Blues, Soul, Funk e R&B: Casa do Saber exibe o curso "A Alma da Música Negra" em junho

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"Blues, Soul, Funk e R&B: A Alma da Música Negra, de James Brown a Tim Maia" é o título do curso que vou dar na Casa do Saber, de 9 a 30 de junho (2009), às terças-feiras. A idéia é abordar a música negra em suas diversas manifestações ao longo do século XX. Aqui vai o roteiro básico das quatros aulas, que serão ilustradas por gravações originais e videos.

9/06: Blues, spirituals, gospel, rhythm & blues - Como as primeiras manifestações musicais dos negros nos EUA saíram dos campos de colheita de algodão e cultos das igrejas batistas para compor a essência da música popular americana produzida no século XX.

16/06: Motown, Stax e Atlantic, sofisticadas fábricas de sucessos. As concepções musicais e as estratégias mercadológicas dos produtores das gravadoras Motown, Stax e Atlantic para dominarem as paradas de sucesso nos anos 50, 60 e 70.

23/06: A modernidade do soul, do funk e do R&B. O soul e outros estilos da black music dos anos 1960 e 1970 seguiram influenciando o pop ou até mesmo o jazz, nas décadas seguintes, fenômeno que se estende até hoje, com brilho especial na cena musical de New Orleans, onde revela traços originais.

30/06: A black music com sotaque brasileiro. A partir dos anos 1960 a música negra norte-americana influenciou e se misturou com a música brasileira, gerando novos estilos, como o samba-rock, o samba-soul e o samba-funk, numa linhagem que se mantém atuante na cena musical de hoje.


Outras informações pelo tel. 011/3707-8900 ou no site da Casa do Saber: www.casadosaber.com.br

Buddy Guy: imprevisível, guitarrista volta a São Paulo com seus blues

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O guitarrista e cantor Buddy Guy, 72, já se apresentou diversas vezes no Brasil, mas não se esquece da primeira temporada em São Paulo. Esse imprevisível bluesman quebrou a formalidade do antigo 150 Night Club, no hotel Maksoud Plaza, de uma maneira que só se esperaria ver em um show de rock.

“Foi em 1985. Na primeira noite, atravessei a platéia do clube, tocando minha guitarra com um fio bem longo. Achei que iria sair num corredor, mas quando percebi já estava dentro do banheiro feminino, cheio de garotas. Eu me diverti muito”, relembra o músico norte-americano, que toca hoje e amanhã, no HSBC Brasil, em São Paulo.

A atitude irreverente e os improvisos incendiários desse inovador do blues certamente contribuíram para a formação de seu fiel fã-clube. Dele fazem parte até figurões do rock, como o britânico Eric Clapton. Sem falar em Jimi Hendrix (1942-1970), para muitos o melhor guitarrista de todos os tempos, que reconhecia Guy como uma de suas maiores influências.

Ligado originalmente à vertente do blues eletrificado de Chicago, onde iniciou a carreira profissional em 1957, Guy também não esconde sua admiração por outro veterano expoente da guitarra e do blues: B.B. King, 83, com o qual acaba de fazer uma extensa turnê de shows pelos EUA

Discípulo do "rei" do blues

“B.B. King não foi um modelo somente para mim, mas para inúmeros músicos. Acho que todos os guitarristas deveriam gravar em seus instrumentos as iniciais do nome dele, como já fiz em uma de minhas guitarras”, diz, revelando que o mestre não pretende se aposentar tão cedo, como chegou a anunciar anos atrás.

Descontente com o fato de as rádios norte-americanas já não tocarem tanto o blues como faziam no passado, Guy acha que seu gênero musical favorito pode encontrar, na crise que abateu a economia mundial, um cenário favorável para retornar às paradas de sucesso.

“Os negros têm retratado situações difíceis como essa de hoje, em suas músicas, há mais de um século. Já nos acostumamos a cantar e a falar sobre bons e maus tempos, mas a situação de hoje é incrível. Até os ricos estão roubando outros ricos”, comenta o guitarrista, dizendo que pretende abordar esse tema em alguma faixa de seu próximo álbum, que deve sair até o final do ano.

