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Ecuador Jazz 2015: Cassandra Wilson relembra Billie Holiday no festival de Quito

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                                                                                                    Cassandra Wilson / Divulgação 

A cantora norte-americana Cassandra Wilson – que vai lançar em abril o álbum “Coming Forth by Day”, dedicado à obra da grande Billie Holiday (1915-1959), cujo centenário é comemorado neste ano – será a atração principal da noite de abertura do Festival Ecuador Jazz. Em sua 11ª edição, o evento tem como sede o Teatro Nacional Sucre, em Quito, de 26/2 a 8/3.

Entre as principais atrações estarão também o trio de jazz contemporâneo The Bad Plus, os cantores de soul Charles Bradley e Joss Stone, o trio de jazz do pianista dominicano Michel Camilo, o quarteto do saxofonista espanhol Perico Sambeat e o duo do pianista cubano Omar Sosa com o trompetista italiano Paolo Fresu. 


A música brasileira também está representada no festival: Vinicius Cantuária, cantor, compositor e violonista amazonense radicado nos Estados Unidos, vai se apresentar em duo com o guitarrista norte-americano Marc Ribot.

O elenco do Ecuador Jazz 2015 inclui ainda atrações locais, como o saxofonista Daniel Bitrán (que já gravou um tributo a Hermeto Pascoal), o grupo Pies en la Terra, o guitarrista Fernando Cilio, o trio do pianista Marcos Merino e a Banda Sinfônica Metropolitana de Quito.

A noite de encerramento – ao ar livre, na Praça do Teatro, dia 8/3 – vai contar com a banda de metais Pichirilo Radioactivo, o grupo chileno Cómo Asesinar a Felipes e a cantora colombiana Totó La Momposina. O evento inclui ainda jam sessions, workshops e uma mostra sobre o jazz no cinema. 


New Orleans Jazz Fest 2014: veteranos do rock entram no elenco para atrair plateias maiores

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Eric Clapton, Bruce Springsteen, Santana, Robert Plant, John Fogerty, Phish, Johnny Winter, Boz Scaggs, Alabama Shakes, Arcade Fire, Avett Brothers, Vampire Incident. Qualquer festival de rock e música pop gostaria de exibir ao menos alguns desses nomes em sua programação, mas todos eles estarão na 45ª edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival – de 25 de abril a 4 de maio, em New Orleans, a capital cultural da Louisiana (EUA).

A cada ano que passa esse festival – um dos maiores do mundo no gênero, com mais de 400 atrações musicais exibidas em 12 palcos – parece abrir mais espaço para a música pop e o rock. Sim, mas não se trata de um processo de descaracterização. Eclético em sua essência, o Jazz Fest (como é conhecido pela população local) recorre a veteranos figurões e bandas alternativas do rock e do pop para atrair mais público, mas continua exibindo um precioso  panorama de diversos gêneros musicais de ascendência negra.

No elenco anunciado hoje, no site do Jazz Fest, destacam-se atrações jazzísticas, como os cantores Al Jarreau, Gregory Porter, René Marie e Rachelle Ferrell, o pianista Chick Corea, o organista Dr. Lonnie Smith e o saxofonista Pharoah Sanders. Também há veteranos e revelações mais recentes do soul, do funk e do R&B, como os cantores Bobby Womack, Chaka Khan, Charles Bradley (na foto abaixo), Charlie Wilson, Frankie Beverly e sua banda Maze. 


Como em anos anteriores, a diversidade da programação vai da salsa do panamenho Rubén Blades ao rap da banda Public Enemy, do blues rural e urbano de Keb’ Mo’ ao folk de “Sugarman” Rodriguez, do country de Lyle Lovett ao pop (dispensável) da cantora Christina Aguilera.

Como já aconteceu na edição de 2000, o Brasil será homenageado neste ano. No Pavilhão de Trocas Culturais, será erguida a tenda Casa do Brasil, para shows de música e dança, exibições de artesanato e degustação de pratos da culinária de rua brasileira. Entre os músicos convidados estarão o cantor Mauricio Tizumba e seu grupo Tambor Mineiro (de Minas Gerais), o Afoxé Omô Nilê Oguniá (Pernambuco), a banda Baiana System (Bahia), o flautista João do Pife (de Caruaru, Pernambuco), além do cantor e violonista gaúcho Riccardo Crespo e grupo Sol Brasil, entre outros artistas radicados na cidade.


Mas o que torna o New Orleans Jazz Fest único no mundo, todos os anos, é a participação de centenas de músicos locais de diversos gêneros e estilos, que não devem nada aos astros mais conhecidos de outras regiões do país: Trombone Shorty, Irma Thomas, Aaron Neville, Branford Marsalis, Terence Blanchard, Allen Toussaint, Walter “Wolfman” Washington (na foto à esq.), John Boutté, Irvin Mayfield, Leah Chase, Kermitt Ruffins, George Porter, Tab Benoit, Davel Crawford, Henry Butler, Nicholas Payton e Dr. Michael White, além de bandas como Preservation Hall Jazz Band, Astral Project, Galactic, The Radiators, Dirty Dozen Brass Band e Hombres Calientes, para citar apenas alguns. Sem eles, o New Orleans Jazz Fest jamais seria o que é.
 
Outras informações sobre a programação e o elenco, venda antecipada de ingressos, hospedagem na cidade e outros detalhes você encontra no site oficial do New Orleans
Jazz Fest.

E abaixo uma animação com as atrações do Jazz Fest 2014:
 

Melhores de 2013: vale a pena ouvir estes 10 discos em 2014 também

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                                                O pianista Stefano Bollani e o bandolinista Hamilton de Holanda

Com a pulverização da indústria musical em milhares de selos e gravadoras independentes, a cada ano fica mais difícil acompanhar o crescente número de discos lançados. Por isso cheguei a pensar, no início de dezembro, em tentar escapar da complicada tarefa de escolher os melhores álbuns do ano.

Porém, o convite para participar de uma enquete para o jornal gaúcho Zero Hora – organizada pelo crítico Juarez Fonseca, colega de profissão que admiro há décadas – me fez aceitar mais uma vez essa missão.

Considero que os meus 10 escolhidos, mais que propriamente “os melhores”, são discos para se conhecer e continuar ouvindo em 2014. Até porque vários deles foram lançados por selos alternativos, com distribuição menos abrangente.

Esta é a minha lista, em ordem alfabética:



• André Mehmari e Mário Laginha, “Ao Vivo no Auditório Ibirapuera” (Estudio Monteverdi)

• Antonio Adolfo, “Finas Misturas” (AAM)

• Cacá Machado, “Eslavosamba” (Circus/YB)

• Charles Bradley, “Victim of Love” (Daptone)

• Gian Correa, “Mistura 7” (YB)

• Marcelo Martins, “Do Outro Lado” (independente)

• Scott Feiner & Pandeiro Jazz, “A View From Below” (independente)

• Stefano Bollani & Hamilton de Holanda, “O Que Será” (ECM/Borandá)

• Vitor Ramil, “Foi no Mês que Vem” (Satolep)

• Wayne Shorter, “Without the Net” (Blue Note/EMI)



Recomendo que você também confira as listas dos críticos Antônio Carlos Miguel (portal G1), Hagamenon Brito (Correio de Bahia), Irlam da Rocha Lima (Correio Braziliense), Kiko Ferreira (Estado de Minas), Paulo Moreira (FM Porto Alegre), Roger Lerina (Zero Hora) e do próprio Juarez Fonseca, que participaram da mesma enquete, neste link do Facebook:

https://www.facebook.com/juarez.fonseca/posts/778706435477536

 

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