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Música instrumental brasileira: série 'Sons de um País Continental' estreia na Cultura FM

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                                       A instrumentista Carol Panesi, que abre a série na Cultura FM  

Reconhecido como um país onde se cultiva uma das mais originais e ricas tradições musicais do mundo, o Brasil já viveu fases mais inspiradas e criativas nessa área. Hoje não faltam exceções promissoras, mas é evidente que a produção musical mais recente, especialmente no caso das canções, soa inferior em termos melódicos e poéticos às de gerações anteriores.

A sensação é diferente quando nos depararmos com o universo da música instrumental. Seguindo o exemplo de grandes mestres desse gênero, como Pixinguinha, Moacir Santos, Hermeto Pascoal ou Egberto Gismonti, novas gerações de instrumentistas têm despontado pelo país, apoiando-se no improviso e na criatividade para buscar seus próprios caminhos sonoros musicais.

Os oito programas da série “Sons de um País Continental”, que estreia dia 4 de maio, às 19h, na Cultura FM (103,3) de São Paulo, vão traçar um panorama recente da música instrumental em nosso país. Para demonstrar que esse gênero musical está em constante evolução, o elenco do programa de abertura destaca talentosos instrumentistas e compositores de diversos estados do Brasil, em média, na faixa dos 20 ou 30 anos.   

Esse é o caso da brilhante violinista, pianista e compositora carioca Carol Panesi, que abre a série com sua composição “Forró do Marajó”, tendo a seu lado o mestre Hermeto Pascoal, uma de suas grandes influências. Mais jovem ainda é o explosivo baixista cearense Michael Pipoquinha, que recria um emotivo baião do grande sanfoneiro Dominguinhos, em parceria com o guitarrista brasiliense Pedro Martins, outro destaque dessa nova geração.

O elenco do primeiro programa destaca ainda outras elogiadas revelações do som instrumental brasileiro: a pianista paulistana Louise Wooley, o pianista e cantor carioca Jonathan Ferr, a baixista paulistana Ana Karina Sebastião, o trombonista capixaba Joabe Reis, o trio paulistano Caixa Cubo e os pianistas paulistas Henrique Mota e Gustavo Bugni. Detalhe importante: todos esses músicos também são compositores.

Os programas seguintes vão proporcionar aos ouvintes uma viagem pelas principais capitais e regiões do país, exibindo instrumentistas de diversas gerações. À cada semana será possível constatar que, assim como a língua portuguesa é falada com um sotaque particular nas diferentes regiões brasileiras, nossa música instrumental também assume sotaques locais pelo país adentro.

Este é o roteiro da viagem musical que vamos realizar em seis programas: Rio de Janeiro (11/5); Minas Gerais (18/5); São Paulo (25/5); Região Nordeste (1.º/6); Região Sul (8/6); Região Norte e Centro-Oeste (15/6). Do choro e do samba-jazz do Rio de Janeiro ao carimbó e ao beiradão do Amazonas, passando pela milonga rio-grandense, pela música caipira criada em Brasília e pelo baião nordestino, essa viagem sonora revela aspectos da diversidade musical brasileira.

A série “Sons de Um País Continental” termina em 22/6 com uma homenagem a alguns dos mestres de várias gerações da música instrumental brasileira, como Tom Jobim, Pixinguinha, Paulo Moura, Baden Powell, Moacir Santos, Egberto Gismonti, César Camargo Mariano, Nelson Ayres & Roberto Sion, Benjamim Taubkin & Ivan Vilela, Arismar do Espírito Santo, Guinga e os grupos Quarteto Novo e
Duofel.  