(entrevista publicada na "Folha de S. Paulo", em 26/03/2009)



Tok Tok Tok: cantora nigeriana e saxofonista alemão trazem soul e jazz ao Bridgestone Music

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Só mesmo a globalização pode explicar como uma cantora nigeriana e um músico alemão se juntaram, no final dos anos 90, na improvável cidade de Freiburg (norte da Alemanha), para formar uma dupla que revigorou a hoje cinquentona soul music com canções originais, vocais sensuais e influências jazzísticas.

Inédita em palcos brasileiros e ainda sem discos lançados aqui, a banda Tok Tok Tok será uma das atrações da segunda edição do Bridgestone Music, festival que vai ocupar o Citibank Hall, em São Paulo, de 14 a 16 de maio. Até lá, segundo a gravadora Universal, o novo CD da banda, “She and He”, já estará disponível no Brasil.

“Já me pararam algumas vezes na rua para perguntar se eu sou brasileira”, conta a vocalista e letrista Tokunbo Akinro. Filha de um nigeriano com uma alemã, ela passou a infância na África e morou alguns meses nos EUA, antes de se radicar na Alemanha. Conheceu o saxofonista e violonista Morten Klein numa escola de música, em Freiburg, onde ainda vivem.

Voz doce e sensual
Quem já a ouviu sabe por que essa dupla tem aparecido com destaque em festivais europeus. A voz doce e sensual de Tokunbo, os arranjos precisos de Klein e suas saborosas composições já renderam nove álbuns. “She and He”, o primeiro distribuído por uma grande gravadora, pode levar a banda a atingir um público bem mais amplo (ouça trechos das 14 faixas no site www.toktoktok.net).

“A maioria das canções deste álbum fala de amor, mas queríamos fugir de letras óbvias do tipo ‘eu te amo”, “nós nos amamos’. Quando escrevo uma canção, penso que estou criando uma história para um filme. Eu valorizo muito as imagens”, diz a cantora.

A provocativa “Longing for Brad” expressa de maneira bem-humorada a intenção de questionar o papel tradicional da mulher nas relações amorosas. Na letra, Tokunbo menciona os nomes de 27 namorados ou amantes. E diz nos versos finais: “todos esses caras à minha volta / não quero nenhum deles”.

“Por que uma garota não pode, como os homens, ter seus casos por aí?”, pergunta a letrista, que cai na risada quando se pergunta a ela se a canção citada é autobiográfica. “Várias de nossas canções retratam situações que já vivemos, mas gosto de manter um certo mistério sobre isso”, ela responde.

Admiração pela MPB
Única faixa sem letra do CD, “Coração” demonstra a admiração que a dupla tem pela música brasileira. “Aqui na Europa, quando você ouve falar no Brasil já pensa logo em bossa nova. Nós amamos os clássicos de [Tom] Jobim”, diz Klein.


O saxofonista e produtor da banda admite que “She and He” é um álbum mais pop, menos jazzístico que os anteriores “Reach Out” (2007) e “From Soul to Soul” (2006). Mesmo assim, acha que a melhor definição para a Tok Tok Tok ainda é “uma banda de soul e jazz”.

“As canções da soul music falam de pessoas comuns, que são capazes de enxergar a realidade em que vivem sem se colocarem na condição de vítimas”, analisa o saxofonista, observando que muitos clássicos do soul rejeitam o escapismo, diferentemente de outros gêneros musicais.

Não foi à toa que a dupla começou fazendo releituras de sucessos de Ray Charles e Stevie Wonder. Ou se inspirou em outros ídolos do gênero, como James Brown e Isaac Hayes, para fazer o CD “From Soul to Soul”, talvez a obra-prima da banda. “Certamente vamos tocar canções desse álbum aí no Brasil”, promete Klein.

(entrevista publicada na “Folha de S. Paulo”, em 25/03/2009)

Soul & Jazz: um namoro musical que começou na década de 1960

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O soul-jazz da banda alemã Tok Tok Tok alude a um caso de paixão imediata. O jazz começou a namorar a soul music logo após o surgimento deste gênero derivado do rhythm & blues e do gospel, no final dos anos 50. O grande pioneiro das fusões do jazz com o soul foi o pianista Horace Silver, que as antecipou em composições próprias, como “The Preacher” e “Sister Sadie”.

