Banda de metais e a plateia do Festival BB Seguros de Blues e Jazz em 2018
Se você vive na cidade de São Paulo e gosta de blues, de jazz ou de música instrumental não pode reclamar de falta de programas neste último final de semana de julho. Shows gratuitos com músicos conceituados estão na programação de dois festivais que serão realizados em parques paulistanos.
Em sua 5.ª edição, o Festival BB Seguros de Blues e Jazz retorna ao Parque Villa-Lobos, no sábado (27/7), com um cardápio musical de boa qualidade. A principal atração é o guitarrista e cantor americano Robert Cray, um dos grandes responsáveis pela revitalização do blues a partir dos anos 1980.
A música instrumental brasileira está muito bem representada pelo trio do violinista Ricardo Herz e pelo baixista Thiago Espírito Santo, que terá como convidado especial o gaitista Mauricio Einhorn. Os fãs do rock não foram esquecidos: além do encontro dos veteranos guitarristas Sérgio Dias e Luiz Carlini, o programa inclui um tributo ao guitarrista e bluesman Eric Clapton.
Mais diversificada é a programação do 4.º FAM Festival, que será realizado no Parque Burle Marx, no sábado e no domingo (27 e 28/7). Entre várias performances e intervenções artísticas, a programação musical de domingo chama mais atenção. Tem música instrumental com o Septeto Emesp e, na sequência, com o acordeonista Toninho Ferragutti. Mais ligado ao jazz, o saxofonista Marcelo Coelho e seu grupo McLav-In recebem como convidada a talentosa cantora Vanessa Moreno.
Também se destacam no programa uma homenagem ao lendário grupo cubano Buena Vista Social Club, com o pianista Pepe Cisneros e a cantora Teresa Morales. No show de encerramento, a cantora Alma Thomas interpreta clássicos da soul music de Aretha Franklin, com participação especial do cantor Ed Motta.
Mais blues
Muito recomendável também para os fãs do blues é o show do pianista, compositor e cantor Adriano Grineberg, neste sábado (27/7), no teatro do Sesc Belenzinho. Um dos expoentes desse gênero musical em nosso país, ele lança o álbum “108”, que leva adiante o conceito do anterior “Blues for Africa” (2013). Algumas das novas composições de Grineberg resultam de viagens à Índia, ao Paquistão e ao Oriente Médio.
Outras informações nos sites do Festival BB Seguros de Blues e Jazz e do FAM Festival
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Festival BB Seguros e FAM Festival: blues, jazz e música instrumental de graça em São Paulo
Marcadores: adriano grineberg, FAM Festival, Festival BB Seguros, marcelo coelho, mauricio einhorn, pepe cisneros, ricardo herz, robert cray, Septeto Emesp, Thiago Espírito Santo, Toninho Ferragutti, vanessa moreno | author: Carlos CaladoMarcelo Coelho: saxofonista e compositor se divide entre os palcos e o empreendedorismo
Marcadores: Acelerarte, Crônica Mendes, dave liebman, DJ Raffa, Gian Corrêa, Gonçalves Dias, guinga, jazz, José Eduardo Gramani, Leandro Cabral, marcelo coelho, McLav.in, Ron Miller, Thiago Lobão, vanessa moreno | author: Carlos Calado
O saxofonista e educador musical Marcelo Coelho
Foi-se o tempo em que um músico profissional podia se dar ao luxo de se preocupar apenas com seu aprimoramento técnico – eventualmente, lecionar ou até seguir uma carreira acadêmica. Hoje, as dificuldades do mercado musical impõem ao artista a necessidade de aderir ao empreendedorismo para viabilizar sua carreira nos palcos.
