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New Orleans Jazz Fest 2018: será que Aretha Franklin vai aparecer desta vez?

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Desde que a produção do New Orleans Jazz & Heritage Festival divulgou a programação oficial de sua 49ª edição, que será realizada de 27/4 a 6/5, os admiradores de Aretha Franklin (a maior intérprete da soul music, na opinião de críticos conceituados) já começaram a se perguntar: “Será que desta vez ela vai aparecer mesmo”?

A dúvida se justifica, já que a cantora (hoje com 75 anos) cancelou apresentações anunciadas nesse festival em 2009 e 2010. Para tranquilizar os frustrados fãs locais, Quint Davis, produtor do evento, avisou que desta vez ela reservou quatro dias de hotel na cidade e que terá a seu lado, no show do dia 28/4, uma banda grande com seção de sopros, piano de cauda, órgão e alguns vocalistas. Mais um detalhe importante: como Aretha tem medo de viajar de avião, segundo Davis, ela fará o percurso Detroit-New Orleans de ônibus.

A programação desta edição do Jazz Fest (é assim que a população de New Orleans o chama) destaca outros nomes de peso na área da soul music e do rhythm & blues, como o veterano compositor e cantor Smokey Robinson, a cantora Anita Baker, a banda Maze e o cantor e compositor Charlie Wilson (ex-The Gap Band). Sem falar em Irma Thomas, estrela local conhecida como “rainha do soul de New Orleans”. É ela quem abre o vídeo de divulgação do Jazz Fest 2018, cujo link está ao final deste texto.

Se você nunca esteve em New Orleans, ao ler entre os destaques do festival os nomes de vários medalhões da pop music e do rock, como Aerosmith, Sting, Jerry Lee Lewis, David Byrne, Beck, Jack White, Steve Miller Band ou Jack Johnson, pode ficar com uma impressão errada. Embora destine grande parte da programação de seus dois palcos maiores a atrações de rock e pop, o Jazz Fest reserva outros oito palcos ao jazz, ao blues, ao gospel, ao soul e ao rhythm and blues, à música caribenha, ao zydeco e outros ritmos da Louisiana -– ou seja, a todas as manifestações musicais que fazem parte da herança afro-americana nos Estados Unidos.

Por isso, entre os mais de 400 shows desta edição, há astros de vários gêneros da música negra: como os jazzistas Ron Carter, Dianne Reeves, Archie Shepp, Charles Lloyd, Marcus Miller, Terence Blanchard e Ellis Marsalis; os bluesmen Buddy Guy, John Mayall e a banda The Fabulous Thunderbirds; ou ainda carismáticas bandas locais, como Galactic, Dirty Dozen Brass Band, Soul Rebels, Big Sam’s Funky Nation, Bonerama e a Rebirth Brass Band, entre outras, que misturam vários ritmos em seus repertórios.

Aliás, é impressionante a variedade de gêneros musicais que são cultivados na cosmopolita New Orleans, quase sempre com alta qualidade. Não é à toa que mais de 90% da programação do Jazz Fest é reservada a atrações locais: do hip-hop da divertida banda Tank & The Bangas ao jazz contemporâneo do excelente quarteto Astral Project; do blues moderno de Walter “Wolfman” Washington ao irresistível funk da Ivan Neville’s Dumpstaphunk, que também estarão no programa desta edição.

No ano em que New Orleans comemora 300 anos, o Jazz Fest vai reservar seu último domingo para festejar essa efeméride. Também vai contar com o Pavilhão do Intercâmbio Cultural, onde acontecerá uma programação diária de shows, exposições e degustação de pratos típicos que remetem à influência de povos europeus, orientais e hispânicos na formação cultural da cidade. 


Atualização (em 16/3/2018): A produção do New Orleans Jazz & Heritage Festival anunciou hoje que Aretha Franklin cancelou sua apresentação. Segundo a nota oficial, "extremamente desapontada", a cantora foi obrigada por seu médico a abandonar as viagens e descansar por pelo menos dois meses. Aretha será substituída, no show de 28/4 em New Orleans, pelo cantor Rod Stewart. 

