Mostrando postagens com marcador Roberto Fonseca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Roberto Fonseca. Mostrar todas as postagens

Curaçao North Sea Jazz: festival caribenho se firma com vitrine do jazz e da música latina

|

                                                                                         Photos by Carlos Calado
Não é qualquer artista que tem o privilégio de ser chamado ao palco, por uma multidão de milhares de fãs que decidem cantar, espontaneamente, um de seus sucessos. Foi assim que a ansiosa plateia do Curaçao North Sea Jazz Festival recebeu, às 23h15 do sábado, o cantor e compositor norte-americano Stevie Wonder (na foto acima). A declaração de amor contida na canção “I Just Called to Say I Love You” ganhou novo sentido.

O dançante show de Stevie Wonder encerrou um evento musical que, já em sua segunda edição, demonstrou um expressivo crescimento. Com ingressos esgotados há dias para a noite do sábado, a circulação do público pelos três palcos instalados no complexo do World Trade Center tornou-se difícil, em alguns momentos. Por volta das 22h, a produção chegou a improvisar uma barreira, para diminuir o acesso ao palco onde se apresentava o cantor e compositor panamenho Rubén Blades, cuja plateia já estava no limite de sua capacidade.


 
A noite de sábado também confirmou o sucesso da eclética fórmula musical desse evento. Obviamente, uma parte do público estava ali para ouvir os hits de Stevie Wonder, que marcaram a história do pop e da black music norte-americana. Mas as multidões que se formaram para acompanhar os shows do jazzista cubano Roberto Fonseca, do cantor e compositor dominicano Juan Luis Guerra (foto acima) e do músico e ator panamenho Rubén Blades provaram que o público local não se contenta apenas com a mediocridade musical veiculada pelas rádios e TVs. 

 
 
Quem circulou pelos três palcos, na noite de encerramento deste festival, teve a chance de ouvir um sintético panorama da moderna música popular da América Latina: o jazz afro-cubano e as contradanças de Chucho Valdés e Roberto Fonseca (na foto acima), as bachatas e os merengues de Juan Luiz Guerra, a salsa de Rubén Blades, além dos ritmos nativos da própria ilha de Curaçao, exibidos pelo tecladista Ronchi Matthew. 


 
Na noite anterior, o saboroso cardápio musical oferecido variou mais entre o jazz e a black music.
O saxofonista norte-americano Branford Marsalis (que toca amanhã, dia 6/9, em São Paulo; dia 7, no Rio), o pianista panamenho Danilo Perez e o percussionista Poncho Sanchez (foto acima), com participação especial do trompetista Terence Blanchard fizeram apresentações de alta qualidade jazzística. Já as bandas Earth, Wind & Fire e Chic (comandada por Nile Rodgers) excitaram suas plateias com muitos hits dançantes dos anos 70 e 80. 

 
Prejudicada pela concorrência direta com o show do astro pop britânico Sting, a cantora norte-americana Sharon Jones (na foto acima) não escondeu sua decepção ao ver grande parte da plateia sair, no meio de sua apresentação. “Sem problema. Esta é minha primeira vez em Curaçao, mas não vou deixar de dar o máximo de mim a vocês que ficaram aqui”, disse, aplaudida euforicamente pelas centenas de felizardos de a viram incendiar o palco com seu clássicos funks e rhythm & blues. 



Não havia artistas do Brasil nessas duas noites (só a pianista paulista Eliane Elias participou dos shows preliminares do festival), mas, mesmo assim, a música brasileira não ficou de fora. A cantora norte-americana Dione Warwick (foto acima) dedicou parte de seu show de sábado a um tributo ao Brasil, que incluiu as clássicas “Águas de Março” e “Corcovado”, de Tom Jobim.


E o tecladista curaçolenho Ronchi Matthew, que encerrou o evento no palco dedicado ao jazz, surpreendeu a plateia com "Samba Tropikal", um suingado samba instrumental de sua autoria. “Nunca estive no Brasil, mas vejam do que o amor pela música é capaz”, explicou, com um grande sorriso.

(Texto publicado na Folha.com, em 5/9/2011; cobertura realizada a convite da Oficina de Turismo de Curaçao)

Curaçao North Sea Jazz: cantoras dominam programação prévia do festival caribenho

|

                                                                                          Photos by Carlos Calado
Espécie de franquia do holandês North Sea Jazz (um dos maiores eventos musicais do mundo, conhecido por seus vários palcos com shows simultâneos), o Curaçao North Sea Jazz Festival repete neste ano a bem sucedida receita musical de sua primeira edição. O elenco combina nomes de prestígio nos universos do jazz e da música latina (Branford Marsalis, Danilo Pérez, Roberto Fonseca, Poncho Sanchez, Chucho Valdés e Ruben Blades) com figurões do pop e da black music (Sting, Sharon Jones, Earth, Wind & Fire, Chic e Dionne Warwick).