O saxofonista e compositor Marcelo Coelho encarou esse dilema, em meados desta década. Ao completar seu pós-doutorado em Composição na USP, que sucedeu seu doutorado na Unicamp e o mestrado em Jazz Performance na Universidade de Miami, o mineiro de Itabira (MG) radicado em São Paulo foi convidado a lecionar em várias universidades brasileiras. Decidido a se dedicar mais à sua carreira de instrumentista e compositor, mesmo sem saber ainda se seria possível sustentá-la, declinou os convites.
Coelho vislumbrou um caminho ao assistir a um debate sobre financiamento privado para música. Ali conheceu o engenheiro e músico Thiago Lobão, sócio de um fundo de investimento em agronegócio, que tinha interesse em atuar no mercado musical. Os dois decidiram continuar a conversa e, depois de alguns encontros, esboçaram uma metodologia de organização e planejamento de carreiras musicais. O passo seguinte foi promover workshops gratuitos de capacitação empreendedora para colegas do saxofonista.
Em dezembro de 2016, já como sócios diretores da Acelerarte, uma aceleradora com o intuito de capacitar e conectar músicos a potenciais investidores e parceiros estratégicos, Coelho e Lobão participaram de um painel da SIM (Semana Internacional de Música) – o mesmo evento onde haviam se conhecido, um ano antes, em São Paulo.
“O impacto foi grande”, diz Coelho. “O pessoal da música não estava acostumado a ouvir alguém do mercado financeiro usar uma linguagem tão próxima à linguagem dos músicos. Muita gente nos procurou depois daquele evento – não só artistas, mas também produtores de gravadoras, que queriam que a gente participasse de seus projetos de alguma maneira”.
Já em 2017, para poder suprir a demanda de artistas interessados e para que os diretores da empresa pudessem continuar a trabalhar em suas atividades principais, a Acelerarte passou a contar com mais um sócio: Silvio Junqueira, recém-saído do mercado financeiro. Naturalmente, Coelho se tornou o primeiro “case” da aceleradora. “Agora já estou conseguindo viabilizar minha carreira musical, por meio de captação de recursos, com organização e planejamento de equipe”, comemora o músico.
Segundo Coelho, cerca de 500 artistas e produtores (incluindo nomes conhecidos na cena musical paulista, como a cantora Vanessa Moreno, o violonista Gian Corrêa e o pianista Leandro Cabral) participaram das sessões de capacitação empreendedora que a Acelerarte tem realizado em diversos locais do país. Com o tempo, a empresa passou também a organizar eventos dirigidos a investidores.
“Ainda estamos tateando nesse trabalho de busca de investidores, porque essa atividade é muito nova”, admite Coelho. “Há investidores que só se interessam em atuar como mecenas, eventualmente, mas o nosso objetivo é contar com investidores fidelizados. Alguns deles praticamente não se interessam pelo retorno financeiro: são investidores mais atraídos pelo impacto cultural do trabalho de um artista”.
Quem ouve Coelho falar como empreendedor sobre os objetivos de sua empresa, sem conhece-lo ainda como artista e educador, dificilmente consegue imaginar o arrojo de sua obra musical. A gênese das pesquisas que ele desenvolve há cerca de duas décadas está no livro “Suíte I Juca Pirama” (lançado em 2013 pela editora Fames), baseado na tese de doutorado que defendeu na Unicamp, em 2008.
Nesse projeto, ele propõe um sistema de composição musical a partir de pesquisas desenvolvidas por dois músicos educadores que o influenciaram diretamente: os estudos polirrítmicos de José Eduardo Gramani e a harmonia modal aplicada ao jazz por Ron Miller. Para pôr em prática esses conteúdos, Coelho utilizou o poema “I-Juca Pirama”, do poeta romântico e teatrólogo Gonçalves Dias (1823-1864).
“Inicialmente, o que despertou minha atenção nesse poema foi sua imagética. Ao contar a história de um índio, ele funcionava como um filme para mim. Só mais tarde fui entender que o mais interessante estava na rítmica dos versos”, conta o pesquisador. Ao desenvolver uma técnica para extrair ritmos da construção dos versos do poema, que resultaram em uma partitura, Coelho criou um sistema de composição que pode ser aplicado a qualquer gênero musical.