Conheça a programação completa e outras informações sobre o 49º New Orleans Jazz & Heritage Festival no site oficial do evento: www.nojazzfest.com



New Orleans Jazz Fest 2015: veteranos da black music dos anos 1970 atraem multidões

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                                                                                                              O trio de soul music O'Jays

Depois do primeiro final de semana, prejudicado por fortes temporais que resultaram na redução de alguns shows, a 46.a edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival terminou no último domingo (3/05), contemplada com quatro dias de sol para suas centenas de atrações ao ar livre, no hipódromo local. 
 
Ao anunciar o instrumentista e cantor Trombone Shorty, última atração do palco principal, o produtor Quint Davis se referiu ao tumultuado início do evento. “Começamos com uma tempestade. Fomos batizados e ficamos enlameados, mas vocês permaneceram com a gente. Quer saber? Vamos fazer tudo de novo no próximo ano”, brincou.

Num ano em que a ala pop de seu elenco foi menos atrativa do que a de edições anteriores, o Jazz Fest teve seu dia de maior público no sábado. Uma multidão de pelo menos 60 mil pessoas acompanhou a apresentação de Elton John. O cantor e pianista britânico já não alcança mais as notas agudas de suas canções, mas compensa essa deficiência com simpatia, conversando com a plateia.  

Já no domingo, a comunidade negra local superlotou a plateia do palco Congo Square para ouvir a soul music do O’Jays –  trio vocal da Filadélfia que marcou a década de 1970 com vários sucessos. Alguns deles, como “Love Train”, “For the Love of Money” e “Backstabbers”, foram cantados em coro pela plateia.

Antes, os felizardos que chegaram cedo puderam se deliciar com mais um episódico reencontro de Art Neville (teclados), Leo Nocentelli (guitarra), George Porter Jr. (baixo) e Zigaboo Modeliste (bateria), ninguém menos que os integrantes originais da The Meters (foto à esq.), a lendária banda de funk dos anos 1970, um dos maiores orgulhos musicais da cidade de New Orleans.  

Com uma programação um tanto repetitiva, o palco dedicado ao jazz moderno só se destacou com uma atração por dia. Na sexta-feira, a revelação vocal Cécile McLorin Salvant brilhou com seu repertório incomum e interpretações originais. No sábado, o veterano saxofonista Charles Lloyd e seu afiado quarteto conquistaram a plateia com a criatividade de seus improvisos. No encerramento de ontem, não bastassem os ótimos arranjos, o baixista Christian McBride e sua big band ainda trouxeram como convidada a sensacional Dianne Reeves (na foto abaixo).

Outra cantora que também se destacou neste final de semana foi Macy Gray. Convidada especial da Galactic (cultuada banda de funk de Nova Orleans que, aliás, virá ao Brasil para o Bourbon Street Fest, em agosto), a doidona Macy arrancou risadas da plateia, até dos próprios músicos, ao contar que acabara de resolver uma crise conjugal fumando um “grande e gordo baseado”.

Curiosamente, dez anos após a tragédia desencadeada pelo furacão Katrina, o Jazz Fest não fez qualquer referência maior a esse episódio que mudou a vida de muita gente na cidade – cerca de 200 mil moradores (quase todos negros) jamais retornaram. Um sinal de que, ao menos para os músicos e fãs da música produzida em Nova Orleans, já se trata de águas passadas.  

Cobertura para a "Folha de S. Paulo", realizada a convite do New Orleans Convention & Visitors Bureau e da American Airlines. Resenha publicada ontem, na versão online da "Folha".


New Orleans Jazz Fest 2015: homenagens e tributos musicais se destacam neste ano

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Foi anunciado ontem o elenco da próxima edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival, que vai ser realizado de 24 de abril a 3 de maio deste ano, na capital cultural da Louisiana, no sul dos Estados Unidos. O que chama atenção de cara, na 46ª edição desse evento, é o número considerável de homenagens e tributos musicais, incluídos na programação.

