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Sesc Jazz: encontro musical de Dom Salvador com Amaro Freitas foi criativo e inspirador

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                           Amaro Freitas abraça Dom Salvador, em show do festival Sesc Jazz  
 

Não é difícil explicar por que o show do cultuado pianista e compositor paulista Dom Salvador, com participação muito especial do pernambucano Amaro Freitas, também um brilhante pianista e compositor, logo despontou como a atração mais procurada da sexta edição do festival Sesc Jazz, em São Paulo. Os mais de 2 mil ingressos colocados à venda para as três noites desse show se esgotaram em pouco mais de 24 horas.     

Grande expoente da primeira geração do samba-jazz, hoje aos 87 anos de idade, Salvador só se apresenta de vez em quando no Brasil. Vive desde 1973 em Nova York, onde toca piano  regularmente no sofisticado River Café, lidera seu sexteto em festivais e tem desfrutado de prestígio crescente no meio jazzístico.

Aos 34 anos, Freitas é considerado a maior revelação do jazz brasileiro na última década. Em pouco tempo conseguiu ingressar no circuito dos clubes e festivais de jazz da Europa e dos Estados Unidos. Suas turnês pelo mundo têm crescido ano a ano. Quem não gostaria de presenciar um inédito show em parceria de músicos de tão alto quilate?  

Salvador abriu a noite de ontem (15/10), no teatro do Sesc Pompeia, tocando algumas de suas composições mais conhecidas, como “Tematrio”, “Gafieira” e “Meu Fraco É Café Forte”, que já se tornaram clássicos do samba-jazz. A seu lado estavam a saxofonista e flautista Laura Dryer, o baterista Graciliano Zambonin e o contrabaixista Gili Lopes, talentosos parceiros que costumam integrar seus projetos musicais. Depois de alguns números, o quarteto virou sexteto, com as participações de dois craques da cena musical carioca: o percussionista Armando Marçal e o guitarrista Zé Carlos, que tocava com Salvador na lendária banda Abolição, no início dos anos 1970.

Mais falante, Amaro Freitas homenageou Salvador ao declarar que nem teria existido como artista se a música do compositor e pianista paulista não o tivesse antecedido. Estendeu esse tributo a outros grandes intérpretes e compositores negros, que também são referências suas no campo da música popular e instrumental brasileira, citando os nomes de Naná Vasconcelos, Johnny Alf, Alaíde Costa, Elza Soares, Tania Maria, Laercio de Freitas e Milton Nascimento. A emoção de Salvador era evidente, ainda mais quando Freitas se levantou do piano para abraça-lo.

Os improvisos se tornaram mais intensos e abertos à experimentação, na parte do show que destacou composições de Freitas, como a percussiva “Viva Naná” e a vibrante “Encantados”, marcada por sons de diversas flautas. Não faltou também uma reverência à tradição do choro, com os pianistas interpretando em duo o delicado “Choro Lento”, composição de Salvador. 

Criativo e inspirador, o inédito encontro de Dom Salvador e Amaro Freitas encantou os ouvidos e sensibilidades daqueles que tiveram o privilégio de estar na plateia do Sesc Pompeia. Tomara que esse exemplo incentive outros grandes músicos brasileiros a experimentarem novos encontros e parcerias. O diálogo entre as gerações pode ser muito enriquecedor, especialmente quando envolve empatia e admiração mútua. 


                                Amaro Freitas (acima) e Dom Salvador (abaixo, de costas)

Sesc Jazz: festival retorna com atrações da África, dos EUA e da América Latina

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                  Dom Salvador e Amaro Freitas estarão no 6º Sesc Jazz/ Fotos: Carlos Calado   

Um dos festivais de música mais originais de nosso país, o Sesc Jazz anunciou as atrações de sua sexta edição. Agora produzido de dois em dois anos, o sucessor do Jazz na Fábrica (festival realizado na unidade do Sesc Pompeia até 2017) vai levar sua programação de shows de 27 artistas e grupos internacionais e brasileiros a nove unidades do Sesc na capital e no estado de São Paulo, de 14 de outubro a 2 de novembro. 

Entre os destaques de seu eclético cardápio musical, o Sesc Jazz promove um inédito encontro de dois grandes pianistas e compositores: o mestre paulista Dom Salvador, pioneiro do samba-jazz radicado em Nova York desde 1973, e o pernambucano Amaro Freitas, uma das maiores revelações do jazz brasileiro nas últimas décadas. O fato de esse encontro de gerações ocupar três noites na grade de programação (de 15 a 17/10) já sugere que esse show deve ser um dos mais disputados do evento.

Entre outras atrações brasileiras, o festival também oferece um histórico reencontro musical. Radicada há mais de 40 anos na França, a cantora Evinha (ex-vocalista do Trio Esperança) terá a seu lado o cantor e pianista Marcos Valle, expoente da segunda geração da bossa nova. Juntos vão revisitar canções que ele compôs especialmente para ela, na transição dos anos 1960 para os 1970.   

Outro show inédito vai homenagear Leny Andrade, grande estrela do samba-jazz, que perdemos dois anos atrás. Um merecido tributo a seu imenso talento vocal vai reunir três cantoras que transitam com facilidade pelo universo do jazz: a carioca Eliana Pittman, a mineira Rosa Maria Collin e a hondurenha Indiana Nomma. No palco, também estarão dois pianistas que costumavam tocar com a homenageada: João Carlos Coutinho, que assina a direção musical desse show, e Gilson Peranzzetta, em participação especial.      

                                     


Quem abre essa edição do festival (dias 14 e 15/10, no Sesc Pompeia) é o carismático cantor, compositor e guitarrista senegalês Baaba Maal (na foto acima). Conhecido na cena internacional da música desde o final da década de 1980, ele se tornou uma espécie de embaixador cultural de seu país e da própria África. Com o passar dos anos sua música tornou-se mais e mais eclética, revelando até influências do funk, do reggae e do blues. Entre suas gravações mais conhecidas, a canção “Wakanda” fez parte da trilha sonora do filme “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” (de 2022).  