Um conceituado jazzista que logo percebeu a originalidade desse projeto foi o saxofonista e compositor Dave Liebman. Coelho o conheceu quando ainda concluía seu mestrado, em Miami, ao frequentar um curso de férias ministrado pelo americano. “Liebman me disse que o que eu estava fazendo ainda era muito disruptivo. Minhas músicas eram intensas demais, mas na opinião dele isso era típico de um compositor em formação. Eu ainda não tinha encontrado a dosagem certa, mas o conteúdo estava pronto”, relembra o brasileiro.
A relação entre Coelho e Liebman evoluiu e os dois já chegaram a dividir o palco algumas vezes, como no Festival Amazonas Jazz de 2012, em Manaus, quando tiveram a companhia do violonista e compositor carioca Guinga. “Não me contento em ficar dentro do idioma jazzístico. Sei fazer e faço quando necessário, mas esse não é o meu perfil musical”, reflete Coelho. “Estou bem próximo da linha de improvisação do Liebman, que me impactou, não no conteúdo, mas no conceito”.
Se até agora as composições e os oito álbuns assinados por Coelho ainda circulam entre plateias e ouvintes de jazz e música instrumental, o saxofonista empreendedor está prestes a lançar um projeto que pode ampliar bastante o seu público. No final de 2018, ao aplicar seu sistema de composição a um poema do rapper paulista Crônica Mendes, Coelho logo percebeu o potencial dessa parceria. Os dois já estão preparando a gravação de um disco, com produção do DJ Raffa, curiosamente, filho do compositor de música contemporânea e regente Cláudio Santoro (1919-1989).
“Esse projeto pode chamar até a atenção de investidores de impacto, porque ele tem legitimidade social e artística”, anima-se o saxofonista, que promete convidar o parceiro rapper para participar de seu próximo show com o grupo McLav.In, no dia 7/5, no clube paulistano Bourbon Street. “Nosso público é misturado, mas tende a ser gente que gosta de inovação tecnológica e de música intensa, pessoas que querem viver uma experiência estética. Como fazemos um som transgressor, de certa maneira, a turma mais jovem é a que embarca primeiro”.
Marcelo Coelho & McLav.In
Dia 7/5, às 21h30, no Bourbon Street Music Club (rua dos Chanés, 127, tel. 5095-6100, Moema, São Paulo). Couvert artístico: R$35. Com Saulo Martins (piano), Glécio Nascimento (baixo) e Abner Paul (bateria)
Foi-se o tempo em que um músico profissional podia se dar ao luxo de se preocupar apenas com seu aprimoramento técnico – eventualmente, lecionar ou até seguir uma carreira acadêmica. Hoje, as dificuldades do mercado musical impõem ao artista a necessidade de aderir ao empreendedorismo para viabilizar sua carreira nos palcos.
O saxofonista e compositor Marcelo Coelho encarou esse dilema, em meados desta década. Ao completar seu pós-doutorado em Composição na USP, que sucedeu seu doutorado na Unicamp e o mestrado em Jazz Performance na Universidade de Miami, o mineiro de Itabira (MG) radicado em São Paulo foi convidado a lecionar em várias universidades brasileiras. Decidido a se dedicar mais à sua carreira de instrumentista e compositor, mesmo sem saber ainda se seria possível sustentá-la, declinou os convites.
Coelho vislumbrou um caminho ao assistir a um debate sobre financiamento privado para música. Ali conheceu o engenheiro e músico Thiago Lobão, sócio de um fundo de investimento em agronegócio, que tinha interesse em atuar no mercado musical. Os dois decidiram continuar a conversa e, depois de alguns encontros, esboçaram uma metodologia de organização e planejamento de carreiras musicais. O passo seguinte foi promover workshops gratuitos de capacitação empreendedora para colegas do saxofonista.
