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Cultura FM: emissora paulista reapresenta série "New Orleans, Um Caldeirão Musical"

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          Uma banda de rua do bairro de Tremé, em New Orleans, onde vivem muitos músicos


A rádio paulista Cultura FM (103,3MHz) reapresenta a partir desta quarta-feira (11/01) a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”. Roteirizados e apresentados por mim, os 13 programas traçam um retrato musical dessa cosmopolita e multirracial cidade norte-americana, onde convivem vários estilos do jazz tradicional e moderno, assim como diversas vertentes da música negra, como o rhythm & blues, o soul, o gospel e o típico funk de New Orleans.

O episódio inicial reúne registros ao vivo de algumas edições do New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos eventos mais tradicionais da cidade, realizado anualmente desde 1970. O elenco desse programa destaca o trompetista e cantor Kermit Ruffins, os pianistas Champion Jack Dupree e Henry Butler, além dos cantores John Boutté, Irma Thomas e Germaine Bazzle.

Nas semanas seguintes, a série exibe programas com temas diversos: como o grande Louis Armstrong; as principais famílias musicais da cidade (os Marsalis, os Nevilles, os Bouttés, entre outras), o lendário pianista e compositor Professor Longhair; os gêneros musicais mais cultivados hoje em New Orleans; e a trilha sonora de "Tremé", elogiada série de TV produzida pelo canal pago HBO.

Você pode escutar esses programas de duas maneiras: pelas ondas da rádio Cultura FM (103,3 MHz), nas quartas-feiras, às 22h; ou pode acessar o site dessa emissora paulista no portal UOL, por meio deste link:


New Orleans Jazz Fest: evento volta em abril após hiato de dois anos

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                                          Trombone Shorty e sua banda, no 50.º New Orleans Jazz Fest, em 2019 

Uma notícia animadora para fãs do jazz e da música negra (em especial para quem acompanhou a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”, que escrevi e apresentei há pouco na rádio Cultura FM, em São Paulo). Depois de duas edições adiadas por causa da pandemia, o New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos maiores eventos do gênero no mundo – confirmou as principais atrações de sua 51.ª edição, agendada no período de 29 de abril a 8 de maio.

Centenas de músicos de diversos gêneros dessa cidade tão musical fazem parte da programação, como Trombone Shorty, Irma Thomas, Jon Cleary, Charmaine Neville, Preservation Hall Jazz Band, John Boutté, Erica Falls, Kermit Ruffins, Galactic, Terence Blanchard, Delfeayo Marsalis, Donald Harrison e Astral Project. E para quem gosta de música pop, rock, soul, hip hop e derivados: The Who, Foo Fighters, Elvis Costello, Ludacris, Randy Newman, Erykah Badu, Kool & The Gang, Rickie Lee Jones e Lionel Ritchie, entre outros.

Se você tem planos de conhecer New Orleans, essa é uma das melhores épocas do ano para fazer isso. No site do Jazz Fest você já encontra a programação praticamente completa e informações sobre hospedagem durante o evento. Além disso, já pode garantir os ingressos para os sete dias de programação musical do festival (sem falar nos clubes e teatros da cidade, que também oferecem dezenas de shows especiais nessa época).

Aqui o link para o site oficial do festival: https://www.nojazzfest.com/


Rádio: série sobre a cena musical de New Orleans estreia na Cultura FM

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                                    Uma típica banda de metais, tocando no New Orleans Jazz Fest 

Quem costuma ler este blog já sabe que eu acompanho a cena musical de New Orleans há mais de duas décadas. Além de ser uma cidade apaixonante e diferente do resto dos Estados Unidos, ela promove um dos maiores festivais de música do mundo. Realizado desde 1970, o New Orleans Jazz & Heritage Festival não é só um imenso evento anual dedicado ao jazz. Sua missão é bem mais ampla: preservar a herança da música afro-americana e apresentá-la às novas gerações.

Depois de várias viagens a New Orleans, cheguei até a pensar em escrever um livro para registrar o essencial do que ouvi e conheci nessa cidade tão musical. Um convite da rádio Cultura FM (de São Paulo) permitiu que eu faça essa retrospectiva de uma maneira mais agradável: vou poder compartilhar com seus ouvintes minhas experiências musicais na cidade do grande Louis Armstrong.

Estreia neste domingo (7/11), às 14h, a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”, que estou escrevendo e vou apresentar durante as próximas semanas, na Cultura FM (103,3). Em 13 programas, vou traçar um painel de diversos estilos do jazz e de outros gêneros da música afro-americana cultivados nessa cidade da Louisiana, no sul dos Estados Unidos.

Para o programa de estreia preparei uma seleção de preciosas apresentações do Jazz Fest (é assim que os moradores de New Orleans se referem ao seu imenso festival de jazz e música negra), registradas em diversas edições. Quatro astros da cena musical de hoje nessa cidade estão no elenco desse episódio: o trompetista Kermit Ruffins e os cantores John Boutté, Irma Thomas e Germaine Bazzle.

