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Etta James: grande intérprete do R&B, no festival de Montreux, em alta definição

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Impulsiva e desbocada, Etta James (1938-2012) foi uma das grandes intérpretes de rhythm & blues. Nas décadas de 1970 e 1980, seu vozeirão tonitruante e suas performances libidinosas faziam alguns cantores de rock parecerem tímidos seminaristas, mesmo no palco.

Registrado em alta definição, este show no Montreux Jazz Festival, em 1993, mostra Etta ainda em grande forma, cantando alguns de seus sucessos, como o atrevido blues “Come to Mama” e a pungente balada “I’d Rather Go Blind”. Porém, nem a inferior resolução de imagem impede que o material extra deste blu-ray roube a cena, com trechos de cinco apresentações anteriores da cantora, no mesmo festival.
 
Versões de dois clássicos do soul, “Drown in My Tears” (de Ray Charles) e “Respect Yourself” (dos Staple Singers), trazem Etta ainda com cara de menina travessa, em 1975, à frente de uma banda recheada de sopros. Já o pesado blues “Take to the Limit”, em 1978, é praticamente um slogan dessa cantora, em formato musical. Na vida e no palco, Etta James não aceitava limites

(resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 29/6/2013)


Average White Band: funk da banda escocesa mostra a globalização da música negra

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Uma banda escocesa, tocando funk, em um festival de jazz na Suíça? Pode parecer meio insólito, mas o show da Average White Band, no Montreux Jazz Festival, relembrado agora no CD "Live at Montreux, 1977" (lançamento ST2), merece a atenção de qualquer um que tenha interesse pela música pop desse período.

Só o “feeling” musical dos saxofonistas Malcolm “Molly” Duncan e Roger Ball, que criaram a AWB, no final dos anos 60, para tocar soul e rhythm & blues, pode explicar tamanha façanha. Contratados pela gravadora Atlantic, esses escoceses chegaram ao topo do “hit parade” norte-americano, em 1975, com o tema instrumental “Pick Up The Pieces”.


Foi com esse funk irresistível, realçado pela guitarra rítmica de Hamish Stuart, que a AWB abriu seu show em Montreux, dois anos depois. Outras canções assinadas pela banda, como a balada-soul “A Love of Your Own” ou os funks “Person to Person” e “Cut the Cake” confirmam que, já naquela época, o idioma da black music norte-americana estava se tornando universal.

(resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", edição de 31/3/2012)

Wayner Shorter: três apresentações bem diversas no festival de Montreux

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Um dos solistas e compositores mais originais do jazz moderno, o saxofonista norte-americano Wayne Shorter aparece neste DVD em três diferentes apresentações no festival de Montreux, na Suíça. O registro mais recente é o de menor interesse: flagra Shorter, em 1996, com um projeto calcado na “jazz fusion” eletrificada da Weather Report, sua banda dos anos 70.

O melhor de "Live at Montreux 1996" (lançamento do selo ST2) está mesmo nos extras, que ocupam grande parte do disco. Em 1991, com Herbie Hancock (piano), Ron Carter (baixo), Tony Williams (baixo) e Wallace Roney (trompete), o saxofonista revive o inventivo quinteto que Miles Davis comandou na década de 1960. Já na apresentação de 1992, Shorter improvisa sua obra-prima, “Footprints”, com Hancock, Stanley Clarke (baixo) e Omar Hakin (bateria).

(resenha parcialmente publicada na “Folha de S. Paulo”, em 20/05/2009)



 

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