Mostrando postagens com marcador ruriá duprat. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ruriá duprat. Mostrar todas as postagens

Brasil Jazz Sinfônica: orquestra relê o 'Hino da Independência' usando ruídos

|

                                    O naipe de trompetes da orquestra Brasil Jazz Sinfônica / Foto de divulgação
                                      

Não costumo me emocionar com hinos patrióticos e sei que essa relação distante não tem a ver somente com gosto musical. Cresci durante os anos do regime militar decretado em 1964 e me lembro bem o quanto me desagradava, na escola primária e durante os anos do ensino básico, ser obrigado a cantarolar, perfilado e com a mão direita no peito, o “Hino Nacional” ou o “Hino à Bandeira”.

Assim como outros símbolos cívicos, os hinos, bandeiras e o “patriotismo” oficial são utilizados pelas ditaduras para tirar proveito político do natural sentimento de identidade que um povo tem com seu país. Não foi diferente nos anos de chumbo que vivemos até o restabelecimento da democracia, em 1989, com o retorno das eleições diretas.

Por isso me surpreendi, ao ver durante a programação da TV Cultura o vídeo em que a Brasil Jazz Sinfônica relê com criatividade o “Hino da Independência”, para festejar a restauração do Museu do Ipiranga, no próximo 7 de Setembro.

No inventivo arranjo do maestro Ruriá Duprat, ruídos de martelos, pás, lixas, furadeiras, plainas elétricas e outras ferramentas utilizadas pelos trabalhadores que reformaram o museu paulista fundem-se aos sons dos instrumentos da orquestra.

Parabéns à TV Cultura, à Brasil Jazz Sinfônica, ao maestro e arranjador Ruriá Duprat e à equipe de Jarbas Agnelli, que assina a direção do vídeo. Tomara que essa emocionante peça audiovisual se torne símbolo de um novo tempo para este país, que precisa urgentemente ser reconstruído a partir das eleições de outubro. Ditadura nunca mais!

Assista ao vídeo da Brasil Jazz Sinfônica neste link: https://www.youtube.com/watch?v=MG_dHIHdz98


eFestival 2022: Inscrições para concurso de novos talentos vão até 7/5

|

                  Carlinhos Brown (à esq.) e o duo Irmãos Woiski, vencedores do eFestival 2021/Divulgação
 

Alô, músicos independentes e estudantes de música, tanto instrumentistas como cantores de todo o país. As inscrições para a edição 2022 do eFestival terminam neste sábado, dia 7 de maio, em seu site oficial. Esse concurso musical, pioneiro na utilização da internet entre competições do gênero, vem contribuindo há duas décadas para revelar e incentivar as carreiras de novos talentos da música brasileira.

Artistas conceituados de diversas regiões do país, como o duo vocal Renato Motha & Patrícia Lobato (de Minas Gerais), o cantor e compositor Lula Barbosa (São Paulo), a violinista e compositora Carol Panesi (Rio de Janeiro), o contrabaixista Guto Wirtti (Rio Grande do Sul) ou o tecladista e compositor Gabriel Nóbrega (Pernambuco) e sua banda Silibrina são alguns dos finalistas que já se destacaram em edições do eFestival.

Na edição de 2021, o cantor e compositor John Bianchi (do Rio de Janeiro), e o duo instrumental Irmãos Woiski (de São Paulo) brilharam entre os seis vencedores. Eleitos pelo público via internet, eles gravaram singles acompanhados pela banda Titãs ou pelo percussionista Carlinhos Brown, além de receberem prêmios em dinheiro.

As inscrições são feitas online, acessando o site do eFestival (www.efestival.com.br). Você pode se inscrever nas categorias Instrumental ou Canção. Depois de escolher uma delas, também deve selecionar uma das três subcategorias: Público Geral (para estudantes de música, amadores ou músicos profissionais independentes); Profissionais de Saúde ou Corretores de Seguros (nestas duas últimas, ao se inscrever, é preciso inserir o número do Registro Ativo de sua atividade profissional). O público vai eleger os três vencedores na categoria Instrumental e os três vencedores na categoria Canção.