Como não tenho a pretensão de narrar uma história musical de New Orleans, os programas dessa série serão temáticos. O segundo episódio é dedicado ao trompetista e cantor Louis Armstrong – o músico de New Orleans mais popular de todos os tempos.

No terceiro e no quarto episódio, vou focalizar famílias da cidade que se destacam em sua cena musical há décadas, como os Marsalis, os Nevilles ou os Bouttés. Já o quinto episódio será dedicado ao lendário pianista e cantor Professor Longhair e alguns de seus discípulos mais famosos, como Dr. John, James Booker e Henry Butler. E assim por diante.

Agradeço a Alexandre Tondella e Inez Medaglia, diretores da Cultura FM, pela oportunidade de realizar essa série com muito incentivo e liberdade. Aproveito a ocasião para dedicar esse projeto a amigos com os quais, desde 1998, já dividi muitas horas de prazer em festivais e shows em New Orleans: Ilana Scherl, Diego Rose, Eddy Pay, Beth Caetano, Ana & Paulo Olmos, Edgard Radesca, Herbert Lucas e Luiz Fernando Mascaro (em memória).

Além de acompanhar a série pela Cultura FM, ao vivo, os episódios podem ser ouvidos online, no site da rádio, onde ficam arquivados logo após a transmisssão, neste link: 
https://cultura.uol.com.br/radio/programas/new-orleans-um-caldeirao-musical/

Depois de serem exibidos, semanalmente, todos os episódios da série estarão disponíveis no site da emissora: https://cultura.uol.com.br/radio/




New Orleans: WWOZ FM exibe série de 7 dias com gravações de festivais

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                 Trombone Shorty (no centro), em show no New Orleans Jazz Fest, em 2019  

Cidade do sul dos Estados Unidos que respira música e tradições afro-americanas, New Orleans costumava oferecer dezenas de festivais de diversos gêneros musicais, até o início da pandemia da covid-19. O maior e mais internacional desses eventos – o New Orleans Jazz & Heritage Festival -– festejou seus 50 anos em 2019, mas foi obrigado a cancelar a edição deste ano, assim como outros festivais pelo mundo. 

Para consolar os fãs do evento, a WWOZ FM (a emissora de rádio mais tradicional e popular da cidade, que também patrocina o palco de jazz nesse festival) transmitiu, quatro meses atrás, a série “Jazz Festing in Place”. Durante oito dias, no mesmo horário do festival (de 11h às 19h), reuniu gravações de grandes momentos do Jazz Fest (é assim que os moradores locais se referem ao evento).

A repercussão dessa série inspirou uma segunda edição que, além de relembrar gravações históricas do Jazz Fest, também vai incluir registros de outros festivais da cidade, como o French Quarter Fest, o Satchmo Summer Fest e o Blues & BBQ Fest, além de shows em clubes locais, como o Snug Harbor ou o Tipitina’s.

O elenco da nova edição da série “Festing in Place -- The Next Fest Thing” destaca músicos, cantores e bandas do primeiro time da música de New Orleans, como os Neville Brothers e os Meters, as cantoras Irma Thomas, Lillian Boutté e Erica Falls, os trompetistas Terence Blanchard e Kermit Ruffins, os pianistas Ellis Marsalis e Allen Toussaint e os guitarristas Walter "Wolfman" Washington e Little Freddie King, entre muitos outros.

A série será transmitida de 4 a 7/9 (sexta a segunda) e de 11 a 13/9 (sexta a domingo), sempre das 13h às 21h (horário de Brasília). Para ouvir, acesse o site da WWOZ FM neste link: https://www.wwoz.org/listen/player
E a programação dos sete dias você encontra aqui: 

New Orleans Jazz & Heritage Festival 2016: artistas homenagearam Prince

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                                 A cantora Sharon Jones e sua banda The Dap-Kings, no New Orleans Jazz Fest

A repercussão da morte do cantor Prince marcou o primeiro final de semana do 47.º Jazz & Heritage Festival, em Nova Orleans. Bem ao estilo dessa cosmopolita cidade norte-americana, conhecida pelos funerais animados por bandas de rua, fãs homenagearam seu ídolo sem lágrimas, dançando e cantando sua música.

Foi assim na tarde do último sábado, durante os minutos que antecederam a apresentação do soulman Maxwell, no palco dedicado a atrações da black music. Um DJ tocou sucessos de Prince, como “Kiss” e “When Doves Cry”, festejados por boa parte da plateia.

Sharon Jones e Janelle Monáe, cantoras que chegaram a trabalhar com Prince, também o homenagearam durante seus shows no festival. Até mesmo músicos locais de outros gêneros, como o trompetista Kermit Ruffins e a banda de rock Gov`t Mule, renderam tributos ao cantor.



