A cantora Sandra Fidalgo e o acordeonista Toninho FerraguttiFoi durante os primeiros meses do isolamento social imposto pela pandemia que a produtora Gisella Gonçalves criou um projeto original. Unindo música e comida, o Festival Sabor & Som combina eventos gastronômicos e espetáculos musicais de hoje (23/4) a domingo (25/4). Todos eles serão transmitidos pelo canal da Borandá Produções, no YouTube.
“Cozinhar e ouvir música se mostraram, provavelmente, as atividades mais relevantes na vida cotidiana de todos nós ao longo de todo esse tempo, unindo e nutrindo o espírito humano nesse já longo período em que, por força das circunstâncias, nos vimos obrigados a viver (e conviver) em nossa própria casa”, argumenta a produtora cultural.
Nos três dias de programação, as atividades começam numa cozinha (às 15h) e terminam num estúdio de gravação (a partir das 19h). As chefs Fabiana Badra, Cintia Sanchez e Elenice Altman vão executar, passo a passo, três cardápios completos. Já a programação musical oferece três atrações: a dupla Patrícia Bastos (voz) e Dante Ozzetti (violão), o violonista e cantor Sérgio Santos e a dupla Sandra Fidalgo (voz) e Toninho Ferragutti (acordeom).
Mais informações no site do evento: www.festivalsaboresom.com.br
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Sabor & Som: festival combina atrações musicais e eventos gastronômicos
Marcadores: dante ozzetti, Festival Sabor & Som, gisella gonçalves, patrícia bastos, sandra fidalgo, sérgio santos, Toninho Ferragutti | author: Carlos CaladoBossa 60: Dante Ozzetti cria versões instrumentais para canções de Tom Jobim
Marcadores: ana chamorro, antonio loureiro, dante ozzetti, fábio cury, fernando sagawa, fi maróstica, Gabriel Grossi, gui held, newton carneiro, Nivaldo Ornelas, sesc 24 de maio, tom jobim, vinicius de moraes | author: Carlos CaladoO violonista Dante Ozzetti seguiu as regras de um ousado desafio: criar arranjos puramente instrumentais para canções de Tom Jobim. Uma tarefa que passa pela responsabilidade de lidar com melodias e harmonias de um dos maiores compositores do mundo, abrindo mão de conhecidos versos de letristas de alto quilate, como o poeta Vinicius de Moraes, Chico Buarque ou o próprio Jobim.
A estreia do show “Dante Ozzetti Interpreta Tom Jobim” (apresentado nos dias 26 e 27/1, em São Paulo) fez parte da programação do projeto comemorativo “Bossa 60”, idealizado e produzido pelo Sesc 24 de Maio, cuja equipe de programação apresentou esse desafio musical ao violonista e arranjador paulista.
Dante entrou no palco com uma formação instrumental inusitada, algo entre um conjunto de câmara e uma compacta orquestra, formada por Antonio Loureiro (vibrafone e bateria), Fi Maróstica (contrabaixo e baixo elétrico), Gui Held (guitarra), Nivaldo Ornelas (sax tenor e flauta), Gabriel Grossi (gaitas), Fábio Cury (fagote), Fernando Sagawa (flautas), Ana Chamorro (violoncelo) e Newton Carneiro (viola).
Os arranjos são inventivos, sem jamais soarem desrespeitosos aos originais de Jobim. Explorando bem as combinações permitidas por esses instrumentos de sopro, cordas e percussão, Dante criou texturas e contrapontos que permitem ouvir as belezas jobinianas de outras formas. Entre vários destaques, o arranjo da dramática “Modinha” (de Jobim e Vinicius), com a melodia recriada pela guitarra lancinante de Gui Held, chega a surpreender. A releitura de “Olha Maria” (parceria de Jobim com Vinicius e Chico) ganha uma dose de lirismo tipicamente mineiro graças à flauta de Ornelas. Ou ainda a versão de “Inútil Paisagem”, em duo de Grossi (gaita) e Maróstica (baixo acústico), capaz de tirar o fôlego do ouvinte.
Mas como resistir às palavras de Jobim, que sempre elogiou as belezas da natureza e antecipou em várias de suas canções a questão da ecologia, décadas antes que essa temática entrasse na ordem do dia? Sem quebrar as regras do desafio, Dante também apresentou um arranjo instrumental para a bela canção “Borzeguim” (lançada por Jobim no álbum “Passarim”, em 1987), mas não perdeu a chance de relembrar alguns versos dessa canção, lendo-os antes de tocar.