A exemplo da edição passada, os organizadores desse festival também promoveram shows durante a semana para esquentar o evento. Essa programação preliminar foi iniciada na última segunda-feira (29/8) com o som dançante do grupo cubano Los Van Van, que, por coincidência, apresentou-se há poucos dias em São Paulo.

As noites seguintes foram dominadas por cantoras de diferentes países. Na terça (30/8), a holandesa Trijntje Oosterhuis (na foto acima) atraiu centenas de compatriotas ao show que fez ao ar livre, no Avila Hotel. Com um repertório bem pop, que destaca antigos sucessos de Burt Bacharach e Michael Jackson, ela demonstra capacidade técnica, mas ainda é um tanto deficiente no item personalidade.


A lourinha belga Selah Sue (na foto acima) saiu-se bem melhor. No show que lotou a casa noturna Mambo Beach, na quarta-feira (31/8), ela confirmou sua condição de revelação pop, com canções que misturam reggae, soul, hip hop e até pitadas de rock. Não à toa, Selah cita Bob Marley, Erykah Badu e Lauryn Hill entre suas influências. A plateia bem jovem reconheceu na hora “Raggamuffin”, hit que a tornou conhecida graças ao clipe veiculado na internet pelo site MySpace.

Única atração brasileira no elenco do Curaçao North Sea, a pianista e cantora paulista Eliane Elias fez um show irretocável, quinta-feira, na concha acústica do Brakkeput Mei Mei, confirmando o prestígio que desfruta na área do jazz desde a década de 90. Com um repertório centrado em clássicos da bossa nova, ela mostrou seu virtuosismo ao piano, em números como “Chega de Saudade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e “Bananeira” (João Donato e Caetano Veloso).

No entanto, além de não permitir, estranhamente, que a imprensa a fotografasse tanto na coletiva de imprensa como em sua apresentação, Eliane ainda correu o risco de soar antipática frente à platéia, ao interromper o show duas vezes para advertir alguns fãs que estavam usando suas câmeras fotográficas. Daí em diante, a platéia reagiu de maneira mais morna.

(Texto publicado no site Folha.com, em 3/09/2011)

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival: os destaques da nona edição

|





Recheado de nomes de prestígio nas cenas do jazz e do blues, o elenco do festival de Rio das Ostras, cuja nona edição terminou no último domingo (26/6), já antecipava um evento musical de alta qualidade. Para alguém como eu, que estava visitando pela primeira vez essa emergente cidade do litoral fluminense, foi surpreendente ver cerca de 20 mil pessoas, em cada uma das quatro noites do evento, ouvindo com atenção e aplaudindo com euforia quase todas as atrações.

Outra agradável surpresa foi constatar que não é apenas o típico turista de classe média, tanto desse Estado como de outras regiões do país, que vai a Rio das Ostras para apreciar as dezenas de shows de jazz, blues e música instrumental brasileira que o festival oferece, gratuitamente. Bastava circular pelas platéias de qualquer um dos quatro palcos espalhados pela cidade para verificar que grande parte desse público pertence às chamadas classes C e D. Quem ainda acha que o jazz só interessa a uma pequena elite cultural precisa rever esse senso-comum errôneo e preconceituoso.


                                                                                              Photos by Carlos Calado


VOZEIRÃO – Maior revelação do festival, o cantor norte-americano José James (na foto acima, com o trompetista Takuya Kuroda) conquistou as platéias dos shows que fez nos palcos da Tartaruga e da Costa Azul. Com seu vozeirão de barítono, gestual de MC e um repertório híbrido que mistura jazz, soul e hip-hop, James é um exemplo perfeito de como o jazz se renova absorvendo elementos de outros gêneros musicais. Entre seus melhores momentos, a vibrante releitura de “Moanin’” (de Bobby Timmons; veja o video abaixo) e uma versão letrada de “Equinox” (John Coltrane). 


