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Soul & Blues: CDs de Stevie Wonder e Marvin Gaye abrem a nova Coleção Folha

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Stevie Wonder e Marvin Gaye, dois dos maiores intérpretes e compositores da música negra norte-americana, inauguram a Coleção Folha Soul & Blues, que chega às bancas de jornais e livrarias de vários Estados do país, neste final de semana. O formato é o mesmo de outras coleções anteriores que venho editando para a “Folha de S. Paulo” desde 2007: um livreto comenta a vida e a obra do artista em questão, trazendo um CD com algumas de suas gravações mais significativas.  

A série continua nas próximas semanas, com mais 28 grandes artistas da soul music e de diversos estilos do blues: James Brown, Ike & Tina Turner, Jackson Five, Diana Ross & The Supremes, Curtis Mayfield, Otis Redding, Gladys Knight & The Pips, B.B. King, Muddy Waters, Buddy Guy, Howlin’ Wolf, John Lee Hooker, Robert Cray, Robert Johnson e Koko Taylor, entre outros. As gravações pertencem aos catálogos de conceituados selos e gravadoras especializadas nesses gêneros musicais, como a Motown e a Stax (líderes no segmento da soul music), a Chess e a Alligator (expoentes na área do blues).

 
Para realizar essa missão em poucos meses, contei com a colaboração de Roberto Muggiati, Lauro Lisboa Garcia, Helton Ribeiro e Mauro Ferreira, experientes colegas especializados em música, que assinam vários volumes da coleção. Também foi um prazer poder trabalhar mais uma vez com a criativa dupla Erika Tani Azuma e Rodrigo Disperati, responsáveis pelo projeto gráfico e pela diagramação. Desta vez contamos com sangue novo na equipe: Eduardo Kobra, que assina as chamativas capas da coleção.

Esse é um projeto que, de alguma maneira, eu já planejava realizar há bastante tempo. Comecei a ouvir soul music e blues no início da adolescência, ainda na década de 1960, e até hoje aprecio muito esses gêneros musicais. Aliás, aproveito para deixar aqui uma espécie de dedicatória afetiva a um amigo daquela época: José Renato Reis, que despertou minha atenção para as mensagens e inovações sonoras da soul music.


Para comprar a coleção acesse este link: folha.com.br/souleblues 
  

Péricles Cavalcanti: cantor e compositor convida ouvinte a dançar e sorrir

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Esqueça aqueles discos convencionais, com uma dúzia de canções parecidas, o mesmo intérprete e os mesmos instrumentos em todas as faixas. Compositor da geração de Caetano Veloso e Gilberto Gil (tornaram-se amigos em Londres, nos anos 1970), Péricles Cavalcanti reúne um extenso elenco de convidados, usa combinações sonoras incomuns e mistura ritmos e gêneros, nas 18 faixas e vinhetas de “Frevox” (lançamento do selo DeleDela).

Cantada por Karina Buhr, “Pregão Pop” sintetiza na letra a diversidade de referências do compositor (“eu vendo rock /baião e xote /quem quer um tango /olha o fricote”), que combina sanfona, guitarra, percussões e um inusitado serrote, no arranjo. “Sex-Maxixe”, com vocais de Arrigo Barnabé, é uma divertida paródia do popular funk “Sex Machine”, de James Brown. Artesão bem humorado da canção, Péricles convida seu ouvinte a dançar e sorrir.


 Resenha publicada originalmente no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 22/2/2014

BMW Jazz Festival: noite de sábado, em São Paulo, terminou em baile funk

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                                                               Trombone Shorty / Photo by Marcos Hermes-Divulgação

Terminou em baile funk a segunda noite do BMW Jazz Festival, em São Paulo. O saxofonista e cantor Maceo Parker comandou a dança, no Via Funchal, anteontem, ao lado do trombonista Fred Wesley e do saxofonista Pee Wee Ellis, seus velhos parceiros na cultuada banda de James Brown (1933-2006).


Com seu humor debochado, Parker fez piadas, esboçou passos dançantes do ex-patrão e se esforçou para fugir do óbvio. Seu show não é apenas um tributo ao pioneiro do funk, mas só esquentou de verdade a plateia quando lembrou sucessos de Brown, como “Soul Power”, “Make It Funky” ou “Gonna Have a Funky Good Time”.

Não bastasse o desgaste natural do tempo, Parker entrou em cena depois de Trombone Shorty, o furacão da noite. Quem viu e ouviu esse talentoso garotão de Nova Orleans, dois anos atrás, no Bourbon Street Fest, percebeu logo sua evolução, como cantor, instrumentista e “entertainer”.

