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Rádio: série sobre a cena musical de New Orleans estreia na Cultura FM

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                                    Uma típica banda de metais, tocando no New Orleans Jazz Fest 

Quem costuma ler este blog já sabe que eu acompanho a cena musical de New Orleans há mais de duas décadas. Além de ser uma cidade apaixonante e diferente do resto dos Estados Unidos, ela promove um dos maiores festivais de música do mundo. Realizado desde 1970, o New Orleans Jazz & Heritage Festival não é só um imenso evento anual dedicado ao jazz. Sua missão é bem mais ampla: preservar a herança da música afro-americana e apresentá-la às novas gerações.

Depois de várias viagens a New Orleans, cheguei até a pensar em escrever um livro para registrar o essencial do que ouvi e conheci nessa cidade tão musical. Um convite da rádio Cultura FM (de São Paulo) permitiu que eu faça essa retrospectiva de uma maneira mais agradável: vou poder compartilhar com seus ouvintes minhas experiências musicais na cidade do grande Louis Armstrong.

Estreia neste domingo (7/11), às 14h, a série “New Orleans, Um Caldeirão Musical”, que estou escrevendo e vou apresentar durante as próximas semanas, na Cultura FM (103,3). Em 13 programas, vou traçar um painel de diversos estilos do jazz e de outros gêneros da música afro-americana cultivados nessa cidade da Louisiana, no sul dos Estados Unidos.

Para o programa de estreia preparei uma seleção de preciosas apresentações do Jazz Fest (é assim que os moradores de New Orleans se referem ao seu imenso festival de jazz e música negra), registradas em diversas edições. Quatro astros da cena musical de hoje nessa cidade estão no elenco desse episódio: o trompetista Kermit Ruffins e os cantores John Boutté, Irma Thomas e Germaine Bazzle.

Como não tenho a pretensão de narrar uma história musical de New Orleans, os programas dessa série serão temáticos. O segundo episódio é dedicado ao trompetista e cantor Louis Armstrong – o músico de New Orleans mais popular de todos os tempos.

No terceiro e no quarto episódio, vou focalizar famílias da cidade que se destacam em sua cena musical há décadas, como os Marsalis, os Nevilles ou os Bouttés. Já o quinto episódio será dedicado ao lendário pianista e cantor Professor Longhair e alguns de seus discípulos mais famosos, como Dr. John, James Booker e Henry Butler. E assim por diante.

Agradeço a Alexandre Tondella e Inez Medaglia, diretores da Cultura FM, pela oportunidade de realizar essa série com muito incentivo e liberdade. Aproveito a ocasião para dedicar esse projeto a amigos com os quais, desde 1998, já dividi muitas horas de prazer em festivais e shows em New Orleans: Ilana Scherl, Diego Rose, Eddy Pay, Beth Caetano, Ana & Paulo Olmos, Edgard Radesca, Herbert Lucas e Luiz Fernando Mascaro (em memória).

Além de acompanhar a série pela Cultura FM, ao vivo, os episódios podem ser ouvidos online, no site da rádio, onde ficam arquivados logo após a transmisssão, neste link: 
https://cultura.uol.com.br/radio/programas/new-orleans-um-caldeirao-musical/

Depois de serem exibidos, semanalmente, todos os episódios da série estarão disponíveis no site da emissora: https://cultura.uol.com.br/radio/




Jazz: Coleção da Folha reúne 30 dos mais cultuados músicos e cantores do gênero

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Você é um daqueles que acham que o jazz é música difícil de ouvir? Não acredite nesse mito. Comecei a ouvir jazz aos 17 anos, sem ter frequentado ainda uma escola de música, e não precisei de nada mais do que os ouvidos abertos para me tornar fã desse gênero musical. Basta ter interesse – e não desistir quando se deparar com uma composição ou uma improvisação um pouco mais complexos.

Quer uma sugestão para começar a penetrar nos improvisos do jazz? Neste final de semana chega às bancas de jornais e algumas livrarias de vários Estados do país a “Coleção Folha Lendas do Jazz”, que oferece um panorama desse gênero musical. Composta por 30 livrinhos com CDs encartados, ela reúne alguns dos mais populares e cultuados músicos do jazz, de cantores como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Anita O’Day e Nina Simone, a instrumentistas como John Coltrane, Charles Mingus, Bill Evans, Sonny Rollins e Thelonious Monk, entre outros.

A maioria das gravações selecionadas foi extraída dos catálogos dos selos Verve e Blue Note, reconhecidos entre os mais conceituados do gênero. Alguns dos volumes trazem compilações de gravações do artista retratado. Outros incluem um álbum completo, como os sempre elogiados “Blue Train” (de John Coltrane), “The Birth of the Cool” (de Miles Davis), "The Black Saint and the Sinner Lady" (de Charles Mingus), "Newk's Time" (de Sonny Rollins), "Go" (de Dexter Gordon) e “1958: Paris, Olympia” (de Art Blakey and the Jazz Messengers).

