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Soul Rebels: banda de metais de New Orleans, que abriu o Jazz Fest, virá ao Brasil

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Com shows já confirmados em São Paulo, a banda norte-americana Soul Rebels está entre as atrações do 44º New Orleans Jazz & Heritage Festival – um dos maiores eventos musicais no mundo, que começou ontem (26/4), na capital cultural da Louisiana, no sul dos EUA. Essa banda de metais, que tem se destacado na cena musical de Nova Orleans, virá ao Brasil para a 11ª edição do Bourbon Street Fest, de 17 a 25 de agosto. Produzido pelo clube Bourbon Street, o evento inclui shows gratuitos, no parque do Ibirapuera. 

A Soul Rebels nasceu na década de 1990, quando os bateristas Lumar LeBlanc e Derrick Moss, integrantes da tradicional Olympia Brass Band, decidiram formar uma banda de metais mais moderna, com abertura para o soul e o funk.

“As críticas dos colegas nos deixaram meio tensos, mas, com o tempo, ajudaram a nos fortalecer. Não queríamos desrespeitar a tradição, foi um processo de evolução natural. Queríamos fazer um som mais urbano”, comenta LeBlanc, por telefone, em entrevista à "Folha de S. Paulo".

Em 2005, quando os efeitos do furacão Katrina destruíram grande parte da cidade, a Soul Rebels quase acabou. Abrigados em diversas cidades do Texas, seus integrantes enfrentaram dificuldades para voltar aos palcos. Ironicamente, em poucos anos a banda ganhou mais visibilidade do que antes. 

Depois de participar da série de TV “Treme”, que retrata o processo de reconstrução da cidade, a banda já dividiu palcos com bandas e artistas de alto calibre, como Metallica, Maceo Parker, Kanye West e Snoop Dogg, entre outros. Hoje, mesmo acostumado a tocar para plateias bem jovens, graças às ligações da banda com o hip hop, o funk e o soul, LeBlanc não menospreza seu vínculo com a eclética cultura musical de sua cidade.

“Como músicos, devemos tudo a Nova Orleans, que nos deu uma formação cultural e espiritual. Até a instrumentação de nossa banda é típica daqui. Se não tivéssemos nascido e crescido em Nova Orleans, seríamos músicos bem diferentes”, observa o baterista.

LeBlanc diz também que ficou com uma ótima impressão do Brasil, em 2010, quando se apresentou com os Soul Rebels, no festival Tudo é Jazz, em Ouro Preto (MG).

“Foi muito legal. A comida era boa e as pessoas bem simpáticas. Tivemos tempo para ver as paisagens e apreciar a música local. Pudemos sentir que o Brasil tem uma herança cultural muito grande”.

O ecletismo do New Orleans Jazz Fest

Tão eclético como a cena musical da cidade que o sedia há 44 anos, o New Orleans Jazz & Heritage Festival (que os moradores da cidade conhecem apenas por Jazz Fest) reúne atrações para todos os gostos – ou quase. Seus 12 palcos, instalados no hipódromo local, oferecem não só vários estilos de jazz, como de blues, soul, funk, R&B, gospel, hip hop, zydeco, rock, reggae, salsa, country, até música brasileira.

Neste ano o Brasil estará representado por duas atrações musicais da Bahia: o cantor, percussionista e compositor Magary Lord (que se apresenta nos dias 27 e 28/4) e o bloco afro Malê de Balê (dias 3 e 4/5).

B.B. King, Frank Ocean, Earth, Wind & Fire, George Benson, Stanley Clarke, Dianne Reeves, Patti Smith, The Black Keys, Ben Harper & Charlie Musselwhite, Joshua Redman, Roy Ayers, Wayne Shorter, Eddie Palmieri e Charles Bradley destacam-se entre as centenas de shows deste ano.

(texto publicado originalmente na versão eletrônica da "Folha de S. Paulo", em 26/4/2013)



New Orleans Jazz Fest 2013: da música negra ao pop, evento anuncia suas atrações

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Photos by Carlos Calado

O New Orleans Jazz & Heritage Festival, um dos maiores eventos do gênero no mundo, anunciou hoje suas atrações para a sua edição de 2013. De 26/4 a 5/5, cerca de 500 mil pessoas devem passar pelas bilheterias do hipódromo de New Orleans, sem falar nos clubes locais, para se divertir com centenas de shows de diversos gêneros musicais. Ou também para experimentar os saborosos pratos típicos da culinária da Louisiana. 
 
B.B. King, Earth Wind & Fire, George Benson, Roy Ayers, Frank Ocean, Jill Scott, Dianne Reeves, Wayne Shorter, Stanley Clarke/George Duke Project, Charles Bradley, Joshua Redman, Frank Beverly & Maze, Taj Mahal e Eddie Palmieri são algumas das atrações do evento, que costuma dedicar a maior parte de seus palcos ao jazz, ao blues, ao R&B, ao funk, ao gospel e outros gêneros da música negra norte-americana.