Diferentemente do ano passado, quando temporais alagaram o hipódromo onde é realizado o Jazz Fest, o sol brilhou durante todo o final de semana – tempo perfeito para um evento ao ar livre, com shows simultâneos em 12 palcos, que chegam a receber até 100 mil pessoas por dia.

Atração principal da sexta-feira no palco dedicado à música pop, a veterana banda Steely Dan conquistou uma multidão de fãs de várias gerações com uma seleção de hits, como “Aja”, “Pretzel Logic” e “Black Friday”, todos com arranjos sofisticados e pinceladas jazzísticas.

Mas nem esses clássicos da dupla Donald Fagen & Walter Becker, nem os dançantes covers de James Brown e Jackson Five interpretados por Janelle Monáe, chegaram perto do impacto causado pelo show da carismática Sharon Jones, na Tenda Blues.

Lutando contra um câncer desde 2013, ela fez uma apresentação furiosa, cantando e dançando como se estivesse fazendo o último show de sua vida. Já ao se despedir, demonstrou confiança: “Tchau, Nova Orleans. Daqui a alguns anos a gente se vê de novo”.



Mais uma vez com uma programação repetitiva, a Tenda Jazz apresentou ao menos um ótimo concerto por dia. Na sexta, a pianista Geri Allen releu composições de Errol Garner, com o brilhante guitarrista Russell Malone a seu lado

No sábado, o baterista Jack DeJohnnette (na foto acima) exibiu seu novo trio com o saxofonista Ravi Coltrane e o baixista Matt Garrison, filhos de lendários jazzistas. Finalmente, o pianista Herbie Hancock e o saxofonista Wayne Shorter hipnotizaram a superlotada plateia com seus solos viajandões, no domingo.

Anunciado só na véspera para encerrar os shows de domingo, na Tenda Blues, o britânico John Mayall (na foto à direita) surpreendeu muitos que ainda não o conheciam. Aos 82 anos, esse influente blueseiro ainda canta e toca guitarra, gaita e piano com uma vitalidade impressionante.

(Viajei a convite do New Orleans Convention and Visitors Bureau, da Copa Airlines e do Bourbon Street Music Club)

New Orleans Jazz Fest 2012: várias atrações desse evento vão se apresentar no Brasil

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                                                                            Donald Harrison / Photo by Carlos Calado

A chuva que caiu no meio da tarde do último domingo (6/05), pouco antes dos shows de Foo Fighters, David Sanborn, Bonnie Raitt e Rebirth Brass Band, não chegou a prejudicar o encerramento da 43ª edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival, um dos maiores eventos musicais do mundo.

A produção do festival não divulgou números de público, mas calcula-se que cerca de 500 mil pessoas passaram pelos portões do Fairgrounds, o hipódromo da cidade de New Orleans, durante os dois disputados finais de semana.

Com quase 500 atrações musicais, esse eclético evento é, no fundo, uma combinação de vários festivais. Se decidir acompanhar as atrações de apenas um dos 12 palcos, o frequentador pode assistir a um festival de jazz moderno ou outro de jazz tradicional, um de blues ou outro de gospel, um de ritmos locais da Louisiana ou outro de música pop, e assim por diante. 


            Ben Jaffe (tuba) e Mark Braud (trompete), da Preservation Hall / Photo by Carlos Calado


Em número maior a cada ano, os turistas brasileiros puderam conferir previamente shows que virão ao Brasil neste ano. Como o do saxofonista, cantor e ator Donald Harrison, que mistura jazz moderno, funk e outros ritmos de Nova Orleans, com direito a vestimentas típicas dos blocos de índios do Mardi Gras, o carnaval local. Harrison será uma das atrações da 10ª edição do Bourbon Street Fest, em São Paulo e Rio, em agosto.

Outra atração desse festival brasileiro será a Preservation Hall Jazz Band, verdadeira instituição do jazz tradicional de Nova Orleans, que festejou seus 50 anos em três palcos diferentes do Jazz Fest, além de uma exposição de fotos, instalada na área fechada do hipódromo.


                           David Sanborn (sax alto) e Joey DeFrancesco (órgão) / Photo by Carlos Calado

Na sexta feira (4/05), o bem humorado trombonista Delfeayo Marsalis – atração confirmada do Bourbon Festival de Paraty (RJ), em junho – comandou a Uptown Orchestra, big band dedicada à tradição dançante do swing, mas que se abre para o jazz moderno, como no saboroso arranjo de "Señor Blues" (de Horace Silver).

