzistas de alto quilate como o pianista Herbie Hancock (na foto abaixo) e o saxofonista Wayne Shorter, que vão tocar em duo, o baterista Jack DeJohnette, o saxofonista Ravi Coltrane, a pianista Geri Allen, o trompetista Arturo Sandoval e o cantor Gregory Porter, entre outros.

Fãs do blues podem se deliciar com shows de medalhões do gênero, como Buddy Guy (na foto ao lado), Taj Mahal, Tedeschi-Trucks Band, Corey Harris, John Hammond e Jonny Lang. O mesmo vale para os apreciadores da black music, bem representada pelos cantores Sharon Jones,
Maxwell, Mavis Staples e Irma Thomas, além da veterana banda de soul Isley Brothers e, claro, Stevie Wonder. 
 
Como já aconteceu em 2015, a programação deste ano destaca vários tributos musicais. Na tarde de abertura (em 22/4), Geri Allen revisita a obra do clássico pianista de jazz Errol Garner. O clarinetista Dr. Michael White e o pianista Henry Butler releem a obra do pioneiro Jelly Roll Morton, em 23/4. No primeiro domingo (24/4), a cantora Ruby Wilson relembra Bessie Smith, a “Imperatriz do Blues”. Já no domingo de encerramento (1/5), os músicos das bandas de B.B. King e de Allen Toussaint rendem tributos a seus líderes, mortos em 2015. 
 
Essas atrações compõem apenas a porção mais vistosa do New Orleans Jazz Fest, que costuma oferecer cerca de 400 shows a cada ano. Na verdade, são os artistas locais que garantem a consistência musical do evento. Músicos como Aaron Neville, Dr.John, Trombone Shorty, Walter “Wolfman” Washington, John Boutté, Leah Chase, George Porter, Marcia Ball, Tab Benoit, Nicholas Payton, Donald Harrison, Glen David Andrews, Davell Crawford, Christian Scott e Rockin' Dopsie, ou bandas como Galactic, Preservation Hall Jazz Band, Astral Project, Rebirth Brass Band, Dirty Dozen Brass Band, Soul Rebels e The Wild Magnolias, podem figurar em qualquer grande festival do mundo. 

Outra tradição do evento é a de homenagear países que tenha laços com a cultura musical de New Orleans. Desta vez será o centro-americano Belize, contemplado com uma exposição no Pavilhão de Intercâmbio Cultural.

Mais informações no site do New Orleans Jazz & Heritage Festival: www.nojazzfest.com




Igor Prado Band: blues, R&B e funk tocados com maestria por músicos brasileiros

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                                                                                   O guitarrista e band leader Igor Prado
Assim como o jazz, o blues também se tornou uma linguagem universal, nas últimas décadas. Músicos e vocalistas desse gênero, nos mais diversos cantos do mundo, são capazes de se entender muito bem, em um palco ou estúdio de gravação, sem jamais terem tocado juntos antes.

Com álbuns anteriores elogiados por conceituadas publicações norte-americanas e europeias, o guitarrista paulistano Igor Prado e sua banda demonstram, no variado repertório do álbum “Blues & Soul Sessions”, que dominam esse gênero com maestria. O contagiante R&B “Prado Special”, o slow blues “You Hurt Me” (de Little Willie John) e o funk “It’s Your Thing” (clássico da banda The Isley Brothers) são apenas alguns destaques do álbum, que conta com os vocais dos experientes norte-americanos Tia Carroll e J.J. Jackson. Como bônus, um DVD captado durante as gravações com um repertório um pouco diferente do incluído no álbum. 


(resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", edição de 27/4/2013)


Soul Train: compilação do pioneiro programa de TV de música negra sai em caixa de DVDs

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Na década de 1970, os jovens e adolescentes norte-americanos que curtiam soul music, rhythm & blues ou funk não o perdiam por nada. Transmitido pela TV, nas manhãs de sábado, “Soul Train” foi o primeiro programa de grande alcance exclusivamente dedicado à música negra. Exibia apresentações e entrevistas de astros do gênero, como James Brown, Stevie Wonder , Al Green
(no video abaixo), Curtis Mayfield, Isaac Hayes, Chaka Khan, Jackson Five e Temptations.

Outra atração que os fãs adoravam era a Soul Train Gang, divertida trupe de bailarinos que a cada semana exibia novas danças, criando modismos, com seus cabelões afros e calças boca-de-sino (veja o clipe abaixo). Vídeos com trechos do programa, que ficou no ar durante três décadas, já circulam há tempos pela internet, mas agora é possível apreciar um número bem maior de preciosidades de seu arquivo, com o lançamento da caixa “The Best of Soul Train” (à venda no site www.timelife.com).

São oito DVDs, com mais de 13 horas de duração, que trazem o que o programa exibiu de melhor durante os anos 1970. Só o elenco reunido no primeiro volume – Aretha Franklin, Marvin Gaye, Gladys Knight, Earth, Wind & Fire, Isley Brothers e Barry White – já é capaz de deixar qualquer fã de música negra com muita água na boca.

(texto publicado na revista "Homem Vogue", nº 30 

Corinne Bailey Rae: cantora volta mais sensual e emotiva após enfrentar tragédia pessoal

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Quem viu e ouviu a doce cantora inglesa Corinne Bailey Ray despontar na cena musical, em 2006, com o dançante hit “Put Your Records On” e canções leves logo rotuladas de neo-soul, vai notar a mudança da moça. Quatro anos depois, “The Sea”, seu segundo álbum (que acaba de sair no Brasil via EMI) mostra uma compositora e intérprete mais emotiva e madura, encarando algumas baladas tristes e temas mais adultos.

A guinada musical de Corinne, hoje próxima dos 31 anos, não foi planejada por nenhum produtor. Em 2008, quando já estava preparando o novo disco, uma tragédia na vida pessoal a derrubou: seu marido, o saxofonista Jason Rae, morreu em decorrência de uma overdose acidental de álcool e metadona. Assim é compreensível que várias canções do álbum “The Sea” façam alusões a essa fatalidade, como a pungente “I’d Do It All Again”, que foi composta pela cantora dois meses depois.





Outras faixas do disco também combinam beleza e melancolia, como a balada-rock "Are You Here", a romântica "Feels Like the First Time" ou a suave "I Would Like to Call It Beauty". Mas Corinne não permite que a tristeza embutida nessas canções deixe o álbum soar pesado. Canções como a dançante "Paris Nights/New York Mornings" ou a bela "The Sea", em que ela se despede literalmente de sua vida anterior, deixam uma sensação de otimismo. Outra canção "pra cima" é a sensual "Closer", soul music clássica na linha de Marvin Gaye e dos Isley Brothers, que tem tudo para se tornar um novo hit.




Depois de ser até comparada a Norah Jones ou mesmo à diva do jazz Billie Holiday, entre tantas bobagens que já foram escritas por aí, Corinne parece estar no caminho certo para afirmar sua personalidade musical. Para você que ainda não conhecia a voz doce dessa talentosa inglesinha, ou que gostaria de curtir de novo seu primeiro sucesso, fica aqui o clipe de "Put Your Records On". Deu pra sentir a evolução da garota?




 

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