EMOÇÃO - Confirmando os excelentes shows que já fizera em São Paulo, em 2010, e no Bourbon Festival Paraty, na semana anterior, o quinteto do cubano Roberto Fonseca foi a atração mais emocionante do festival. Nem um problema no teclado do piano, que não pôde ser corrigido a tempo do show de sábado, impediu Fonseca (no centro da foto acima) de fazer uma apresentação sensacional, que levantou a platéia várias vezes. Em composições próprias, como “Consumatum Est (Oya)” e “Lo que Me Hace Vivir”, que combinam lirismo com improvisações contagiantes, ele demonstra ser um músico completo, seguindo a linhagem de outros grandes pianistas cubanos, como Chucho Valdés e Gonzalo Rubalcaba. (Veja o vídeo abaixo)

 
ENCONTRO – O trio Medeski, Martin & Wood também protagonizou um dos melhores shows do festival, no sábado (25/6). Quem imaginou que o saxofonista Bill Evans seria apenas um convidado especial, em alguns números, se enganou. O ex-integrante da banda de Miles Davis participou de todo o show, ganhando espaço para longos improvisos. Uma parceria que, pelo jeito, pode render bem mais que algumas apresentações esparsas. (Veja o vídeo abaixo)


 
SAMBAS – Outro encontro que deu certo foi o do veterano trio Azymuth com o saxofonista Leo Gandelman (na foto acima, com o baixista Alex Malheiros). Releituras instrumentais dos sambas “Me Deixa em Paz” (Monsueto) e “Canto de Osanha” (Baden Powell) brilharam no repertório desse show, que não podia deixar de incluir “Linha do Horizonte”, o hit zen do Azymuth. Na mesma noite de quinta (23/6), o guitarrista Ricardo Silveira, tocou temas instrumentais de seu recente álbum “Até Amanhã”. Incluiu uma versão jazzística do samba “Se Acaso Você Chegasse” (Lupicínio Rodrigues), com destaque para os sopros de Marcelo Martins e Jessé Sadock.



REVELAÇÃO – Na banda do conceituado trompetista norte-americano Nicholas Payton, outra atração do sábado, destacou-se Lawrence Fields, jovem pianista de Saint Louis, que esteve em São Paulo com a banda de Christian Scott, em maio último, no festival Jazz na Fábrica. À frente de seu Sexxxtet, Payton trouxe um projeto inspirado nas fusões do jazz com o funk e o soul que Miles Davis desenvolveu durante a década de 1970. Um show impecável, tecnicamente, mas que carece de mais emoção.



DEBOCHE - O marketing da trompetista holandesa Saskia Laroo, conhecida na Europa como “Lady Miles Davis”, beira a propaganda enganosa. Com um show quase circense, que transita entre o hip hop, o funk e o reggae, incluindo dois rappers, ela se mostra mais preocupada em pular no palco, operando os pedais de efeitos eletrônicos que traz presos à cintura, do que realmente tocar seu instrumento. Sem falar na infame “Courtesy to John Coltrane”, suposta homenagem ao grande ícone do jazz, em levada “disco”, que soa como deboche.


FUSION – Comemorando 30 anos de vida em 2011, a banda norte-americana Yellowjackets voltou a contar com a energia do baterista Will Kennedy, que a deixou durante a última década. Não há dúvida que a presença do saxofonista Bob Mintzer contribuiu para aprimorar o repertório e os improvisos do quarteto, que segue com os fundadores Russel Ferrante (teclados) e Jimmy Haslip (baixo). Para os fãs da típica “fusion” dos anos 1980. 




POSE – Com sua habitual sessão de poses sensuais, Jane Monheit praticamente repetiu a apresentação que fez no festival de Paraty, na semana anterior. Tecnicamente, Monheit é uma cantora acima da média, mas suas interpretações de standards, como “Over the Rainbow” e “Cheek to Cheek”, soam antiquadas e piegas, como se tivessem saído da década de 1940. Alguém precisa dizer a ela que cantar clássicos da bossa nova, como “Dindi” ou “Samba do Avião”, em português capenga, compromete até sua intenção de homenagear a música brasileira. 




BLUES – A ideia de fechar as quatro as noites, no palco principal, com atrações de blues funcionou muito bem. A Igor Prado Blues Band, o norte-americano Bryan Lee, o angolano Nuno Mindelis e a banda do californiano Tommy Castro (na foto acima) proporcionaram encerramentos bem animados e dançantes, em exibições de diversos estilos de blues, que avançaram pelas madrugadas.


PAISAGEM – Instalado em um local inusitado, em frente ao mar, o palco da Tartaruga exibiu algumas das melhores atrações do festival (José James, Nicholas Payton e Yellowjackets), mas só a vista privilegiada do por de sol, em Rio das Ostras, já valeria a ida. 