Na década de 60, o soul-jazz reinou absoluto em clubes e bares dos EUA, apreciado por muitos fãs, apesar dos narizes torcidos dos jazzófilos mais puristas, que preferiam ouvir essa música tratada como “arte”, em salas de concertos.

Jimmy Smith, George Benson e Les McCann foram alguns dos inúmeros músicos que se dedicaram a esse estilo híbrido. E ele continua por aí, em discos de jazzistas da cena atual, como o guitarrista John Scofield ou o saxofonista italiano Stefano di Battista. Esse namoro musical ainda vai longe.

(publicado na “Folha de S. Paulo”, em 25/03/2009)



Rogério Rochlitz: música instrumental com pinceladas de humor

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Tecladista da banda Farufyno e do Trio Mocotó, o compositor e arranjador paulista Rogério Rochlitz encara a música instrumental com leveza e pinceladas de humor. “Cores” (selo Pôr do Sol), seu terceiro CD, exibe um repertório bem diversificado: do gingado samba “Simbora!” à erudita “Filarmônica da Chipônia”; do sofisticado baião “De Casa pra Rua” à jazzística balada “Pra Ela”.

E, talvez para dar um pequeno susto no ouvinte, o tecladista ainda comete uma divertida versão de “Crazy Pop Rock” (Gilberto Gil), contando com o vozeirão de Marcelo Pretto (integrantes dos grupos A Barca e Barbatuques). Rochlitz sugere que a música instrumental não precisa ser pretensiosa, muito menos ortodoxa. Pode até provocar sorrisos.

(resenha publicada na “Folha de S. Paulo”, em 18/03/2009)



Sons & Sonidos: festival reúne instrumentistas latinos e brasileiros

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Na década passada, um festival como o Sons & Sonidos - Interseções Latinas, que começa hoje, no Bourbon Street, em São Paulo, dificilmente seria realizado aqui. Além da língua, que separa o Brasil de seus “hermanos” da América Latina, a própria diversidade da música brasileira é um fator que dificulta o acesso de outras preciosas tradições musicais a nossos ouvidos.

Com uma atração estrangeira e uma brasileira a cada noite, sempre às segundas-feiras, até 6 de abril, o evento promete encontros musicais que podem surpreender a platéia. A curadoria é de João Erbetta, produtor paulistano que vive em Nova York.

Entre os artistas de fora, o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba (foto acima) é o único conhecido por aqui. Já o elenco local é uma seleção de grandes nomes da música instrumental brasileira, que inclui o clarinetista Paulo Moura, o guitarrista Heraldo do Monte, o bandolinista Hamilton de Holanda, o violonista Yamandu Costa e a Banda Mantiqueira.

A noite de hoje reúne artistas com atitudes semelhantes frente à tradição musical de seus países. Assim como Hamilton de Holanda usa seu bandolim para recriar choros e sambas com influências do jazz e do rock, a Tango Crash, banda de origem argentina radicada na Europa, utiliza a eletrônica para modernizar o tango.

Também há semelhanças entre o argentino Santiago Vasquez e Heraldo do Monte, que tocam no dia 16. Ambos são multiinstrumentistas que assimilaram influências do jazz, sem deixarem de valorizar os ritmos folclóricos e tradicionais de seus países.

Além de serem virtuoses formados na música erudita, Paulo Moura e Gonzalo Rubalcaba (atrações do dia 23) também possuem fortes ligações com o jazz. Curiosamente, nas últimas décadas, seguiram por caminhos diversos: enquanto o brasileiro se dedicou mais ao choro e ao samba de gafieira, o cubano tornou-se um jazzista de ponta na cena norte-americana.