SONS DE UM PAÍS CONTINENTAL - Série de oito programas, que vai ao ar a partir de 4 de maio, aos domingos, às 19h, na Cultura FM (103,3) de São Paulo. Direção de Inez Medaglia. Roteiros e apresentação de Carlos Calado. Ouça os programas dessa série, que já foram ao ar, utilizando este link:

https://cultura.uol.com.br/radio/programas/sons-de-um-pais-continental/

São Paulo Jazz Weekend: novo festival abraça a bossa, o choro e o som instrumental brasileiro

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                                                                             A cantora norte-americana Dianne Reeves     

Muita gente pensa que os grandes festivais de música ao ar livre surgiram na segunda metade da década de 1960, época em que a geração hippie sonhava com uma sociedade libertária e naturalista, em um mundo mais pacífico. Impulsionados pelo carisma de ídolos do rock e da música negra daquele período, como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Otis Redding, festivais nos Estados Unidos, como o Monterey Pop (em 1967) e Woodstock (1969), difundiram essa impressão errônea.  

O pioneirismo nesse setor do showbiz pertence, de fato, ao Newport Jazz Festival, hoje chamado de “avô dos festivais de música”. Esse evento comemorou 70 anos em julho último, em Rhode Island, com uma edição recheada de craques do gênero. Seu fundador, o pianista e produtor George Wein (1925-2021) também foi responsável pela criação de outros eventos similares, como o New Orleans Jazz & Heritage, megafestival que segue firme em sua trajetória de 54 anos, na Louisiana. Na edição deste ano, sua atração principal foi simplesmente a banda inglesa The Rolling Stones.      

Quem quiser conferir as credenciais do veterano Newport Jazz vai se surpreender ao assistir ao clássico documentário “Jazz on a Summer’s Day” (de Bert Stern e Aram Avakian, disponível no YouTube). Cenas filmadas durante a edição de 1958 desse festival captam com requinte a descontração e as reações dos fãs na plateia, em meio a brilhantes performances de Thelonious Monk, Anita O’Day, Louis Armstrong e Gerry Mulligan, entre outros.

Passadas sete décadas, hoje os festivais de jazz são realizados nos mais diversos cantos do mundo. Para atender seu público, que pode reunir diversas faixas etárias, os organizadores sabem que já não é suficiente oferecer apenas boa música. Muitos frequentadores valorizam a possibilidade de tomar um drinque e se alimentar bem, em meio à maratona musical, ou mesmo dispor de locais agradáveis para relaxar ou se refrescar entre um show e outro.

Um festival diferente de seus pares

A preocupação com o conforto da plateia também está na lista de itens essenciais do São Paulo Jazz Weekend, festival que realiza sua primeira edição nos dias 28 e 29/09 (sábado e domingo), na área externa do Memorial da América Latina. Mas o que mais chama atenção é o seu menu musical, que combina diversos estilos de jazz, bossa nova, choro e muita música instrumental brasileira. Em outras palavras, um festival diferente de quase todos por aí: sem rap, rock, metal, funk carioca ou música sertaneja, em seus dois palcos.

“Nosso objetivo maior é fomentar o mercado”, afirma a produtora Giselle Ventura, que assina a direção do evento com o músico Thiago Espírito Santo. “A gente cria uma oportunidade para um público que virá ao Memorial por causa dos shows de Dianne Reeves, do Shai Maestro Trio ou de Seu Jorge & Daniel Jobim. Ali esse público vai encontrar um leque de sons e músicos jovens que ainda não conhece”, diz ela.

O nome do “bruxo” Hermeto Pascoal chegou a ser anunciado para o primeiro dia do festival, mas seu show foi cancelado porque ele terá que passar por uma intervenção cirúrgica. “Isso pegou a gente de surpresa. Não é fácil substituir um músico como o Hermeto, porque muita gente vai ao festival na expectativa de assistir ao show dele”, admite Thiago. A solução foi convidar Yamandu Costa, que estará de passagem pelo Brasil. O conceituado violonista gaúcho, que hoje vive em Portugal, terá a seu lado dois antigos parceiros: o baterista Edu Ribeiro e o próprio Thiago, no baixo.

O diretor do Jazz Weekend conta que o projeto do novo festival já existe há oito anos, mas ainda não tinha saído do papel por falta de patrocínio. “Em 2020 quase deu certo, mas aí veio a pandemia”, relembra Thiago. “São poucos os festivais que se arriscam a mexer com música instrumental”, comenta, observando que após o longevo Free Jazz Festival (realizado de 1985 a 2001), quase todos os eventos do gênero no Brasil se tornaram “abrangentes”. Em outras palavras, exageram nas doses de música pop e derivados.

