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Gisele De Santi: cantora é revelação promissora da cena musical de Porto Alegre

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Revelação da cena musical de Porto Alegre (RS), a cantora Gisele De Santi, 25, despontou no ano passado, já como autora do repertório de seu primeiro disco (lançamento independente). A temática amorosa predomina nas 12 faixas, mas elas revelam uma saudável diversidade rítmica: da sensível e romântica “Chama-me”, bem tingida por cordas e percussão, ao dançante samba-rock “Há Milênios”; da levada pop de “Outono” à bossa “Morena Branca”.

Destacam-se também os arranjos do álbum, assinados pelo violonista Fabrício Gambogi, pelo baterista Gilberto Ribeiro Jr. e pela própria cantora, que buscam combinações sonoras menos comuns. Pena que a voz doce de Gisele ainda remeta com frequência a outras cantoras contemporâneas, como Vanessa da Mata ou Céu, mas sua estréia promissora indica que talento não lhe falta. Só precisa amadurecer mais um pouco e deixar de vez seus modelos vocais para trás.


(resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Disco e Filmes", edição de 29/07/2011).

Corinne Bailey Rae: cantora volta mais sensual e emotiva após enfrentar tragédia pessoal

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Quem viu e ouviu a doce cantora inglesa Corinne Bailey Ray despontar na cena musical, em 2006, com o dançante hit “Put Your Records On” e canções leves logo rotuladas de neo-soul, vai notar a mudança da moça. Quatro anos depois, “The Sea”, seu segundo álbum (que acaba de sair no Brasil via EMI) mostra uma compositora e intérprete mais emotiva e madura, encarando algumas baladas tristes e temas mais adultos.

A guinada musical de Corinne, hoje próxima dos 31 anos, não foi planejada por nenhum produtor. Em 2008, quando já estava preparando o novo disco, uma tragédia na vida pessoal a derrubou: seu marido, o saxofonista Jason Rae, morreu em decorrência de uma overdose acidental de álcool e metadona. Assim é compreensível que várias canções do álbum “The Sea” façam alusões a essa fatalidade, como a pungente “I’d Do It All Again”, que foi composta pela cantora dois meses depois.





Outras faixas do disco também combinam beleza e melancolia, como a balada-rock "Are You Here", a romântica "Feels Like the First Time" ou a suave "I Would Like to Call It Beauty". Mas Corinne não permite que a tristeza embutida nessas canções deixe o álbum soar pesado. Canções como a dançante "Paris Nights/New York Mornings" ou a bela "The Sea", em que ela se despede literalmente de sua vida anterior, deixam uma sensação de otimismo. Outra canção "pra cima" é a sensual "Closer", soul music clássica na linha de Marvin Gaye e dos Isley Brothers, que tem tudo para se tornar um novo hit.




Depois de ser até comparada a Norah Jones ou mesmo à diva do jazz Billie Holiday, entre tantas bobagens que já foram escritas por aí, Corinne parece estar no caminho certo para afirmar sua personalidade musical. Para você que ainda não conhecia a voz doce dessa talentosa inglesinha, ou que gostaria de curtir de novo seu primeiro sucesso, fica aqui o clipe de "Put Your Records On". Deu pra sentir a evolução da garota?




Rogério Rochlitz: música instrumental com pinceladas de humor

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Tecladista da banda Farufyno e do Trio Mocotó, o compositor e arranjador paulista Rogério Rochlitz encara a música instrumental com leveza e pinceladas de humor. “Cores” (selo Pôr do Sol), seu terceiro CD, exibe um repertório bem diversificado: do gingado samba “Simbora!” à erudita “Filarmônica da Chipônia”; do sofisticado baião “De Casa pra Rua” à jazzística balada “Pra Ela”.

E, talvez para dar um pequeno susto no ouvinte, o tecladista ainda comete uma divertida versão de “Crazy Pop Rock” (Gilberto Gil), contando com o vozeirão de Marcelo Pretto (integrantes dos grupos A Barca e Barbatuques). Rochlitz sugere que a música instrumental não precisa ser pretensiosa, muito menos ortodoxa. Pode até provocar sorrisos.

(resenha publicada na “Folha de S. Paulo”, em 18/03/2009)



 

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