Dos Estados Unidos virão dois conceituados jazzistas, que iniciaram suas carreiras sob a estética experimental da AACM (Associação para o Avanço dos Músicos Criativos), fundada em 1965, em Chicago, Illinois. Dois anos antes, saída do estado do Arkansas, a pianista, vocalista e compositora Amina Claudine Myers (na foto abaixo) se radicou nessa metrópole. Ali desenvolveu parcerias com expoentes do jazz de vanguarda, como Lester Bowie e Henry Threadgill, mas com o passar do tempo suas referências tornaram-se mais amplas, incluindo influências de vertentes tradicionais da música negra, como o blues e o gospel.  



Nascido em Chicago, o percussionista e compositor Kahil El’Zabar lidera há cinco décadas o Ethnic Heritage Ensemble (Conjunto Herança Étnica). Em suas composições e releituras musicais, El’Zabar adapta aos ouvidos de hoje elementos da tradição musical africana. Artista sem preconceitos, ele já dividiu gravações com jazzistas de vanguarda, como os saxofonistas Archie Shepp e Pharoah Sanders, assim como já tocou com artistas da música negra norte-americana, como Stevie Wonder e Nina Simone.

Como já se viu durante as edições anteriores do Sesc Jazz, nesse panorama da música improvisada contemporânea traçado pela equipe de curadores do festival, o conceito de Sul Global confere protagonismo aos músicos que se valem da linguagem jazzística na América Latina, assim como valoriza a tradição da música africana e sua cena mais moderna.

Além do embaixador cultural Baaba Maal (do Senegal), o continente africano está representado nessa edição por Alogte Oho, uma das vozes mais representativas da cena gospel de Ghana, que vem acompanhado pelo grupo His Sounds of Joy. Já a cantora e compositora Gabi Motuba, da África do Sul, dialoga com o jazz e a vanguarda, em sua obra musical, revelando também preocupações sociais e políticas em sua canções.

                               



Entre os destaques da América Latina está a cantora, pianista e atriz Aymée Nuviola (na foto acima), herdeira de estrelas da canção cubana como Celia Cruz e Omara Portuondo, que viu sua carreira internacional decolar na década passada. Conhecido aqui por suas parcerias com Hermeto Pascoal e Airto Moreira, o multi-instrumentista e compositor uruguaio Hugo Fattoruso será acompanhado por seu grupo Barrio Sur. Da Colômbia vem o De Mar y Rio, grupo que resgata a música tradicional de marimba (instrumento de percussão semelhante ao xilofone), com vocais femininos.

O palco externo do Sesc Pompeia, que já funcionava em edições anteriores do festival, oferece uma programação ao ar livre especialmente caprichada neste ano, com entrada franca aos domingos. Essa compacta mostra de projetos inéditos começa no dia 19/10, com a banda paulistana Aláfia revivendo clássicos do funk do norte-americano George Clinton e sua psicodélica banda Parliament.

                                               

O projeto “Coisas Supremas: conexão entre ‘Coisas’ e ‘A Love Supreme’”, do trombonista e arranjador Allan Abbadia, vai revisitar pérolas musicais dos mestres Moacir Santos e John Coltrane, em 26/10. Finalmente, em 2/11, o lendário Trio Mocotó (na foto acima) revisita o suingue do clássico álbum “Força Bruta”, que gravaram ao lado de Jorge Ben, em 1970. A cantora Ellen Oléria fará uma participação especial.

Os curadores do 6.º Sesc Jazz também prepararam, especialmente para estudantes e profissionais de música, uma série de oficinas, cursos, masterclasses e workshops. Confira a relação dessas atividades formativas, assim como a programação completa dos shows e o esquema de venda dos ingressos, no site do festival: 

sescsp.org.br/sescjazz





 

São Paulo Jazz Weekend: novo festival abraça a bossa, o choro e o som instrumental brasileiro

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                                                                             A cantora norte-americana Dianne Reeves     

Muita gente pensa que os grandes festivais de música ao ar livre surgiram na segunda metade da década de 1960, época em que a geração hippie sonhava com uma sociedade libertária e naturalista, em um mundo mais pacífico. Impulsionados pelo carisma de ídolos do rock e da música negra daquele período, como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Otis Redding, festivais nos Estados Unidos, como o Monterey Pop (em 1967) e Woodstock (1969), difundiram essa impressão errônea.  

O pioneirismo nesse setor do showbiz pertence, de fato, ao Newport Jazz Festival, hoje chamado de “avô dos festivais de música”. Esse evento comemorou 70 anos em julho último, em Rhode Island, com uma edição recheada de craques do gênero. Seu fundador, o pianista e produtor George Wein (1925-2021) também foi responsável pela criação de outros eventos similares, como o New Orleans Jazz & Heritage, megafestival que segue firme em sua trajetória de 54 anos, na Louisiana. Na edição deste ano, sua atração principal foi simplesmente a banda inglesa The Rolling Stones.      

Quem quiser conferir as credenciais do veterano Newport Jazz vai se surpreender ao assistir ao clássico documentário “Jazz on a Summer’s Day” (de Bert Stern e Aram Avakian, disponível no YouTube). Cenas filmadas durante a edição de 1958 desse festival captam com requinte a descontração e as reações dos fãs na plateia, em meio a brilhantes performances de Thelonious Monk, Anita O’Day, Louis Armstrong e Gerry Mulligan, entre outros.

Passadas sete décadas, hoje os festivais de jazz são realizados nos mais diversos cantos do mundo. Para atender seu público, que pode reunir diversas faixas etárias, os organizadores sabem que já não é suficiente oferecer apenas boa música. Muitos frequentadores valorizam a possibilidade de tomar um drinque e se alimentar bem, em meio à maratona musical, ou mesmo dispor de locais agradáveis para relaxar ou se refrescar entre um show e outro.