Mais próximo ainda do rock, Shorty sobe vertiginosamente à condição de ídolo pop, apoiado em hits de sua autoria, como “Do To Me” e “The Craziest Things”, cantados em coro pela plateia. De jazz, no show de sábado, só restou a versão quase roqueira de “On the Sunny e of the Street”, na qual ele homenageia Louis Armstrong (1901-1971), tocando trompete.


                                  The Clayton Brothers / Photo by Marcos Hermes-Divulgação 

Para a maioria do público, que estava ali por causa de Parker e Shorty, a maior surpresa foi o quinteto de jazz The Clayton Brothers. Sem discos lançados no país, o grupo liderado pelos irmãos John (baixo acústico) e Jeff Clayton (sax alto) conquistou a plateia com elegância e muita garra.

Em composições próprias como a vibrante “Cha Cha Charleston” ou a delicada balada “Terrell’s Song”, o quinteto exibiu seu sofisticado senso de dinâmica, assim como John Clayton confirmou seu virtuosismo ao baixo, usando o arco para solar, a bela balada “Emily” (Johnny Mandel). Difícil imaginar uma abertura melhor para aquela noite.



(texto publicado na "Folha de S. Paulo", em 11/6/2012)



Soul Train: compilação do pioneiro programa de TV de música negra sai em caixa de DVDs

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Na década de 1970, os jovens e adolescentes norte-americanos que curtiam soul music, rhythm & blues ou funk não o perdiam por nada. Transmitido pela TV, nas manhãs de sábado, “Soul Train” foi o primeiro programa de grande alcance exclusivamente dedicado à música negra. Exibia apresentações e entrevistas de astros do gênero, como James Brown, Stevie Wonder , Al Green
(no video abaixo), Curtis Mayfield, Isaac Hayes, Chaka Khan, Jackson Five e Temptations.

Outra atração que os fãs adoravam era a Soul Train Gang, divertida trupe de bailarinos que a cada semana exibia novas danças, criando modismos, com seus cabelões afros e calças boca-de-sino (veja o clipe abaixo). Vídeos com trechos do programa, que ficou no ar durante três décadas, já circulam há tempos pela internet, mas agora é possível apreciar um número bem maior de preciosidades de seu arquivo, com o lançamento da caixa “The Best of Soul Train” (à venda no site www.timelife.com).

São oito DVDs, com mais de 13 horas de duração, que trazem o que o programa exibiu de melhor durante os anos 1970. Só o elenco reunido no primeiro volume – Aretha Franklin, Marvin Gaye, Gladys Knight, Earth, Wind & Fire, Isley Brothers e Barry White – já é capaz de deixar qualquer fã de música negra com muita água na boca.

(texto publicado na revista "Homem Vogue", nº 30 

Blues, Soul, Funk e R&B: Casa do Saber exibe o curso "A Alma da Música Negra" em junho

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"Blues, Soul, Funk e R&B: A Alma da Música Negra, de James Brown a Tim Maia" é o título do curso que vou dar na Casa do Saber, de 9 a 30 de junho (2009), às terças-feiras. A idéia é abordar a música negra em suas diversas manifestações ao longo do século XX. Aqui vai o roteiro básico das quatros aulas, que serão ilustradas por gravações originais e videos.

9/06: Blues, spirituals, gospel, rhythm & blues - Como as primeiras manifestações musicais dos negros nos EUA saíram dos campos de colheita de algodão e cultos das igrejas batistas para compor a essência da música popular americana produzida no século XX.

16/06: Motown, Stax e Atlantic, sofisticadas fábricas de sucessos. As concepções musicais e as estratégias mercadológicas dos produtores das gravadoras Motown, Stax e Atlantic para dominarem as paradas de sucesso nos anos 50, 60 e 70.

23/06: A modernidade do soul, do funk e do R&B. O soul e outros estilos da black music dos anos 1960 e 1970 seguiram influenciando o pop ou até mesmo o jazz, nas décadas seguintes, fenômeno que se estende até hoje, com brilho especial na cena musical de New Orleans, onde revela traços originais.

30/06: A black music com sotaque brasileiro. A partir dos anos 1960 a música negra norte-americana influenciou e se misturou com a música brasileira, gerando novos estilos, como o samba-rock, o samba-soul e o samba-funk, numa linhagem que se mantém atuante na cena musical de hoje.


Outras informações pelo tel. 011/3707-8900 ou no site da Casa do Saber: www.casadosaber.com.br

 

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