Já no primeiro dos dois finais de semana do evento, em 25/4, a cantora Cassandra Wilson vai apresentar seu show dedicado a uma das maiores intérpretes do jazz em todos os tempos, intitulado “Coming Forth by Day: A Celebration of Billie Holiday”. Preciso dizer que é uma atração imperdível?

Ainda nesse sábado, o guitarrista e cantor Tony Hall – músico bem conhecido entre os frequentadores dos festivais promovidos pela casa noturna paulistana Bourbon Street Music Club – vai fazer seu tributo a James Brown, o “Chefão do Soul”, ao lado da banda New Orleans Souls Stars.

Já no domingo (26/4), o cantor e tecladista Henry Butler fará sua homenagem a um grande pioneiro do jazz tradicional de New Orleans (a terra natal de ambos): o pianista e compositor Jelly Roll Morton.  


Ainda nesse dia, também não deixa de ser um tributo musical o concerto em que o saxofonista e clarinetista Victor Goines fará com o Faubourg Quartet. Ele promete recriar as polêmicas gravações que o genial Charlie Parker, um dos criadores do moderno bebop, fez com um naipe de cordas, na década de 1950.

Outros tributos e homenagens estão agendados para o segundo final de semana do Jazz Fest (a maneira carinhosa como os moradores de New Orleans se referem a esse festival). A velha guarda local vai estar em peso no show da The Palm Court & Friends, inspirado pelo legado musical do trompetista e cantor Lionel Ferbos, morto no ano passado aos 103 anos!

Na mesma quinta-feira (30/4), o cantor Philip Manuel, intérprete sofisticado que combina influencias do jazz e da soul music, promete releituras da obra de um certo quarteto britânico, no show “Swings the Beatles”.

No segundo sábado do evento (1º/5), o cantor e pianista Davel Crawford (na foto acima) homenageia, no show “To Fats With Love”, outro gigante musical de New Orleans: o cantor, pianista e compositor Fats Domino, pioneiro do rock’n’roll. Ainda nessa tarde, a cantora texana Ruby Wilson fará um tributo a Bessie Smith, a “Imperatriz do Blues”.

Na tarde de encerramento (em 3/5), o grande trompetista e cantor Louis Armstrong, outro dos orgulhos musicais de New Orleans, será homenageado em shows de dois de seus conterrâneos mais famosos: o pianista e cantor Dr. John e o trompetista e cantor Kermith Ruffins (na foto abaixo).

Claro que é esse é apenas um pequeno recorte musical em um festival que oferece todo os anos mais de 400 atrações – locais, nacionais e de outros países – durante os sete dias de programação, ao ar livre, na área do Fairgrounds, o hipódromo da cidade.

Menos chamativas do que em anos anteriores, as atrações de rock, pop e black music incluem Elton John, The Who, Chicago, The O’Jays, John Legend, Wilco, Jerry Lee Lewis, Stevie Winwood, Jimmy Cliff, Macy Gray, convidada da banda local Galactic, e a oportunista Lady Gaga (em seu “projeto jazzístico” com o cantor Tony Bennett).


O blues, gênero que costuma estar bem representado todos os anos, nesta edição será defendido por Buddy Guy, Taj Mahal, Robert Cray, Jimmy Vaughan, Tedeschi Trucks Band e Lil’ Ed & The Blues Imperials, entre outros. 


Já o elenco de jazz destaca, além da citada Cassandra Wilson, a Christian McBride Big Band (com participações dos cantores Dianne Reeves e Jeffrey Osborne), Charles Lloyd, Kenny Garrett, Monty Alexander, Cécile McLorin Salvant, The Terence Blanchard E-Collective, Irvin Mayfield & The New Orleans Jazz Orchestra e a banda de jazz-soul BWB (com os instrumentistas Rick Braun, Kirk Whalum e Norman Brown).

Se essas atrações podem ser consideradas as cerejas que vão enfeitar o bolo desta edição, quem já acompanhou o Jazz Fest sabe que os astros da cena local estão sempre presentes e não devem absolutamente nada aos artistas de outras regiões do país, seja em qualidade musical, originalidade ou diversidade.

