Sampa Jazz Fest: terceira edição do evento terá Richard Bona, Hermeto Pascoal e Bixiga 70
Marcadores: Bixiga 70, Carol Panesi, dani gurgel, Emiliano Sampaio, Esdras Nogueira, hermeto pascoal, jazz, Meretrio, música instrumental brasileira, Nelson Ayres Big Band, richard bona, Sampa Jazz Fest | author: Carlos CaladoJazz, música instrumental brasileira e ritmos africanos. Essa diversidade musical valoriza a programação do Sampa Jazz Fest, cuja terceira edição será realizada na próxima semana, de 20 a 22/9 (quinta a sábado), em São Paulo.
O baixista, cantor e compositor camaronês Richard Bona, já conhecido pelo público brasileiro, está entre as atrações principais desse evento, que destaca também o carismático Hermeto Pascoal e seu grupo, a big band do pianista e compositor Nelson Ayres e a banda paulistana Bixiga 70.
O elenco inclui ainda o Meretrio (do guitarrista e compositor paulista Emiliano Sampaio, que vive na Áustria há seis anos), o quinteto da cantora e compositora paulista Dani Gurgel, a multi-instrumentista e compositora carioca Carol Panesi e o saxofonista brasiliense Esdras Nogueira.
Com curadoria de Daniel Nogueira (saxofonista das bandas Bixiga 70 e Projeto Coisa Fina), o Sampa Jazz também vai promover uma roda de negócios, com diretores de festivais, produtores de casas de espetáculos e outros profissionais do mercado musical.
A programação se divide em dois palcos da cidade de São Paulo. No Espaço Itaú de Cinema, apresentam-se: Nelson Ayres Big Band e Dani Gurgel Quinteto (no dia 20/9); Meretrio e Carol Panesi (dia 21/9). O festival termina na Casa das Caldeiras (dia 22/9), com Richard Bona, Hermeto Pascoal, Bixiga 70 e Esdras Nogueira.
Mais informações em www.sampajazzfest.com.br
Ilhabela in Jazz: festival se consagra com aposta na música instrumental brasileira
Marcadores: cesar camargo mariano, Edu Ribeiro, hamilton de holanda, mônica salmaso, nelson ayres, raul de souza, ricardo herz, richard bona, Robson Nogueira, stanley jordan, vanessa moreno, Vento em Madeira | author: Carlos Calado
Num ano marcado por tantas dificuldades econômicas, em que alguns dos principais festivais brasileiros de jazz, blues ou música instrumental sofreram cortes, adiamentos ou até foram cancelados, o Ilhabela in Jazz realizou uma edição que chega a ser surpreendente. O saldo artístico de suas quatro noites de shows (12 a 15/10) não poderia ser mais positivo.
Gratuito, o evento conta com uma estrutura rara comparada às de outros festivais do gênero no país. Assim como o palco instalado à beira-mar, no centro histórico da cidade de Ilhabela (SP), a área destinada à plateia é totalmente coberta, incluindo mesas, cadeiras e serviço de bar. Graças a essa estrutura os shows não foram prejudicados pelas chuvas eventuais –- bem fortes, aliás, na segunda noite do evento.
Ironicamente, enquanto outros festivais brasileiros perderam os patrocínios de grandes empresas neste ano, a quarta edição do festival de Ilhabela foi bancada somente pela prefeitura local. Essa cidade litorânea paulista goza de uma situação financeira bem diferente da enfrentada pelas cidades da bacia de Campos (RJ). Graças aos royalties recebidos pela exploração de gás natural, além do pré-sal, a arrecadação do município tem crescido de maneira expressiva nos últimos anos.
É claro que um orçamento graúdo não garante por si só a qualidade artística e o sucesso de um festival. Para isso foi fundamental também a visão musical do curador, o pianista e professor Paulo Braga, que soube encontrar o necessário equilíbrio entre os gêneros que podem ser incluídos, sem grandes choques estéticos, no amplo rótulo do jazz.