 
FEIRA – Ao lado do palco principal, na Costa Azul, a Cidade do Jazz & Blues oferece uma feira com produtos artesanais da cidade, venda de CDs e camisetas, praça de alimentação e um espaço para exibição de fotos, filmes e show de artistas locais.

Numa coletiva de imprensa, no último sábado, o prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto, admitiu ter pensado em extinguir esse festival, quando assumiu o cargo, em 2005. Chegou a fazer cortes na verba, mas o crescimento do evento, nos anos posteriores, o convenceu de que o festival se tornou um veículo importante para o incremento do turismo e da economia da região. Mérito do idealizador e produtor do evento, Stenio Mattos, que já está planejando a edição comemorativa dos 10 anos do evento, em 2012. Pela qualidade do que se viu e ouviu neste ano, a próxima promete ser no mínimo especial.












Enhanced by Zemanta

Bourbon Festival Paraty: uma retrospectiva ilustrada de sua terceira edição

|

As ruas calçadas com pedras e o casario colonial de Paraty, a simpática cidade histórica do litoral fluminense, serviram de cenário para a terceira edição do Bourbon Festival Paraty. Durante três dias, multidões de turistas e moradores da região puderam apreciar gêneros musicais e ritmos de diversas origens: do jazz ao R&B, passando pela salsa, pelo blues, pelo funk, até pela bossa nova. Tudo gratuito.
                                                                                        Photos by Carlos Calado

CARISMA CUBANO – Primeira atração da fria noite de sexta-feira (17/6), no palco instalado na Praça da Matriz, o pianista e compositor Roberto Fonseca (na foto acima) contagiou a platéia com seu jazz de sotaque afro-cubano, cheio de energia e lirismo. Em sua banda, destacaram-se também os sopros de Javier Zalba e o baterista Ramsés Rodríguez.

SELEÇÃO DANÇANTE – Outro destaque da primeira noite, a mais jazzística do festival, foi o baixista e cantor Richard Bona. Esse talentoso músico camaronês fez boa parte da platéia dançar com uma irresistível seleção de funks e temas afro-caribenhos de sua autoria, incluindo uma citação de “I Wish”, de Stevie Wonder.

ANIMAÇÃO – Desfilando pelas ruas da cidade, a Orleans Street Jazz Band animava os turistas e os atraía para os shows nos palcos principais, com descontração e aquela sonoridade típica das bandas de jazz tradicional de New Orleans, mesmo quando toca algum clássico pop ou da música brasileira.

BUSKERS – Outros artistas do elenco, como o bluesman argentino Danny Vincent, também fizeram shows-relâmpagos nas ruas de Paraty, levando a outras áreas do Centro Histórico a tradição dos “buskers” (como são chamados os músicos de rua nos Estados Unidos).


NA RUA E NO PALCO – Atração mais esperada do sábado (18/6), a banda Playing for Change fez um show muito aplaudido, cujo clímax foi o hit “Stand by Me”. Horas antes da apresentação, o veterano bluesman Grandpa Elliott (no centro da foto acima) e seus parceiros mostraram em uma esquina do Centro Histórico como sobreviviam antes de o projeto Playing for Change lhes dar a chance de gravar e fazer shows pelo mundo afora.


NA PRAIA – Novidade desta edição do festival, um segundo palco foi instalado em frente à Igreja de Santa Rita, com uma bela vista do mar. Na programação do domingo (19/6), o trio de jazz do contrabaixista Rhandal, radicado em Paraty, homenageou a cidade com uma de suas composições.

CARAS E BOCAS – Na noite de domingo, as caras e bocas da cantora norte-americana Jane Monheit não animaram tanto a platéia, mesmo quando ela tentou ser simpática, cantando dois clássicos da bossa nova (“Caminhos Cruzados” e “Samba do Avião”), em português. Era evidente que muitos estavam ali à espera da última atração, a cantora Maria Gadú.

RETRATOS - Aberta até 3 de julho, na Galeria Zoom, em Paraty, a exposição “Jazz em Photo” reúne fotografias de Alexandre Marchetti, Newber, Roger H. Sassaki e Silvana Franco. A seleção foi feita a partir do acervo com mais de 250 fotos autografadas por figurões do jazz e do blues que já se apresentaram no paulistano Bourbon Street Music Club. Na foto acima (da esq. para a dir.), o fotógrafo Sassaki, Edgard Radesca, produtor do festival, e Giancarlo Mecarelli, organizador da exposição.  

Eclética e bem organizada, a terceira edição do Bourbon Festival Paraty inseriu esse evento entre os melhores do gênero no país. Um programa que merece entrar na agenda de qualquer apreciador de jazz, blues ou outros gêneros da música negra, no próximo ano.