O tango, a milonga e outros ritmos sulinos devem dar o tom do encontro do pianista Adrián Iaies, outro argentino bastante respeitado nos círculos do jazz, com o gaúcho Yamandu Costa, no dia 30/3. Já a noite de encerramento, em 6/4, promete ser a mais heterodoxa, ao reunir os saborosos sambas e choros da Banda Mantiqueira com o tango bate-estaca do grupo argentino Tanghetto.

(publicada na “Folha de S. Paulo”, em 9/03/2009)

2.º Bridgestone Music: jazz, soul e R&B em três noites de shows inéditos

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Sai a world music, entra o soul. Em sua segunda edição, de 14 a 16 de maio, no Citibank Hall, em São Paulo, o Bridgestone Music Festival investe em outra combinação de gêneros. Em 2008, trouxe atrações de jazz e world music. O foco no jazz permanece, neste ano, mas será temperado por ótimas cantoras de soul e rhythm & blues.

“A world music poderá voltar nas próximas edições”, diz o produtor Toy Lima, explicando que a dose de jazz vai aumentar em função das duas noites que reservou para festejar os 50 anos de “Kind of Blue”, cultuado álbum do trompetista Miles Davis (1926-1991).

Os dois concertos (em 14 e 15/5) serão liderados por Jimmy Cobb, 80, único remanescente do sexteto que gravou o disco. Para reler as clássicas “All Blues”, “So What” e “Blue in Green”, o baterista trará cinco feras do jazz nova-iorquino: Wallace Roney (trompete), Vincent Herring (sax alto), Javon Jackson (sax tenor), Larry Willis (piano) e Buster Williams (baixo).


Duas atrações inéditas no país vão abrir essas noites. O pianista Robert Glasper (foto acima), 30, é uma promissora revelação desta década. Seu jazz contemporâneo engloba elementos de soul, hip hop, até samba. A sofisticada cantora René Marie traz como convidado outro grande talento do jazz revelado há pouco: o trompetista Jeremy Pelt, 32.

Já a terceira noite do festival será focada no soul e no R&B. Tokunbo Akinro, vocalista da banda Tok Tok Tok, pode ser a sensação do evento. A veterana cantora Bettye LaVette estréia no país, no auge de sua carreira. Em janeiro, cantou no show da posse do presidente norte-americano Barack Obama.

Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 21. Mais informações no site do festival: www.bridgestonemusic.com.br


(publicada na "Folha de S. Paulo", em 6/03/2009)



Música instrumental brasileira: site Músicos do Brasil constrói enciclopédia do gênero

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Mesmo sendo considerada uma das mais criativas e diversificadas do mundo, comparável apenas à música cubana ou ao jazz norte-americano, a música instrumental brasileira não é incentivada como merece pela indústria do disco, que nas últimas décadas optou por investir apenas em vertentes de consumo fácil, até descartáveis.

“Ainda temos que aguentar, de vez em quando, um desses poderosos chefões de gravadora dizer que a culpa é da falta de criatividade dos músicos brasileiros”, rebate a pesquisadora Maria Luiza Kfouri, que criou e desenvolveu com Fernando Ximenes o site Músicos do Brasil: Uma Enciclopédia Instrumental (www.musicosdobrasil.com.br), na rede desde fevereiro.

O perfil enciclopédico não impediu que o projeto desse site, patrocinado pela Petrobrás, fosse desde o início pensado para a internet. “Sabíamos que um projeto desta magnitude não estaria ‘pronto’ nunca e, por isso, a internet seria seu meio ideal, para que possamos acrescentar aquilo que vai, sempre, estar faltando”, diz a pesquisadora.

O site já reúne cerca de 700 verbetes com muitos dos principais instrumentistas do país, que traçaram nos palcos e estúdios de gravação a história desta corrente musical: do flautista Pixinguinha (1897-1973; no centro da foto acima) ou do violonista Garoto (1915-1955), chegando a talentos da cena atual, como o bandolinista Hamilton de Holanda ou o pianista André Mehmari.

Recenseamento
Para iniciar a pesquisa, em meados de 2006, Kfouri e Ximenes criaram uma espécie de recenseamento, um minucioso questionário, que foi enviado por e-mail a centenas de instrumentistas. Além de levantar o currículo de cada um, a pesquisa também colheu dados sobre a formação e o “pensamento” desses músicos, mapeando assim seus mestres, influências e parceiros.