Em dezembro de 2016, já como sócios diretores da Acelerarte, uma aceleradora com o intuito de capacitar e conectar músicos a potenciais investidores e parceiros estratégicos, Coelho e Lobão participaram de um painel da SIM (Semana Internacional de Música) – o mesmo evento onde haviam se conhecido, um ano antes, em São Paulo.
“O impacto foi grande”, diz Coelho. “O pessoal da música não estava acostumado a ouvir alguém do mercado financeiro usar uma linguagem tão próxima à linguagem dos músicos. Muita gente nos procurou depois daquele evento – não só artistas, mas também produtores de gravadoras, que queriam que a gente participasse de seus projetos de alguma maneira”.
Já em 2017, para poder suprir a demanda de artistas interessados e para que os diretores da empresa pudessem continuar a trabalhar em suas atividades principais, a Acelerarte passou a contar com mais um sócio: Silvio Junqueira, recém-saído do mercado financeiro. Naturalmente, Coelho se tornou o primeiro “case” da aceleradora. “Agora já estou conseguindo viabilizar minha carreira musical, por meio de captação de recursos, com organização e planejamento de equipe”, comemora o músico.
Segundo Coelho, cerca de 500 artistas e produtores (incluindo nomes conhecidos na cena musical paulista, como a cantora Vanessa Moreno, o violonista Gian Corrêa e o pianista Leandro Cabral) participaram das sessões de capacitação empreendedora que a Acelerarte tem realizado em diversos locais do país. Com o tempo, a empresa passou também a organizar eventos dirigidos a investidores.
“Ainda estamos tateando nesse trabalho de busca de investidores, porque essa atividade é muito nova”, admite Coelho. “Há investidores que só se interessam em atuar como mecenas, eventualmente, mas o nosso objetivo é contar com investidores fidelizados. Alguns deles praticamente não se interessam pelo retorno financeiro: são investidores mais atraídos pelo impacto cultural do trabalho de um artista”.
Quem ouve Coelho falar como empreendedor sobre os objetivos de sua empresa, sem conhece-lo ainda como artista e educador, dificilmente consegue imaginar o arrojo de sua obra musical. A gênese das pesquisas que ele desenvolve há cerca de duas décadas está no livro “Suíte I Juca Pirama” (lançado em 2013 pela editora Fames), baseado na tese de doutorado que defendeu na Unicamp, em 2008.
Nesse projeto, ele propõe um sistema de composição musical a partir de pesquisas desenvolvidas por dois músicos educadores que o influenciaram diretamente: os estudos polirrítmicos de José Eduardo Gramani e a harmonia modal aplicada ao jazz por Ron Miller. Para pôr em prática esses conteúdos, Coelho utilizou o poema “I-Juca Pirama”, do poeta romântico e teatrólogo Gonçalves Dias (1823-1864).
“Inicialmente, o que despertou minha atenção nesse poema foi sua imagética. Ao contar a história de um índio, ele funcionava como um filme para mim. Só mais tarde fui entender que o mais interessante estava na rítmica dos versos”, conta o pesquisador. Ao desenvolver uma técnica para extrair ritmos da construção dos versos do poema, que resultaram em uma partitura, Coelho criou um sistema de composição que pode ser aplicado a qualquer gênero musical.
Um conceituado jazzista que logo percebeu a originalidade desse projeto foi o saxofonista e compositor Dave Liebman. Coelho o conheceu quando ainda concluía seu mestrado, em Miami, ao frequentar um curso de férias ministrado pelo americano. “Liebman me disse que o que eu estava fazendo ainda era muito disruptivo. Minhas músicas eram intensas demais, mas na opinião dele isso era típico de um compositor em formação. Eu ainda não tinha encontrado a dosagem certa, mas o conteúdo estava pronto”, relembra o brasileiro.
