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9º Bourbon Street Fest: evento traz ao Brasil a diversidade musical de New Orleans
Marcadores: amanda shaw, blues, Bourbon Street Fest, cynthia girtley, delfeayo Marsalis, dirty dozen, jazz, john mooney, nathan and the zydeco cha chas, new orleans, soul, zydeco | author: Carlos CaladoNem seus criadores imaginaram que esse festival poderia crescer tanto. Idealizado em 2003, para comemorar os 10 anos do homônimo clube paulistano, o Bourbon Street Fest chega à nona edição, estendendo sua programação ao Rio de Janeiro (de 31/7 a 3/8) e Brasília (5 e 6/8).
Seu assumido modelo é o New Orleans Jazz & Heritage Festival, um dos maiores eventos musicais do mundo, que é realizado desde 1970 em Nova Orleans (EUA), de onde vem quase todo o elenco.
A programação segue a diversidade musical da pantanosa região da Louisiana: vai do blues ao soul, passando por gêneros locais, como o zydeco (espécie de forró), o dixieland (estilo de jazz tradicional) ou a música das brass bands (bandas de metais).
Os shows de hoje – a partir das 15h30, com entrada franca, no parque Ibirapuera – refletem esse ecletismo musical. A festa começa com a Orleans St. Jazz Band, banda de rua que recria clássicos do jazz tradicional. Depois entra o veterano cantor e guitarrista John Mooney, expoente do blues com a cara da Louisiana.
Outro destaque do cardápio no Ibirapuera é a simpática violinista e cantora Amanda Shaw, garota-prodígio que mistura bluegrass, cajun e rock, em seu repertório. O show termina com o quarteto New Orleans Ladies of Soul, formado por Yadonna West, Angela Bell, Elaine Foster e Tereasa Betts, cantoras que relembram hits de divas do soul e do R&B, como Tina Turner, Beyoncé e Amy Winehouse.
Na próxima semana (de 2 a 6/8), o festival ocupa o palco do Bourbon Street Music Club. Além das atrações citadas, a programação inclui também o jazz moderno do trombonista Delfeayo Marsalis, o funk com metais da veterana Dirty Dozen Brass Band (na foto acima) e o dançante zydeco do sanfoneiro Nathan & Zydeco Cha Chas.
O encerramento do festival, em 7/8 (domingo), inclui também o tradicional Jazz Brunch, que combina pratos da culinária típica de Nova Orleans, assinados pelo chef Viko Tangoda, com uma apresentação da cantora Cynthia Girtley.
Finalmente, no palco montado na rua dos Chanés (em Moema, zona sul), ao lado do clube, a partir das 16h, mais três shows gratuitos: Delfeayo Marsalis, Nathan & The Zydeco Cha Chas e a Dirty Dozen Brass Band. Uma semana para curtir os sons e sabores de Nova Orleans.
(texto publicado na "Folha de S. Paulo", em 30/07/2011)
Amanda Shaw: violinista de New Orleans vem ao Brasil para o Bourbon Street Fest
Marcadores: amanda shaw, blues, Bourbon Street Fest, cajun, jazz, Marva Wright, new orleans, rock | author: Carlos Calado
Foto: Carlos Calado
Fora do palco, ela parece uma garota como outras do sul dos EUA. Mas, com o violino na mão, a pequena e simpática Amanda Shaw cresce e se destaca. Não é à toa que, aos 20 anos, ela é considerada uma das maiores revelações da cena musical de Nova Orleans, na última década.
Foi o próprio diretor do Jazz & Heritage Festival, Quint Davis, que a apresentou à plateia, anteontem, como “a queridinha de Nova Orleans”. Carinho que essa garota nascida em Covington, no interior da Louisiana, vem retribuindo como uma espécie de embaixatriz da cultura local.
“Já toquei em todos os cantos dos EUA e em muitos países. Então posso dizer que não existe um lugar como este no mundo. Nova Orleans é uma cidade tão musical é única, que você pode ouvir música ao vivo, num boliche, num barco, até num cemitério”, disse ela à "Folha".
