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Rio das Ostras Jazz & Blues: festival fluminense terá dois finais de semana

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Um dos maiores eventos do gênero na América Latina, o Rio das Ostras Jazz & Blues trará uma novidade, neste ano, em seu formato. O consagrado festival vai continuar a oferecer shows gratuitos, nos quatro palcos espalhados pela cidade do litoral fluminense, mas ganhou mais uma noite e passará a ocupar dois finais de semana: de 8 a 10 e de 15 a 17 de agosto.

Entre as atrações já confirmadas para a 12ª edição destacam-se o baixista Marcus Miller (na foto acima), os cantores Al Jarreau e Raul Midón (na foto abaixo), o trompetista Randy Brecker e o HBC Super Trio, com o guitarrista Scott Henderson, o baterista Billy Cobham e o baixista Jeff Berlin, e a banda holandesa The Jig. 


Blueseiros de primeira linha, que cultivam diversos estilos desse gênero, também estão no elenco  deste ano: os guitarristas Larry McCray e Popa Chubby, o gaitista Rick Estrin e sua banda The Nightcats, Rockin’ Dopsie Jr. (cantor e percussionista de New Orleans que costuma surpreender as plateias) e o pianista brasileiro Adriano Grineberg. 


A diversidade da música brasileira também está bem representada, com o guitarrista Pepeu Gomes, o instrumentista Carlos Malta e seu grupo Pife Muderno, a violonista e cantora Badi Assad (com participação do percussionista Marcos Suzano), a banda Afro Jazz, a Rio Jazz Orchestra com a cantora Taryn e o violonista Toninho Horta, além da Orquestra Kuarup, que vai abrir o evento mais uma vez.

O festival de Rio das Ostras também está promovendo um concurso para selecionar bandas fluminenses de jazz, blues e música instrumental (saiba mais neste link). 

Outras informações no site do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

11º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival: Lucky Peterson fez plateia dançar e se divertir

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                                                                           O organista e bluesman Lucky Peterson

Diferentemente do ano passado, quando as chuvas prejudicaram grande parte dos shows do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival,  o tempo colaborou.
Para saber que a 11ª edição desse evento (encerrada no último domingo) foi um sucesso, bastou ver a plateia ocupando as instalações da chamada Cidade do Jazz, em Costazul, com um grau de densidade jamais visto nos anos anteriores. Segundo a produção do evento, a média de público por noite teria chegado a 30 mil pessoas, no final de semana.

A noite mais longa e festiva foi a de sábado, encerrada já perto das 4h da madrugada, com a frenética apresentação de Lucky Peterson. Caricato, fazendo graça até com sua imensa barriga, o organista e guitarrista levou a plateia a dançar durante todo o show, especialmente quando recriou clássicos do rock’n’roll, do R&B e do funk, como “Johnny B. Goode” (de Chuck Berry), “Proud Mary” (de John Fogerty) e “It’s Your Thing” (dos Isley Brothers).

O ensandecido bluesman não deixou por menos: exigindo participação total da plateia, fez questão até de descer do palco, arrancando sorrisos e gritos com seus improvisos de guitarra, no meio do público. Quando já parecia prestes a sair de cena, entrou sua mulher, a simpática cantora Tamara Peterson, que o ajudou a conduzir o show-baile ainda por mais de uma hora.

Divertida também foi a apresentação da Victor Wooten Band (foto acima), que precedeu a de Peterson. Recebido como ídolo pela plateia de Rio das Ostras, que já conhecia seu virtuosismo, o baixista e compositor chegou a contar com outros três baixos em sua banda (numa edição do festival, vale ressaltar, que reuniu outros grandes contrabaixistas). Sua canção “My Life”, quase um blues, é uma pérola de humor e suíngue que mereceria ser gravada por outros intérpretes.


Pena que Wooten tenha reservado uma boa parte de seu set às caras e bocas de Krystal Peterson, cantora de ascendência pop que não timbra muito bem com sua música. Depois de fazer covers de Stevie Wonder (“Overjoyed”) e Michael Jackson (“I’ll Be There”), a lourinha – sabe-se lá por que razão – quase comprometeu o show ao interpretar a dramática “Somewhere”, canção do musical “West Side Story”.

Duas outras atrações do sábado não envolveram a totalidade da plateia. Virtuose da guitarra jazzística, com marcante influência do rock, Scott Henderson (na foto acima) abriu sua apresentação com uma versão bem roqueira de “All Blues” (de Miles Davis). Parecendo tocar apenas para si próprio, mesmo ao interpretar a sensível balada “Peace”, não abriu mão de sua pegada de rock, na linha de mestres dos anos 1960 e 1970, como Jimi Hendrix e Jimmy Page. Para os fanáticos por guitarra, no entanto, a performance de Henderson certamente soou como o clímax da noite.

Quem abriu o programa de sábado foi o Will Calhoun Ensemble, quarteto do ex-baterista da banda Living Colour, que tem a seu lado conceituados músicos do jazz contemporâneo: o saxofonista Donald Harrison, o pianista Marc Cary (ambos na foto acima) e o contrabaixista Charnet Moffett. Com momentos quase experimentais, a música de Calhoun mistura longos improvisos, muita percussão e timbres eletrônicos. Num elenco mais calcado no blues, como foi o desta edição, Calhoun e seus parceiros ganharam os aplausos mais eufóricos dos apreciadores do jazz.

(continua) 

 

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