Conforto para a plateia

Além da programação musical de alta qualidade, Thiago destaca também a estrutura do Jazz Weekend, criada para que a plateia se sinta confortável ao encarar a maratona de shows. “Eu não posso fazer um festival com 10 horas de duração e oferecer banheiros químicos. Então teremos uma estrutura com 98 cabines de banheiros de louça, com pia e espelho. Já na área de alimentação, mesas de piquenique vão permitir que as pessoas possam se sentar para comer”. 

Diferentemente de outros festivais com mais de um palco, o evento não vai programar shows simultâneos – livrando assim os frequentadores de serem obrigados a escolher entre um show ou outro. As apresentações no Palco Laércio de Freitas (homenagem ao pianista e compositor paulista, que morreu em julho) vão durar de 40 a 60 minutos.  

Texto publicado no caderno de cultura do jornal "Valor Econômico"

Programação        

Sábado (28/9)
Roda de Choro (às 11h10), Irmãos e Brothers (às 12h25), Carol Panesi (às 13h40), Henrique Mota (às 14h55), Amaro Freitas (às 16h10), Scott Kinsey Group (às 17h40), Yamandu Costa Trio (às 19h10) e Dianne Reeves (às 20h30).

Domingo (29/9)
Morgana Moreno e Marcelo Rosário (às 11h15), Dani e Débora Gurgel Big Band (às 12h30), Octeta (às 14h), Brazú Quintê (às 15h05), Salomão Soares e Guegué Medeiros (às 16h15), Shai Maestro Trio (às 19h), Seu Jorge e Daniel Jobim (às 20h30).   

Ingressos e horários

Abertura dos portões: dia 28, às 11h; dia 29, às 11h

Onde: Memorial da América Latina - Acesso para o público pelo Portão 2, na Rua Tagipuru.

Ingressos: R$ 85,00

Onde comprar: 
https://spjw.byinti.com/#/event/UtXz3Q4u0vYLlfI3Cvrw



       
   

Instrumental Brasileiras: série de podcasts exibe os talentos de dez mulheres

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                                   A instrumentista e compositora carioca Carol Panesi / Foto de Priscila Prade 

Depois de promover uma extensa programação online de aulas abertas e oficinas de música (incluindo modalidades como improvisação, arranjo, voz e até engenharia de áudio), o projeto Instrumental Brasileiras oferece um material bastante educativo para quem ainda pensa que o universo do jazz e da música instrumental brasileira é reservado aos homens.

Uma série de oito podcasts destaca discos e as trajetórias pessoais de talentosas instrumentistas e compositoras brasileiras do gênero. O primeiro episódio focaliza a compositora e vocalista paulista Ana Malta, que lançou “Outra Voz”, seu primeiro disco como solista, em 2019. Ana se formou no renomado Conservatório de Tatuí, onde leciona canto. Também é integrante da orquestra Vintena Brasileira.

Os episódios posteriores seguem o mesmo formato do primeiro. Entre uma faixa e outra de seus discos, as artistas convidadas contam como se envolveram com a música e comentam suas experiências nessa área. As entrevistas são conduzidas por Indiara Belo, idealizadora e curadora do projeto.

O elenco da série também inclui a flautista e clarinetista Aline Gonçalves, a saxofonista e flautista Daniela Spielmann, a flautista e saxofonista Mariana Zwarg, o Duo Gisbranco (formado pelas pianistas Bianca Gismonti e Claudia Castelo Branco), a baterista e percussionista Vera Figueiredo, a violinista e trompetista Carol Panesi e as flautistas e compositoras Léa Freire e Maiara Moraes.