Amanda começou a tocar violino com 4 anos. Aos 9, já dava “canjas” em clubes, incentivada por figurões da cena local de blues, como Marva Wright e Rockin’ Dopsie Jr. Antes de se decidir pela carreira musical, chegou a atuar em dois filmes da Disney, mas diz que não gostou dessa experiência.
“Durante as filmagens tive que conviver com aquelas garotas que não gostam de comer. Elas só comiam alface, nada mais, todos os dias. Jamais recuso uma lagosta ou carne. Adoro comer”, diz, rindo.
De formação erudita, Amanda conta que seu professor de violino ficou furioso, quando ouviu que ela também queria tocar e cantar música popular. Hoje, por sinal, seu repertório mistura blues, rock, cajun e outros gêneros locais.
“Meu professor achava que o clássico era o único caminho para uma instrumentista como eu. Depois de ouvir B.B. King ou Billie Holiday, entendi que a melhor música é a que sai do coração”, diz ela.
Amanda Shaw será uma das atrações da nona edição do Bourbon Street Fest, agendado para agosto, em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília. O produtor Edgard Radesca, que está em Nova Orleans para programar o evento, confirmou também os nomes do trombonista Delphayo Marsalis e da Dirty Dozen Brass Band.
Outro músico de Nova Orleans que vai se apresentar em São Paulo (no festival Jazz na Fábrica, dias 14 e 15/5, no Sesc Pompéia), o trompetista Christian Scott surpreendeu a platéia do Jazz Fest, anteontem, com uma cena inusitada. No meio de seu show, chamou a namorada, ajoelhou no palco e a pediu em casamento, aplaudido pela platéia.
(Texto publicado na "Folha de S. Paulo", em 7/05/2011)
Fora do palco, ela parece uma garota como outras do sul dos EUA. Mas, com o violino na mão, a pequena e simpática Amanda Shaw cresce e se destaca. Não é à toa que, aos 20 anos, ela é considerada uma das maiores revelações da cena musical de Nova Orleans, na última década.
Foi o próprio diretor do Jazz & Heritage Festival, Quint Davis, que a apresentou à plateia, anteontem, como “a queridinha de Nova Orleans”. Carinho que essa garota nascida em Covington, no interior da Louisiana, vem retribuindo como uma espécie de embaixatriz da cultura local.
“Já toquei em todos os cantos dos EUA e em muitos países. Então posso dizer que não existe um lugar como este no mundo. Nova Orleans é uma cidade tão musical é única, que você pode ouvir música ao vivo, num boliche, num barco, até num cemitério”, disse ela à "Folha".
Amanda começou a tocar violino com 4 anos. Aos 9, já dava “canjas” em clubes, incentivada por figurões da cena local de blues, como Marva Wright e Rockin’ Dopsie Jr. Antes de se decidir pela carreira musical, chegou a atuar em dois filmes da Disney, mas diz que não gostou dessa experiência.
“Durante as filmagens tive que conviver com aquelas garotas que não gostam de comer. Elas só comiam alface, nada mais, todos os dias. Jamais recuso uma lagosta ou carne. Adoro comer”, diz, rindo.
De formação erudita, Amanda conta que seu professor de violino ficou furioso, quando ouviu que ela também queria tocar e cantar música popular. Hoje, por sinal, seu repertório mistura blues, rock, cajun e outros gêneros locais.
“Meu professor achava que o clássico era o único caminho para uma instrumentista como eu. Depois de ouvir B.B. King ou Billie Holiday, entendi que a melhor música é a que sai do coração”, diz ela.
Amanda Shaw será uma das atrações da nona edição do Bourbon Street Fest, agendado para agosto, em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília. O produtor Edgard Radesca, que está em Nova Orleans para programar o evento, confirmou também os nomes do trombonista Delphayo Marsalis e da Dirty Dozen Brass Band.
Outro músico de Nova Orleans que vai se apresentar em São Paulo (no festival Jazz na Fábrica, dias 14 e 15/5, no Sesc Pompéia), o trompetista Christian Scott surpreendeu a platéia do Jazz Fest, anteontem, com uma cena inusitada. No meio de seu show, chamou a namorada, ajoelhou no palco e a pediu em casamento, aplaudido pela platéia.
(Texto publicado na "Folha de S. Paulo", em 7/05/2011)
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