A baterista Mariá Portugal vai tocar na abertura do festival Imprô
Os fãs de música experimental vão ter dois finais de semana repletos de atrações, em São Paulo. O festival Imprô estreia nesta sexta (6/9), às 21h, no Estúdio Bixiga, com uma programação que combina sessões de improvisação livre, oficinas e debates sobre o universo dessa vertente musical.
Na noite de abertura, a baterista Mariá Portugal comanda uma sessão de improvisação, em um quinteto que inclui a clarinetista Joana Queiroz (sua parceira na banda Quartabê), o pianista Paulo Braga, o contrabaixista Rui Barossi e o saxofonista Filipe Nader.
O programa é triplo na noite do sábado (7/9), que começa às 19h20 com os improvisos de Cadós Sanchez (que constrói seus instrumentos), Flavio Lazzarin (bateria eletrificada) e Flora Holderbaum (violino e voz).
Em seguida, a contrabaixista francesa Joëlle Leandre se apresenta pela primeira vez no país. Com uma longa trajetória na cena do free jazz e das experimentações sonoras, ela toca com Mariá Portugal e Thomas Rohrer. Joëlle também fará uma apresentação solo no domingo (8/9), às 17h.
A última atração deste sábado é o encontro da vocalista Juçara Marçal e do guitarrista Kiko Dinucci (parceiros na banda Metá Metá) com o baterista Mauricio Takara e o multi-instrumentista Thomas Rohrer.
A programação musical do Imprô segue até dia 14/9 (sábado), no Estúdio Bixiga, com sessões de improvisação livre em diversos formatos instrumentais. Entre os músicos convidados destacam-se a saxofonista dinamarquesa Mette Rasmussen (dia 13 e 14/9) e a saxofonista alemã Angelika Niescier (dia 14/9).
O festival termina com o Imprôzinho, programa dedicado ao público infantil: a performática carioca Bella exibe suas experimentações sonoras para crianças, no dia 15/9, às 15h, no Sesc 24 de Maio.
A programação do Imprô inclui também dois debates. No dia 7/9, no Lab Mundo Pensante, o tema é “A improvisação livre desde uma perspectiva negra”. Já no dia 14/9, organizadores de festivais do Brasil e da Europa voltados à música experimental conversam sobre suas experiências.
Mais detalhes no site do festival: www.improfestival.com.br
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Imprô: novo festival reúne adeptos da música experimental em São Paulo
Marcadores: angelika niescier, Imprô, joana queiroz, joëlle leandre, juçara marçal, kiko dinucci, mariá portugal, mauricio takara, mette rasmussen, Paulo Braga, rui barossi, thomas rohrer | author: Carlos CaladoYusef Lateef: jazzista norte-americano estréia em palcos brasileiros aos 90 anos
Marcadores: Jason Adasiewicz, jazz, mauricio takara, Rob Mazurek, thomas rohrer, vanguarda, william parker, yusef lateef | author: Carlos CaladoFoto: Tom Beetz / Divulgação
Pela primeira vez no Brasil, o saxofonista, compositor e educador Yusef Lateef vai se apresentar dias 12 e 13/2 (sábado e domingo), no teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo. Aos 90 anos, esse brilhante músico norte-americano é um dos últimos remanescentes das gerações do bebop e do hard bop, que renovaram a cena do jazz, em meados do século 20.
Avesso ao rótulo “jazz”, Lateef tem desafiado categorizações ao longo de sua carreira, iniciada na década de 1940. Antes de começar a liderar seus grupos, acompanhou Hot Lips Page, Roy Eldridge e Dizzy Gillespie. Já na década seguinte, tocou com Charles Mingus, Cannonball Adderley e Grant Green. Ao converter-se ao Islamismo, trocou seu primeiro nome artístico (William Evans) pelo atual.
Seu primeiro instrumento foi o sax tenor, ao qual adicionou o sax alto, vários tipos de flauta e outros instrumentos de sopro menos comuns no universo jazzístico, como o oboé, o fagote, o argol (espécie de clarinete duplo de origem árabe) e o shanai (um parente do oboé de origem indiana).
Considerado um precursor da “world music”, muito antes de esse termo ter se popularizado, Lateef declarou seu interesse pela música oriental, no álbum “Other Sounds”, de 1957. Quatro anos depois gravou “Eastern Sounds”, um de seus álbuns mais admirados (relançado no Brasil pela BMG, em 2003, por incrível que pareça), no qual explorou escalas orientais e politonalidades.
Em sua estréia brasileira, Lateef terá a seu lado um grupo formado por músicos de diversas gerações e nacionalidades: os norte-americanos William Parker (cultuado baixista da cena do jazz de vanguarda), Rob Mazurek (trompetista da banda Chicago Underground , que hoje vive em São Paulo) e Jason Adasiewicz (vibrafone); o suíço Thomas Rohrer (rabeca) e o paulistano Mauricio Takara (baterista da banda Hurtmold). Formação que promete um concerto nada convencional, regido por improvisações livres.
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