Os oito podcasts da série Instrumental Brasileiras estão disponíveis neste link do Spotify

eFestival: concurso festeja 20 anos revelando talentos do instrumental e da canção brasileira

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                                                                                  A banda instrumental paulista Silibrina  

 Uma dica especial para instrumentistas e cantores ou mesmo estudantes de música de todo o território brasileiro: já estão abertas as inscrições para mais uma edição do eFestival. Pioneiro na utilização da internet, esse concurso musical vem desempenhando há duas décadas a necessária missão de revelar e apoiar talentos da música brasileira.

Assim como o cantor paulista Lula Barbosa ou o duo vocal mineiro Renato Motha e Patrícia Lobato, jovens instrumentistas de diversos estados do país, como o contrabaixista gaúcho Guto Wirtti, a violinista carioca Carol Panesi, o trompetista paulista Sidmar Vieira ou a banda Silibrina (liderada pelo tecladista pernambucano Gabriel Nóbrega) já brilharam como finalistas do eFestival.

Como em edições anteriores, a seleção dos finalistas será realizada por uma equipe de curadoria musical. Já os vencedores do concurso serão definidos por meio de votação popular. As inscrições podem ser feitas até 30 de junho, no site oficial do evento: www.efestival.com.br, onde os candidatos encontram informações detalhadas sobre o concurso, como o regulamento e um tutorial passo-a-passo para fazer sua inscrição.

Uma novidade desta edição é que o concurso será dividido em duas categorias musicais: Instrumental e Canção. Depois de escolher uma delas, os candidatos devem optar por uma entre três subcategorias: Público Geral, Profissionais da Saúde ou Corretores de Seguros.

A comissão curatorial vai escolher 10 finalistas em cada subcategoria – a lista será divulgada em 29 de julho. Durante o mês de agosto se dará a votação popular. Além de receber prêmios em dinheiro, os vencedores ganharão também o direito de dividir palcos com artistas de destaque na cena musical brasileira – obviamente, quando já não houver mais restrições à realização de shows.

Idealizado e produzido pela Dançar Marketing, o eFestival conta com patrocinadores e apoiadores como as empresas SulAmérica, Uninassau e Chilli Beans, além de parceria com o Ministério do Turismo, através da Secretaria Especial da Cultura, e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Pela primeira vez, vou ter o prazer de dividir a curadoria musical desse evento com o maestro, pianista e arranjador Ruriá Duprat – músico que admiro há décadas e que já exerceu essa função em edições anteriores do eFestival.

Neste ano em que a pandemia nos força mais uma vez a proteger nossa saúde e a de nossos familiares por meio do distanciamento social, o eFestival oferece aos músicos de talento a oportunidade de exibir suas composições e performances a um público mais amplo. E, graças à internet, de maneira segura.

Mais informações no site oficial do eFestival

3º Sampa Jazz Fest: evento exibe os talentos de Carol Panesi e do grupo Meretrio

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                                                A trompetista e compositora Carol Panesi, no 3º Sampa Jazz Fest 


Primeiro, o show do Meretrio, original grupo instrumental paulista que vem criando há 14 anos um repertório bem pessoal e diversificado. Depois, a apresentação da talentosa multi-instrumentista e compositora carioca Carol Panesi, que lançou há pouco seu disco de estreia, “Primeiras Impressões”. 

Dois shows bem diferentes, mas igualmente saborosos, compuseram a segunda noite do Sampa Jazz Fest, na sexta-feira (21/9), em São Paulo. Sentada confortavelmente nas poltronas de uma das salas de cinema do Espaço Itaú, a plateia que se arriscou a ouvir atrações musicais ainda pouco conhecidas foi premiada com boas surpresas.

Emiliano Sampaio -- o líder, guitarrista e trombonista do Meretrio, que vive desde 2012 na Áustria, onde prepara seu doutorado em Composição para Orquestra Sinfônica -- não escondia sua satisfação por poder exibir sua música, novamente, na capital paulista.  A seu lado estavam os mesmos Gustavo Boni (baixo) e Luís André Gigante (bateria), cuja parceria de quase uma década e meia faz muita diferença.  

