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Mayra Andrade: voz e carisma para brilhar em qualquer lugar do mundo

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Mayra Andrade colore tudo o que canta com um irresistível tom de melancolia. É isso o que faz dessa cantora e compositora cubana criada no arquipélago de Cabo Verde, hoje radicada na França, uma artista tão especial. Mais até, talvez, do que o fato de ser ela a grande voz da música cabo-verdiana depois de Cesária Évora.

Com canções em inglês, francês, crioulo cabo-verdiano e português, "Lovely Difficult" (lançamento Sony), o quarto álbum de Mayra é uma assumida tentativa de introduzi-la no mercado anglo-americano –- especialmente por meio de canções pop, como “96 Days”, “We Use to Call It Love” (que até ganhou um videoclipe bobinho) ou o reggae “Rosa”.

Felizmente, não faltam composições da própria cantora, como a nostálgica “Ténpu ki Bai”, a doce “A-mi N Kre-u Txeu” ou a dançante “Téra Lonji”, derivadas das mornas e coladeiras de Cabo Verde. Desde que não deixe de lado sua essência musical para buscar um público maior, Mayra tem voz e carisma para brilhar em qualquer lugar do mundo.


(Resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 28/6/2014)

Aqui um 'making of' das gravações do álbum "Lovely Difficult":



E no link abaixo a emocionante interpretação de Mayra em "Lamento Sertanejo", a canção de Dominguinhos, que ela gravou com Hamilton de Holanda e Yamandu Costa para a websérie "Dominguinhos+!":






Mayra Andrade: cantora-revelação de Cabo Verde gravou com músicos brasileiros

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Revelação recente da música do arquipélago de Cabo Verde, a cantora Mayra Andrade se superou em seu segundo álbum. Para produzi-lo, convidou o brasileiro Alê Siqueira (conhecido por trabalhos com os Tribalistas e Omara Portuondo), que soube ajudá-la a encontrar um formato sonoro leve e sofisticado para realçar sua voz doce.

Eclético, o repertório de Mayra, que também é compositora, mistura gêneros cabo-verdianos, como a delicada morna “Lembránsa” e o encantador funaná que dá título ao álbum, com influências jazzísticas, cubanas e brasileiras. Algumas gravações, por sinal, foram feitas no Rio e em São Paulo, contando com Jaques Morelenbaum (cello), André Mehmari (piano) e Swami Jr. (violão), entre outros craques daqui. Não é à toa que a música dessa cubana de nascimento, que cresceu em Cabo Verde e hoje vive em Paris, deixa no ar uma sensação difusa e agradável de familiaridade, como a de se encontrar um parente desconhecido pela primeira vez.

 
(resenha publicada no "Guia da Folha - Livros, Discos e Filmes", de 26/03/2010)



Roberto Fonseca: pianista representa bem a nova geração musical de Cuba em "Akokan"

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Revelação da música cubana, o pianista Roberto Fonseca já chamava atenção anos atrás, quando ainda acompanhava o cantor Ibrahim Ferrer, do veterano grupo Buena Vista Social Club. Em "Akokan" (que significa coração, no idioma iorubá), seu segundo álbum solo (lançamento Biscoito Fino), Fonseca combina temas instrumentais e canções.

Para isso o pianista e compositor conta com dois talentosos cantores da nova geração: a cabo-verdiana Mayra Andrade e o norte-americano Raul Midon, que se destacam na doce "Siete Potencias" e na sensível "Everyone Deserves a Second Chance", respectivamente. Pelo que exibe nesse trabalho, Fonseca deixa a impressão de que o futuro da música cubana está em ótimas mãos.

(texto publicado na "Homem Vogue", edição verão 2009/2010, nº 27)




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