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Bourbon Street Fest: chuva não compromete shows de Dwayne Dopsie e Bonerama

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                                                                                     Dwayne Dopsie & The Zydeco Hellraisers 

Festivais de música ao ar livre possuem um charme e uma energia especiais – algo que raramente se sente nos shows em clubes ou em teatros. Porém, quando a chuva nos surpreende e grande parte da plateia desiste da festa, fica uma certa tristeza no ar, ao se ver a animação e os esforços dos artistas e dos produtores serem desperdiçados.

Foi essa minha sensação, ontem à tarde, ao ver as atrações do 16.º Bourbon Street Fest (no Parque Ibirapuera, em São Paulo) serem aplaudidas por uma pequena e corajosa plateia, com seus guarda-chuvas e capas de plástico. Uma pena, porque a banda Bonerama, já curtida em 2012 pela plateia paulistana, trouxe neste ano um show excitante: versões de sucessos da banda Led Zeppelin, em inusitados arranjos para seu naipe de trombones.


Outro conhecido dos frequentadores do Bourbon Street Music Club e de seus festivais dedicados à diversidade musical da cidade de New Orleans é o carismático acordeonista Dwayne Dopsie. Esse renovador do zydeco (um tradicional e dançante gênero musical da região da Louisiana, no sul dos EUA) é capaz de contagiar qualquer plateia com suas incendiárias releituras de clássicos do rhythm & blues e do rock & roll.


Batalhadores que divulgam a cultura musical e a gastronomia de New Orleans no Brasil há 25 anos, Edgard Radesca, Herbert Lucas e a equipe do Bourbon Street não mereciam essa decepção. Até pelo fato de que, nestes anos de crise econômica, têm insistido e conseguido realizar o Bourbon Fest, bravamente, sem o apoio de um grande patrocinador.


Por essas e outras, sei que no próximo ano 
 com ou sem patrocínio, faça chuva ou faça sol  já tenho um encontro marcado no 17.º Bourbon Street Fest para aplaudir mais uma vez esses embaixadores informais da música de New Orleans.

44º New Orleans Jazz Fest: Trombone Shorty torna-se astro e vem para o Bourbon Street Fest

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A 44.a edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival, que terminou no último domingo, na capital cultural da Louisiana, entra como um marco de renovação na história desse evento. Depois de décadas sendo encerrado com shows da veterana banda local The Neville Brothers, o Jazz Fest consagrou o jovem instrumentista e cantor Trombone Shorty (na foto ao lado) como símbolo de uma nova fase.

“O futuro é agora. A música está em boas mãos”, sintetizou Quint Davis, produtor do festival, logo após a festejada exibição de Shorty, 27, que fez questão de descer do palco principal do evento para cantar e dançar com a multidão predominantemente jovem que o ovacionou, no hipódromo local.

Paulistas e cariocas também terão a chance de conferir, ao vivo, a evolução desse talentoso trombonista e compositor. Na plateia do Jazz Fest, o produtor Edgard Radesca confirmou a presença de Shorty no elenco do próximo Bourbon Street Fest, em agosto, que também incluirá a cantora Wanda Rouzan (na foto abaixo), o guitarrista Leo Nocentelli e as bandas Soul Rebels e Bonerama.

Antes ainda outros dois destaques do festival de Nova Orleans -- a cantora de jazz Germaine Bazzle e a banda Big Sam’s Funky Nation -- virão ao Brasil para a quinta edição do Bourbon Street Paraty (RJ), de 24 a 26 deste mês.



Simbólica também foi a escolha do trompetista Irvin Mayfield, 35, e sua jovem New Orleans Jazz Orchestra, para encerrar o festival de Nova Orleans, no palco dedicado ao jazz moderno. Contando com o carisma da cantora Dee Dee Bridgewater, em releituras de canções do repertório de Billie Holiday (1915-1959), Mayfield promoveu um saboroso encontro de duas gerações musicais.

Algo semelhante foi visto no sábado, quando o cantor e compositor Frank Ocean (na foto abaixo), outro talento nascido em Nova Orleans, atraiu não só uma multidão de teens, que berravam seu nome, mas também quarentões e cinquentões interessados em conferir suas canções, que misturam R&B, soul e hip hop.


Estabelecida como novo polo cinematográfico, além de ter sido redescoberta pela mídia norte-americana, que agora a trata como uma cidade “cool”, Nova Orleans parece enfim ter dado a volta por cima da tragédia deflagrada pelo furacão Katrina, em 2005. 



Quem teve a sorte de acompanhar shows como os de Trombone Shorty, Glen David Andrews, Sasha Masakowski, Mia Borders, Amanda Shaw, The Boutté Family, Ivan Neville’s Dumpstaphunk, Jesse McBride e Fleur Debris, entre dezenas de atrações do New Orleans Jazz Fest, tem motivos de sobra para esperar que essa cidade tão musical brilhe mais ainda no futuro.

(reportagem publicada na "Folha de S. Paulo", em 7/5/2013; viagem realizada a convite do New Orleans Convention & Visitors Bureau e do Bourbon Street Music Club)

Bourbon Street Fest: décima edição do evento traz destaques de anos anteriores

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                                                                Preservation Hall Jazz Band / Photo by Carlos Calado

Só uma cidade tão cosmopolita como Nova Orleans (EUA) poderia inspirar um evento musical e gastronômico como o 10º Bourbon Street Fest, que começa hoje, em São Paulo, e se estende ao Rio (de 12 a 14/8) e Brasília (dias 16 e 17/8).

Na programação paulistana, destacam-se shows gratuitos no parque do Ibirapuera, neste sábado (dia 11/8), a partir das 15h30. O encerramento, no dia 19, também será ao ar livre, em palco ao lado do Bourbon Street (em Moema), onde o chef Viko Tangoda serve um Jazz Brunch, com pratos da culinária de Nova Orleans.

O eclético programa musical de amanhã inclui o funk e o rock da banda de metais Bonerama, o R&B e o funk de Tony Hall & The Heroes e o jazz tradicional da Preservation Hall Jazz Band, que está festejando seu cinquentenário.

Inspirada por pioneiros músicos de Nova Orleans, como Louis Armstrong (1901-1971) e Jelly Roll Morton (1885-1941), essa banda foi criada para manter vivo o primeiro estilo do jazz que, no início dos anos 1960, corria o risco de desaparecer.

Curiosamente, seu líder atual mais parece um músico punk, com seu cabelão desgrenhado. O produtor e tubista Ben Jaffe, 41, é o herdeiro do Preservation Hall, arcaico clube de Nova Orleans, que se tornou o quartel general da banda.

“Ao assumir a direção do Preservation Hall, na década de 1990, eu ficava apavorado ao pensar que teríamos de fechá-lo quando os músicos da banda original morressem”, relembra Jaffe, que decidiu trazer músicos mais jovens para banda, sem mudar sua essência.

“Nos primeiros anos, tive que passar ao menos meia hora, após os shows, tentando explicar aos velhos fãs que precisávamos renovar o nosso público”, conta o músico.

Outras informações em www.bourbonstreetfest.com.br

(texto publicado originalmente na "Folha de S. Paulo", em 10/8/2012)



 

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