Essa é a oitava coleção nesse formato que, durante a última década, tive o privilégio de editar para a “Folha de S. Paulo”, além de ter escrito dezenas de volumes. Desta vez, contei com a colaboração do experiente jornalista e crítico Helton Ribeiro, que já havia contribuído com a coleção “Soul & Blues” (em 2015). Os textos dos volumes dedicados a Count Basie, Coleman Hawkins, Glenn Miller, Jimmy Smith e Django Reinhardt foram escritos por ele.

Mais uma vez foi um prazer trabalhar com a criativa dupla Erika Tani Azuma e Rodrigo Disperati, autores do projeto gráfico e responsáveis pela diagramação. Destaco também as ilustrações (capas) de Maria Eugenia, que os leitores da “Folha” já admiram há tempos. A realização desse projeto é da Editora MediaFashion. 


Mais informações sobre a coleção, inclusive como comprar, neste site: http://lendasdojazz.folha.com.br/



Centenário do jazz gravado: a Original Dixieland Jazz Band e seu 'jass' circense

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 Se você gosta de jazz, prepare seu cartão de crédito. Neste ano, em que se comemoram os centenários de nascimento de três saudosos astros desse gênero musical –- a cantora Ella Fitzgerald (em 25/4), o pianista Thelonious Monk (10/10) e o trompetista Dizzy Gillespie (21/10) –-, é bem provável que, nos próximos meses, você não resista a lançamentos de discos e livros, ou mesmo concertos, em homenagem a esses grandes mestres do improviso.

Outra efeméride, que remete aos primórdios do jazz, será lembrada neste domingo. O quinteto Original Dixieland Jass Band realizou um século atrás (exatamente em 26 de fevereiro de 1917, em Nova York) as duas primeiras gravações comerciais desse gênero musical. Se você ainda não conhece “Dixie Jass Band One-Step” e “Livery Stable Blues”,  pode ouvi-las nos links abaixo. Não se assuste: trata-se de um jazz meio circense e caricato, tanto que ainda era escrito com dois esses (“jass”).

Liderada pelo cornetista (na época os jazzistas ainda não usavam o trompete) Nick LaRocca, músico de New Orleans que se vangloriava de ter inventado o jazz, a Original Dixieland Jass Band é citada como um clássico exemplo de apropriação cultural. Não foram poucos os músicos e estudiosos do gênero que acusaram LaRocca e seus quatro parceiros de Chicago, todos brancos, de terem copiado de músicos negros boa parte do que tocavam.

Como estavam no lugar certo, no momento certo, LaRocca e a ODJB se deram bem: entraram para a história como a primeira banda norte-americana que vendeu mais de um milhão de discos. No entanto, em termos puramente musicais, talvez sua maior contribuição tenha sido a de inspirar o cornetista Bix Beirderbecke (1903-1931), este sim um original instrumentista e compositor de jazz.

Ironicamente, a proeza de ter feito as primeiras gravações de jazz quase ficou com um músico negro. O cornetista Freddie Keppard (1889-1993), um dos jazzistas pioneiros de New Orleans, chegou a ser convidado pelo selo Victor (o mesmo que produziu os discos da ODJB) a gravar com sua Original Creole Orchestra, ainda em 1915, quando se apresentou com sucesso em Nova York. Ingênuo, Keppard rejeitou a proposta: acreditou que assim evitaria que outros músicos “roubassem” sua música.

Vale lembrar que, em 1995, a cidade de New Orleans, que ostenta o também controverso título de “berço do jazz”, comemorou outro suposto centenário desse gênero musical. Para isso tomou como marco a criação da banda de jazz do pioneiro cornetista Buddy Bolden (1877-1931). Esse musico lendário foi uma das influências do trompetista e cantor Louis Armstrong (1901-1971), o maior expoente do jazz tradicional.

Claro que o centenário das primeiras gravações de jazz também será comemorado em New Orleans. O Snug Harbor, um dos melhores clubes de jazz da cidade, recebe neste domingo a Original Dixieland Jazz Band, versão atualizada da banda, que o trompetista Jimmy LaRocca (filho de Nick) decidiu formar em meados dos anos 1990. No mercado musical, poucos resistem a um lucrativo centenário.