Como um bem-humorado cicerone, Emiliano (na foto ao lado) logo conquistou a plateia ao apresentar algumas de suas composições. Provocou sorrisos ao revelar que a lírica “O Casamento” nasceu após um sonho, no qual se viu casando a contragosto. Já ao introduzir a experimental “The Answer”, contou que a criou depois de ouvir uma composição do guitarrista britânico Fred Frith. “Eu adoraria ter composto aquela música. Então decidi fazer uma resposta a ela”, explicou.
    
Em meio a influências bem diversas, que vão do rock e da música pop ao blues e ao funk, o trio paulista não deixou de incluir dois arranjos de clássicos da música brasileira, que fazem parte de seu repertório há muito tempo: uma descontraída releitura do choro “Lamentos” (de Pixinguinha) e um arranjo bem livre de “Tico-tico no Fubá” (Zequinha de Abreu), com mudanças de andamento e improvisos de Emiliano e Gustavo.

Já o repertório autoral de Carol Panesi é todo ele calcado na rica diversidade da música brasileira: do sacudido “Forró do Marajó” ao samba “No Balanço da Léa” (dedicado à compositora e flautista paulistana Léa Freire), passando pelo nervoso choro “Ansiosa”, entre outras composições. No trio que a acompanha, destaque para o baixo de Jackson Silva e a bateria de Guegué Medeiros, também presentes em seu disco.

Não foi à toa que, durante o show, Carol agradeceu ao mestre Hermeto Pascoal, assim como ao baixista Itiberê Zwarg, seu mentor e parceiro na Itiberê Orquestra Família por mais de uma década. Suas composições têm personalidade, mas é fácil perceber nelas a influência da inventiva “música universal” de Hermeto. 

Já quase ao final da noite, a violinista, trompetista e vocalista tentou explicar, sem ser explícita, o vínculo de sua composição “A Cara Dela” com temas que têm mobilizado as mulheres, ultimamente. Mais incisiva, uma garota resumiu o assunto, ao gritar da plateia: “ele não!” (a palavra de ordem que vem sendo repetida por milhões de mulheres contra um inominável candidato à presidência do país, que já as ofendeu várias vezes). 

Com um sorriso, Carol concordou com a garota. Há quem pense que a música, assim como outras artes, são mero entretenimento, mas mesmo o fato de a música instrumental dispensar o uso de palavras não a impede de refletir sobre a nossa realidade. 

Sampa Jazz Fest: terceira edição do evento terá Richard Bona, Hermeto Pascoal e Bixiga 70

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                                                                          O baixista e cantor camaronês Richard Bona

Jazz, música instrumental brasileira e ritmos africanos. Essa diversidade musical valoriza a programação do Sampa Jazz Fest, cuja terceira edição será realizada na próxima semana, de 20 a 22/9 (quinta a sábado), em São Paulo.

O baixista, cantor e compositor camaronês Richard Bona, já conhecido pelo público brasileiro, está entre as atrações principais desse evento, que destaca também o carismático Hermeto Pascoal e seu grupo, a big band do pianista e compositor Nelson Ayres e a banda paulistana Bixiga 70.

O elenco inclui ainda o Meretrio (do guitarrista e compositor paulista Emiliano Sampaio, que vive na Áustria há seis anos), o quinteto da cantora e compositora paulista Dani Gurgel, a multi-instrumentista e compositora carioca Carol Panesi e o saxofonista brasiliense Esdras Nogueira.

Com curadoria de Daniel Nogueira (saxofonista das bandas Bixiga 70 e Projeto Coisa Fina), o Sampa Jazz também vai promover uma roda de negócios, com diretores de festivais, produtores de casas de espetáculos e outros profissionais do mercado musical.

A programação se divide em dois palcos da cidade de São Paulo. No Espaço Itaú de Cinema, apresentam-se: Nelson Ayres Big Band e Dani Gurgel Quinteto (no dia 20/9); Meretrio e Carol Panesi (dia 21/9). O festival termina na Casa das Caldeiras (dia 22/9), com Richard Bona, Hermeto Pascoal, Bixiga 70 e Esdras Nogueira.

Mais informações em www.sampajazzfest.com.br

 

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