Um festival diferente de seus pares

A preocupação com o conforto da plateia também está na lista de itens essenciais do São Paulo Jazz Weekend, festival que realiza sua primeira edição nos dias 28 e 29/09 (sábado e domingo), na área externa do Memorial da América Latina. Mas o que mais chama atenção é o seu menu musical, que combina diversos estilos de jazz, bossa nova, choro e muita música instrumental brasileira. Em outras palavras, um festival diferente de quase todos por aí: sem rap, rock, metal, funk carioca ou música sertaneja, em seus dois palcos.

“Nosso objetivo maior é fomentar o mercado”, afirma a produtora Giselle Ventura, que assina a direção do evento com o músico Thiago Espírito Santo. “A gente cria uma oportunidade para um público que virá ao Memorial por causa dos shows de Dianne Reeves, do Shai Maestro Trio ou de Seu Jorge & Daniel Jobim. Ali esse público vai encontrar um leque de sons e músicos jovens que ainda não conhece”, diz ela.

O nome do “bruxo” Hermeto Pascoal chegou a ser anunciado para o primeiro dia do festival, mas seu show foi cancelado porque ele terá que passar por uma intervenção cirúrgica. “Isso pegou a gente de surpresa. Não é fácil substituir um músico como o Hermeto, porque muita gente vai ao festival na expectativa de assistir ao show dele”, admite Thiago. A solução foi convidar Yamandu Costa, que estará de passagem pelo Brasil. O conceituado violonista gaúcho, que hoje vive em Portugal, terá a seu lado dois antigos parceiros: o baterista Edu Ribeiro e o próprio Thiago, no baixo.

O diretor do Jazz Weekend conta que o projeto do novo festival já existe há oito anos, mas ainda não tinha saído do papel por falta de patrocínio. “Em 2020 quase deu certo, mas aí veio a pandemia”, relembra Thiago. “São poucos os festivais que se arriscam a mexer com música instrumental”, comenta, observando que após o longevo Free Jazz Festival (realizado de 1985 a 2001), quase todos os eventos do gênero no Brasil se tornaram “abrangentes”. Em outras palavras, exageram nas doses de música pop e derivados.

Conforto para a plateia

Além da programação musical de alta qualidade, Thiago destaca também a estrutura do Jazz Weekend, criada para que a plateia se sinta confortável ao encarar a maratona de shows. “Eu não posso fazer um festival com 10 horas de duração e oferecer banheiros químicos. Então teremos uma estrutura com 98 cabines de banheiros de louça, com pia e espelho. Já na área de alimentação, mesas de piquenique vão permitir que as pessoas possam se sentar para comer”. 

Diferentemente de outros festivais com mais de um palco, o evento não vai programar shows simultâneos – livrando assim os frequentadores de serem obrigados a escolher entre um show ou outro. As apresentações no Palco Laércio de Freitas (homenagem ao pianista e compositor paulista, que morreu em julho) vão durar de 40 a 60 minutos.  

Texto publicado no caderno de cultura do jornal "Valor Econômico"

Programação        

Sábado (28/9)
Roda de Choro (às 11h10), Irmãos e Brothers (às 12h25), Carol Panesi (às 13h40), Henrique Mota (às 14h55), Amaro Freitas (às 16h10), Scott Kinsey Group (às 17h40), Yamandu Costa Trio (às 19h10) e Dianne Reeves (às 20h30).

Domingo (29/9)
Morgana Moreno e Marcelo Rosário (às 11h15), Dani e Débora Gurgel Big Band (às 12h30), Octeta (às 14h), Brazú Quintê (às 15h05), Salomão Soares e Guegué Medeiros (às 16h15), Shai Maestro Trio (às 19h), Seu Jorge e Daniel Jobim (às 20h30).   

Ingressos e horários

Abertura dos portões: dia 28, às 11h; dia 29, às 11h

Onde: Memorial da América Latina - Acesso para o público pelo Portão 2, na Rua Tagipuru.

Ingressos: R$ 85,00

Onde comprar: 
https://spjw.byinti.com/#/event/UtXz3Q4u0vYLlfI3Cvrw



       
   

Sesc Jazz 2021: festival retoma shows com presença de plateia em São Paulo

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                                       O pianista Amaro Freitas, atração da noite de abertura do Sesc Jazz 2021   

Uma notícia animadora para aqueles que não veem a hora de voltar a frequentar shows e festivais de música, suspensos há um ano e meio por causa da pandemia. A gradual retomada das atividades musicais, em palcos da cidade de São Paulo, recebe na próxima semana um evento de peso e substância: o Sesc Jazz, festival com uma extensa programação de shows, filmes, audiovisuais, bate-papos e masterclasses.

Na estreia do evento, em 15/10 (sexta), o pianista pernambucano Amaro Freitas – uma das grandes revelações da cena musical de nosso país nos últimos anos – leva ao Teatro do Sesc Pompeia os parceiros Hugo Medeiros (bateria), Jean Elton (baixo), Lucas dos Prazeres (percussão), Henrique Albino (sax e flautas) e Laís Assis (violão). Seu repertório destaca composições de Moacir Santos, Wayne Shorter, Milton Nascimento e Johnny Alf, além de composições próprias.

A cantora e compositora Joyce Moreno (em show com participação especial do pianista João Donato), o trio do guitarrista e violonista Romero Lubambo (que vive há décadas nos Estados Unidos), o trio do bandolinista Hamilton de Holanda, o sexteto do violonista Toninho Horta, o quinteto instrumental Pau Brasil (que está festejando seus 40 anos) e o Trio Curupira estão entre os destaques da programação com mais de duas dúzias de shows de jazz e música instrumental, nos teatros das unidades Pompeia, Vila Mariana, Pinheiros e Consolação do Sesc SP.

