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BDMG Instrumental: evento transmitido online premia talentos da música mineira

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                               O pianista Deangelo Silva, que fará o show de encerramento / Foto de divulgação
 

Adiada por um ano em função da pandemia, a 20ª edição do Prêmio BDMG Instrumental será realizada durante este final de semana, pela primeira vez com transmissão online. Doze selecionados vão disputar essa que é a principal premiação para a música instrumental criada em Minas Gerais.

Tive a oportunidade de acompanhar o nascimento e a consolidação desse prêmio, como integrante da comissão julgadora em várias edições. Nos anos seguintes, foi um prazer ver músicos premiados pelo BDMG brilharem no cenário da música instrumental de nosso país, como Rafael Martini, Antônio Loureiro, Frederico Heliodoro, Weber Lopes, Enéias Xavier, Cleber Alves ou Luísa Mitre, entre outros. Por isso, vai ser muito bom voltar a colaborar com esse prêmio, quando ele festeja 20 anos.

Hoje (sexta), a partir das 20h, apresentam-se o Assanhado Quarteto, o baixista Nô Corrêa, o pianista Gustavo Figueiredo, o baixista Pedro Gomes, o Duo Foz e o baixista Aloízio Horta. Amanhã (sábado), a partir das 18h, tocam o guitarrista Daniel Souza, o percussionista Abel Borges, o baterista Felipe Continentino, o pianista Dudu Viana, o violonista Felipe José e o violeiro Max Sales. 

Já no domingo, às 18h, os seis finalistas voltam a se apresentar no palco do Teatro SesiMinas, em Belo Horizonte. Finalmente, às 21h20, o pianista e compositor Deangelo Silva, vencedor do Prêmio Marco Antonio Araújo 2021, fará um compacto show de encerramento, enquanto o júri formado por músicos e jornalistas define os vencedores.

Para acompanhar as apresentações, clique neste link:
https://www.youtube.com/watch?v=glYlz98-HlY


Savassi Festival: evento mineiro de música instrumental assume formato online

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                            O instrumentista e regente Nivaldo Ornelas (à frente), no Savassi Festival, em 2015
                                   

Em tempo de pandemia e distanciamento social, um dos maiores festivais brasileiros dedicados à música instrumental e ao jazz opta neste ano por uma edição online e mais compacta. O Savassi Festival (de Belo Horizonte) vai oferecer durante cinco dias de programação – de 10 a 14 de novembro – shows, lançamentos de obras musicais inéditas, mesas-redondas, entrevistas e podcasts.

Entre os músicos escalados para shows estarão: o pianista Rafael Martini com a clarinetista Joana Queiroz (dia 13/11, às 20h); o Jamba Trio (Eneias Xavier, Neném e Irio Junior, 13/11, às 20h30), o Duo Mitre (14/11, às 20h); e o pianista DeAngelo Silva (14/11, às 20h30).

Uma novidade da 18.ª edição do Savassi Festival será o Congresso Pensar Música – projeto de perfil acadêmico, que foi organizado pelo professor e flautista Mauro Rodrigues (da Escola de Música da UFMG) e pelo educador e pianista Cliff Korman.

Revezando-se nas mesas-redondas e apresentações musicais, estarão Jovino Santos Neto, Manuel Falleiros, Rafael Pansica, Diogo Monzo, Rafael Martini e Rafael Gonçalves. Esse evento inclui também entrevistas com o saxofonista e compositor Nivaldo Ornelas, com a flautista e compositora Léa Freire e Bruno Golgher, idealizador e diretor do Savassi Festival.

Gratuitos, todos os eventos serão transmitidos pelo canal do Savassi Festival no YouTube: https://www.youtube.com/savassifestivaljazz

A programação completa pode ser acompanhada pelo site do festival, neste link: www.savassifestival.com.br

Savassi Festival: evento mineiro terá seu selo e planeja edições nos EUA e em Portugal

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                                                                            O pianista e compositor israelense Chai Maestro 

Quem teve a sorte de assistir às apresentações do pianista e compositor israelense Shai Maestro, no Savasssi Festival, certamente vai conserva-las na memória por muito tempo. O jazzista radicado em Nova York e seus parceiros de trio -– o baixista Jorge Roeder e o baterista Obed Calvaire -– foram responsáveis por alguns dos momentos mais emocionantes da 15ª edição desse evento, encerrado no domingo (27/8), em Belo Horizonte (MG).

Maestro introduziu sua composição “From One Soul to Another” com uma breve preleção. Chamou a atenção da plateia para o fato de que, numa época em que a intolerância racial e outras formas de preconceito são tão evidentes, um festival que atrai um público interessado na música instrumental de diversos países tem um significado especial. Ouvir a plateia entoar em uníssono a bela melodia do pianista, que soa como um hino pela paz, foi de arrepiar.

Outro músico israelense que se destacou no último final de semana do evento foi Oded Tzur (na foto abaixo). Tocando emotivas composições próprias, como “Single Mother” e “The Whale Song”, o saxofonista surpreendeu ao soprar seu instrumento de maneira muito suave, no limite do silêncio. Algo raro de se ouvir, que tanto a educada plateia do CCBB, como grande parte dos que acompanharam sua apresentação ao ar livre, souberam apreciar com a devida atenção.  

 
Bem escolhidas, as atrações nacionais representaram a diversidade e o alto nível da música instrumental que se produz hoje em nosso país. No sábado (26/8), o jovem quarteto do pianista Vitor Arantes exibiu composições originais calcadas em ritmos brasileiros. Com uma abordagem mais jazzística, o sexteto do pianista Deangelo Silva também contagiou a plateia com composições próprias, como “Bahia” e “São Paulo”, além de um inventivo arranjo de “Aquelas Coisas Todas” (de Toninho Horta).