(Texto publicado parcialmente na “Folha de S. Paulo”, em 25/2/2017)





Notas para turistas: voos da Copa Airlines permitem chegar a New Orleans via Panamá

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               Estátua de Louis Armstrong e mural, no aeroporto de New Orleans - Photo: Wally Gobetz

Já estive muitas vezes na cidade de New Orleans, na Louisiana, quase sempre para acompanhar o Jazz & Heritage Festival –- um dos melhores e maiores eventos musicais do mundo, que a população local chama apenas de Jazz Fest. Para chegar lá, já viajei por diversas companhias aéreas brasileiras ou norte-americanas, sempre fazendo conexão em alguma cidade dos estados da Flórida ou do Texas, já que não existe um voo direto de São Paulo para New Orleans.

Encarar as longas filas do setor de emigração, especialmente quando se desembarca em Dallas ou Houston, é um dos raros momentos desagradáveis, às vezes tensos, dessa viagem. Pela atitude de alguns oficiais um tanto mal humorados, já cheguei a pensar que eles prefeririam que ninguém entrasse em seu país, nem mesmo os turistas que estavam ali apenas para ouvir música e se divertirem, como eu.

Minha chegada nos Estados Unidos foi diferente, neste ano. Pela primeira vez passei pelo setor de imigração do próprio Aeroporto Internacional Louis Armstrong, em New Orleans. “Ah, você é do Brasil? De onde? São Paulo?”, foi logo perguntando o oficial. Depois de conferir meu passaporte e de mais algumas perguntas, ele disse que eu era bem vindo e desejou que eu me divertisse no Jazz Fest. Nada mais agradável para alguém chegando aos EUA do que ser recebido com a simpatia típica dos moradores de New Orleans.

Essa mudança de rotina se deve ao fato de eu ter viajado pela Copa Airlines, pela primeira vez. Desde o ano passado essa companhia panamenha está oferecendo voos para New Orleans -– partindo de várias cidades brasileiras, como São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre –- com escala na Cidade do Panamá. Outro detalhe interessante a considerar: os preços dos bilhetes da Copa Airlines costumam sair mais em conta do que os das companhias norte-americanas.


(Viagem realizada a convite do New Orleans Convention and Visitors Bureau, da Copa Airlines e do Bourbon Street Music Club)

 

Eric Clapton: guitarrista e cantor dá uma lição de dignidade em seu novo álbum

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Ao contrário de muitos de seus fãs, Eric Clapton jamais levou a sério a fama de “deus” da guitarra que herdou ainda na década de 1960. E está longe de ser um desses patéticos roqueiros com mais de 30 anos, que insistem em posar de adolescentes. Em "Clapton" (lançamento Warner), seu 19º álbum, o guitarrista e cantor britânico, que já polarizou tantas vezes as atenções no universo do rock e do pop, mostra que está envelhecendo com dignidade. Esse é um de seus melhores discos.

Como em outros momentos essenciais de sua obra, Clapton voltou ao blues, sua maior fonte de inspiração. Na verdade, foi até mais fundo: no eclético repertório desse álbum, mistura relíquias do blues rural e urbano com alguns clássicos da canção norte-americana e pérolas obscuras do rhythm & blues. Ele abre o disco com “Travelin’ Alone”, vibrante blues do texano Melvin Jackson (1915-1976). Mas é a versão bem relax e acústica de “Rocking Chair”, a canção folk de Hoagy Carmichael popularizada por Louis Armstrong durante décadas, que melhor sintetiza a atmosfera geral de Clapton.


Entre as surpresas do álbum destacam-se duas canções do repertório do gaiato jazzista Fats Waller (1904-1943). Descontraído, Clapton ironiza a própria fama, em “When Somebody Thinks You’re Wonderful”, e interpreta “My Very Good Friend The Milkman” com igual dose de humor. Em ambas, as participações do trompetista Wynton Marsalis, do pianista Allen Toussaint e do trombonista “Shorty” Andrews, entre outros músicos da Louisiana, trazem o tempero sonoro típico de New Orleans.

Inusitadas também são as releituras das baladas “How Deep Is the Ocean” (de Irvin Berlin) e, especialmente, “Autumn Leaves” (Kosma e Mercer), que Clapton interpreta com uma serenidade rara de se ouvir em suas gravações. E o solo de guitarra não fica atrás, em elegância e discrição. Seu antigo parceiro J.J. Cale (autor dos hits “Cocaine” e “After Midnight”) também participa. Além de contribuir com vocais e a guitarra, ele assina dois charmosos blues: o sombrio “River Runs Deep” e o quase gospel “Everything Will Be Alright”, ambos em arranjos tingidos pelas cordas da London Session Orchestra.


Com pegada suficiente para tocar no rádio, o dançante blues-rock “Run Back to Your Side” é a única faixa composta por Clapton. Nem precisava. Só como intérprete, o bluesman britânico já garante um álbum delicioso. E dá, aos 65 anos, uma lição de integridade artística. 