Quase todos os shows serão oferecidos em formato híbrido: além das apresentações para uma plateia com até 30% da lotação dos teatros (medida exigida para se manter o necessário distanciamento social do público, além das máscaras), esses eventos também serão transmitidos online.

A venda dos ingressos começa nos dias 12/10, a partir das 14h (online), e 13/10, das 14h às 19h (presencial), nas bilheterias das unidades onde serão realizados esses shows. Os ingressos custam R$ 40 (inteira, para o público geral) ou R$ 20 (público com Credencial Plena ou meia-entrada). Já os ingressos para os shows no Sesc Consolação, que fazem parte da série Instrumental Sesc Brasil, são gratuitos. Para assistir aos shows presenciais é necessário apresentar comprovante de vacinação contra a Covid-19.

Os shows do quarteto do pianista suíço Frank Salis, o da big band do violonista espanhol José Quevedo Bolita, o do quarteto do trombonista belga Nabou Claerhout e o da big band da pianista dinamarquesa Kathrine Windfeld só serão transmitidos online. Já as apresentações da cantora norte-americana Alissa Sanders (com participação da cantora Anelis Assumpção), do multi-instrumentista moçambicano Otis Selimane Remane e do contrabaixista cubano Aniel Someillan serão presenciais, assim como transmitidas online.

Eclética como em edições anteriores, a programação do Sesc Jazz mistura diversos estilos de jazz e música instrumental, como a fusion e a black music da baixista Ana Karina Sebastião (com participação do cantor Michel Sebá), o samba e outros ritmos afro-brasileiros do quinteto Jazz das Minas (liderado pela pianista Maíra Freitas), o afrobeat da Funmilayo Orchestra, o free jazz do Conde Favela Sexteto ou o som experimental do quarteto MARV, com participação especial do tecladista Lelo Nazário, do lendário Grupo Um.

Dois expoentes do jazz brasileiro na cena internacional vão receber homenagens. Raul de Souza (1934-2021), mestre do trombone, será lembrado pelo quarteto que o acompanhava, em show com participações especiais do saxofonista Hector Costita e dos trombonistas Bocato e Sergio Coelho. Já a grande cantora e pianista Tania Maria, que vive há décadas na Europa, será homenageada com o lançamento do álbum “Parabéns Tânia” (Selo Sesc), projeto idealizado pelo baterista Lael Medina.

Agendada de 15 a 31/10, a programação de shows também inclui o quinteto do saxofonista Vinícius Chagas, o sexteto do percussionista Gabi Guedes (com participação da cantora Ellen Oléria), o duo Bufo Borealis, o sexteto Hurtmold (com participações do percussionista Paulo Santos e do cantor Jorge Du Peixe) e o Duo Rádio Diápora.

Além de aulas-shows, masterclasses e mostras de filmes e audiovisuais, o Sesc Jazz 2021 oferece ainda a série Sotaques do Jazz, que reúne cinco mesas de debates, com participações de músicos como o uruguaio Ruben Rada, a cubana Cláudia Rivera, a nigeriana Okwei Odili e os brasileiros Amilton Godoi, Filó Machado, Arismar do Espírito Santo, Lilian Carmona, Robertinho Silva e Fernando Alabê, entre outros.

Consulte a programação completa e horários do Sesc Jazz 2021 no site do evento: 
https://sescjazz.sescsp.org.br/



Festivais online: Rio Montreux e Sampa Jazz esquentam este final de semana

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                                                                   A cantora Macy Gray, atração do Rio Montreux Jazz        

Este final de semana promete ser agitado para quem gosta de jazz, música instrumental brasileira, soul, funk, r&b e outros gêneros afins. Enquanto a vacina não chega para nos livrar do distanciamento social, dois festivais oferecem atrações internacionais e nacionais para serem curtidas online, em casa, com toda a segurança.

Nesta sexta (23/10), às 17h45, começa a segunda edição do Rio Montreux Jazz Festival. Apoiado no prestígio mundial do evento suíço que já é realizado há mais de cinco décadas, o evento carioca tem como diretor artístico Marco Mazzola – responsável pelas badaladas “noites brasileiras”, que costumavam reunir os maiores astros e estrelas da MPB, nos anos 1980 e 1990, na pequena cidade de Montreux.

O ecletismo musical do festival suíço também está presente na programação do Rio Montreux Jazz. Entre as atrações internacionais deste ano destacam-se o trompetista Christian Scott, a clarinetista Anat Cohen e a cantora Macy Gray, além de craques do instrumental brasileiro, como a lendária banda Som Imaginário, o duo do bandolinista Hamilton de Holanda com o pianista Amaro Freitas, a Orkestra Rumpilezz ou a big band feminina Jazzmin’s.

Nas três noites desse evento, que termina no domingo, não faltam também expoentes da MPB e da bossa nova, como Milton Nascimento, João Donato, a dupla Roberto Menescal e Marcos Valle ou a banda A Cor do Som, entre outros. Confira a programação completa no site do evento: riomontreuxjazzfestival.com.br/#programacao. A transmissão ao vivo poderá acompanhada por este link: youtube.com/riomontreuxjazzfestival

Mais compacta do que em anos anteriores, a quarta edição do festival Sampa Jazz concentra todas as suas atrações no sábado (24/10). Dois workshops com especial interesse para os estudantes e músicos profissionais abrem a programação, comandados pelo guitarrista e compositor Kurt Rosenwinkel (das 11h30 às 13h) e pelo baixista e compositor Michael League (13h às 14h30), líder da banda Snarky Puppy.