Já no domingo, a variedade de estilos foi mais ampla ainda. O pandeirista Túlio Araújo exibiu suas fusões de choro, samba e jazz, incluindo uma participação especial do pianista israelense Guy Mintus. À frente de seu Quinteto Experimental, o guitarrista Daniel Santiago (na foto abaixo, com o baixista Frederico Heliodoro) mostrou composições próprias com marcante influência do rock. Soprando seu pífano, Jorge Continentino deu um tratamento jazzístico a ritmos do Nordeste. E encerrou a noite com uma "canja" de bateristas, com destaque para o veterano Neném, grande craque da cena musical mineira, que dividiu o palco com o norte-americano Obed Calvaire, And
ré “Limão” Queiroz e Felipe Continentino.


Planos para 2018

Ao fazer um balanço da 15ª edição do Savassi Festival, Bruno Golgher, criador e produtor do evento, diz que ficou muito sensibilizado com as apresentações de Shai Maestro, em especial, e de Oded Tzur. “Quando esteve aqui pela primeira vez, cinco anos atrás, Shai deixou uma impressão forte, mas principalmente entre os músicos. Naquela época, a programação do festival na rua ainda era encarada como uma festa. Agora há um público muito mais interessado na música do que em festa”, avalia.

Um projeto do festival ao qual o produtor confere um significado especial é o Música Nova. Esse programa de incentivo à criação de composições de música instrumental contemplou, neste ano, quatro jovens compositores: os pianistas Rafael Martini e Luisa Mitre, a cantora Juliana Perdigão e o vibrafonista Fred Selva.

“Tenho a impressão de que a ênfase do festival em composição e em colaborações musicais exerceu um impacto na percepção das pessoas sobre o que é um festival”, observa Golgher, contando que recebeu um retorno positivo bem maior do que em edições anteriores. “As pessoas começaram a sentir que o festival tem um papel, além de reunir muitos shows sobre um palco. Isso quer dizer que o festival está tocando em um ponto que pode ser desenvolvido”.


O produtor comenta também que, embora algumas pessoas já viessem sugerindo há alguns anos a criação de um selo do festival, ainda tinha dúvidas sobre o momento certo para investir nesse projeto. “Você precisa ter um motivo forte para isso. A ideia é que o selo Savassi grave obras comissionadas pelo festival. Nosso selo não vai ter uma função comercial”, afirma Golgher.

A criação desse selo será, segundo ele, uma das ações mais importantes do Savassi Festival, fechando um ciclo, nos próximos anos. “Os músicos vão compor e apresentar suas obras no festival para um grupo de jornalistas e curadores, que vão divulgar e contratar artistas. O selo, que vai registrar composições feitas para o festival, tornará esse material disponível de uma maneira mais ampla”, explica Golgher, que tem a intenção de lançar o selo em 2018. Por isso, as apresentações de Rafael Martini, Luisa Mitre, Fred Selva e Juliana Perdigão durante esta edição já foram registradas em “multitrack” (um processo de gravação em alta definição sonora).

Outra iniciativa do Savassi Festival com potencial para crescer, nas próximas edições, é o concurso Novos Talentos do Jazz, cujo objetivo é criar oportunidades e abrir espaço para jovens instrumentistas. A partir deste ano essa competição será realizada em parceria com outros dois eventos do gênero no país: o POA Jazz Fest (RS) e o Sampa Jazz Fest (SP).

Representando esses festivais de música instrumental, o produtor gaúcho Carlos Badia e o paulista Daniel Nogueira participaram, ao lado do carioca Pedro Albuquerque (curador do Brasil Jazz Fest), de uma mesa redonda na última sexta-feira (25/8), para conversar sobre as estratégias dessa parceria e suas perspectivas. 


“Foi importante começar essa parceria com outros festivais. Pensando sob o ponto de vista do artista, isso pode mudar uma trajetória. Imagine o efeito sobre a carreira de um músico ou de uma banda jovem que tiver a oportunidade de participar de três festivais. Ou de cinco festivais, quem sabe, já no próximo ano”, comenta Golgher (na foto ao lado, à esquerda, com o curador Pedro Albuquerque). O primeiro músico escolhido para se apresentar nos festivais de Porto Alegre e São Paulo, ainda neste ano, é o pianista e compositor Vitor Arantes.

A parceria entre os três eventos deve resultar em outros desdobramentos, como a realização de um festival de música instrumental brasileira em Nova York, onde o Savassi Festival já realizou três edições, no período 2013-2015. “De nosso primeiro encontro surgiu a ideia de voltar a Nova York, com os três festivais assinando o projeto. Isso pode dar muito certo”, festeja o produtor mineiro, prevendo que o retorno aos EUA tem boas chances de acontecer já no próximo ano.

Os planos de internacionalização do Savassi Festival não param por aí. Depois de trazer o vibrafonista português Eduardo Cardinho para a edição deste ano, Bruno Golgher também pretende levar o evento a Portugal. “Lá ele terá uma configuração diferente de Nova York, onde fizemos um festival de música instrumental brasileira. Em Portugal, teremos um programa de colaboração entre artistas brasileiros e portugueses, que vai resultar em um festival. A ideia é promover um ir e vir permanente”.

Cobertura realizada em Belo Horizonte a convite da produção do Savassi Festival. 








 

 

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