Some-se a isso a decisão de não fazer concessões para atrair mais público, com a inclusão no elenco de artistas que nada teriam a ver com a essência de um festival de jazz. O recente episódio da desastrosa participação da cantora Paula Fernandes, no concerto do tenor italiano Andrea Bocelli, em São Paulo, é um exemplo perfeito de como o oportunismo comercial pode prejudicar um evento artístico.
A curadoria de um festival de jazz também precisa contar com uma boa dose de ousadia para assumir, por exemplo, o risco de incluir uma atração mais sofisticada, ou mesmo inusitada, que desafie a sensibilidade da plateia. Foi o que Braga fez ao programar a apresentação da cantora Mônica Salmaso com o quinteto Sujeito a Guincho (na foto acima). Um concerto de voz e cinco clarinetes, com arranjos camerísticos de clássicos da música popular brasileira (de Noel Rosa, Hermeto Pascoal, Wilson Batista e Ataulfo Alves, entre outros) ou até do “Hino Nacional Brasileiro”, seria um programa mais adequado para um teatro, mas a atenção da plateia e seus aplausos entusiasmados mostraram que vale a pena correr riscos, especialmente quando se trata de música de alta qualidade, interpretada com emoção.
A apresentação da talentosa dupla Vanessa Moreno e Fi Maróstica, ainda pouco conhecida fora do circuito alternativo, também agradou à plateia de Ilhabela. Manter a atenção de tantos ouvintes por mais de uma hora, com muitos improvisos de voz e contrabaixo, foi uma proeza. Claro que o repertório do show –- extraído do recém lançado álbum da dupla, com releituras de canções de Gilberto Gil –- ajudou bastante.
Ainda na categoria revelação, a apresentação do trio do pianista Robson Nogueira, que abriu o evento, não poderia ser mais feliz. Suas composições calcadas em ritmos brasileiros, além da versão em samba do clássico “Tune Up” (de Miles Davis), provaram que esse músico “prata da casa” merecia estar no elenco do festival mesmo que não tivesse vivido nessa cidade.
Discorrer agora sobre os artistas mais conhecidos e experientes do elenco seria, de certo modo, chover no molhado. Qualquer ouvinte que acompanha a cena musical de hoje sabe que o pianista César Camargo Mariano, o guitarrista Stanley Jordan, o trombonista Raul de Souza ou a Nelson Ayres Big Band, todos muito aplaudidos em suas apresentações, podem brilhar em qualquer festival de jazz no mundo.
Desse grupo também fazem parte, naturalmente, o bandolinista Hamilton de Holanda e o baixista camaronês Richard Bona (na foto ao lado), que protagonizaram um episódio inesperado. O baile de gafieira de Hamilton, programado para encerrar o festival, não chegou a contagiar muitos dançarinos: grande parte da plateia preferiu acompanhar sentada os saborosos improvisos do bandolinista e dos craques de sua banda. Curiosamente, na noite anterior, o carismático Bona e sua banda Mandekan Cubano logo incendiaram a plateia com seus ritmos afro-cubanos, transformando o show em uma festa dançante.
Importante destacar ainda, no elenco musical do Ilhabela in Jazz, a alta qualidade das apresentações de outros três grupos instrumentais de São Paulo – todos eles bastante aplaudidos. A beleza das composições e dos arranjos do quinteto Vento em Madeira (com participação especial de Mônica Salmaso, nos vocais), os improvisos contagiantes do “power trio” comandado pelo violinista Ricardo Herz e o criativo mergulho do quinteto do baterista Edu Ribeiro na diversidade rítmica brasileira (com ênfase em ritmos do sul do país) também figuraram entre os momentos mais saborosos do festival.
Bem organizado, com evidente aprovação da plateia durante as quatro noites de shows, o festival paulista se consolida como um dos melhores do pais. E deixa uma lição: contando com apenas duas atrações estrangeiras entre as 12 de seu elenco musical, o Ilhabela in Jazz demonstrou ser possível fazer um evento de sucesso apostando, antes de tudo, na riqueza da música instrumental brasileira, que vive nesta década uma grande fase.