Além de preencher uma ficha de inscrição, que inclui dados pessoais, o concorrente precisa incluir o link de sua música no YouTube (um registro em vídeo no qual o compositor e/ou intérprete aparecer cantando ou tocando seu instrumento), sua página web ou redes sociais nas quais está inscrito, sua minibiografia e sua foto. Para facilitar o processo de inscrição, o site oferece vídeos nos quais Carlinhos Brown e Tony Bellotto (dos Titãs) ensinam o passo-a-passo de como se inscrever.

Produzido e idealizado pela Dançar Marketing, o eFestival tem como parceiros a empresa SulAmérica e o Ministério do Turismo, através da Secretaria Especial da Cultura, além de “media partners”, como a Kiss FM, a Play FM, a Mix FM (Rio) e SulAmérica Paradiso FM.

Como na edição de 2021, tenho o prazer de dividir a curadoria musical dessa competição com o pianista, arranjador e maestro Ruriá Duprat. Na comissão julgadora, vamos contar mais uma vez com as participações do multiinstrumentista e compositor Tuco Marcondes e do jornalista e crítico musical Mauro Ferreira – profissionais de prestígio e reconhecida competência em suas áreas.

Ficou animado com a oportunidade de se tornar um dos seis vencedores do eFestival 2022? Inscreva-se o quanto antes, até 7 de maio, neste link: www.efestival.com.br

Assista nos links abaixo os shows com Carlinhos Brown, Titãs e os vencedores de 2021:
Categoria Instrumental: https://www.youtube.com/watch?v=bON7fwpf1ig&t=41s


eFestival 2021: você já pode incentivar talentos da música brasileira

|


Já estão disponíveis, no site oficial do eFestival, as listas dos músicos finalistas desse concurso, que tem revelado e apoiado talentos musicais há duas décadas. Quem vai definir os vencedores dessa competição é o público, incluindo você, que também pode votar nos seus favoritos.

Tive o prazer de participar da comissão que selecionou esses finalistas, ao lado do maestro e produtor Ruriá Duprat, do multi-instrumentista e compositor Tuco Marcondes e do jornalista e crítico musical Mauro Ferreira – profissionais de prestígio e reconhecida competência em suas áreas.

Ao avaliar os candidatos e candidatas, seguimos critérios objetivos, como originalidade, criatividade, interpretação e performance musical, entre outros, assim como a qualidade técnica dos vídeos. Além disso, tentamos contemplar a diversidade racial e de gêneros das candidatas e candidatos, assim como as diferentes regiões geográficas do país nas quais eles vivem.

Preocupada em balancear todos esses critérios, infelizmente, a comissão de curadores se frustrou ao ver alguns de seus indicados falharem em quesitos técnicos ou infringirem algum item do regulamento do concurso, que os levou a serem desclassificados. Gostaríamos de ver mais mulheres na seleção de finalistas, assim como mais candidatos do Norte e do Nordeste do país, sem que fôssemos obrigados a deixar os critérios musicais em segundo plano.

Esperamos que todos os candidatos não-selecionados voltem a se inscrever, em 2022, na próxima edição do eFestival. E que as candidatas e os candidatos inscritos dediquem um pouco mais de tempo à análise do regulamento do concurso, para não serem desclassificados por motivos extramusicais.

Agora é com você. Vote em seus favoritos e ajude a eleger os vencedores do eFestival 2021, neste link: www.efestival.com.br

 

eFestival: concurso festeja 20 anos revelando talentos do instrumental e da canção brasileira

|

                                                                                  A banda instrumental paulista Silibrina  

 Uma dica especial para instrumentistas e cantores ou mesmo estudantes de música de todo o território brasileiro: já estão abertas as inscrições para mais uma edição do eFestival. Pioneiro na utilização da internet, esse concurso musical vem desempenhando há duas décadas a necessária missão de revelar e apoiar talentos da música brasileira.