(resenha publicada na revista "Bravo!", edição de novembro de 2010)



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9º Tudo É Jazz: festival de Ouro Preto faz homenagem a Louis Armstrong

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                                                                                                           Foto: Siebe van Ineveld
Após enfrentar dificuldades econômicas em 2009, o festival Tudo É Jazz, que é realizado anualmente na bela cidade histórica de Ouro Preto (MG), fará sua nona edição, de 16 a 19/9, com um elenco recheado de astros da cena internacional do jazz.

Como no ano passado, quando promoveu um tributo à cantora Billie Holiday, o festival mineiro fará outra homenagem. O pioneiro trompetista e cantor Louis Armstrong (1901-1971) será lembrado em dois concertos: o primeiro, em 17/9, inclui o sexteto dos irmãos Anat (clarinete e sax tenor), Avishai (trompete) e Yuval Cohen (sax soprano), talentosos músicos de Nova York, e o cantor mineiro Mauricio Tizumba; na noite seguinte, a homenagem a “Satchmo” reúne o trompetista Jon Faddis e os cantores Jon Hendricks e Nnenna Freelon.

O elenco do 9º Tudo É Jazz destaca também o saxofonista norte-americano Joshua Redman (na foto acima), o baterista mexicano Antonio Sanchez, a violinista norte-americana Regina Carter, o saxofonista porto-riquenho Miguel Zenón, o pianista russo Eldar Djangirov e o cantor norte-americano Freddy Cole, além do trio da pianista malasiana Linda Oh. Entre as atrações nacionais estarão o violonista mineiro Gilvan de Oliveira, o grupo carioca Rabo de Lagartixa e a cantora mineira Marina Machado.

A programação inclui também uma palestra do saxofonista Donald Harrison, um dos artistas mais conceituados na cena musical de New Orleans (EUA), sobre um tema bem contemporâneo e pertinente: “A realidade da cultura de raiz de New Orleans pós-Katrina”.

Veja a programação completa no site do festival: www.tudoejazz.com.br

                                                                                                                                    

Louis Prima: jazzista que não se levava a sério recebe homenagens em New Orleans

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Embora ele fosse um talentoso cantor e trompetista, seguidor do mestre e pioneiro do jazz Louis Armstrong, os críticos desse gênero musical jamais o valorizaram, talvez porque o próprio Louis Prima (1910-1978) não se levava muito a sério. Tente assistir a alguma de suas performances musicais selecionadas abaixo, sem dar ao menos um sorriso (se isso acontecer, procure um médico com urgência).

Prima formou sua concepção musical durante a hegemonia do swing, na década de 1930, quando o jazz ainda era encarado simplesmente como música para dançar e se divertir. Foi um showman brilhante, que sabia como poucos conquistar uma platéia. Descendente de italianos da Sicília que emigraram para os Estados Unidos, ele nasceu na efervescente New Orleans, no Estado da Louisiana. Fiel ao espírito de caldeirão cultural que identifica essa cidade, sua música era uma divertida e energética mistura de jazz tradicional, jump blues, boogie-woogie, rhythm & blues e tarantelas italianas.

Veja o que Prima e a cantora Keely Smith (sua quarta esposa e parceira musical durante a década de 50, auge de sua carreira) cometem nesta hilariante versão da clássica "I've Got You Under My Skin", de Cole Porter. Quem poderia imaginar esse cultuado standard do jazz com uma levada que lembra a introdução de "Aquarela do Brasil" em ritmo acelerado? 

 

Veja agora um dos grandes sucessos de Prima, "Just a Gigolo", vibrante jump blues que na década de 1980 foi regravada com sucesso pelo roqueiro David Lee Roth. Além da debochada Keely Smith, que costumava fazer caretas de tédio no fundo do palco enquanto o maridão se exibia cantando e dançando, destaca-se também o naipe de sopros comandado pelo lendário saxofonista Sam Butera, que morreu em 2009.


 
Neste ano em que se comemora o centenário de nascimento de Louis Prima, sua irreverência musical e sua verve humorística serão homenageadas em sua terra natal durante a 41ª edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival, de 23 de abril a 2 de maio. A programação do evento inclui apresentações da hoje septuagenária Keely Smith e de Louis Prima Jr., cantor e trompetista como seu pai, além de tributos com músicos locais. Sem falar no pôster comemorativo com a imagem de Prima, que foi pintado especialmente para o evento pelo veterano cantor Tony Bennett.

Finalmente, outra pérola do repertório de Prima, que mostra como ele sabia utilizar sua origem siciliana para divertir a platéia. Com direito à citação da lírica "O Sole Mio" na introdução, "Oh Marie" inclui um impagável duelo do cantor com o sax de tenor de Sam Butera, em inglês macarrônico. Para aqueles que acham o jazz moderno excessivamente sério ou abstrato, os improvisos de Prima e seus parceiros podem ser uma alternativa dançante e descontraída para se aproximar desse universo musical.







 

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