A cobertura do 4º Ilhabela in Jazz foi realizada a convite da produção do festival.
Ilhabela in Jazz: festival gratuito leva música de alta qualidade ao litoral norte paulista
Marcadores: césar camargo mariano, hamilton de holanda, ilhabela in jazz, mônica salmaso, nelson ayres, raul de souza, ricardo herz, richard bona, stanley jordan, vanessa moreno, Vento em Madeira | author: Carlos CaladoNão bastassem as praias e cachoeiras de Ilhabela, que costumam atrair as atenções de muitos turistas, essa privilegiada cidade do litoral norte paulista vai oferecer outras belezas a seus frequentadores durante o próximo feriadão. De 12 a 15/10, a quarta edição do festival Ilhabela in Jazz reúne atrações musicais de alto quilate em um palco instalado à beira mar. Melhor ainda: com entrada franca.
Música instrumental brasileira e jazz dão o tom geral da programação selecionada pelo pianista e curador Paulo Braga, mas mesmo os fãs de outras vertentes musicais poderão encontrar alternativas entre os 12 shows anunciados – de dançantes ritmos afro-cubanos a releituras de clássicos da canção brasileira.
Duas atrações vindas de outros países já estiveram por aqui, em festivais do gênero. O carismático baixista e cantor camaronês Richard Bona (foto abaixo) vem acompanhado pelo Mandekan Cubano -– sexteto com o qual trava um diálogo entre suas raízes africanas e a diversidade rítmica caribenha, sem deixar de lado as influências jazzísticas.
Vários brasileiros do elenco do 4° Ilhabela in Jazz também frequentam o circuito dos festivais internacionais. É o caso do pianista e compositor César Camargo Mariano, grande expoente da música instrumental brasileira, que vive nos EUA desde os anos 1990. Vai se apresentar com um quarteto que inclui jovens craques da cena musical paulistana: Conrado Goys (violão), Sidiel Vieira (contrabaixo) e Thiago Rabelo (bateria).
Com uma carreira que tem se tornado mais internacional a cada ano, o bandolinista Hamilton de Holanda traz seu projeto Baile do Almeidinha, acompanhado por outros craques da cena instrumental carioca, como Eduardo Neves (sax e flauta), Marcelo Caldi (acordeom) e Guto Wirtti (baixo), entre outros. No repertório, naturalmente, pérolas do choro, do samba e da MPB, em arranjos dançantes. E ainda a participação especial do cantor Ed Motta.
Outros mestres do instrumental brasileiro se destacam no elenco. O pianista e arranjador Nelson Ayres comanda sua irresistível big band, rearticulada em 2015. Com o mesmo formato e repertório de essência jazzística que já cultivava durante a década de 1970, essa orquestra paulistana tem servido de exemplo para a formação de outras jovens big bands, nos últimos anos.
O jazz também marcou a formação musical do trombonista e compositor carioca Raul de Souza, hoje com 82 anos. Depois de se destacar entre os instrumentistas da bossa nova e do samba-jazz durante os anos 1960, na década seguinte ele se mudou para os Estados Unidos, onde desenvolveu uma carreira de sucesso. Raul (na foto abaixo) vai se apresentar com seu quinteto, no festival de Ilhabela.
Outros talentosos instrumentistas de diferentes gerações e estilos estão na programação, como o jovem quarteto do baterista paulista Edu Ribeiro, que inclui Gian Correa (violão), Guilherme Ribeiro (acordeom) e Bruno Migotto (contrabaixo). Edu também faz parte do Vento em Madeira, quinteto paulistano cultuado por seus sofisticados arranjos, que reúne Léa Freire (flautas), Teco Cardoso (sax e flautas), Tiago Costa (piano) e Fernando De Marco (contrabaixo).
De formação tanto erudita como jazzística, o violinista Ricardo Herz cultiva com seu trio, que inclui Michi Ruzitschka (violão de 7 cordas) e Pedro Ito (bateria), um repertório calcado em ritmos brasileiros. Finalmente, o trio do pianista e compositor Robson Nogueira vai representar sua cidade natal, Ilhabela, no festival.
