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Tony Bennett & Lady Gaga: um encontro artificial, com 'selfies', caras e bocas

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                                                                Tony Bennett, quem diria, babando por Lady Gaga


Depois que as performances bizarras de Lady Gaga deixaram de causar impacto, a cantora pop ítalo-americana segue fazendo o que pode para chamar atenção. A nova tentativa está em “Cheek to Cheek” (lançamento Columbia/Universal), álbum jazzístico que ela gravou em duo com ninguém menos que o veterano Tony Bennett.

Basta ouvir a primeira faixa -- “Anything Goes”, de Cole Porter, em arranjo orquestral –- para se perceber que o grau de empatia musical da dupla se aproxima de zero. A obviedade dos arranjos e do repertório, com conhecidas canções de musicais assinadas por Irving Berlin, Rodgers & Hart e os irmãos Gershwin, entre outras, só perde para as interpretações de Gaga.

Artificial e afetada, ela parece uma corista em teste para papel de protagonista, na medíocre versão de “Lush Life” (Billy Strayhorn). Aliás, todas as versões do álbum não acrescentam nada às gravações de Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Johnny Hartman ou outros grandes cantores de jazz para essas mesmas canções. Um artista do quilate de Tony Bennett –- única razão para se ouvir esse disco –- não precisava passar por isso.

(resenha publicada no "Guia Folha - Livros, Discos, Filmes", edição de 25.10.2014)




Les Paul: DVD narra a história contagiante do pioneiro da guitarra

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Lançado nos EUA em 2007, este documentário sobre a vida do guitarrista norte-americano Les Paul (selo Eagle Vision/ST2) chega ao Brasil três meses após sua morte, aos 94 anos. As primeiras cenas chegam a incomodar pelo tom excessivamente laudatório, mas em pouco tempo já nos rendemos à alegria contagiante desse pioneiro da guitarra – responsável por descobertas nas áreas da gravação e dos efeitos eletrônicos, ou mesmo pela construção de uma das primeiras guitarras de corpo sólido.

Recheado de depoimentos de astros da música, como B.B. King, Keith Richards e Tony Bennett, que reverenciam o legado de Paul, o filme relata a ascensão, a queda e a ressurreição artística desse músico, que se apresentou em clubes de jazz nova-iorquinos durante seus últimos 26 anos. Dizia que tocava “por amendoins”, mas se sentia satisfeito ao fazer o público feliz. Uma espécie de músico em extinção.


(Publicada no Guia da Folha - Livros, Discos e Filmes, em 27/11/2009) 

  

 

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