 
Se você quer conhecer “in loco” a rica diversidade musical dessa cidade, essa é a melhor época do ano. Todos os grandes nomes da cena local, praticamente, têm lugar garantido nos palcos do Jazz Fest: Terence Blanchard (na foto acima), Irma Thomas (abaixo), Ellis Marsalis, Dr. John, Allen Toussaint, John Boutté, Irvin Mayfield, Nicholas Payton, George Porter, Walter “Wolfman” Washington, Galactic, Tab Benoit, Davel Crawford, Henry Butler, John Mooney, Los Hombres Calientes e Glen David Andrews são apenas alguns, entre centenas de artistas e bandas de alta qualidade.

Neste ano, mais até do que em 2012, o Jazz Fest volta a dedicar um espaço bastante considerável para a música pop e o rock de outras regiões dos EUA, numa tentativa de ampliar suas plateias diárias. The Black Keys, John Mayer, Patti Smith, Billy Joel, Maroon 5, Dave Matthews Band, Fleetwood Mac, Hall & Oatts, Ben Harper, Los Lobos e Widespread Panic são algumas das bandas e popstars que vão se apresentar nos maiores palcos do FairGrounds, todos instalados ao ar livre.

Mais informações sobre a programação, venda antecipada de ingressos, hospedagem na cidade e outros detalhes, você encontra no site oficial do New Orleans Jazz Fest.


 

Melhores discos de 2012: álbuns e artistas que merecem ser mais ouvidos

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Todo final de ano esse ritual se repete. Assim como o costumeiro peru nas ceias de Natal ou o lançamento do disco anual de Roberto Carlos (quase sempre o mesmo), os jornais, revistas, sites e blogs publicam suas retrospectivas. Para quem escreve sobre musica, como eu, esta época reserva um grande abacaxi a ser descascado: a eleição dos “melhores” discos do ano.

Não bastasse a tarefa improvável de eleger vencedores em uma atividade artística (que não pode ser quantificada ou medida), essa tentativa se torna mais difícil a cada ano, já que a produção musical cresceu muito depois que o mercado fonográfico se pulverizou em centenas de pequenos selos e gravadoras alternativas.

O fato é que aceitei, mais uma vez, o convite do jornal “Valor Econômico” para indicar cinco álbuns brasileiros e cinco estrangeiros lançados em 2012. Outros críticos e jornalistas especializados também participaram dessa enquete: Tárik de Souza, João Marcos Coelho, Lauro Lisboa Garcia e Luciano Buarque de Hollanda.

De cara, já aviso que posso ter cometido injustiças ao deixar de incluir em minha lista nomes como os de Guinga, Quinteto Villa-Lobos, Mario Adnet, Tom Zé, Caetano Veloso, Bocato, Siba, Antonio Loureiro, Frederico Heliodoro, Tord Gustavsen, Robert Glasper, Bobby Womack e Gregory Porter, entre outros, que também lançaram discos de alta qualidade no ano passado. Claro que, ao final das contas, o gosto pessoal acaba definindo a lista de cada um.


A seguir listo os 10 CDs que indiquei para a enquete do "Valor", em ordem alfabética, sem qualquer intenção de estabelecer uma hierarquia entre eles. Na verdade, eu os considero como sugestões de cantores, instrumentistas e compositores brasileiros e estrangeiros que merecem ser mais ouvidos (ou mesmo conhecidos, mesmo que alguns deles já tenham mais de três décadas de carreira). 

André Mehmari, Chico Pinheiro e Sérgio Santos - “Triz” (Buriti)

Antonio Zambujo - “Quinto” (MP,B/Universal)

Esperanza Spalding - “Radio Music Society” (Montuno/Universal)

Frank Ocean - “Channel Orange” (Def/Jam/Universal)

Jan Garbarek, Egberto Gismonti e Charlie Haden - “Carta de Amor” (ECM/Borandá)

Luciana Souza - “The Book of Chet” (Sunnyside/Universal)

Marcos Paiva - “Meu Samba no Prato” (MP6)

Pau Brasil - “Villa-Lobos Superstar” (Pau Brasil)

Rafael Martini - “Motivo” (Núcleo Contemporâneo)

Toninho Ferragutti - “O Sorriso da Manu” (Borandá)

Recomendo também a leitura das listas formuladas por outros críticos e jornalistas especializados que participaram dessa enquete, publicadas no site do "Valor Econômico", neste link. Aliás, para quem gosta de listas de melhores do ano, recomendo ainda a enquete organizada pelo critico Juarez Fonseca, de Porto Alegre, que reuniu 11 críticos e jornalistas de vários estados do país, da qual também participei. Os resultados foram publicados por Juarez, em sua página no Facebook.



 

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