A relação entre Coelho e Liebman evoluiu e os dois já chegaram a dividir o palco algumas vezes, como no Festival Amazonas Jazz de 2012, em Manaus, quando tiveram a companhia do violonista e compositor carioca Guinga. “Não me contento em ficar dentro do idioma jazzístico. Sei fazer e faço quando necessário, mas esse não é o meu perfil musical”, reflete Coelho. “Estou bem próximo da linha de improvisação do Liebman, que me impactou, não no conteúdo, mas no conceito”.
Se até agora as composições e os oito álbuns assinados por Coelho ainda circulam entre plateias e ouvintes de jazz e música instrumental, o saxofonista empreendedor está prestes a lançar um projeto que pode ampliar bastante o seu público. No final de 2018, ao aplicar seu sistema de composição a um poema do rapper paulista Crônica Mendes, Coelho logo percebeu o potencial dessa parceria. Os dois já estão preparando a gravação de um disco, com produção do DJ Raffa, curiosamente, filho do compositor de música contemporânea e regente Cláudio Santoro (1919-1989).
“Esse projeto pode chamar até a atenção de investidores de impacto, porque ele tem legitimidade social e artística”, anima-se o saxofonista, que promete convidar o parceiro rapper para participar de seu próximo show com o grupo McLav.In, no dia 7/5, no clube paulistano Bourbon Street. “Nosso público é misturado, mas tende a ser gente que gosta de inovação tecnológica e de música intensa, pessoas que querem viver uma experiência estética. Como fazemos um som transgressor, de certa maneira, a turma mais jovem é a que embarca primeiro”.
Marcelo Coelho & McLav.In
Dia 7/5, às 21h30, no Bourbon Street Music Club (rua dos Chanés, 127, tel. 5095-6100, Moema, São Paulo). Couvert artístico: R$35. Com Saulo Martins (piano), Glécio Nascimento (baixo) e Abner Paul (bateria)
(Texto publicado em 3/5/2019, no caderno de cultura do jornal "Valor Econômico")
Seminário de Improvisação: evento reúne instrumentistas e educadores em SC
Marcadores: Itiberê Zwarg, Izabel Padovani, Julio Herrlein, Luiz Zago, Magda Pucci, marcelo coelho, Mauro Borghezan, música instrumental, Ronaldo Saggiorato, Seminário de Improvisação Musical Brasileira | author: Carlos Calado
O contrabaixista, regente e professor Itiberê Zwarg estará em Florianópolis
Instrumentistas, educadores e pesquisadores musicais poderão aprofundar seus conhecimentos durante a segunda edição do SIMB (Seminário de Improvisação Musical Brasileira). De 2 a 5 de maio, em Florianópolis (SC), esse evento vai oferecer oficinas musicais, palestras, sessões de prática de conjunto e concertos. Todas essas atividades serão gratuitas.
Entre as novidades desta edição há oficinas de canto, de bateria e de música indígena (para crianças de 7 a 11 anos). As atividades didáticas serão conduzidas por professores como o contrabaixista e regente Itiberê Zwarg, o saxofonista Marcelo Coelho, o pianista Luiz Zago, o baterista Mauro Borghezan, o guitarrista Julio Herrlein e as cantoras Izabel Padovani, Magda Pucci e Berenice de Almeida.
As inscrições para as oficinas já estão encerradas, mas os interessados ainda podem ouvir as palestras. Ou então assistir ao concerto de Izabel Padovani e Ronaldo Saggiorato, excelente duo de voz e contrabaixo, no dia 2 de maio, às 20h. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Teatro do SESC Prainha, com uma hora de antecedência. O seminário é produzido pela Base Cultural.
Instrumentistas, educadores e pesquisadores musicais poderão aprofundar seus conhecimentos durante a segunda edição do SIMB (Seminário de Improvisação Musical Brasileira). De 2 a 5 de maio, em Florianópolis (SC), esse evento vai oferecer oficinas musicais, palestras, sessões de prática de conjunto e concertos. Todas essas atividades serão gratuitas.
