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Ari Borger Quartet: organista paulista traça um panorama de estilos do blues
Marcadores: ari borger, bia marchese, blues, boogie woogie, etta james, jimmy smith | author: Carlos CaladoO quarto álbum do pianista e organista Ari Borger também poderia se chamar “Coming Home”, título de uma de suas cinco composições reunidas nesse projeto (lançamento do selo ST2). Depois das bem sucedidas incursões pelo soul, pelo funk e pelo jazz, que exibiu nos CDs anteriores de seu quarteto, esse músico paulista comemora 20 anos de carreira rendendo tributo ao gênero que o lançou e melhor o identifica: o blues.
Da alegria frenética do boogie woogie “Boogie Train” à melancolia de “Coming Home”, as nove faixas do álbum compõem uma espécie de panorama da diversidade do blues. Não faltam também alguns clássicos do gênero, como o suingado “Back at the Chicken Shack”, no qual exibe a influência do jazzista Jimmy Smith, mestre do órgão, ou o pungente rhythm’n’blues “I’d Rather Go Blind”, sucesso da cantora Etta James, que conta os vocais de Bia Marchese. Blues de categoria internacional.
(resenha publicada originalmente no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 27/10/2012)
Soul & Jazz: um namoro musical que começou na década de 1960
Marcadores: george benson, horace silver, jazz, jimmy smith, john scofield, morten klein, soul, tok tok tok, tokunbo akinro | author: Carlos Calado
O soul-jazz da banda alemã Tok Tok Tok alude a um caso de paixão imediata. O jazz começou a namorar a soul music logo após o surgimento deste gênero derivado do rhythm & blues e do gospel, no final dos anos 50. O grande pioneiro das fusões do jazz com o soul foi o pianista Horace Silver, que as antecipou em composições próprias, como “The Preacher” e “Sister Sadie”.
Na década de 60, o soul-jazz reinou absoluto em clubes e bares dos EUA, apreciado por muitos fãs, apesar dos narizes torcidos dos jazzófilos mais puristas, que preferiam ouvir essa música tratada como “arte”, em salas de concertos.
Jimmy Smith, George Benson e Les McCann foram alguns dos inúmeros músicos que se dedicaram a esse estilo híbrido. E ele continua por aí, em discos de jazzistas da cena atual, como o guitarrista John Scofield ou o saxofonista italiano Stefano di Battista. Esse namoro musical ainda vai longe.
(publicado na “Folha de S. Paulo”, em 25/03/2009)
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