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Cultura FM: emissora paulista reapresenta série "New Orleans, Um Caldeirão Musical"

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          Uma banda de rua do bairro de Tremé, em New Orleans, onde vivem muitos músicos


A rádio paulista Cultura FM (103,3MHz) reapresenta a partir desta quarta-feira (11/01) a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”. Roteirizados e apresentados por mim, os 13 programas traçam um retrato musical dessa cosmopolita e multirracial cidade norte-americana, onde convivem vários estilos do jazz tradicional e moderno, assim como diversas vertentes da música negra, como o rhythm & blues, o soul, o gospel e o típico funk de New Orleans.

O episódio inicial reúne registros ao vivo de algumas edições do New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos eventos mais tradicionais da cidade, realizado anualmente desde 1970. O elenco desse programa destaca o trompetista e cantor Kermit Ruffins, os pianistas Champion Jack Dupree e Henry Butler, além dos cantores John Boutté, Irma Thomas e Germaine Bazzle.

Nas semanas seguintes, a série exibe programas com temas diversos: como o grande Louis Armstrong; as principais famílias musicais da cidade (os Marsalis, os Nevilles, os Bouttés, entre outras), o lendário pianista e compositor Professor Longhair; os gêneros musicais mais cultivados hoje em New Orleans; e a trilha sonora de "Tremé", elogiada série de TV produzida pelo canal pago HBO.

Você pode escutar esses programas de duas maneiras: pelas ondas da rádio Cultura FM (103,3 MHz), nas quartas-feiras, às 22h; ou pode acessar o site dessa emissora paulista no portal UOL, por meio deste link:


Rádio: série sobre a cena musical de New Orleans estreia na Cultura FM

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                                    Uma típica banda de metais, tocando no New Orleans Jazz Fest 

Quem costuma ler este blog já sabe que eu acompanho a cena musical de New Orleans há mais de duas décadas. Além de ser uma cidade apaixonante e diferente do resto dos Estados Unidos, ela promove um dos maiores festivais de música do mundo. Realizado desde 1970, o New Orleans Jazz & Heritage Festival não é só um imenso evento anual dedicado ao jazz. Sua missão é bem mais ampla: preservar a herança da música afro-americana e apresentá-la às novas gerações.

Depois de várias viagens a New Orleans, cheguei até a pensar em escrever um livro para registrar o essencial do que ouvi e conheci nessa cidade tão musical. Um convite da rádio Cultura FM (de São Paulo) permitiu que eu faça essa retrospectiva de uma maneira mais agradável: vou poder compartilhar com seus ouvintes minhas experiências musicais na cidade do grande Louis Armstrong.

Estreia neste domingo (7/11), às 14h, a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”, que estou escrevendo e vou apresentar durante as próximas semanas, na Cultura FM (103,3). Em 13 programas, vou traçar um painel de diversos estilos do jazz e de outros gêneros da música afro-americana cultivados nessa cidade da Louisiana, no sul dos Estados Unidos.

Para o programa de estreia preparei uma seleção de preciosas apresentações do Jazz Fest (é assim que os moradores de New Orleans se referem ao seu imenso festival de jazz e música negra), registradas em diversas edições. Quatro astros da cena musical de hoje nessa cidade estão no elenco desse episódio: o trompetista Kermit Ruffins e os cantores John Boutté, Irma Thomas e Germaine Bazzle.

Como não tenho a pretensão de narrar uma história musical de New Orleans, os programas dessa série serão temáticos. O segundo episódio é dedicado ao trompetista e cantor Louis Armstrong – o músico de New Orleans mais popular de todos os tempos.

No terceiro e no quarto episódio, vou focalizar famílias da cidade que se destacam em sua cena musical há décadas, como os Marsalis, os Nevilles ou os Bouttés. Já o quinto episódio será dedicado ao lendário pianista e cantor Professor Longhair e alguns de seus discípulos mais famosos, como Dr. John, James Booker e Henry Butler. E assim por diante.