Assim como o cantor paulista Lula Barbosa ou o duo vocal mineiro Renato Motha e Patrícia Lobato, jovens instrumentistas de diversos estados do país, como o contrabaixista gaúcho Guto Wirtti, a violinista carioca Carol Panesi, o trompetista paulista Sidmar Vieira ou a banda Silibrina (liderada pelo tecladista pernambucano Gabriel Nóbrega) já brilharam como finalistas do eFestival.

Como em edições anteriores, a seleção dos finalistas será realizada por uma equipe de curadoria musical. Já os vencedores do concurso serão definidos por meio de votação popular. As inscrições podem ser feitas até 30 de junho, no site oficial do evento: www.efestival.com.br, onde os candidatos encontram informações detalhadas sobre o concurso, como o regulamento e um tutorial passo-a-passo para fazer sua inscrição.

Uma novidade desta edição é que o concurso será dividido em duas categorias musicais: Instrumental e Canção. Depois de escolher uma delas, os candidatos devem optar por uma entre três subcategorias: Público Geral, Profissionais da Saúde ou Corretores de Seguros.

A comissão curatorial vai escolher 10 finalistas em cada subcategoria – a lista será divulgada em 29 de julho. Durante o mês de agosto se dará a votação popular. Além de receber prêmios em dinheiro, os vencedores ganharão também o direito de dividir palcos com artistas de destaque na cena musical brasileira – obviamente, quando já não houver mais restrições à realização de shows.

Idealizado e produzido pela Dançar Marketing, o eFestival conta com patrocinadores e apoiadores como as empresas SulAmérica, Uninassau e Chilli Beans, além de parceria com o Ministério do Turismo, através da Secretaria Especial da Cultura, e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Pela primeira vez, vou ter o prazer de dividir a curadoria musical desse evento com o maestro, pianista e arranjador Ruriá Duprat – músico que admiro há décadas e que já exerceu essa função em edições anteriores do eFestival.

Neste ano em que a pandemia nos força mais uma vez a proteger nossa saúde e a de nossos familiares por meio do distanciamento social, o eFestival oferece aos músicos de talento a oportunidade de exibir suas composições e performances a um público mais amplo. E, graças à internet, de maneira segura.

Mais informações no site oficial do eFestival

Marco Bosco: percussionista revê três décadas de música com essência brasileira

|

De volta ao país após longa temporada no Japão, o percussionista e compositor Marco Bosco rebobina três décadas de carreira. Para a compilação “33 Works - 1980-2013” (selo Cendi Music), ele selecionou gravações do grupo instrumental Acarú, que o lançou, além de faixas de sete álbuns individuais gravados no Brasil e no Japão. Inclui ainda a inédita composição “33”, em parceria com o tecladista Paulo Calasans.

Como um documentário sonoro, esse CD duplo revela que preconceitos não têm vez na concepção do criativo percussionista. Da contagiante “Aqualouco” (em arranjo de Rogério Duprat) ao lirismo de “Akatombo” (com César Camargo Mariano, nos teclados), passando pelos baiões eletrificados do álbum “Techno Roots” (2001), com participações de Egberto Gismonti, Dominguinhos e Genival Lacerda, o paulista da interiorana Torrinha sintetiza uma obra diversificada e contemporânea, que não abre mão de sua essência brasileira. 
 
O elenco de participações especiais inclui ainda Flora Purim, Airto Moreira, Sebastião Tapajós, Marlui Miranda, Wilson Simoninha, Ruriá Duprat, Walmir Gil, Eiki Nonaka, Casey Rankin, Vicente Barreto, Tsuyoshi Yamamoto, Luhli & Lucina e Belchior, entre outros. O design do album é assinado por Marco Mancini, artista gráfico paulista radicado em Tóquio.