E para os que sabem apreciar cantoras que tratam suas vozes como instrumentos, há ainda duas atrações imperdíveis. Mônica Salmaso interpreta um repertório eclético, que vai do popular Noel Rosa ao clássico Johannes Brahms, acompanhada pelos clarinetes do quinteto Sujeito a Guincho –- e ainda participa do show do quinteto Vento em Madeira. Revelação recente, a talentosa cantora Vanessa Moreno relê conhecidas canções do tropicalista Gilberto Gil, acompanhada pelo baixo de Fi Maróstica.
Com atrações musicais desse nível, não faltam motivos para se pegar a estrada e passar alguns dias em Ilhabela, no próximo feriadão. Até mesmo para quem não é muito fã de praia ou de cachoeiras.
Confira a programação e outras informações no site do festivaI lhabela in Jazz
3º Jazz na Fábrica: festival oferece abrangente painel do 'world jazz' em São Paulo
Marcadores: cassandra wilson, david murray, dr. lonnie smith, edsel gomez, eliane elias, ibrahim Maalouf, jazz, macy gray, McCoy Tyner, raul de souza, richard bona, roscoe mitchell | author: Carlos Calado
Anote em sua agenda: os ingressos para a terceira edição do festival Jazz na Fábrica, no SESC Pompéia, em São Paulo, começam a ser vendidos nesta quinta-feira (25/7), a partir das 14h. Com uma programação recheada de músicos conceituados e revelações do jazz, como os pianistas McCoy Tyner e Edsel Gomez, as cantoras Cassandra Wilson (na foto abaixo) e Macy Gray, o organista Dr. Lonnie Smith (na foto à esq.), o baixista Richard Bona, o trompetista Ibrahim Maalouf e os saxofonistas David Murray e Roscoe Mitchell, entre outros, os ingressos para os shows mais disputados devem acabar em poucas horas. Até porque os preços – que variam de R$ 50 (inteira) a R$ 4 (trabalhadores no comércio), dependendo do show – são bem razoáveis frente à altíssima média praticada na programação musical paulista.
Realizado em um mês diferente a cada ano, desta vez o Jazz na Fábrica vai acontecer de 1° de agosto a 1º de setembro, no Teatro, na Choperia e em outros espaços da unidade do Sesc Pompéia. Com mais de 30 atrações, a programação cobre diversas correntes do jazz moderno e contemporâneo no mundo, abrindo espaço também para a música instrumental do Brasil e da América Latina.
“O jazz, um fenômeno que ao longo do século XX influenciou as mais diversas culturas musicais mundo afora, recebeu e continua recebendo influências diversas”, comenta Thiago Freire, técnico do SESC e integrante da curadoria do evento. “O jazz é, para nós, um palco de encontro entre essas múltiplas referências. Estamos olhando especialmente para as ‘periferias’ e trazendo, ao lado de grandes nomes tradicionais do jazz americano e brasileiro, artistas importantes da América Latina e da África, bem como nomes que ousam experimentos sonoros”.
O festival já começa com uma atração musical de peso, que será exibida da nos dias 1º, 2 e 4 de agosto: o inventivo pianista e compositor norte-americano McCoy Tyner (na foto abaixo). Não bastasse ter participado de um dos quartetos de jazz mais influentes na história do jazz, o John Coltrane Quartet, Tyner desenvolveu um estilo absolutamente original ao piano, em sua longa carreira de solista e compositor.
Os fãs que sentiram a falta de vocalistas, no festival do ano passado, não podem reclamar. Desta vez, além do vozeirão de Cassandra Wilson, umas das grandes cantoras de jazz da atualidade, o Jazz na Fábrica trará ainda Macy Gray, estrela do R&B e do soul, que vem como convidada da big band do saxofonista David Murray. Também com um pé no R&B e no funk, o organista Dr. Lonnie Smith (na foto à esquerda) já tem um grande fã clube paulistano, depois de se tornar a sensação do Chivas Jazz Festival, em 2008.