Agradeço a Alexandre Tondella e Inez Medaglia, diretores da Cultura FM, pela oportunidade de realizar essa série com muito incentivo e liberdade. Aproveito a ocasião para dedicar esse projeto a amigos com os quais, desde 1998, já dividi muitas horas de prazer em festivais e shows em New Orleans: Ilana Scherl, Diego Rose, Eddy Pay, Beth Caetano, Ana & Paulo Olmos, Edgard Radesca, Herbert Lucas e Luiz Fernando Mascaro (em memória).

Além de acompanhar a série pela Cultura FM, ao vivo, os episódios podem ser ouvidos online, no site da rádio, onde ficam arquivados logo após a transmisssão, neste link: 
https://cultura.uol.com.br/radio/programas/new-orleans-um-caldeirao-musical/

Depois de serem exibidos, semanalmente, todos os episódios da série estarão disponíveis no site da emissora: https://cultura.uol.com.br/radio/




Bourbon Street Fest 2014: próxima edição destaca expoentes da cena musical de New Orleans

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Atrações já confirmadas, como o pianista Allen Toussaint, o guitarrista Walter “Wolfman” Washington, o trombonista Glen David Andrews e os cantores Germaine Bazzle (na foto ao lado) e Rockin’ Dopsie Jr. prometem: se não for a melhor, a 12ª edição do Bourbon Street Fest – de 16 a 24 de agosto, em São Paulo – certamente será uma das melhores que esse evento já realizou até hoje. 

Pela primeira vez em palcos brasileiros, o veterano Allen Toussaint, cultuado expoente do rhythm & blues de New Orleans (EUA), é autor de clássicos como “Southern Nights”, “Working in the Coalmine” e “Whipped Cream”. Já escreveu arranjos e produziu gravações para diversos figurões do blues e da música pop, como Eric Clapton, Elvis Costello, Paul Simon, Etta James e John Mayall, entre outros.   


Conservando o diversificado perfil musical que exibe desde sua primeira edição, o festival produzido pelo paulistano Bourbon Street Music Club vai trazer mais uma vez nomes de ponta de várias correntes musicais cultivadas em Nova Orleans: do funk e do R&B de Walter “Wolfman” Washington (na foto à direita) ao zydeco e ao rock de Rockin Dopsie Jr.; do jazz de Germaine Bazzle ao funk, ao gospel e ao hip hop de Glen David Andrews. 

O elenco do próximo Bourbon Street Fest vai incluir também duas revelações mais recentes da cena musical de New Orleans: a cantora e guitarrista Mia Borders, que tem chamado atenção com suas letras emotivas, em canções próprias que vão do blues ao rock; e a banda Brazz-a-Holics, que une a tradição das bandas de metais de New Orleans com o balanço do jazz e do funk.

Mais informações no site do Bourbon Street Fest

Incognito: banda inglesa abre o Bourbon Festival Paraty com fusões de funk e jazz

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                                      Líder do Incognito, Bluey observa a vocalista Vanessa Haynes, no Bourbon Street

Guitarrista, compositor, produtor, arranjador, vocalista, baixista. São vários os talentos de Jean-Paul “Bluey” Maunick, o criador e líder da banda britânica Incognito, que vai exibir suas dançantes fusões de funk, soul e jazz, na noite de abertura do 5º Bourbon Festival Paraty – desta sexta (24/5) a domingo (26/5), na cidade de Paraty (RJ), ao ar livre e com entrada franca. 

Falando à "Folha de S. Paulo", por telefone, de Londres, Bluey lembrou que em sua única visita ao país, em 1996, quando se apresentou com a Incognito no Free Jazz Festival, estava tão excitado que chegou a dormir uma noite na praia, no Rio de Janeiro.

“As pessoas disseram que eu não deveria fazer aquilo, mas estar no Brasil pela primeira vez era algo muito especial para mim. Infelizmente, naquela viagem não tive tempo para conhecer músicos brasileiros. Mais tarde fiz amizades sólidas com Ed Motta e Alex Malheiros (do grupo Azymuth)”, comenta.

Para os dois shows que fará desta vez Bluey preparou uma espécie de retrospectiva musical das três décadas de sua banda. “Vamos misturar um pouco de tudo que tocamos desde o final da década de 1970. E também algumas surpresas, coisas que as pessoas não esperam que podemos tocar”.


