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Vitor da Trindade: compositor e cantor elogia a negritude em seu primeiro álbum
Marcadores: maracatu, negritude, rap, revista do samba, Solano Trindade, vitor da trindade | author: Carlos CaladoConhecido na cena musical como integrante do trio Revista do Samba, com o qual já gravou cinco discos, o percussionista, violonista e cantor Vitor da Trindade lança "Ossé" (edição independente), seu primeiro álbum individual. Presente em quase todo o repertório desse trabalho está sua referência maior: para compor 13 das 14 faixas desse disco, ele musicou poemas do avô, o pernambucano Solano Trindade (1908-1974), influente artista e ativista da cultura afro-brasileira.
Do contagiante maracatu “Maracatucar” à funkeada “Amor”, Vitor passeia por vários ritmos de ascendência negra. Canções como “Mulata” ou “Canto à Musa Crioula” elogiam a negritude, mas o viés social, tão característico da obra de Solano, também está presente. Trazendo vocais falados na linha do rap, “Rio” é umas das canções mais atraentes do álbum: acompanhados por muito suingue e humor refinado, os versos do poeta traçam um irônico olhar sobre a dinâmica social na Cidade Maravilhosa.
Revista do samba: trio de São Paulo projeta alegria em seus sambas e canções
Marcadores: beto bianchi, leticia coura, MPB, osvaldinho da cuíca, revista do samba, samba, seu maninho da cuíca, vitor da trindade | author: Carlos CaladoAtivo desde 1999, o trio Revista do Samba começou fazendo releituras de clássicos do samba, mas já a partir de seu segundo disco (“Outras Bossas”, 2005) deixou claro que a dedicação a esse gênero não seria exclusiva. Essa abertura musical também marca seu quinto álbum, “Samba do Revista” (selo independente), que reúne composições próprias e sambas de Osvaldinho da Cuíca e Seu Maninho da Cuíca, mestres do samba paulista.
Leticia Coura (voz e cavaquinho), Beto Bianchi (violão e vocais) e Vitor da Trindade (percussão e vocais) projetam alegria em quase tudo que cantam e compõem, como nos sambas “Mais uma Cidade”, “Kamzahammidá” e “Rasta-pé do Cercadinho”, que remetem às turnês que o trio tem feito por diversos continentes. Já a marcha-rancho “Cirandinha da Vida” (de Vitor e Solano Trindade) fecha o álbum com beleza e lirismo.
(Resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 26/7/2014)
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