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Sara Serpa: revelação do jazz, vocalista se apresenta em Tatuí (SP)

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                                                                                                              Photo by João Ornelas


Para quem concluiu três anos atrás um mestrado em Jazz Performance, no conceituado New England Conservatory (Boston, EUA), a vocalista portuguesa Sara Serpa já possui um currículo invejável. Além de ter se apresentado em festivais internacionais e em alguns dos melhores clubes de jazz nova-iorquinos, ela acumula parcerias com nomes de peso na música improvisada contemporânea, como o saxofonista Greg Osby e os pianistas Danilo Perez e Ran Blake.

Mais do que o belo timbre vocal de Sara, chama atenção sua atitude musical: ela não limita seu repertório aos batidos standards dos anos 30 e 40, como fazem inúmeras cantoras da cena jazzística de hoje. Quando decide interpretá-los, como nas gravações que fez com o vanguardista Ran Blake (um de seus professores no New England), ela investe na improvisação criativa, usando a voz como um instrumento.

Nascida em Lisboa, hoje Sara vive em Nova York, onde leciona e se apresenta com seu grupo, que destaca o guitarrista português André Matos. Na próxima segunda-feira (dia 26/9), às 15h, ela fará um misto de workshop e show, no Conservatório de Tatuí, no interior de São Paulo. A seu lado terá a Jazz Combo, formação que reúne professores e alunos dessa instituição de ensino.

Confira abaixo o videoclipe com uma das faixas de “Mobile” (gravado pelo selo Inner Circle), o álbum mais recente de Sara Serpa. Depois assista ao making-of de “Camera Obscura” (lançado pelo mesmo selo), álbum que ela divide com o cultuado piano de Ran Blake.




Jeanne Lee: 10 anos após sua morte, cantora de jazz é preciosidade que poucos conhecem

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É difícil entender por que razão, quase 10 anos após a sua morte prematura, a cantora Jeanne Lee (1939-2000) ainda é tão pouco conhecida entre os apreciadores do jazz. Dona de uma sublime voz de contralto, com um timbre que parece se misturar com o ar que sai de seus pulmões, essa intérprete norte-americana, que completaria 61 anos neste 29 de janeiro, criou uma aproximação bem pessoal entre o jazz moderno e a vanguarda.

Não foi à toa que o crítico nova-iorquino Ben Ratliff incluiu o álbum "The Newest Sound Around" (RCA/BMG, 1961), que Jeanne Lee gravou com o pianista Ran Blake, entre as 100 gravações mais importantes desse gênero, reunidas no livro "The New York Times Essential LIbrary of Jazz" (Times Books, 2002). Basta ouvir as releituras originalíssimas que ela criou para clássicos do jazz e da canção norte-americana, como "Summertime" (Gershwin & Heyward), "Laura" (Mercer & Raskin) ou "Lover Man" (Davis, Sherman & Ramirez), para se apaixonar por sua voz

Como outros músicos de jazz de sua geração, Jeanne gravava e se apresentava mais na Europa, onde chegou a viver. Foi casada com o vibrafonista alemão Gunter Hampel. Nos últimos anos de sua carreira, seu parceiro mais constante era o ótimo Mal Waldron (também pianista de BIllie Holiday), com o qual gravou os preciosos álbuns "After Hours" (Owl/EMI, 1999) e "White Road - Black Rain" (Tokuma, 1995).



Ironicamente, Jeanne Lee chegou a ser convidada pelo produtor paulista Toy Lima, para a edição de 1999 do Chivas Jazz Festival, mas cancelou a vinda ao descobrir que estava com câncer. O convite foi mantido para o ano seguinte, mas seu estado de saúde não permitiu que ela viajasse ao Brasil. Será que nem agora, 10 anos após sua morte, seus discos vão ser relançados?

 

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