Na quinta-feira, quando se apresentou no Bourbon Street Music Club, em São Paulo, Bluey cumpriu a promessa: surpreendeu a plateia tocando uma versão do clássico funk "Pick Up the Pieces", da banda escocesa Average White Band, lembrou um sucesso da banda carioca Black Rio e ainda chamou o cantor Ed Motta para uma canja.

A rara longevidade da Incognito – numa cena em que tantos artistas e bandas descartáveis surgem tão rapidamente quanto desaparecem – tem a ver, na opinião de Bluey, com suas próprias origens e escolhas musicais.


“Temos a sorte de fazer música que tem história. Quando se abraça uma tradição musical tão rica, que inclui o blues, o jazz, o soul, o funk, ou o que mais saiu dela, como a ‘disco’, a house ou o ‘neo soul’, você pode passar toda sua vida tocando essa música, sem precisar ficar correndo atrás de um novo sucesso. Nossa música não se prende só a uma determinada época”, reflete.

Shows gratuitos

Com 18 atrações musicais, dois palcos e shows itinerantes pelas ruas da cidade, o 5º Bourbon Festival Paraty começa com shows gratuitos do trombonista Raul de Souza e das bandas Incognito e Serial Funkers, com participação de Ed Motta.

Neste sábado, no palco principal, apresentam-se a cantora Céu, o influente baixista norte-americano Stanley Clarke (na foto acima) e a banda Big Sam’s Funky Nation, de Nova Orleans. Também oriunda dessa cidade norte-americana, a veterana cantora Germaine Bazzle vai se apresentar com a The Players New Orleans Jazz Band, no domingo, seguida pelo bandolinista Hamilton de Holanda e pela cantora Mart’nália.

Outros destaques no elenco do evento são o violonista Carlos Barbosa Lima, o cantor e gaitista Paulo Meyer, o projeto Tuto Ferraz Funky Jazz Machine, o gaitista Jefferson Gonçalves e o guitarrista Big Joe Manfra.


(texto publicado parcialmente na versão online da "Folha de S. Paulo")


44º New Orleans Jazz Fest: Trombone Shorty torna-se astro e vem para o Bourbon Street Fest

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A 44.a edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival, que terminou no último domingo, na capital cultural da Louisiana, entra como um marco de renovação na história desse evento. Depois de décadas sendo encerrado com shows da veterana banda local The Neville Brothers, o Jazz Fest consagrou o jovem instrumentista e cantor Trombone Shorty (na foto ao lado) como símbolo de uma nova fase.

“O futuro é agora. A música está em boas mãos”, sintetizou Quint Davis, produtor do festival, logo após a festejada exibição de Shorty, 27, que fez questão de descer do palco principal do evento para cantar e dançar com a multidão predominantemente jovem que o ovacionou, no hipódromo local.

Paulistas e cariocas também terão a chance de conferir, ao vivo, a evolução desse talentoso trombonista e compositor. Na plateia do Jazz Fest, o produtor Edgard Radesca confirmou a presença de Shorty no elenco do próximo Bourbon Street Fest, em agosto, que também incluirá a cantora Wanda Rouzan (na foto abaixo), o guitarrista Leo Nocentelli e as bandas Soul Rebels e Bonerama.

Antes ainda outros dois destaques do festival de Nova Orleans -- a cantora de jazz Germaine Bazzle e a banda Big Sam’s Funky Nation -- virão ao Brasil para a quinta edição do Bourbon Street Paraty (RJ), de 24 a 26 deste mês.



Simbólica também foi a escolha do trompetista Irvin Mayfield, 35, e sua jovem New Orleans Jazz Orchestra, para encerrar o festival de Nova Orleans, no palco dedicado ao jazz moderno. Contando com o carisma da cantora Dee Dee Bridgewater, em releituras de canções do repertório de Billie Holiday (1915-1959), Mayfield promoveu um saboroso encontro de duas gerações musicais.

Algo semelhante foi visto no sábado, quando o cantor e compositor Frank Ocean (na foto abaixo), outro talento nascido em Nova Orleans, atraiu não só uma multidão de teens, que berravam seu nome, mas também quarentões e cinquentões interessados em conferir suas canções, que misturam R&B, soul e hip hop.


