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The ABCD of Boogie Woogie: quarteto britânico se diverte com forma pianística de blues

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 Modalidade de blues calcada no piano, o boogie woogie popularizou-se nos anos 1940 ao frequentar o repertório de expoentes do jazz, como os pianistas Count Basie e Fats Waller. Dançante e de essência rítmica, já na década de 1950 ele contribuiu para a gênese do rock’n’roll.

O nome do quarteto britânico The ABC&D of Boogie Woogie pode dar a impressão de que seu álbum de estreia (lançamento da gravadora ST2) seja uma introdução didática a esse estilo musical, mas, de fato, trata-se apenas de uma sigla com os nomes de seus integrantes. O que os pianistas Axel Zwingenberger e Ben Waters, Charlie Watts, o veterano baterista e membro original da banda Rolling Stones, e o baixista Dave Green querem mesmo é se divertir.

Gravado ao vivo no clube parisiense Duc des Lombards, em 2010, o descontraído CD destaca apenas um clássico do boogie woogie, “Roll’em Pete” (de Pete Johnson e Big Joe Turner), mas composições do grupo, como “Bonsoir Boogie”, “Duc de Woogie Boogie” e “Encore Stomp”, reproduzem bem a forma e a excitação desse estilo musical. 

(resenha publicada originalmente no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", em 27/10/2012) 


Count Basie Orchestra: o swing de uma big band moderna e elegante como poucas

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Gravadas na Basiléia (Suíça), durante uma turnê européia da Count Basie Orchestra, em 1956, as 23 faixas do CD duplo "Mastermasse Basel 1956" (lançamento Biscoito Fino) flagram a big band do pianista e compositor norte-americano em uma nova fase de sua carreira. Depois de liderar durante os anos 1930 e 1940 uma das formações mais conceituadas do estilo dançante conhecido como swing, Basie retornou na década seguinte com um som mais moderno, graças aos criativos arranjos de Ernie Wilkins e Neal Hefti.

Faixas como “Shinny Stockings” e “Eventide” indicam como o repertório da orquestra se sofisticou. Para essa brilhante sobrevida da CBO contribuíram também músicos mais jovens, como o trompetista Thad Jones e os saxofonistas Frank Foster e Frank Wess, ou ainda o vocalista Joe Williams. Em “Every Day”, “Roll’Em Pete” e “The Comeback”, entre outras, Williams prova que poucos intérpretes cantaram o blues com tanto balanço e elegância como ele. 

(resenha publicada originalmente no "Guia da Folha - Livros, Discos e Filmes", em 27/08/2010) 

 

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