(Resenha publicada parcialmente no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 28/6/2014)

 

Randy Brecker: como ganhar um Grammy tocando música brasileira

|

Na recente entrega dos prêmios Grammy, em Los Angeles, o Brasil não viu seu prestígio ser referendado por outra vitória na categoria world music, mas não saiu de mãos abanando. O troféu conferido ao melhor álbum de jazz contemporâneo – “Randy in Brasil”, do trompetista norte-americano Randy Brecker – foi recebido pelo pianista paulista Ruriá Duprat, que produziu a gravação.

“Fiquei surpreso por se tratar de uma categoria do Grammy dominada pelos americanos. Tive que preparar o discurso nos 30 metros que me separavam do palco”, diz Duprat, também autor da maioria dos arranjos do álbum, que foi gravado em São Paulo, com nomes de destaque na música instrumental brasileira, como Teco Cardoso, André Mehmari, Robertinho Silva e Gilson Peranzzetta, entre outros.

Instrumentista conceituado, Brecker despontou com a banda de jazz-funk Brecker Brothers, na década de 70, ao lado do irmão saxofonista Michael (morto em 2007). Bastante requisitado nos estúdios, já participou de centenas de gravações com figurões do jazz, do rock e do r&b.

História curiosa
O álbum “Randy in Brasil” tem uma história curiosa. O projeto dessa gravação nasceu praticamente junto com a gravadora Rainbow Records, que o produtor (sobrinho do maestro tropicalista Rogério Duprat) e o percussionista Marco Bosco (hoje radicado no Japão) fundaram em 2000, em São Paulo.


“A idéia era criarmos uma série com solistas estrangeiros, que viriam ao país para gravar música brasileira com músicos brasileiros. Então surgiu o nome do Randy”, relembra Duprat. “Escolhemos compositores como Gilberto Gil, Djavan, João Bosco e Ivan Lins porque buscávamos um repertório que fosse rico melódica e ritmicamente”.

Algumas das músicas incluídas no CD são bem conhecidas, caso de “Oriente” (Gilberto Gil), “Ai Ai Ai Ai Ai” (Ivan Lins) e “Malásia” (Djavan). Brecker contribuiu com duas composições próprias: a balada “Guarujá” e o suingado “Sambop”, que demonstram sua intimidade com os ritmos e melodias do país.

Brasileiro "em outra vida"
“Há alguma coisa brasileira em mim. Sinto como se tivesse nascido aqui em outra vida”, disse o trompetista à Folha, em novembro de 2000, quando gravou seus solos para o álbum, no estúdio Banda Sonora, em São Paulo. Vale lembrar que Brecker foi casado com a paulista Eliane Elias, pianista de jazz que desde os anos 80 desenvolve uma carreira de sucesso nos EUA.


Porém, segundo Duprat, a crise que abateu o mercado fonográfico, levando à desativação da própria Rainbow Records, impediu que o álbum fosse concluído e lançado naquela época. O projeto só veio a ser retomado já ao final de 2007, quando a percussão e novas texturas de teclados e sopros foram gravadas.

“Essas adições foram concebidas tendo em perspectiva uma ótica mais atual. Como a mixagem também foi realizada em 2008, não seria justo dizer que o CD foi gravado em 2000”, diz o produtor paulista, justificando o fato de a edição do selo norte-americano Mama Records não fazer menção à data das gravações de Brecker.

Por enquanto, o álbum só está disponível no exterior, mas Duprat revela que já negocia com gravadoras locais o lançamento no mercado brasileiro ainda para este semestre. “Estamos inclusive amadurecendo a idéia de gravar um DVD ao vivo deste material”, diz o produtor.

(publicada na “Folha de S. Paulo”, em 3/04/2009)



 

©2009 Música de Alma Negra | Template Blue by TNB