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Bourbon Festival Paraty: uma retrospectiva ilustrada de sua terceira edição

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As ruas calçadas com pedras e o casario colonial de Paraty, a simpática cidade histórica do litoral fluminense, serviram de cenário para a terceira edição do Bourbon Festival Paraty. Durante três dias, multidões de turistas e moradores da região puderam apreciar gêneros musicais e ritmos de diversas origens: do jazz ao R&B, passando pela salsa, pelo blues, pelo funk, até pela bossa nova. Tudo gratuito.
                                                                                        Photos by Carlos Calado

CARISMA CUBANO – Primeira atração da fria noite de sexta-feira (17/6), no palco instalado na Praça da Matriz, o pianista e compositor Roberto Fonseca (na foto acima) contagiou a platéia com seu jazz de sotaque afro-cubano, cheio de energia e lirismo. Em sua banda, destacaram-se também os sopros de Javier Zalba e o baterista Ramsés Rodríguez.

SELEÇÃO DANÇANTE – Outro destaque da primeira noite, a mais jazzística do festival, foi o baixista e cantor Richard Bona. Esse talentoso músico camaronês fez boa parte da platéia dançar com uma irresistível seleção de funks e temas afro-caribenhos de sua autoria, incluindo uma citação de “I Wish”, de Stevie Wonder.

ANIMAÇÃO – Desfilando pelas ruas da cidade, a Orleans Street Jazz Band animava os turistas e os atraía para os shows nos palcos principais, com descontração e aquela sonoridade típica das bandas de jazz tradicional de New Orleans, mesmo quando toca algum clássico pop ou da música brasileira.

BUSKERS – Outros artistas do elenco, como o bluesman argentino Danny Vincent, também fizeram shows-relâmpagos nas ruas de Paraty, levando a outras áreas do Centro Histórico a tradição dos “buskers” (como são chamados os músicos de rua nos Estados Unidos).


NA RUA E NO PALCO – Atração mais esperada do sábado (18/6), a banda Playing for Change fez um show muito aplaudido, cujo clímax foi o hit “Stand by Me”. Horas antes da apresentação, o veterano bluesman Grandpa Elliott (no centro da foto acima) e seus parceiros mostraram em uma esquina do Centro Histórico como sobreviviam antes de o projeto Playing for Change lhes dar a chance de gravar e fazer shows pelo mundo afora.


NA PRAIA – Novidade desta edição do festival, um segundo palco foi instalado em frente à Igreja de Santa Rita, com uma bela vista do mar. Na programação do domingo (19/6), o trio de jazz do contrabaixista Rhandal, radicado em Paraty, homenageou a cidade com uma de suas composições.

CARAS E BOCAS – Na noite de domingo, as caras e bocas da cantora norte-americana Jane Monheit não animaram tanto a platéia, mesmo quando ela tentou ser simpática, cantando dois clássicos da bossa nova (“Caminhos Cruzados” e “Samba do Avião”), em português. Era evidente que muitos estavam ali à espera da última atração, a cantora Maria Gadú.

RETRATOS - Aberta até 3 de julho, na Galeria Zoom, em Paraty, a exposição “Jazz em Photo” reúne fotografias de Alexandre Marchetti, Newber, Roger H. Sassaki e Silvana Franco. A seleção foi feita a partir do acervo com mais de 250 fotos autografadas por figurões do jazz e do blues que já se apresentaram no paulistano Bourbon Street Music Club. Na foto acima (da esq. para a dir.), o fotógrafo Sassaki, Edgard Radesca, produtor do festival, e Giancarlo Mecarelli, organizador da exposição.  

Eclética e bem organizada, a terceira edição do Bourbon Festival Paraty inseriu esse evento entre os melhores do gênero no país. Um programa que merece entrar na agenda de qualquer apreciador de jazz, blues ou outros gêneros da música negra, no próximo ano.


Grandpa Elliott: músico de rua de New Orleans estréia em CD aos 64 anos

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Quem ouve o CD do veterano cantor e gaitista Grandpa Elliott sem conhecer sua história, jamais vai imaginar que ele cantou durante quase seis décadas em troca de gorjetas, na área turística do French Quarter, em New Orleans, no sul dos Estados Unidos. Em 2009, ao aparecer em um vídeo da canção “Stand by Me”, que o projeto Playing for Change transformou em hit mundial com o auxílio da internet, esse artista de rua teve enfim a chance de entrar num estúdio e gravar seu primeiro álbum ("Sugar Sweet", lançamento Universal), ao lado de músicos de várias nacionalidades. E depois ainda saiu fazendo shows pelo país.

A gaita blueseira de Elliott se destaca em várias faixas do álbum, como no clássico “Baby, What You Want Me to Do” e na dançante gravação ao vivo de “Fannie Mae”. Mas o que mais chama atenção é mesmo o vozeirão encorpado e expressivo de Grandpa, seja na saborosa releitura do blues “Ain’t Nothing You Can Do”, temperada pelas guitarras dos africanos Jason Tamba e Louis Mhlanga, ou no tratamento soul que empresta à emotiva “Please, Come Home for Christmas”. Uma história perfeita para ilustrar o ditado "jamais desista do seu sonho".  



 

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