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Hamilton de Holanda: bandolinista toca repertório do álbum "Harmonize" em SP

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                       Hamilton de Holanda (bandolim), Thiago Espírito Santo (baixo) e Mestrinho (acordeom) 


As chuvas insistentes de ontem (sábado, 1/02), que chegaram a alagar alguns pontos da cidade de São Paulo, não desanimaram a calorosa plateia que foi à comedoria do Sesc Pompeia. Não é todo dia que se tem o privilégio de ouvir ao vivo um brilhante quarteto de craques da música instrumental como o liderado pelo bandolinista Hamilton de Holanda.

Ao lado de Thiago Espírito Santo (baixo elétrico), Daniel Santiago (guitarra) e Edu Ribeiro (bateria), Hamilton exibiu o repertório de “Harmonize” (2019), seu primeiro álbum autoral lançado após os discos que dedicou à obra do mestre chorão Jacob do Bandolim e às belas canções de Milton Nascimento e Chico Buarque.

Composições como a doce “Canto da Siriema”, o samba “Alô Arlindo”, a lírica “Nasceu o Amor” ou a inventiva faixa que dá título ao álbum serviram de veículos para improvisos de Hamilton e seu quarteto, alguns bem descontraídos, outros mais nervosos.

Já com a entrada do sanfoneiro Mestrinho, em participação especial, a temperatura da noite chegou ao grau máximo. Na contagiante “Samba Blues”, os cinco brincaram com o parentesco e as afinidades musicais que o samba e o choro têm com o jazz e o blues. Uma “jam” com tempero nordestino que fez a plateia vibrar e pedir mais.



Toninho Horta e Maurício Takara: inusitado encontro instrumental no Sesc Pompeia

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                            Thiago Alves (da esq. para dir.), Mauricio Takara, Toninho Horta e Lisandro  Massa   
 
Se você é um dos que acompanham os shows da série Encontros Instrumentais desde 2015, em São Paulo, provavelmente pensou, como eu, que este será um dos encontros musicais mais inusitados já realizados no Sesc Pompeia. Até Toninho Horta e Mauricio Takara, músicos que vão se encontrar em um palco pela primeira vez, confessam que, num primeiro momento, estranharam o convite.

Essa surpresa é justificável. Afinal, o que o mineiro Toninho, cultuado guitarrista, arranjador e autor de clássicas canções do Clube da Esquina, teria em comum com o paulista Takara, multi-instrumentista com uma diversificada trajetória musical associada à experimentação e à eletrônica?

“Toninho é um ícone, um monumento da guitarra mundialmente conhecido. No início, fiquei pensando se eu teria mesmo algo para contribuir, se eu conseguiria me expressar dentro de um universo musical tão rico como o dele”, admite Takara. “Fui escutar novamente os discos dele e cheguei à conclusão de que temos uma afinidade: a busca de um universo musical novo e próprio”.

A experiência de tocar com músicos que praticamente desconhecia se tornou recorrente na carreira de Toninho ainda na década de 1980, quando viveu por dois anos nos Estados Unidos. “Em Nova York, você conhece músicos de todo lugar: africano, russo, grego, coreano, austríaco. Já tive relações musicais com gente muito bacana, com concepções bem diferentes”, relembra o autor de canções como “Beijo Partido”, “Viver de Amor” e “Pedra da Lua”.

“Ele tem um universo próprio e muito brasileiro, mas sem aqueles estereótipos que costumam ser associados ao Brasil. Usamos processos totalmente diferentes, mas eu vejo algumas similaridades entre a música do Toninho e a minha”, comenta Takara, conhecido como baterista das bandas Hurtmold e São Paulo Underground, além de desenvolver uma obra autoral, em álbuns como “Puro Osso” e “Mundotigre”.

Bastou um primeiro encontro – ocasião em que se conheceram e esboçaram um ensaio – para os novos parceiros ficarem animados. “O pontapé inicial foi bem bom”, resume Takara, que até compôs um material especialmente para o show. “Fiquei surpreso ao ver um cara estabelecido e tão importante, como ele, se mostrar tão aberto e interessado pelo meu universo musical”, comenta o paulista.

“O resultado me agradou tanto que fiquei a fim de gravar esse encontro musical. A vibração de experimentar um som novo foi muito prazerosa”, comemora Toninho, contente com as releituras de composições de sua autoria, como “Dona Olímpia” e “O Vento”, que estarão no repertório. E como experiente arranjador que é, para ampliar as possibilidades sonoras, decidiu convocar o pianista Lisandro Massa e o baixista Thiago Alves a participarem do show.

Takara também confia no material que prepararam juntos. “Acho que vai ser interessante até para quem acompanha o trabalho do Toninho há bastante tempo. Acho que conseguimos criar uma atmosfera nova, tanto para as músicas dele, como para as minhas”. 
 


Venda de ingressos e outras informações no site do Sesc SP.   

(Texto escrito a convite da equipe de programação do Sesc Pompeia, que organiza a série de shows Encontros Instrumentais)

 

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