Entre as novidades desta edição há oficinas de canto, de bateria e de música indígena (para crianças de 7 a 11 anos). As atividades didáticas serão conduzidas por professores como o contrabaixista e regente Itiberê Zwarg, o saxofonista Marcelo Coelho, o pianista Luiz Zago, o baterista Mauro Borghezan, o guitarrista Julio Herrlein e as cantoras Izabel Padovani, Magda Pucci e Berenice de Almeida.
As inscrições para as oficinas já estão encerradas, mas os interessados ainda podem ouvir as palestras. Ou então assistir ao concerto de Izabel Padovani e Ronaldo Saggiorato, excelente duo de voz e contrabaixo, no dia 2 de maio, às 20h. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Teatro do SESC Prainha, com uma hora de antecedência. O seminário é produzido pela Base Cultural.
Mais informações em seminariomusical.com.br/
F.A.M. Festival: 2ª edição em SP mantém diversidade musical e entrada franca
Marcadores: barbatuques, Carlos Malta, Coisa Fina, duofel, F.A.M. Festival, guilherme kastrup, instrumental, jazz, KL Jay, marcelo coelho, marco lobo, nailor proveta, raul de souza, Robertinho Silva, Toninho Ferragutti | author: Carlos Calado
Nove meses após sua primeira edição, o descontraído F.A.M. Festival volta a se instalar no Jockey Club de São Paulo, agora durante dois finais de semana (nos dias 10, 11, 17 e 18/9), com entrada franca. A programação musical se mantém diversificada, com shows de música popular brasileira, instrumental, jazz, blues e música étnica, além de intervenções de DJs.
Alguns encontros musicais se destacam entre os 19 shows anunciados, como o do veterano trombonista Raul de Souza com o clarinetista Nailor Proveta, que vão tocar clássicos choros do potiguar K-Ximbinho (1917-1980). Ou a recente parceria dos violonistas do Duofel com outros dois craques do instrumental brasileiro: o flautista Carlos Malta e o baterista Robertinho Silva.
Mais inusitado é o encontro de KL Jay (DJ dos Racionais MC’s) com o projeto Coisa Fina, que aproxima o hip hop de ritmos brasileiros e do jazz. Também com um pé na eletrônica, o reencontro dos percussionistas Guilherme Kastrup e Simone Sou promete resgatar material do Soukast –- projeto experimental que desenvolveram uma década atrás.
A música instrumental também está bem representada em outros shows. O quinteto do percussionista Marco Lobo traz um repertório recheado de releituras de canções de Milton Nascimento. O quinteto do acordeonista Toninho Ferragutti toca choros, valsas e outras belezas de seu recém-lançado álbum “A Gata Café”. Já o saxofonista Marcelo Coelho e seu grupo McLav-in desafiam as supostas fronteiras entre a música popular, a erudita e a música de vanguarda.
Os mais fanáticos por jazz e blues podem escolher ainda entre duas atrações. O trompetista Walmir Gil (integrante da Banda Mantiqueira) comanda um tributo a Miles Davis (1926-1991) com outras feras da cena instrumental paulistana. O organista e pianista Ari Borger toca um repertório amplo, que vai do blues tradicional ao soul-jazz, passando pelo boogie-woogie e pelo funk de New Orleans.
Inspirado em eventos semelhantes realizados nos EUA e no Canadá, o F.A.M. Festival tem um perfil mais familiar. Além de reunir food trucks e barracas de restaurantes paulistanos, assim como stands de moda e design, também oferece atrações dirigidas ao público infantil, como a aula-show “Barbatuquices” (com integrantes do grupo de percussão corporal Barbatuques) ou o espetáculo “Beatles para Crianças”. A curadoria musical do evento é da produtora JazznosFundos.