Já o veterano saxofonista David Sanborn – escalado para o festival Rio das Ostras Jazz & Blues (RJ), em junho – foi uma boa surpresa, no programa de domingo (6/05). Ao lado do organista Joey DeFrancesco, Sanborn exibiu uma excitante sessão de soul-jazz e rhythm & blues, recriando clássicos como "Let the Good Times Roll" e "I've Got News for You", ambos do repertório de Ray Charles (1930-2004). 


                                                                    Herbie Hancock / Photo by Carlos Calado
 
Escalado como atração principal do palco de jazz, no sábado (5/05), o pianista e compositor Herbie Hancock recebeu a difícil missão de disputar a plateia com a veterana banda de rock Eagles. Talvez por isso tenha recorrido a seu repertório eletrificado dos anos 1970 e 1980, incluindo releituras dos hits "Watermelow Man" e "Chameleon". Em seu quarteto atual, destaca-se a guitarra inventiva do africano Lionel Loueke.

A baixista e cantora Esperanza Spalding também fez uma apresentação bastante concorrida, exibindo o criativo material de seu recém-lançado álbum "Radio Music Society". Porém, começar um show com 40 minutos de atraso, aparentemente por um problema com o baixo acústico, trocado no palco pelo elétrico, faz pensar se essa talentosa jazzista já não estaria "se achando" uma pop star. Ou sendo estimulada a agir dessa forma. 


                                                                                   Esperanza Spalding / Photo by Carlos Calado

Dois anos após a estreia da série de TV "Tremé", que retrata a reconstrução de New Orleans após a tragédia desencadeada pelo furacão Katrina (em 2005), já é evidente seu impacto sobre a cena local. Músicos que participaram de capítulos dessa série (produzida e veiculada pelo canal pago HBO), como Trombone Shorty, Kermit Ruffins, Donald Harrison e John Boutté, estão atraindo o interesse de plateias imensas que eles não tinham antes. É o chamado "efeito Tremé".

(texto publicado no site Folha.com, em 9/05/2012; Carlos Calado hospedou-se a convite do New Orleans Convention & Visitors Bureau)

41º New Orleans Jazz & Heritage Festival: mais algumas cenas do evento

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                                                                             Fotos: Carlos Calado

Bom humor - "Obrigado, Aretha", dizia o cartaz de uma fã bem humorada durante o show da banda Earth, Wind & Fire, que substituiu Aretha Franklin. Não houve vaias na platéia, mas depois de dois cancelamentos consecutivos quem ainda pode acreditar que a Lady Soul (que tem medo de viajar de avião) quer mesmo se se apresentar em New Orleans? 

Tributos - Morta prematuramente, em março deste ano, a cantora Marva Wright foi homenageada com a inclusão de sua imagem ao lado de outros músicos ilustres da cidade que já se foram, além de um concerto-tributo com Davell Crawford e Papa Grows Funk.


Firme no gospel - Também conhecido entre o público paulistano depois de várias temporadas no Bourbon Street Music Club, o cantor e pianista Davell Crawford comandou uma emocionante apresentação na Tenda Gospel com o coro feminino de sua igreja.



Sucesso - Os olhares de admiração dos fãs, que fizeram fila para pedir autógrafos e tirar fotos com o trompetista Kermit Ruffins, mostram que a série de TV "Tremé" conseguiu, enfim, que norte-americanos de outras regiões do país se interessem por New Orleans.
O dia seguinte - Na manhã posterior ao encerramento do festival, a Louisiana Music Factory, loja de discos favorita dos músicos e dos fãs da música local, prosseguia com sua série de pocket shows. Em New Orleans, a música e a diversão quase não param.

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"Treme": tragédia e reconstrução de New Orleans é o tema de nova série de TV da HBO

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Uma das maiores tragédias deste século, mas também um dramático exemplo de superação humana, o episódio do furacão Katrina, em 2005, que destruiu grande parte da cidade de New Orleans (Louisiana, sul dos EUA), é o tema da nova série do canal HBO. Assinada por David Simon (criador das séries "The Wire" e "Generation Kill"), "Treme" estréia dia 11 de abril na TV norte-americana. 




Contando com participações de vários astros da cena musical de New Orleans, como o trompetista Kermit Ruffins, os pianistas Dr. John e Allen Toussaint, Trombone Shorty e as bandas Galactic, Rebirth Brass Band e Treme Brass Band, entre outros, o elenco destaca como protagonista o ator Wendell Pierce (da série "The Wire"), no papel do trombonista Antoine Batiste. Um dos temas musicais da série é interpretado pelo cantor John Boutté, que esteve em São Paulo em 2005, como atração do Bourbon Street Fest.

A expectativa quanto à repercussão dessa série é grande, especialmente no meio artístico de New Orleans. "Treme" pode ser um veículo importante para que grande parte dos próprios norte-americanos conheça mais sobre a cultura e os hábitos dessa cidade tão original e diferente do resto dos Estados Unidos - e justamente por isso ainda esnobada e mal compreendida por muitos norte-americanos.


 

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