“Deixa o tatu bola no lugar / Deixa a capivara atravessar / Deixa a anta cruzar o ribeirão / Deixa o índio vivo no sertão / Deixa o índio vivo nu / Deixa o índio vivo / Deixa o índio (...) Deixa a índia criar seu curumim / Vá embora daqui coisa ruim / Some logo, vá embora / Em nome de Deus”.
Preciso dizer que, três décadas depois, esses versos iluminados de Jobim soam hoje mais atuais ainda?
Bossa 60: projeto do Sesc homenageia o estilo musical que conquistou o mundo
Marcadores: alaíde costa, bossa 60, bossa nova, carlos lyra, Claudette Soares, dante ozzetti, Fernanda Takai, george gachot, João Gilberto, marcos valle, Paul Winter, roberto menescal, tom jobim, Wanda Sá | author: Carlos Calado
O violonista Roberto Menescal e a cantora Wanda Sá
Aos 60 anos, ela ainda não perdeu seu espírito juvenil e poético, muito menos a elegância musical que continua a seduzir fãs de várias gerações. Moderna maneira de interpretar o velho samba que conquistou o mundo, a bossa nova será homenageada em vários eventos do “Bossa 60” – projeto idealizado e produzido pelo Sesc 24 de Maio, em São Paulo.
A programação começa com o reencontro de três astros da bossa, nos dias 23 e 24/1. A cantora Wanda Sá, uma das mais conceituadas intérpretes desse estilo musical, reencontra o violonista Roberto Menescal e o tecladista Marcos Valle – dois dos maiores compositores dessa vertente. Nesse show, eles relembram clássicos da bossa, além de sucessos assinados por Menescal e Valle.
Conhecida desde a década de 1990 como vocalista da banda de rock Pato Fu, Fernanda Takai tem demonstrado sua intimidade com a bossa e a MPB, nos últimos anos. Depois do tributo que rendeu à cantora e musa da bossa Nara Leão, agora ela dedica um show inteiro à obra de Tom Jobim (1927-2004), interpretando canções da fase inicial do grande compositor e maestro da bossa, no dia 25/1 (em dois horários).
O cancioneiro de Tom Jobim também serve de ponto de partida para os shows do violonista e arranjador Dante Ozzetti, que aceitou o convite da equipe de programação do Sesc 24 de Maio para participar da série “Tirando de Letra”, nos dias 26 e 27/1. Ele encara o desafio de interpretar conhecidas canções de Jobim, em arranjos instrumentais que enfatizam contrapontos, texturas sonoras e timbres incomuns. Ao lado de Ozzetti estarão craques da música instrumental, como Nivaldo Ornelas (sax), Gabriel Grossi (gaita) e Mestrinho (acordeom), entre outros.
Amigas desde a década de 1960, quando se tornaram embaixadoras da bossa nova na noite paulistana, as cantoras Claudette Soares e Alaíde Costa se reencontram em dois shows, nos dias 30 e 31/1. No repertório, entram alguns dos sucessos mais solares da bossa, como “O Barquinho” (de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) e “Ela É Carioca” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), além de canções mais românticas, como “Ilusão à Toa” (Johnny Alf) e “Morrer de Amor” (de Oscar Castro-Neves e Luvercy Fiorini).
A série de shows do projeto “Bossa 60” termina com o reencontro do saxofonista americano Paul Winter com o violonista e compositor carioca Carlos Lyra, dias 1º, 2 e 3/2. Os dois revisitam o repertório do álbum “The Sound of Ipanema”, que gravaram juntos em 1964, época em que a bossa nova explodiu internacionalmente. Uma histórica parceria que, por sinal, confirma o fato de que a influência inicial do jazz sobre a bossa se tornou recíproca.
Num projeto como esse também não poderia faltar João Gilberto, o hoje recluso cantor e compositor, que sintetizou a essência da bossa nova na batida de seu violão e no seu jeito natural de cantar. Depoimentos de artistas que conviveram com ele, como a cantora Miúcha, o pianista João Donato e os compositores Marcos Valle e Roberto Menescal, estão entre os momentos mais saborosos de “Onde Está Você, João Gilberto?”, filme do franco-suíço Georges Gachot, que já realizou elogiados documentários sobre Maria Bethânia e Nana Caymmi. Exibições nos dias 30/1, 31/1 e 3/2.