Estabelecida como novo polo cinematográfico, além de ter sido redescoberta pela mídia norte-americana, que agora a trata como uma cidade “cool”, Nova Orleans parece enfim ter dado a volta por cima da tragédia deflagrada pelo furacão Katrina, em 2005. 



Quem teve a sorte de acompanhar shows como os de Trombone Shorty, Glen David Andrews, Sasha Masakowski, Mia Borders, Amanda Shaw, The Boutté Family, Ivan Neville’s Dumpstaphunk, Jesse McBride e Fleur Debris, entre dezenas de atrações do New Orleans Jazz Fest, tem motivos de sobra para esperar que essa cidade tão musical brilhe mais ainda no futuro.

(reportagem publicada na "Folha de S. Paulo", em 7/5/2013; viagem realizada a convite do New Orleans Convention & Visitors Bureau e do Bourbon Street Music Club)

New Orleans Jazz Fest: cantora Germaine Bazzle vem para o Bourbon Fest Paraty

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A chuva forte que caiu no final da tarde do ultimo domingo, obrigando a plateia a enfrentar muita lama nas dependências do encharcado hipódromo de Nova Orleans, não diminuiu a animação. Com capas de plástico, guarda-chuvas, ou mesmo sem proteção alguma, dezenas de milhares de fãs das bandas Earth, Wind & Fire, Gipsy Kings e Dave Mathews Band enfrentaram a intempérie para se divertir e aplaudir seus ídolos durante a 44.a edição do New Orleans Jazz Fest.

Duas horas antes que a chuva despencasse, um colorido cortejo de fãs, familiares e amigos do veterano baterista “Uncle” Lionel Batiste desfilou pelas ruas do hipódromo para prestar homenagem ao líder da tradicional Tremé Brass Band, que morreu no ano passado, aos 81 anos.

Entre as músicas melancólicas e alegres que costumam acompanhar os típicos funerais de Nova Orleans surgiu uma mais recente: “Down in Tremé”, a dançante canção de abertura da série de TV “Tremé” (exibida no Brasil pelo canal pago HBO), que tem ampliado o interesse no mundo por essa cidade tão musical, narrando histórias de sua reconstrução após a tragédia deflagrada pelo furacão Katrina.

No sábado, entre os 12 palcos que oferecem atrações simultâneas, a tenda dedicada ao jazz moderno exibiu dois carismáticos veteranos: o pianista e band leader porto-riquenho Eddie Palmieri, 77, com sua afiada Salsa Orchestra, e Germaine Bazzle (na foto acima), uma das cantoras mais conceituadas de Nova Orleans.

Aos 81 anos, Germaine esbanjou simpatia, revisitando “standards” do jazz extraídos dos repertórios de Billie Holiday, Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, entre outras grandes vocalistas de jazz que a influenciaram.

“Esta é a minha favorita”, disse ela ao abrir seu show com a canção “When You’re Smiling”, numa versão bem suingada e elegante, arrancando sorrisos e demonstrações de surpresa frente à alta energia de seus improvisos vocais.

Os paulistas que quiserem ouvi-la ao vivo, pela primeira vez no Brasil, terão que ir a Paraty (RJ), de 24 a 26 de maio, onde será realizada a quinta edição do Bourbon Fest Paraty. No elenco já estão confirmados os nomes da banda britânica Incognito e da Big Sam’s Funky Nation, banda de New Orleans que também se apresentou ontem no festival.

O Brasil esteve representado no primeiro final de semana do evento em New Orleans. No palco Jazz & Heritage (dedicado à herança musical da África), o cantor e percussionista Magary Lord fez a plateia dançar com as coreografias extravagantes de seu afro-baiano “black semba”.

O New Orleans Jazz & Heritage Festival continua na próxima semana com shows de Frank Ocean, Stanley Clarke, Terence Blanchard, Jimmy Cliff, Aaron Neville, Patty Smith e Black Keys, entre centenas de atrações.


(texto publicado originalmente na "Folha de São Paulo", em 30/04/2013)


 

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