Mais informações na página do evento: facebook.com/foodartmusicfestival/
F.A.M. Festival: 16 shows gratuitos de jazz, blues e black music, em São Paulo
Marcadores: alessandro penezzi, Artur Menezes, banda mantiqueira, blues, cuban all stars, deep funk session, elza soares, hammond grooves, instrumental, jazz, marcelo coelho, quartabê | author: Carlos Calado
O guitarrista de blues Artur Menezes
Bandas e músicos bem conhecidos entre os frequentadores dos melhores clubes paulistanos de jazz, blues e black music compõem o elenco de um novo evento. O F.A.M. (Food, Art & Music) Festival vai oferecer 16 shows com entrada franca, no próximo final de semana, dias 12 e 13/12, nas dependências do Jockey Club, na zona oeste de São Paulo.
A música instrumental brasileira da Banda Mantiqueira e do quinteto Quartabê, o blues do guitarrista Artur Menezes, o jazz-funk do grupo Deep Funk Session (na foto abaixo), o soul-jazz do trio Hammond Grooves e os ritmos afro-cubanos da banda Cuban All Stars estão entre as principais atrações desse festival, com curadoria musical assinada pela produtora Jazz nos Fundos.
Segundo os organizadores, o evento foi inspirado em feiras internacionais norte-americanas e canadenses. Mas a semelhança com o formato do New Orleans Jazz & Heritage Festival -- um dos maiores eventos musicais do mundo, realizado há 46 anos na Louisiana, no sul dos EUA -- é evidente. Além da extensa e diversificada programação musical, o F.A.M. Festival também vai oferecer uma praça de alimentação com 40 opções entre restaurantes e food trucks, assim como uma feira de artesanato e afins.
A programação musical destaca ainda a cantora Elza Soares e o violonista Alessandro Penezzi (ambos convidados da Banda Mantiqueira), o saxofonista Marcelo Coelho e seu projeto McLav-In, a banda latina Batanga & Cia (com a cantora Xênia França) e o Tributo a Django Reinhardt, com o violonista Bina Coquet.
Mais detalhes na página oficial do F.A.M. Festival: https://www.facebook.com/events/431167297093602/
Bandas e músicos bem conhecidos entre os frequentadores dos melhores clubes paulistanos de jazz, blues e black music compõem o elenco de um novo evento. O F.A.M. (Food, Art & Music) Festival vai oferecer 16 shows com entrada franca, no próximo final de semana, dias 12 e 13/12, nas dependências do Jockey Club, na zona oeste de São Paulo.
A música instrumental brasileira da Banda Mantiqueira e do quinteto Quartabê, o blues do guitarrista Artur Menezes, o jazz-funk do grupo Deep Funk Session (na foto abaixo), o soul-jazz do trio Hammond Grooves e os ritmos afro-cubanos da banda Cuban All Stars estão entre as principais atrações desse festival, com curadoria musical assinada pela produtora Jazz nos Fundos.
Segundo os organizadores, o evento foi inspirado em feiras internacionais norte-americanas e canadenses. Mas a semelhança com o formato do New Orleans Jazz & Heritage Festival -- um dos maiores eventos musicais do mundo, realizado há 46 anos na Louisiana, no sul dos EUA -- é evidente. Além da extensa e diversificada programação musical, o F.A.M. Festival também vai oferecer uma praça de alimentação com 40 opções entre restaurantes e food trucks, assim como uma feira de artesanato e afins.
A programação musical destaca ainda a cantora Elza Soares e o violonista Alessandro Penezzi (ambos convidados da Banda Mantiqueira), o saxofonista Marcelo Coelho e seu projeto McLav-In, a banda latina Batanga & Cia (com a cantora Xênia França) e o Tributo a Django Reinhardt, com o violonista Bina Coquet. Mais detalhes na página oficial do F.A.M. Festival: https://www.facebook.com/events/431167297093602/
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