Venda de ingressos e outras informações no site do Sesc SP
Aos 60 anos, ela ainda não perdeu seu espírito juvenil e poético, muito menos a elegância musical que continua a seduzir fãs de várias gerações. Moderna maneira de interpretar o velho samba que conquistou o mundo, a bossa nova será homenageada em vários eventos do “Bossa 60” – projeto idealizado e produzido pelo Sesc 24 de Maio, em São Paulo.
A programação começa com o reencontro de três astros da bossa, nos dias 23 e 24/1. A cantora Wanda Sá, uma das mais conceituadas intérpretes desse estilo musical, reencontra o violonista Roberto Menescal e o tecladista Marcos Valle – dois dos maiores compositores dessa vertente. Nesse show, eles relembram clássicos da bossa, além de sucessos assinados por Menescal e Valle.
Conhecida desde a década de 1990 como vocalista da banda de rock Pato Fu, Fernanda Takai tem demonstrado sua intimidade com a bossa e a MPB, nos últimos anos. Depois do tributo que rendeu à cantora e musa da bossa Nara Leão, agora ela dedica um show inteiro à obra de Tom Jobim (1927-2004), interpretando canções da fase inicial do grande compositor e maestro da bossa, no dia 25/1 (em dois horários).
O cancioneiro de Tom Jobim também serve de ponto de partida para os shows do violonista e arranjador Dante Ozzetti, que aceitou o convite da equipe de programação do Sesc 24 de Maio para participar da série “Tirando de Letra”, nos dias 26 e 27/1. Ele encara o desafio de interpretar conhecidas canções de Jobim, em arranjos instrumentais que enfatizam contrapontos, texturas sonoras e timbres incomuns. Ao lado de Ozzetti estarão craques da música instrumental, como Nivaldo Ornelas (sax), Gabriel Grossi (gaita) e Mestrinho (acordeom), entre outros.
Amigas desde a década de 1960, quando se tornaram embaixadoras da bossa nova na noite paulistana, as cantoras Claudette Soares e Alaíde Costa se reencontram em dois shows, nos dias 30 e 31/1. No repertório, entram alguns dos sucessos mais solares da bossa, como “O Barquinho” (de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) e “Ela É Carioca” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), além de canções mais românticas, como “Ilusão à Toa” (Johnny Alf) e “Morrer de Amor” (de Oscar Castro-Neves e Luvercy Fiorini).
A série de shows do projeto “Bossa 60” termina com o reencontro do saxofonista americano Paul Winter com o violonista e compositor carioca Carlos Lyra, dias 1º, 2 e 3/2. Os dois revisitam o repertório do álbum “The Sound of Ipanema”, que gravaram juntos em 1964, época em que a bossa nova explodiu internacionalmente. Uma histórica parceria que, por sinal, confirma o fato de que a influência inicial do jazz sobre a bossa se tornou recíproca.
Num projeto como esse também não poderia faltar João Gilberto, o hoje recluso cantor e compositor, que sintetizou a essência da bossa nova na batida de seu violão e no seu jeito natural de cantar. Depoimentos de artistas que conviveram com ele, como a cantora Miúcha, o pianista João Donato e os compositores Marcos Valle e Roberto Menescal, estão entre os momentos mais saborosos de “Onde Está Você, João Gilberto?”, filme do franco-suíço Georges Gachot, que já realizou elogiados documentários sobre Maria Bethânia e Nana Caymmi. Exibições nos dias 30/1, 31/1 e 3/2.
Venda de ingressos e outras informações no site do Sesc SP
Luiz Tatit: compositor revela novas musas e personagens em 'Palavras e Sonhos'
Marcadores: dante ozzetti, jonas tatit, juçara marçal, lenna bahule, luiz tatit, marcelo jeneci, ná ozzetti, rumo, vanessa bumagny, vanguarda paulista, zé miguel wisnik | author: Carlos CaladoSó um compositor diverso dos padrões convencionais concluiria seu disco contando como cria as canções. É o que faz Luiz Tatit em “Palavras e Sonhos” (lançamento Dabliú), a canção que empresta o título a seu novo álbum, o sexto individual. “Uso palavras picadas no som /Palavras magoadas de tantas paixões /Palavras idiotas e alguns palavrões”, entoa o cancionista paulistano, detalhando nos versos essa receita pessoal, com o humor e a simplicidade que o identificam.
Trata-se de um tema recorrente na obra desse músico incomum. Líder do grupo Rumo, expoente da chamada vanguarda paulista, na virada dos anos 1970 para os 1980, Tatit revelou por meio de suas canções o conceito do “canto falado”. Além das aulas que ministra na Universidade de São Paulo, paralelamente à carreira artística, ele continua a desenvolver pesquisas na área da semiótica da canção, que já renderam vários livros.