Curaçao North Sea Jazz: segunda edição terá Stevie Wonder e outros astros da black music

|




Versão caribenha de um dos maiores festivais de música do mundo, o Curaçao North Sea Jazz mantém o padrão de qualidade da estréia, no ano passado, e anuncia o elenco da segunda edição. Astros da música negra norte-americana, como o cantor e compositor Stevie Wonder (na foto à esquerda), as bandas Earth Wind & Fire e Chic, ou ainda a cantora Dionne Warwick, estão entre as atrações mais populares do evento, agendado para 2 e 3 de setembro.

O perfil eclético da primeira edição será mantido na programação de 2011, que também destaca a música pop do cantor britânico Sting. Ritmos caribenhos vão ganhar ênfase maior neste ano, com as presenças do panamenho Rubén Blades, do dominicano Juan Luis Guerra e da banda antilhana Kassav.

O saxofonista Branford Marsalis e o trompetista Terence Blanchard, ambos nascidos em New Orleans (EUA), chamam atenção na seção jazzística do festival, que também inclui o pianista panamenho Danilo Pérez, o percussionista norte-americano (de ascendência mexicana) Poncho Sanchez e os pianistas cubanos Chucho Valdés e Roberto Fonseca.

Para esquentar o evento entre os moradores da ilha, há também uma programação de shows gratuitos, de 29/8 a 1/9, que destaca a pianista brasileira Eliane Elias, a banda cubana Los Van Van e a revelação belga Selah Sue. No ano passado, 17 mil pessoas frequentaram as duas noites de estréia desse festival.

No Brasil, os Ingressos poderão ser adquiridos antecipadamente pela internet ou por meio de agentes de viagem. Mais detalhes sobre o evento e a programação, no site do evento: www.curacaonorthseajazz.com

Twitter: @curacaobrasil_
Facebook: Curaçao Brasil       


 (No video abaixo um trecho da apresentação de John Legend, no festival de 2010)



Paraty Latino: festival gratuito leva atrações internacionais à cidade histórica

|


Da salsa ao tango, passando pelo merengue, pelo bolero e pelo cha-cha-chá, sem esquecer o nosso samba. Esse é o saboroso cardápio de ritmos do festival Paraty Latino, que leva várias atrações musicais ao litoral sul fluminense. Com três noites de shows gratuitos, o evento acontece no próximo final de semana (de 3 a 5/12), na praça da Matriz de Paraty.

A delegação cubana reúne talentosos músicos da nova geração, como o pianista Roberto Fonseca, o cantor Fernando Ferrer (sobrinho do “buena vista” Ibrahim Ferrer), a cantora Haydée Milanés (filha do veterano “cantautor” Pablo Milanés) e o pianista Yaniel Matos, que já vive em São Paulo há alguns anos. Da França vem o cantor e pianista de salsa Deldongo. A Argentina está representada pelo electro-tango da banda Otros Aires.

Já o elenco brasileiro conta com a charmosa cantora Marina de La Riva (também descendente de cubanos), a dupla João Donato e Paula Morelenbaum (que acaba de lançar o delicioso álbum “Água”) e as bandas Lyra Latina e Havana Brasil (na foto acima), conhecidas dos freqüentadores do clube paulistano Bourbon Street, que assina a produção do festival.

O Paraty Latino também vai oferecer oficinas gratuitas de dança, nas tardes de sábado e domingo. Mais informações no site do evento: www.paratylatino.com.br


Enhanced by Zemanta

Roberto Fonseca: pianista representa bem a nova geração musical de Cuba em "Akokan"

|

Revelação da música cubana, o pianista Roberto Fonseca já chamava atenção anos atrás, quando ainda acompanhava o cantor Ibrahim Ferrer, do veterano grupo Buena Vista Social Club. Em "Akokan" (que significa coração, no idioma iorubá), seu segundo álbum solo (lançamento Biscoito Fino), Fonseca combina temas instrumentais e canções.

Para isso o pianista e compositor conta com dois talentosos cantores da nova geração: a cabo-verdiana Mayra Andrade e o norte-americano Raul Midon, que se destacam na doce "Siete Potencias" e na sensível "Everyone Deserves a Second Chance", respectivamente. Pelo que exibe nesse trabalho, Fonseca deixa a impressão de que o futuro da música cubana está em ótimas mãos.

(texto publicado na "Homem Vogue", edição verão 2009/2010, nº 27)




Enhanced by Zemanta

 

©2009 Música de Alma Negra | Template Blue by TNB