O elenco nacional destaca Eliane Elias, ótima pianista paulista radicada há décadas nos EUA que tem investido mais em sua faceta de cantora, o piano de João Donato, um dos pioneiros da bossa nova, além de nomes de alto calibre na cena brasileira da música instrumental e do jazz, como o trombonista carioca Raul de Souza, o Duo Nazário, o pianista paulista Benjamim Taubkin, o quinteto do saxofonista baiano Letieris Leite e o guitarrista gaúcho Alegre Corrêa.
Uma boa sacada desta edição é a série de shows intitulada Café com Leite, que destaca revelações das cenas instrumentais de São Paulo e Minas Gerais, como o baixista Frederico Heliodoro, o baterista Felipe Continentino e o trombonista Jorginho Neto. Também acompanhado por brasileiros, o criativo pianista porto-riquenho Edsel Gomez (na foto ao lado), morou por alguns anos em São Paulo, na década de 1990. Representando a cena jazzística latino-americana, vêm ainda o flautista boliviano Álvaro Montenegro e o baixista chileno Christian Galvez.
Compondo um panorama do que se chama hoje de “world jazz”, o elenco inclui ainda a cantora Angolana Afrikkanittha, o baixista e cantor camaronense Richard Bona, o trompetista franco-libanês Ibrahim Maalouf, o guitarrista austríaco Wolfgang Muthspiel, a banda suíça No Square e a francesa Et Hop. Um painel tão abrangente e diversificado como raramente se viu em festivais do gênero em nosso país.
Mais informações sobre o evento, no site do Sesc São Paulo.
Bourbon Festival Paraty: uma retrospectiva ilustrada de sua terceira edição
Marcadores: blues, bourbon festival, danny vincent, funk, grandpa elliott, jane monheit, jazz, Orleans Street Jazz Band, paraty, playing for change, richard bona, Roberto Fonseca, salsa | author: Carlos CaladoAs ruas calçadas com pedras e o casario colonial de Paraty, a simpática cidade histórica do litoral fluminense, serviram de cenário para a terceira edição do Bourbon Festival Paraty. Durante três dias, multidões de turistas e moradores da região puderam apreciar gêneros musicais e ritmos de diversas origens: do jazz ao R&B, passando pela salsa, pelo blues, pelo funk, até pela bossa nova. Tudo gratuito.
Photos by Carlos Calado
Bourbon Festival Paraty: Richard Bona exibe seu ecletismo musical em São Paulo
Marcadores: blues, bourbon festival, bourbon street, funk, jazz, paraty, richard bona, salsa | author: Carlos CaladoO talento e a versatilidade desse músico nascido em Camarões (África), que já viveu na França e hoje mora nos EUA, renderam-lhe parcerias com grandes nomes do jazz, como Herbie Hancock, Chick Corea e Joe Zawinul.
“Música é sempre uma troca. As pessoas com as quais você toca ensinam algo a você, mas também aprendem”, disse ele à "Folha de S. Paulo", em Paraty, onde exibiu uma dançante seleção de composições próprias calcadas em gêneros afro-americanos, como o funk, o soul e a salsa.
Na apresentação de hoje também deve entrar ao menos uma das faixas de “The Ten Shades of Blues”, seu último álbum. Nele, Bona sugere que a origem do blues não estaria apenas na África, mas em qualquer lugar onde exista um ser humano.
“Quando escuto Djavan ou Gilberto Gil, penso que o blues está em todo lugar, no mundo todo. O blues é um sentimento, uma forma de expressão”, ele argumenta. E o qual seria o sentido do jazz para Richard Bona? “Para mim, jazz significa liberdade. É tocar algo, num momento, que eu jamais vou repetir”, diz o baixista e compositor.