A temática da criação também está presente em “Mais Útil”, canção em troteado ritmo country que abre o disco. Como em outras de suas composições, Tatit inventou personagens pitorescas para tratar da inspiração: a negativa Palmira (“Quando sofre é de mentira / Mas adora suspirar”) e a entusiasmada Elvira (“Quando sofre ela se vira /Seu costume é se inspirar”).
Outros saborosos perfis femininos são delineados em canções do álbum. Em “Diva Silva Reis” (“Muito positiva /Mas só quando quer /Viva Diva Silva /Que mulher!”), num divertido flerte com o brega, o arranjo de sopros cria uma passarela sonora para que a diva idealizada por Tatit possa desfilar pelos versos.
Em “Das Flores e das Dores” (parceria com Emerson Leal), não é apenas uma, mas dez as divas retratadas nos versos sintéticos – quase todas com nomes de flores. Já na sentimental “Estrela Cruel” (“Vem vendaval /Vem cascavel /Faz desse mal /Fonte de mel”), o cantor e pianista Marcelo Jeneci, outro parceiro de Tatit, divide com ele os vocais.
Ainda que seja cantada no masculino pelo próprio Tatit, a letra da canção “Do Meu Jeito” (parceria com Vanessa Bumagny) parece discorrer sobre inseguranças e contradições típicas das mulheres. Mas não falta nesse álbum ao menos um mítico personagem masculino: no descontraído foxtrote “Matusalém” (parceria com Arthur Nestrovski), Tatit imagina como é viver após os cem anos.
Outras canções retomam o tema da inspiração. Já gravada por Ná Ozzetti, a dançante “Musa da Música” (parceria de Tatit com Dante Ozzetti) conta com vocais de Juçara Marçal e da moçambicana Lenna Bahule. A queixosa “Musa Cruza” (“Cruza as coxas e aproveita /Minha musa é musa /Nunca satisfeita”) destaca o arranjo de cordas de Fabio Tagliaferri.
Intérprete essencial para a obra de Tatit desde os tempos do Rumo, Ná assume os vocais em “Planeta e Borboleta”, canção sensível sobre as angústias do cantar. O arranjo de Jonas Tatit (filho do compositor), que também assina a produção musical do álbum, combina violões, guitarra e efeitos eletrônicos.
Também já gravada antes pelo parceiro Zé Miguel Wisnik, “Tristeza do Zé” surge agora com a letra completa, com Tatit dividindo os vocais com Juçara Marçal. Melancolia e beleza, numa canção que envereda pelo universo caipira.
Ao ler o título de “Feitiço da Fila”, os fãs da primeira fase do grupo Rumo podem até imaginar uma resposta ao clássico samba “Feitiço da Vila”, de Noel Rosa. Não, o que se ouve é outra daquelas canções agridoces e reflexivas bem ao estilo de Tatit (“E eu entro na fila outra vez /Só por você /Que deixou o mundo /Melhor do que era /Vivo na fila de espera”). Para um paulistano, é irresistível a ironia desse trocadilho.
(Resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 26/3/2016)
Ná Ozzetti: mais próxima do rock, cantora paulista volta com seu quarteto
Marcadores: dante ozzetti, déa trancoso, ivan vilela, jonathan silva, juçara marçal, kiko dinucci, luiz tatit, Marcelo Pretto, mário manga, ná ozzetti, rumo, sergio reze, zé alexandre carvalho | author: Carlos Calado
Foto de Gal Oppido/Divulgação
“Embalei pra vocês, podem abrir”, convida a letra de "Embalar ", bem sacada canção de Luiz Tatit e Dante Ozzetti, que empresta seu título ao novo álbum de Ná Ozzetti (em lançamento do selo Circus). Sem abrir mão da sofisticação musical que caracteriza seus discos, desta vez a cantora e compositora paulista exibe uma sonoridade mais próxima do rock. Nos arranjos, com destaque para a guitarra de Mário Manga, ela conserva o brilho do quarteto que a acompanha desde o álbum “Balangandãs” (2009) e inclui Dante (violões) Sérgio Reze (bateria e gongos) e Zé Alexandre Carvalho (contrabaixo).