Logo em seguida começam os shows. Às 14h, a dupla Salomão Soares (piano) e Vanessa Moreno (voz) abre o programa, que também inclui a cantora Anna Setton (às 16h) e a banda Bixiga 70, que tem a cantora Tulipa Ruiz como convidada (às 1730). Tanto os workshops como os shows serão transmitidos online pelo canal da agência InHaus, no YouTube: bit.ly/2StgSkp

                          

Preta Jazz Festival: evento teve predominância negra e feminina em seu elenco

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                                                              O pianista pernambucano Amaro Freitas, no Preta Jazz Festival  

Um comentário do compositor e cantor Renato Gama sobre o fato de o elenco do Preta Jazz Jazz Festival (ontem, 20/11, em São Paulo) reunir artistas negros, majoritariamente, chamou a atenção da plateia do Auditório Ibirapuera para o ineditismo daquela noite. Nada mais coerente tratando-se de um festival de música ligado à Feira Preta – o maior evento dedicado ao empreendedorismo negro da América Latina.

Se a predominância de artistas negros é habitual em alguns festivais de jazz pelo mundo, como o de Nova Orleans (nos Estados Unidos) ou o da Cidade do Cabo (na África do Sul), por exemplo, não se pode dizer o mesmo de eventos similares no Brasil – um país no qual, ironicamente, mais da metade da população é afrodescendente.

Vale destacar também outra proeza do Preta Jazz, que nem chegou a ser mencionada durante os shows: com exceção do trio do pianista Amaro Freitas, as outras três atrações do festival eram majoritariamente compostas por mulheres. Nos últimos anos, muitos festivais de jazz pelo mundo vêm tentando aumentar a proporção de mulheres em seus elencos, mas a predominância ainda é marcadamente masculina.

Pena que parte da plateia do Preta Jazz (provavelmente não acostumada a noites musicais com mais de três horas de duração, comuns em festivais do gênero) tenha ido embora antes do último show. Quem ficou se encantou com a inédita e bem-humorada parceria da cantora moçambicana Lenna Bahule com a baixista Ana Karina Sebastião (ex-Quartabê), que entraram em cena cantando o clássico samba “Alguém me Avisou” (de Dona Ivone Lara) e exibiram composições próprias recheadas de improvisos (na foto abaixo).   


Atração mais impactante da noite, o pianista e compositor pernambucano Amaro Freitas demonstrou mais uma vez – à frente de seu poderoso trio, com o baixista Jean Elton e o baterista Hugo Medeiros – porque é festejado como a grande revelação do jazz em nosso país, nos últimos anos. Amaro não se repete: a cada nova apresentação revela uma disposição maior ainda por experimentar novos caminhos e estruturas musicais, em seus improvisos e composições, desprezando clichês. Amaro é um daqueles músicos que podem se apresentar com sucesso em qualquer festival do gênero no mundo.

Conhecido como líder da banda Nhocuné Soul, a qual lidera há mais de duas décadas, Renato Gama abriu mais uma vertente em sua obra, dois anos atrás. Com uma formação instrumental incomum (que inclui fagote e violoncelo ao lado de flauta e sax alto), a Orquestra Profunda de Delicadeza empresta sua sofisticada sonoridade a poemas musicados de escritoras negras. Renato também preparou uma boa surpresa: numa sacada típica de festival de jazz, convidou Amaro Freitas para uma “canja” com integrantes de sua compacta orquestra.

Naruna Costa, Naloana Lima e Martinha Soares, as cantadeiras urbanas do grupo Clarianas (que também são instrumentistas), abriram a noite com um envolvente repertório de cantorias populares que abordam o cotidiano das periferias de nosso país. Não à toa cantam e tocam descalças.

Com um programa original, que inscreve o jazz e a música instrumental dentro da ampla diversidade da música brasileira de ascendência negra, o Preta Jazz Festival estreou bem. Tomara que retorne em 2020.


Festivais em 2019: roteiro de eventos de jazz, blues, bossa e música instrumental pelo Brasil

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Aqui você encontra um roteiro com as atrações musicais dos principais festivais brasileiros já anunciados para 2019. É atualizado regularmente para que fãs do jazz, do blues, da música instrumental brasileira, da bossa nova, do choro, do soul, do r&b e da black music possam se programar com antecedência.

                                     O cantor e violonista Filó Machado, atração do 10.º Festival Choro Jazz


Preta Jazz Festival
Quando e onde: dia 20/11/2019, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo (SP)
Atrações: Amaro Freitas Trio; Lena Bahule e Ana Karina Sebastião; Renato Gama & Orquestra Profunda de Delicadeza; e Clarianas
feirapreta.com.br/

Mimo Festival
Quando e onde: de 22 a 24/11, na Praça das Artes e no Mosteiro de São Bento, em São Paulo (SP); de 29/11 a 1.º/12/2019, na Fundição Progresso e no Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ)
Atrações: Amadou & Mariam, Egberto Gismonti Quarteto (só em SP), Hamilton de Holanda (só no RJ), Noura Mint Seymali, Jards Macalé (só no RJ), Maria Pereira da Costa, Xênia França, Edgar, Fortuna e Luisa Mitre (só no RJ), entre outras
www.mimofestival.com

10.º Festival Choro Jazz 
Quando e onde: de 28 a 30/11, em Fortaleza; de 3 a 8/12/2019, em Jericoacoara (CE)
Atrações: Jaques Morelenbaum, Trio Corrente, Toninho Horta, Renato Braz, Zé Renato, Cristovão Bastos, Arismar do Espírito Santo, Sebastião Tapajós, Filó Machado, Zé Pitoco, Jota P & Carol Panesi Quinteto, Pedro Martins, Pedro Miranda, Samba de Fato, Nonato Lima, Luciano Franco, Adelson Viana, Thiago Almeida e Carlinhos Patriolino, Orquestra Jeri,     
www.facebook.com/choroJazz/ 












Festivais já realizados em 2019:  

20.º Festival Jazz & Blues
Quando e onde: de 2 a 5/3/2019, em Guaramiranga (CE); 2 e 3/3/2019, em Aquiraz (CE); e 9/3/2019, em Fortaleza (CE)
Atrações: Guinga (com Nailor Proveta e Teco Cardoso), Trio Jobim, Terrie Odabi, Jesuton, Kátia Freitas, Mel Mattos, Marcos Maia (com Nono Garcia e Budi Garcia), Vanildo Franco, Eder Rocha, Vivi Pozzebón, Marajazz e Marimbanda, entre outras
www.jazzeblues.com.br   