Curaçao North Sea Jazz: festival caribenho volta em 2011 - o final da retrospectiva
Marcadores: curaçao, curaçao north sea, jazz, randal corsen, raul midón, richard bona, roy hargrove, scott colley, sergio mendes, simply red, tom jobim | author: Carlos CaladoO pianista e compositor brasileiro Sergio Mendes (na foto acima) atraiu uma das maiores plateias do Curaçao North Sea Jazz Festival, na noite de sábado. Como uma espécie de embaixador da MPB, ele tocou e cantou vários clássicos do samba e da bossa nova, de "Ela É Carioca" a "Aguas de Março", mas a versão da instrumental "Surfboard", com a participação de um bizarro rapper nos vocais, é de fazer Tom Jobim, seu compositor, se revirar no túmulo...
Fã declarado da música brasileira, o versátil cantor, violonista e compositor norte-americano Raul Midón exibiu seu ecletismo no palco Celia [Cruz]. Seu repertorio mistura soul, jazz, folk, R&B e reggae. E no melhor estilo "one man show", ele também inclui scats nos improvisos.
Responsável por um dos melhores e mais jazzísticos shows do festival, o trompetista Roy Hargrove (à direita, na foto acima) hipnotizou a platéia do palco Sir Duke. Entre outros achados, tocou uma versão sublime de "Speak Low" (Kurt Weil). Chamado de "young lion" nos anos 1990, Hargrove provou que amadureceu.
Uma das boas surpresas do evento, o pianista curaçolenho Randal Corsen exibiu jazz moderno e de alta qualidade, ao lado de feras internacionais do gênero, como o baixista norte-americano Scott Colley e o percussionista cubano Horacio "El Negro" Hernández. E ainda contou com uma canja de Roy Hargrove.
Para aqueles que não estavam interessados no show da banda pop inglesa Simply Red, o baixista e cantor camaronês Richard Bona encerrou o festival na sala Sir Duke, já na madrugada do domingo (5/9), misturando canções e improvisos jazzísticos.
Final de alto nível para um evento que atraiu cerca de 17 mil pessoas (em número divulgado pela produção) e já confirmou a realização da edição de 2011. Unindo um elenco musical para paladares diversos com as belezas naturais dessa ilha caribenha, o Curaçao North Sea Jazz Festival já desponta como uma opção bastante atraente para quem gosta de combinar música com turismo.
Curaçao North Sea Jazz: ilha do Caribe estréia festival de grande porte em setembro
Marcadores: curacao, curaçao, curaçao north sea, george benson, jazz, john legend, lionel ritchie, michel camilo, música cubana, natalie cole, north sea, richard bona, roy hargrove, salsa, sergio mendes | author: Carlos CaladoUm dos maiores e mais tradicionais festivais de música da Europa, o holandês North Sea Jazz exportou sua marca e formato para o Caribe. Com três palcos e nove atrações por noite, a primeira edição do Curaçao North Sea Jazz Festival será realizada em 3 e 4 de setembro, na ilha de Curaçao.
O elenco reúne nomes conceituados do jazz, do soul, do rhythm & blues, do pop, da salsa e da música cubana, incluindo também o pianista brasileiro Sérgio Mendes (na foto acima), que vive nos EUA. Entre os destaques da programação aparecem o guitarrista e cantor George Benson, o trompetista Roy Hargrove, o baixista africano Richard Bona, o pianista dominicano Michel Camilo, os cantores John Legend, Natalie Cole, Lionel Ritchie e Raul Midón, a banda inglesa Simply Red e a cubana Sierra Mestra.
Para esquentar o evento, nas noites anteriores à programação principal de shows, também vão se apresentar em diferentes locais da ilha o cantor colombiano Alberto Barros (em 30/8), a saxofonista holandesa Candy Dulfer (1/9) e o saxofonista porto-riquenho David Sánchez (2/9).
A expectativa dos organizadores é atrair 10 mil pessoas por noite. No Brasil, os Ingressos podem ser adquiridos antecipadamente por meio de agentes de viagem ou pela internet. Mais detalhes sobre a programação de shows e compra de ingressos, no site do evento: www.curacaonorthseajazz.com



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