Os critérios para definir quais músicos devem estar representados nos verbetes do site resumem-se a apenas um: só entram os que gravaram ou participaram de gravações de pelo menos um disco exclusivamente instrumental.

“Não há outro critério, nem de estilo, nem de gênero”, explica Kfouri. “Tivemos que criar essa regra, um tanto draconiana, pois se não teríamos que ter outras vidas para poder cobrir todos os instrumentistas brasileiros. São milhares aqueles que acompanham cantores e que nunca participaram de uma gravação instrumental”.

As respostas vieram em grande volume, mas músicos pouco afeitos ao e-mail, como o flautista Altamiro Carrilho ou o pianista Amilton Godoy, pediram para gravar seus depoimentos. Já o pianista Francis Hime, curiosamente, preferiu responder o questionário à mão e o reenviou por sedex. “Ainda não conseguimos chegar a alguns músicos, como João Donato, Paulinho da Viola e Edu Lobo, mas estamos insistindo”, conta Kfouri.

Driblando dificuldades
Dificuldades não faltam num projeto tão abrangente. No caso de instrumentistas já mortos, por exemplo, a pesquisa fica mais restrita a consultas a familiares, a poucas obras de referência ou a sites que nem sempre trazem dados corretos.

Mesmo assim, Kfouri observa que a situação na área da pesquisa cultural, no Brasil, tem melhorado. “A biblioteca musical cresceu consideravelmente e a internet tem sido uma ferramenta e tanto, embora muitas vezes ainda se tenha que tomar muito cuidado com as informações que se encontram em determinados sites”.

Além dos verbetes, o site oferece também dissertações universitárias e ensaios sobre instrumentos, estilos, grupos musicais ou discos mais significativos, escritos por especialistas. Entre os músicos que assinam ensaios estão Henrique Cazes (“O Cavaquinho”), Maurício Carrilho (“O Violão de Sete Cordas”) e Benjamim Taubkin (“Piano Brasileiro”).

(Reportagem publicada na "Folha de S. Paulo", em 3/03/2009)


Joyce: shows em SP para lançar CD e DVD ao vivo

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No ano passado, Joyce comemorou 40 anos de carreira com um show recheado de convidados, no teatro Fecap, em São Paulo. Em cartaz no mesmo palco, até domingo, a cantora e compositora lança o CD e o DVD gravados naquela temporada (intitulados “Joyce ao Vivo”), já de olho no futuro.

“O repertorio será um pouco diferente do que deu origem ao CD e ao DVD. Vamos misturar canções antigas e novas, abrindo espaço para o repertorio da turnê européia que faremos em março”, diz ela, que desta vez terá a seu lado o pianista Hélio Alves, o baterista Tutty Moreno e o baixista Rodolfo Stroeter.

Ativa como poucos artistas de sua geração, Joyce também vai excursionar neste ano pelos EUA, Canadá e Japão. E mesmo com uma obra consagrada, com canções suficientes para preencher vários shows, ela continua se dedicando ao trabalho de composição. “Estou com uma fila de canções me esperando para serem terminadas, sozinha ou com parceiros, como João Donato, Marcos Valle, Roberto Menescal e Francis Hime. Graças a deus, a fonte não seca, embora às vezes o tempo seja curto”, diz ela.

Não é à toa que, até o final do ano , a discografia de Joyce deve ganhar mais quatro títulos: um CD autoral a ser gravado em abril, no Japão; o registro de um concerto com a WDR Big Band, na Alemanha, em 2007; um disco inédito com Naná Vasconcelos e Maurício Maestro, gravado em Paris, em 1976; e ainda um DVD em duo com Dori Caymmi.

No repertório da temporada atual, composições mais recentes da cantora, como “Samba de Mulher” (com Léa Freire), aparecem ao lado de seus inevitáveis sucessos, como “Feminina”, “Clareana” (com Maurício Mestro) e “Monsieur Binot”.

(entrevista publicada na “Folha de S. Paulo”, em 28/02/2009)

 

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