The Blues Festival
Quando e onde: dias 13/03, 20/03 e 3/04/2019, no Bourbon Street Music Club (São Paulo/SP)  
Atrações: Terrie Odabi & Alabama Johnny; The Cinelli Brothers; Flávio Guimarães com Little Joe McLerran & The Simi Brothers; Gui Cicarelli (hostess e participações especiais)
www.bourbonstreet.com.br/

9.º Nublu Jazz Festival

Quando e onde: de 21 a 23/3/2019, no Sesc Pompeia (São Paulo, SP) e no Sesc São José dos Campos (SP)
Atrações: Tony Allen e Thiago França, Marc Ribot y Los Cubanos Postizos, Georgia Anne Muldrow, The Midnight Hour, GoGo Penguin e Nomade Orquestra, entre outras.
www.sescsp.org.br/programacao/27616_NUBLU+JAZZ+FESTIVAL#/content=programacao


11.º Bourbon Festival Paraty
Quando e onde: de 10 a 12/05/2019, em Paraty (RJ)
Atrações: 
Zeca Baleiro in Blues, Kenny Barron, Nilson Matta e Rafael Barata; Mark Lambert & Amanda Maria; ; Dawn Tyler Watson; Toninho Ferragutti, Edu Ribeiro e Fábio Peron; Tributo a Stevie Ray Vaughan (Gui Cicarelli, Bruna Guerin e Sérgio Duarte); Clarence Bekker Band; Celso Pixinga, Faíska e Carlos Bala; Mani Padme; John Wesley Duo e outras

www.facebook.com/bourbonfestivalparaty/

Floripa Jazz Festival
Quando e onde: de 13 a 19/05/2019, em Florianópolis (SC)
Atrações: Thiago Espírito Santo convida Joshua Redman (participação de Grégoire Maret), Eumir Deodato, Yamandu Costa Trio, Duo Peranzzetta e Senise, Quartabê, Vitor Araujo, Dudu Lima Trio, Derico Jazz Quartet, Céu, Yangos e Orquestra Manancial da Alvorada, entre outras

www.floripajazz.org

Rio Montreux Jazz Festival 
Quando e onde: de 6 a 9/06/2019, no Rio de Janeiro (RJ)
Atrações: John Scofield Combo 66, Brasil Cuba (Ivan Lins, Chucho Valdés e Irakere), The Stanley Clark Band, Al Di Meola, Hermeto Pascoal, Corinne Bailey Rae, Steve Vai, Amaro Freitas, Quarteto Jobim e Maria Rita, Hamilton de Holanda Quarteto convida Paulinho da Costa, Carlos Malta e Pife Muderno, Ricardo Herz Trio, Yamandu Costa, Diego Figueiredo, Pedro Martins Trio e outras  

riomontreuxjazzfestival.uhuu.com/    

16.º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 
Quando e onde: de 20 a 23/6/2019, em Rio das Ostras (RJ)
Atrações: Romero Lubambo convida Dianne Reeves, Lucky Peterson, Roy Rogers & The Delta Rhythm Kings, Bob Franceschini All Star Band, The Jig, Big James & The Simi Brothers, Bixiga 70, Serginho Trombone, Flávio Guimarães & Blues Groovers, entre outras
www.facebook.com/rostrasjazzblues/  
  


Distrito Jazz  
Quando e onde: de 27 a 29/6/2019, em Porto Alegre (RS)
Atrações: Camille Bertaut com Salomão Soares, Arvoll, Marmota, Kiai, Marmota, Karmã, Trabalhos Espaciais Manuais, Julio Herrlein Quarteto e convidados a serem anunciados 
www.facebook.com/events/2341738242814218/

2.º Festival Congás Transforma
Quando e onde: 29/6/2019, no Parque Villa-Lobos (S. Paulo, SP)
Atrações: Hamilton de Holanda, Leo Gandelman, Orquestra Voadora, Trio Titanium e DJ Ale Rauen
www.facebook.com/events/2109886315976875/

8.º Santos Jazz Festival 
Quando e onde: de 25 a 28/07/2019, em Santos (SP) 
Atrações: BCGM Jam (Bocato, Cuca Teixeira, Glécio Nascimento e Michel Leme), Nuno Mindelis, Xênia França, Tributo a Nina Simone (com Alma Thomas e Ellen Oleria), Ritchie & Blacktie, Funk Como Le Gusta, Sandra de Sá & Elas, Alba Santos & Aniel Someillan, LMC Big Band, entre outras 
www.facebook.com/SantosJazzFestivalOficial/?tn-str=k*F 

Gramado Jazz & Blues Festival
Quando e onde: 26 e 27/07/2019, em Gramado (RS)
Atrações: Amilton Godoy Trio, Pedro Veríssimo & Marmota, Nicola Spolidoro, Melina Vaz Quarteto, Andy Serrano e outras
www.facebook.com/gramadojazzblues/   


11.º Lençóis Jazz e Blues Festival

Quando e onde: 26/7, 16 e 17/8/2019, em São Luís (MA); de 23 a 25/8/2019, em Barreirinhas (MA)
Atrações: Toninho Horta, Trio Corrente, Paula Santoro e Duo Taufic, Bebê Kramer, Dudu Lima, Zé Paulo Becker com Roberta Sá, Blues Etílicos, Dani Black, Mahmundi, Bobbi Rae & Just Groove, Movimento Cidade, Face Musical e Afros, entre outras 
www.facebook.com/LencoisJazzBluesFestival  

