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Eugénia Melo e Castro: da melancolia lusitana ao lirismo de Minas Gerais

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                 Eugénia Melo e Castro e Milton Nascimento - Photo by Valéria Costa Pinto/Divulgação

Conhecida por sua intimidade com a MPB, que já rendeu diversos trabalhos ao lado de músicos brasileiros, a cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro comemora 30 anos de carreira com "Um Gosto de Sol" (lançamento do selo SESC), álbum gravado em Belo Horizonte (MG), com canções de compositores mineiros, como Milton Nascimento, Beto Guedes e Fernando Brant, entre outros.

À primeira vista, o projeto parece um tributo ao lendário Clube da Esquina, mas é mais que isso. Com sua voz suave e contida, Eugénia recria alguns clássicos dessa geração de compositores, como “Um Gosto de Sol” (Milton e Ronaldo Bastos) e “Tarde” (Milton e Márcio Borges), sugerindo que o lirismo mineiro tem muito a ver com a melancolia da música portuguesa.


Entre um poema de Fernando Pessoa e participações de Milton, Toninho Horta, Tulio Mourão e Chico Amaral, o duo de Eugénia com Wagner Tiso, em “O Cerco” (assinada por ambos), é simbólico: trinta anos atrás, a portuguesa procurou esse pianista e maestro mineiro para guiá-la nos meandros da música brasileira.

(resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 26/05/2012) 


Tributo: Instrumentistas mineiros homenageiam o crítico José Domingos Raffaelli

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                                                        O violonista Celso Moreira abraça Raffaelli

Uma  seleção de craques da música instrumental brasileira vai homenagear, no próximo dia 19 (quarta-feira, às 19h), o jornalista e crítico carioca José Domingos Raffaelli – um dos maiores experts em jazz e música instrumental do país.

No palco do SesiMinas, em Belo Horizonte, estarão Nivaldo Ornelas, Juarez Moreira, Célio Balona, Túlio Mourão, Celso Moreira, Esdra “Nenén” Ferreira, Chico Amaral, Cléber Alves, Paulo Braga, Kiko Continentino, Geraldo Vianna, André “Limão” Queiroz, Mauro Rodrigues, Enéias Xavier, Magno Alexandre, Cid Ornelas e Renato Saldanha, entre outros músicos mineiros. Com quase três horas previstas de duração, esse inédito concerto terá em seu programa composições instrumentais assinadas por esses músicos.

José Domingos Raffaelli, hoje com 75 anos, estreou como crítico musical no “Correio da Manhã”, na década de 1950. Escreveu sobre jazz e música instrumental no “Jornal do Brasil” e, posteriormente, em “O Globo”, além de colaborar com publicações estrangeiras e diversas emissoras de rádio. É autor do livro “Guia do Jazz em CD” (2002), em parceria com Luiz Orlando Carneiro.


  

 

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