Só os nomes de Trombone Shorty, Allen Toussaint, Irma Thomas, The Meters, Walter “Wolfman” Washington, Aaron Neville, Preservation Hall Jazz Band, John Boutté, Astral Project, Leah Chase, George Porter, Marcia Ball, Tab Benoit, Nicholas Payton, Donald Harrison, Ellis Marsalis, Rebirth Brass Band, Dirty Dozen Brass Band, The Radiators, The Soul Rebels e Glen David Andrews, entre dezenas de outros, já garantiriam um espetacular festival de música em qualquer lugar do mundo. 


Mais informações, incluindo venda de ingressos e hospedagem em New Orleans durante o festival, você encontra no site do festival: http://www.nojazzfest.com/ 

O video que anuncia o elenco deste ano traz uma ideia simpática: trechos dos sucessos de algumas das atrações são tocadas pela banda de metais The Soul Rebels. Para ver esse video, clique no link abaixo:



2º BMW Jazz: festival anuncia seu elenco e vai para o Via Funchal

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                                         Stefon Harris, David Sánchez e Christian Scott, do grupo Ninety Miles

Com novo palco em São Paulo e um número maior de shows no Rio de Janeiro, o BMW Jazz Festival anunciou hoje as atrações de sua segunda edição. O evento acontecerá de 8 a 10 de junho (no Via Funchal, em São Paulo) e de 11 a 13 de junho (no Teatro Oi Casagrande, no Rio).

O elenco destaca jazzistas de vários estilos e gerações. O trio formado pelos veteranos Chick Corea (piano), Stanley Clarke (baixo) e Lenny White (bateria) promete revisitar clássicos da fusion dos anos 70 e 80. Outro veterano é o saxofonista Charles Lloyd, que virá como líder de um quarteto de feras da nova geração do jazz contemporâneo: Jason Moran (piano), Reuben Rogers (baixo) e Eric Harland (bateria).

Revelação da cena nova-iorquina, o trompetista Ambrose Akinmusire lidera seu quinteto. Formado há pouco, o grupo Ninety Miles também reúne jazzistas jovens e bastante talentosos: o vibrafonista Stefon Harris, o trompetista Christian Scott, ambos norte- americanos, o saxofonista porto-riquenho David Sánchez e o pianista cubano Harold López Nussa.

Ainda no segmento do jazz, o elenco inclui a big band do compositor e arranjador Darcy James Argue, discípulo de Bob Brookmeyer. E o Clayton Brothers Quintet, formado pelos irmãos John (contrabaixo) e Jeff Clayton (sax), que inclui Terell Stafford (trompete) e Gerald Clayton (piano), filho do contrabaixista.

Duas atrações estão mais próximas da black music e do pop. Revelação da eclética cena musical de New Orleans, o instrumentista e vocalista Trombone Shorty combina soul, funk, hip hop e rock, no repertório de seu grupo Orleans Avenue. Ex-integrantes da banda de James Brown, o saxofonista Maceo Parker, o trombonista Fred Wesley e o saxofonista Pee Wee Ellis emulam com muita vibração o funk e o rhythm & blues do ex-parceiro.

A música instrumental brasileira também estará bem representada pela dupla de acordeonistas Toninho Ferragutti e Bebê Kramer, que terá como convidados outros dois sanfoneiros: Adelson Vianna e Gabriel Levy.

Segundo a produtora do festival, Monique Gardenberg, a mudança do Auditório Ibirapuera para o Via Funchal buscou aumentar o número de ingressos disponíveis, que se esgotaram rapidamente no ano passado.

A venda dos ingressos começa no dia 14/4 (sábado). Os preços variam entre R$ 30 e R$ 120. Na internet, os ingressos podem ser adquiridos por meio de dois sites:

www.viafunchal.com.br (São Paulo) e www.ingresso.com (Rio de Janeiro)

Mais informações no site oficial do evento:
http://www.bmw.com.br/br/pt/insights/events/jazz_festival/2012/showroom/index.html


 

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