4.º FAM Festival

Quando e onde: 27 e 28/7/2019, no Parque Burle Marx, em São Paulo (SP)
Atrações: Alma Thomas canta Aretha Franklin (participação de Ed Motta); Marcelo Coelho & McLav-in convidam Vanessa Moreno; Esdras Nogueira em Transe convida André Gonzales e Beto Mejia; Homenagem a Buena Vista Social Club por Pepe Cisneros & Teresa Morales convidam Daniel Barauna; Toninho Ferragutti: 'O Sorriso da Manu' (música e dança); Septeto EMESP, Roda de Tambores do Zé Benedito, entre outras  
www.famfestival.com.br/

5.º Festival BB Seguros de Blues e Jazz
Quando e onde: 9/6, em Belo Horizonte (MG); 15/6, em Curitiba (PR); 27/7, em São Paulo (SP); 3/8, em Brasília (DF); 10/8, em Porto Alegre (RS); 14/9, em Goiânia (GO); 21/9, em Manaus (AM); 19/10, em Recife (PE)
Atrações: Robert Cray Band, Thiago Espírito Santo convida Maurício Einhorn, Ricardo Herz Trio, Sergio Dias convida Luiz Carlini, Tributo a Eric Clapton, Dynamic Jazz Quartet, 
Jimmy Burns, Hamilton de Holanda, André Christovam, O Bando, Décadas Brass Band e outras a serem anunciadas 

www.festivalbbseguros.com.br  

5.º Vermelhos
Quando e onde: de 2 a 18/08/2019, no Centro Cultural Baía dos Vermelhos, em Ilhabela (SP)
Atrações: Dori Caymmi e Marcelo Bratke, Hamilton de Holanda, Banda Mantiqueira, André Mehmari Trio, Nelson Ayres e Ricardo Herz, Trio Corrente, Amilton Godoy, Bossa Nova in Concert (com João Donato, Carlos Lyra, Wanda Sá e Paula Morelenbaum), Zelia Duncan e Jaques Morelenbaum, Maria Rita, Sujeito a Guincho, entre outras  
www.vermelhos.org.br/vermelhos2019

17.º Savassi Festival
Quando e onde: de 5 a 11/08/2019, em vários espaços de Belo Horizonte (MG)
Atrações: Seamus Blake, Lars Möller e MG Big Band, Jazz Explorer Trio, Letieres Leite e Big Band, Voilà Klezmer Band, Cliff Korman Trio, Antonio Adolfo, Sergio Santos, Ellen Oléria e Alma Thomas, 
Vinicius Gomes Quinteto, Tulio Araujo e Daniel Grajew, Deangelo Silva, Lucas Telles, Trio Amaranto, Ellas no Choro e La Trinka, entre outras 

www.savassifestival.com.br/home/

Rui's All That Jazz Festival
Quando e onde: 17/8/2019, em Blumenau (SC)
Atrações: Braion Johnny, Jean Carlos, Ozeias Rodrigues e outras
z-m-www.facebook.com/events/711061159343683/

10.º Fest Bossa & Jazz
Quando e onde: de 15 a 18/08, em Praia da Pipa (Natal, RN); de 19 a 21/09, em Mossoró (RN); de 10 a 13/10/2019, em São Miguel do Gostoso (RN)
Atrações: a serem anunciadas
www.facebook.com/FestBossaeJazz    


16.º Bourbon Street Fest 
Quando e onde: de 29 a 31/08/2019, no Bourbon Street Music Club, e 1.º/9, com entrada franca, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP) 
Atrações: Dwayne Dopsie & The Zydeco Hellraisers, Bonerama, Bobbi Rae & Just Groove com Igor Prado, Orleans St. Jazz Band
www.facebook.com/bourbonstreetfest/
 
1.º Mastercard Jazz

Quando e onde: dias 31/8 e 1.º/9/2019, com entrada franca, na área externa do Auditório Ibirapuera, em São Paulo (SP)
Atrações: Christian Scott, Aaron Parks, Terrace Martin, Robert Randolph & The Family Band, Lakecia Benjamin, Laura Jurd, Xênia França, Bixiga 70 e Lourenco Rebetez
auditorioibirapuera.com.br/agenda/mastercard-jazz/  


5.º Festival BB Seguros de Blues e Jazz
Quando e onde: 14/9/2019, em Goiânia (GO); 21/9/2019, em Manaus (AM); 19/10/2019, em Recife (PE)
Atrações: Hermeto Pascoal, 
Lil Jimmy Reed, Pepeu Gomes, Blues Etílicos, Fabiano Chagas, O Bando e outras a serem anunciadas

www.festivalbbseguros.com.br  

Festival JazzTempo Itália

Quando e onde: de 20 a 22/9/2019, no clube JazzNosFundos, em São Paulo (SP); 24 e 25/9/2019, no Clube do Choro, em Brasília (DF)
Atrações: Gabrielle Mirabassi com Nando di Modugno e Pierluigi Balducci; Nicola Conte & Spiritual Galaxy; Gaetano Partipilo & The Boom Collective; Francesco Ciniglio 
jazznosfundos.net/home.php  

21.º Festival de Jazz   

Quando e onde: dias 5, 12, 19 e 26/10/2019, em Santo Antonio do Pinhal (SP)
Atrações: Funk Jazz Machine com Tuto Ferraz Quinteto, Bianca Gismonti Quarteto, Traditional Jazz Band, Mistura Brasileira Quarteto, BCGM Jam, entre outras
www.spamusical.com/festivaldejazz2019

10.º Fest Bossa & Jazz 
Quando e onde: de 10 a 13/10/2019, em São Miguel do Gostoso (RN)
Atrações: a serem anunciadas
www.facebook.cestBossaeJazz


Bourbon Festival Ilhabela
Quando e onde: de 1.º a 3/11 e de 8 a 10/11/2019, em Ilhabela (SP)
Atrações: Cesar Camargo Mariano, Zeca Baleiro, Serial Funkers & Ed Motta, Black Rio convida Thulla Melo e Izzy Gordon, Blues Beatles & Tony Gordon, Folk It All e outros                                             
Festival Dia da Cultura Cubana
Quando e onde: dia 2/11/2019, a partir das 15h, no Centro Cultural Estação Estrella Galícia Rio Verde 
Atrações: Yaniel Matos e convidados, Timba Havana Convida Marina de la Riva, Batanga & Cia, Quimbara Convida Fernando Ferrer, Carlos Ceiro e Los Seis do Sur
www.havana6463.com.br/festival-dia-da-cultura-cubana-em-sao-paulo/   