Entre vários convidados, como o violeiro Ivan Vilela e os cantores Marcelo Pretto e Juçara Marçal, o duo de Ná com Mônica Salmaso, no quase blues “Minha Voz” (de Déa Trancoso), soa sublime. Outra participação especial é a do cantor e violonista Kiko Dinucci, que assina com Jonathan Silva a bem humorada “Lizete” -- tudo a ver com o canto falado e os personagens hilariantes das canções que lançaram Ná, no saudoso grupo Rumo.
(resenha publicada originalmente no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", edição de 28.9.2013)
“Embalei pra vocês, podem abrir”, convida a letra de "Embalar ", bem sacada canção de Luiz Tatit e Dante Ozzetti, que empresta seu título ao novo álbum de Ná Ozzetti (em lançamento do selo Circus). Sem abrir mão da sofisticação musical que caracteriza seus discos, desta vez a cantora e compositora paulista exibe uma sonoridade mais próxima do rock. Nos arranjos, com destaque para a guitarra de Mário Manga, ela conserva o brilho do quarteto que a acompanha desde o álbum “Balangandãs” (2009) e inclui Dante (violões) Sérgio Reze (bateria e gongos) e Zé Alexandre Carvalho (contrabaixo).
Entre vários convidados, como o violeiro Ivan Vilela e os cantores Marcelo Pretto e Juçara Marçal, o duo de Ná com Mônica Salmaso, no quase blues “Minha Voz” (de Déa Trancoso), soa sublime. Outra participação especial é a do cantor e violonista Kiko Dinucci, que assina com Jonathan Silva a bem humorada “Lizete” -- tudo a ver com o canto falado e os personagens hilariantes das canções que lançaram Ná, no saudoso grupo Rumo.
(resenha publicada originalmente no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", edição de 28.9.2013)
Ná Ozzetti: cantora paulista festeja 30 anos de carreira com diversos parceiros
Marcadores: alice ruiz, arthur nestrovski, dante ozzetti, luiz tatit, makely ka, mário manga, MPB, ná ozzetti, sérgio reze, vanguarda paulista, zé alexandre carvalho, zelia duncan | author: Carlos Calado
Foto: Gal Oppido/Divulgação
Primeiro álbum autoral de Ná Ozzetti desde “Estopim” (1999), “Meu Quintal” (lançamento do selo Borandá) comemora os 30 anos de carreira da cantora paulista como numa descontraída festa para os amigos.
Entre eles estão parceiros mais recentes da intérprete e compositora, como Zélia Duncan, Alice Ruiz, Arthur Nestrovski e Makely Ka, mas é mesmo com Luiz Tatit, seu companheiro frequente desde os tempos do grupo Rumo, na década de 1980, que Ná parece soar mais à vontade, ao musicar e cantar a divertida faixa-título, a inusitada canção “Língua Afiada”, o contagiante funk “Equilíbrio” e o melancólico blues “Entre o Amor e o Mar”.
Já presente no disco anterior de Ná (“Balangandãs”, 2009), o quarteto formado por Dante Ozzetti (violões), Mário Manga (guitarras e cello), Sérgio Reze (bateria) e Zé Alexandre Carvalho (contrabaixo) volta a chamar atenção pelas criativas intervenções instrumentais, que reforçam o frescor dos arranjos coletivos.
(resenha publicada no “Guia Folha – Livros, Discos e Filmes”, em 25/3/2011)
Primeiro álbum autoral de Ná Ozzetti desde “Estopim” (1999), “Meu Quintal” (lançamento do selo Borandá) comemora os 30 anos de carreira da cantora paulista como numa descontraída festa para os amigos.
Entre eles estão parceiros mais recentes da intérprete e compositora, como Zélia Duncan, Alice Ruiz, Arthur Nestrovski e Makely Ka, mas é mesmo com Luiz Tatit, seu companheiro frequente desde os tempos do grupo Rumo, na década de 1980, que Ná parece soar mais à vontade, ao musicar e cantar a divertida faixa-título, a inusitada canção “Língua Afiada”, o contagiante funk “Equilíbrio” e o melancólico blues “Entre o Amor e o Mar”.
Já presente no disco anterior de Ná (“Balangandãs”, 2009), o quarteto formado por Dante Ozzetti (violões), Mário Manga (guitarras e cello), Sérgio Reze (bateria) e Zé Alexandre Carvalho (contrabaixo) volta a chamar atenção pelas criativas intervenções instrumentais, que reforçam o frescor dos arranjos coletivos.
(resenha publicada no “Guia Folha – Livros, Discos e Filmes”, em 25/3/2011)
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