5.º Poa Jazz Festival
Quando e onde: dias 8 e 9/11, no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre (RS); dia 12/11/2019, no Teatro Opus, em São Paulo (SP)
Atrações: Cyrille Aimée com Diego Figueiredo, Jasper Blom Quartet, Davina Lozier & The Vagabonds, Silibrina, Raiz de Pedra, Tributo a Geraldo Flach com Cristian Sperandir e grupo, Rafuagi Jazz Combo e Sexteto Gaúcho  

www.facebook.com/portoalegrejazzfestival

2.º Poços É Jazz Festival
Quando e onde: de 15 a 17/11, em Poços de Caldas (MG) - Evento adiado para 2020
Atrações: a serem anunciadas

www.pocosejazz.com.br


Amaro Freitas: o jazz brasileiro do pianista que já conquistou plateias na Europa

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Para quem ainda não o conhecia, deve ter soado muito excitante e surpreendente a apresentação do trio do pianista Amaro Freitas, ontem (11/01), no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo. Até mesmo para aqueles que se tornaram fãs imediatos desse inventivo músico e compositor pernambucano, ao ouvi-lo em sua primeira aparição na capital paulista, em agosto de 2017 (aliás, no mesmo palco, como atração do festival Jazz na Fábrica), não faltaram surpresas nesse show.

Amaro chegou há pouco de sua primeira turnê pela Europa, finalizada em novembro com duas apresentações no lendário clube de jazz londrino Ronnie Scott’s. Os programas dessas noites já sugeriam que seu prestígio está em franca ascensão na cena mundial. Em ambas o brasileiro dividiu a noite com um grande pianista do jazz: o italiano Stefano Bollani e o cubano Chucho Valdés.

Acompanhado por Jean Elton (contrabaixo) e Hugo Medeiros (bateria), craques de seu trio com o qual toca desde 2015, Amaro está divulgando seu segundo álbum – lançado em CD e vinil pelo selo independente britânico Far Out, ainda sem edição brasileira anunciada. “Rasif” (cujo título remete à palavra árabe que deu origem ao nome de Recife, cidade natal de Amaro) é o sucessor do belo “Sangue Negro” (2016), álbum de estreia que o transformou em grande revelação do jazz.

Amaro abriu o show de ontem, sozinho, ao piano, tocando “Dona Eni”, um alucinado baião de sua autoria com inusitada divisão rítmica. “O baião é marcado em dois, mas eu dividi em oito e tirei uma perninha para ficar em sete”, explicou o compositor, sorrindo. Emendou com a percussiva “Trupé”, composição inspirada no coco ritmado por tamancos de madeira do tradicional grupo Samba de Coco Raízes de Arcoverde, da Zona da Mata pernambucana.

Em algumas músicas do show -- como no frevo “Paço”, cheio de mudanças rítmicas -- o telepático trio de Amaro contou também com a flauta e o sax barítono do talentoso convidado Henrique Albino. Já no jazzístico frevo “Encruzilhada” (do álbum “Sangue Negro”), introduzido com um toque de ironia como “o nosso hit”, o pianista se diverte, citando trechos de temas de Thelonious Monk e Billy Strayhorn durante seus improvisos.

Nesse show de quase duas horas de duração, Amaro e seus parceiros provaram que estão prontos para contagiar plateias de festivais e clubes de jazz de qualquer lugar do mundo. “Essa interação entre músicos e plateia é maravilhosa. Nem vou conseguiu dormir hoje à noite”, agradeceu o pianista, ainda emocionado.

Para alguns que estavam na plateia, como eu, além do prazer de ter ouvido um músico tão original e com um potencial criativo imenso, ficou também uma sensação de orgulho. Em meio à mediocridade reinante, a inovadora música de Amaro Freitas faz pensar que, ao menos no campo cultural, o Brasil ainda tem muito o que o exibir aos olhos e ouvidos do mundo, sem correr o risco de dar mais vexames.













Rio das Ostras Jazz & Blues 2018: festival fluminense confirma sua 15.ª edição

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                                                        O guitarrista Stanley Jordan, que vai tocar com Armandinho

A recente paralisação dos caminhoneiros e a falta de combustíveis em todo o país também atingiram o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, que foi obrigado a adiar sua 15.ª edição, inicialmente agendada para a semana passada. A boa notícia é que esse evento fluminense, reconhecido como um dos maiores do gênero no país, já divulgou as novas datas: de 15 a 17/6 (sexta a domingo).

Segundo a produção do festival, mais de 70% das atrações previstas estão confirmadas. Como em anos anteriores, a programação musical vai ocupar três palcos (Costazul, Iriry e Praça São Pedro). Entre os destaques desta edição estão o encontro do guitarrista norte-americano Stanley Jordan com o guitarrista baiano Armandinho e os dois shows do cantor e guitarrista de blues Igor Prado e a banda Just Groove, com participação do vocalista norte-americano Leon Beal Jr.

Outras atrações de peso vão fazer a festa dos frequentadores desse festival, como o pianista pernambucano Amaro Freitas (revelação da música instrumental brasileira), o bluesman norte-americano Lorenzo Thompson, a parceria do saxofonista Leo Gandelman com o grupo Azymuth, a lendária Banda Black Rio, a cantora Rosa Maria Colin com o gaitista Jefferson Gonçalves, a banda gaúcha de jazz Delicatessen e o trombonista Marlon Sette, com sua banda de funk e soul.

Todos os shows desse evento são gratuitos. Mais informações no site do festival: www.riodasostrasjazzeblues.com









 

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